Blog de Tecnologia da frente gestora Fora do Eixo Eventos


* Prêmio Alt Fest ! Poesia - Patrocínio Fliporto - Até 20/out

October 17, 2011, by Alt Fest ! - No comments yet

  • Prêmio Alt Fest ! Poesia * Inscrições Gratuitas até 20 de outubro https://www.facebook.com/event.php?eid=237014813012714
  • https://www.facebook.com/photo.php?fbid=266007453437915&set=a.162956723742989.28126.100000859869599&type=1&theater
  • http://fliporto.net/blog/premio-alt-fest-poesia.html



Dj Carapanã e Jander S/A _ Música Manauara Independente

November 29, 2010, by Cristiane Silva - No comments yet

Através da Mùsica, Dj Carapanã e Jander S/A geram questionamentos sobre cultura manauara e sua forma de fazer música independente.

acesse www.myspace.com/djcarapanaejandersa e confira as músicas, fotos e informações do grupo de hip hop regional que aborda temas como Meio Ambiente, Cultura e Política.

Abraço a todos , Fora do Eixo!

Cristiane Silva



TAL - Televisión América Latina

November 20, 2010, by maximiliano leguiza - No comments yet

Tal

 

Se você é músico ou possui uma banda independente e tem um ou mais videoclipes de suas músicas, baixe o regulamento e faça sua inscrição.

A inscrição e o envio dos videoclipes são online. É um concurso que premia desde o artista que acabou de lançar seu primeiro trabalho até os que já têm algum tempo de carreira.



O concurso visa premiar os videoclipes mais criativos e divulgar os novos talentos musicais da região. Todos os gêneros musicais são bem-vindos, o concurso é exclusivo para talentos latino-americanos.

 



tempus non prohibere - ou sobre o FEBAN, Contato, e outras coisas que acontecem a todo momento

October 12, 2010, by Rodrigo Leme de Almeida - No comments yet

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"o Tempo não pára", bradou um sem-número de vezes o jovem Cazuza, antes de o Tempo parar para ele passar.

e realmente: enquanto Araraquara assistia ao festival de bandas da UNESP ("feban", para os íntimos, com cobertura completa no blogue do Colméia Cultural), São Carlos sentia-se bem com mais uma edição do festival que reúne todas as mídias em uma embalagem só, o IV Contato. em escala nacional, Uberlândia (MG) começava a se preparar para sediar o congresso nacional dos fora-do-eixenses. o Tempo, além de ser relativo, não pára. e isso é uma certeza!

um resumo do sábado, dia 09 de outubro de 2010. depois de alguns dias hospedado em Araraquara, estava começando a ficar perigoso andar pelas ruas arborizadas da cidade: o INTERUNESP estava começando, evento que se pressupõe a reunir os estudantes da faculdade em eventos esportivos, mas que na verdade, é apenas uma desculpa para um monte de bêbados mirins encherem a lata (alguns, pela primeira vez na vida). aqui em São Carlos mesmo, eu descobri algo bem parecido acontecendo: o INTERMED, que reúne todos os estudantes dos cursos de Medicina, corria livre leve e solto pelos gramados da UFSCar. nunca se está a salvo, em qualquer lugar que esteja.

S5032836peqVi Maria Butcher, assisti aos Rélpis e suas performances acrobáticas, conferi Flavião e o retrofuturismo, mas o que me deixou mesmo embasbacado foram as projeções ao ar livre em plena praça coronel Salles (centrão da cidade, mais conhecida como "praça dos pombos"), onde foi armada a praça principal do Contato. faça uma pausa na leitura, e além de conferir o "Coração tremilique" dos araraquarenses, veja com seus próprios olhos uma palhinha do que foi o IV Contato, em:

http://www.youtube.com/watch?v=YNimnje5318 

foram projetados videografismos nos prédios que circundam a praça. notaram o tamanho da projeção? daí eu comecei a folhear o caderninho de programação dos seis dias do evento. logo na primeira página, salta aos olhos:

