Comunicação livre como ferramenta de mobilização e organização política que contrapõe a mídia corporativa. A Mídia Fora do Eixo é responsável pela produção, difusão e distribuição de conteúdo da rede que compõe e pelo incentivo a midialivristas que atuam em diversas partes do Brasil.
Desta forma, a Mídia FdE reconhece a comunicação como um direito humano e social e um bem comum, cuja defesa deve ser a democratização da mídia no país, em conjunto com as mais variadas redes e movimentos sociais que pautam tais questões. É papel da Mídia também disseminar a produção de conteúdo cultural e político, contribuindo na transformação social que é pautada nos conceitos de coletividade, protagonismo, autonomia e troca de informações e serviços.
Para tais feitos, conta com ferramentas de transmissão ao vivo, coberturas em tempo real, núcleo de redação especializado, produção audiovisual, fotojornalismo e forte atuação nas redes sociais. Como ferramentas vale-se de ítens simples e de fácil acesso à grande parte da população, tendo a internet como o principal meio e fim de todo o conteúdo e a precarização dos meios como realidade a ser confrontada com inventismo.
Tendo em vista os objetivos, ferramentas e princípios da Mídia Fora do Eixo foram criadas plataformas para a aplicação dessses. A Pós TV, o NINJA, a DF5, TNB e Overmundo foram os produtos midiáticos que vieram a tona, cada qual com seu objetivo específico bem traçado, sendo o NINJA o grande aglutinador das lutas e fins do midialivrismo enquanto veículo que se propõe para ser o contraponto aos grandes veículos de mídia.
NINJA – NARRATIVAS INTEGRADAS DE JORNALISMO E AÇÃO
A popularização da internet – não apenas em território brasileiro, mas em todo mundo – traz consigo um intenso processo de reverberação cultural e virtualização de uma série de questões socioculturais nas últimas décadas. Essa geração já se forma em um mundo virtual, de intenso compartilhamento e incrível rapidez da replicação de informação nas inúmeras redes de afinidades criadas online e offline. Visualizando o potencial de utilização dessas ferramentas on-line, além da crescente acessibilidade a cada vez mais equipamentos e por preços cada vez menores, abre-se espaço para uma real disputa de imaginário através de meios de difusão de informação acessíveis a todos.
Estruturado através de 6 plataformas de diferentes abordagens e linguagens multimídia, ainda que complementares, o Ninja – Narrativas Integradas de Jornalismo e Ação – é o conceito que traz a unidade para que tais plataformas funcionem como uma agência de comunicação livre. Com foco na disputa memética que ocorre nos dias de hoje, o Ninja editora narrativas através de diferentes perspectivas.
As 6 plataformas são: Overmundo, site de jornalismo colaborativo; Pós TV, canal com streamings de diversos conteúdos; Meme, frente responsável pela produção e articulação fotográfica e de peças gráficas; DF5, que produz e distribui conteúdo audiovisual; o TNB, site que conecta artistas a produtores e eventos do país todo; além da frente de Redes, sistema de distribuição de conteúdo online.
Trabalhando de forma integrada, as 6 plataformas são poderosas criadoras de narrativa, ressignificadoras de conceito e instrumentos de disputa simbólica. Com elas, é possível abordar um fato através da perspectiva imagética; promover debate transmitido em tempo real com diferentes convidados em diferentes contextos, ter um espaço disponível à análise ou relato textual e ainda para a criação de produtos audiovisuais que reproduzam com mais verossemelhança o fato, tudo distribuído sistematicamente através de veículos midialivristas e das redes sociais.
Portanto, são convidados a interagir com o NINJA, produtores, distribuidores, empreendedores, artistas das mais variadas linguagens e vertentes, músicos, produtores culturais, jornalistas, midialivristas, escritores, cineastas independentes, videomakers das mais variadas tecnologias, radialistas, fotógrafos, educadores, estudantes, pesquisadores de antropologia, mercado independente e demais agentes da cadeia produtiva da cultura independente brasileira. É importante atentar para a amplitude do público atendido por ela, que inclui jovens e adultos, de 17 a 70 anos, e pertencentes às classes B, C, D e E. Isto representa a pluralidade de informações que interagem com esta cultura remix e ultrapassa os limites da comunicação corporativista e estratificada.