Nota em resposta à Folha de São Paulo

Em resposta às falsas denúncias publicadas pela Folha de São Paulo neste 05/07/2016, em matéria com o título “Cultura pode abrir sindicância para investigar atuação do Fora do Eixo”, informamos:

O Ministro Juca Ferreira convidou 3 membros do Fora do Eixo para compor sua equipe, que, durante sua segunda gestão, exerceram de forma republicana e democrática suas atividades. Esses servidores pediram exoneração a partir do Golpe e do posterior afastamento da presidenta Dilma Rousseff.

O Fora do Eixo não fez uso de salas do MinC para realização de reuniões privadas ou institucionais. Participou de reuniões, quando convidado, por ter relação com o tema da reunião ou para consolidação de políticas públicas. A Secretaria de Cidadania e Diversidade possuía inclusive uma sala aberta para uso coletivo de pessoas, grupos e movimentos sociais, utilizada por diversos agentes culturais do Brasil.

O Fora do Eixo não orientou atuação de servidores do MinC. Como movimento que acredita no aprofundamento dos mecanismos de participação social, sempre realizamos o debate com todos os agentes do campo cultural, inclusive os servidores públicos, de forma transparente e democrática. Em nenhum momento em dissonância com a estrutura e a dinâmica institucional do ministério.

O Fora do Eixo nunca enviou nenhum membro do seu coletivo ao Quarup. O Fora do Eixo nunca participou de qualquer agenda do MinC com o governador Rui Costa. Na Bahia, participou de uma agenda pública de construção da TEIA 2016 dos Pontos de Cultura com a participação de movimentos daquele estado e de todo o Brasil.

O Fora do Eixo não recebeu recursos para participar de qualquer agenda do MinC, e como movimento de caráter nacional acompanhou e acompanha a agenda do Ministério da Cultura por compreender que este é o papel e o direito dos cidadãos e cidadãs, coletivos, redes e movimentos no exercício da legítima participação social.

Por fim, entendemos que uma matéria pautada em falsas denúncias constitui uma tentativa de criminalização dos movimentos culturais, protagonistas na resistência ao golpe e na defesa da democracia no Brasil.

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