"CONTATO VERDE - BICICLETAS

se você quiser dar uma volta por São Carlos de bicicleta, fique à vontade! é só ir ao ponto de informações do CONTATO (que o Duzeira e os outros animadores chamavam de "tendinha amarela" , e era realmente a ÚNICA tendinha amarela, em meio a centenas de tendinhas brancas) e pegar emprestados uma bicicleta e um mapa turístico da cidade! eles ficarão disponíveis entre os dias 9 e 11 de Outubro, das 18hs as 24 hs..."

eu emprestei uma bicicleta, e conferi no mapa que o lugar que precisava chegar, só para não fugir à regra de como as coisas nomalmente acontecem comigo, estava fora do mapa. fora do mapa? ou fora do eixo? que trocadilho horrível... mais tarde, eu devolveria a bicicleta, mas o mapa ficaria comigo, guardadinho de lembrança. e daí, lá vai eu, esse 846r3 que vos escreve, correndo tão livre, leve e solto pelas ruas da cidade da minha infância.

cheguei até o Teatro Municipal Alderico Vieira Perdigão. reformado desde o comeco do ano passado, ainda não tinha me sobrado muito tempo para entrar e ver o que mudou. eu parei a bike, estacionei, e fui até a portaria. estava cheia, com um evento acontecendo: "Festival Parlapatões", dizia a portaria. me identifiquei como fora-do-eixense, expliquei como funcionam as coisas quando se lida com conteúdo livre, e eles me deixaram entrar para assistir de perto ao "Proibido para menores". já conto sobre a peça: primeiro, sobre o lugar. inteiramente reformado, o Teatro Municipal da cidade agora está mais moderno. a fachada externa não mudou em nada, à não ser que antes, onde existia cimento, agora é vidro. o pé direito do prédio foi às alturas (calculo, pelo olhômetro, uns 12 metros), as poltronas ficaram confortáveis e pararam de ranger durante os espetáculos. e isso, para os atores, deve ter sido o grande ganho. imagina como que ficava sua cara, durante a declamação do "Hamleto" shakesperiano, em pleno 3o. quadro do terceiro ato, e, além do celular dos espectadores mal educados, você ter que se abstrair também das cadeiras rangentes!

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o espetáculo, "Proibido para menores", é uma peça infantil para adultos, dividido em quadros, em esquetes. inclusive, o que abre como intróito à peça, dura cerca de vinte minutos e é um bom resumo do que se vai ver. a peça dura 88 minutos, e tem a participação especial de Branca de Neve, o camundongo estadunidense Mickey, o cachorro Pluto e, a melhor, a cantora Eliana com a famosa canção de apresentação dos dedos das mãos. Michael Jackson e Elvis fazem aparições especiais, no meio de gritos histéricos de personagens da mítica infantil, reunidos em uma congregação discutindo seus direitos trabalhistas. eles todos concordam em um ponto: "abaixo a festa infantil, brigadeiro à p*t* que o pariu!".

o texto é mordaz, e de autoria de um dos integrantes do grupo, Hugo Possolo. sensacional, eu chego até a dizer genial. rachei o bico de risada. os caras são bons. é bom ver gente boa fazendo bem aquilo que faz. eu pedi cinco minutos para a producão, e veio falar comigo Claudinei Brandão, jundiaiense que há 15 anos excursiona junto dos Parlapatões. foi aí que eu descobri quem era o grupo. famosos eles já me eram, eu não sabia que eram bons assim. Claudinei me explicou suas origens, e eu perguntei como que isso o levou aos Parlapatões. o nome de Hugo foi citado várias vezes: ele, junto de Alexandre Roit, começaram nos idos dos anos 90 em peças mambembes, em plena Praça Roosevelt, Parque do Ibirapuera, Praça da República e onde mais acomodasse o estilo artista-com-maleta itinerante. Hugo Possolo referencia como embrião do grupo "Parlapatões, Patifes e Paspalhões" estas apresentações na cidade paulistana de São Paulo. de lá para cá, muita coisa mudou: o grupo está quase com 20 anos de atividades, e com 32 espetáculos em seu cardápio. para mim, me parece que eles estão prontos para mais 20 anos, e para os outros 20 que virão (se vierem, mesmo), depois destes.

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de volta a Claudinei, ele sentia-se honrado de estar ali na cidade. a mostra Parlapatões estava fora do caderninho de eventos dos realizadores do Contato - uma pena! - e ficou na cidade de sexta a quarta apenas, com apresentações para o público infantil e outras para o público adulto. esta mesma mostra ainda se apresenta em Pindamonhangaba, Araras e Jundiaí. Claudinei tinha se juntado com o grupo em "Û fabuliô", a primeira peça que conferiu ao grupo o status de "artistas", e pisado no palco em 1997 com a homenagem ao célebre palhaço da década de 20, "Piolim". e tinha sido ali, no mesmo teatro Alderico Vieira Perdigão que estávamos, e que agora estava completamente mudado, mas ainda assim o mesmo teatro. "sobre as dificuldades na arte?", eu pergunto. ele me pede que acesse o blogue dos parlapatões, em http://www2.uol.com.br/parlapatoes/home/index.html, e reformule decentemente esta pergunta. eu agradeço a entrevista, convido o artista e seu grupo para se juntar a nossa festa, destranco minha bicicleta e pego rumo na estrada, de volta à praça principal, desejando que em breve nos encontremos novamente.

lá, já estava quase tudo acabado. e as pessoas se dirigiam ao Armazém, um aconchegante boteco numa das mais badaladas ruas da cidade de São Carlos, capital do clima, da tecnologia e por aí vai. eu entrei na balada porque a banda Malditas Ovelhas! iria se apresentar junto dos argentinos dos Falsos Conejos. os Ovelhas, eu já conheço desde o embrião - senhor Djalminha Nery que me diga, enquanto tocava violão nas madrugadas da nossa antiga república estudantil, em Araracrazy, me impedindo de dormir ou me concedendo um sono ainda mais tranquilo. os Conejos, conversei bastante durante o primeiro dia do FEBAN (uma parte desta conversa está disponível em http://www.youtube.com/watch?v=lcERWROJGCQ), e inclusive sinuquei com eles no Esperanza na nossa balada pós-show. mas ainda não tinha ouvido nada, nem uma nota, do que eles faziam ao vivo. era essa a chance!

lá dentro, um pouco de espera. e muita muita gente. quando o show dos argentinos começou, deu pra descobrir porque se chamam de coelhos: eles saltitam, no mesmo lugar e a cada nota. os três, batera, baixo e guitarra, saltitantes, legítimos coelhos. a música que Conejos e Ovelhas dividiram o palco, eu hospedei aqui, ó:

http://www.4shared.com/account/audio/_7l-pfao/conejosovelhas.html

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pior do que morrer jovem é chegar à velhice sem lembranças. acho que isso resume bem o que todos fazemos, nós do lado de cá do eixo, do sistema estabelecido, e a galera que está incorporada à máquina, mas que nem por isso se tornou cínica e aparvoada pelas oportunidades.

daí, foi o fim. eu montei na bicicleta e estava indo embora, fazer minhas coisas. "Já vai, Bagre?" me pergunta um amigo. "Sim." "Pro infinito e além, desta vez?" ele estava começando a me dar nos nervos. "Não, rumo à represa do Broa, desta vez. o Guilherme Negaum tá passando mal e eu vou lá dar uns tapas na cabeça dele, pra ver se melhora. mas amanhã eu tô de volta."

e assim é que foi.



do "aviso de incêndio" do ilustre senhor Walter Benjamin

October 4, 2010, by Rodrigo Leme de Almeida - No comments yet

encontrei, com alguns dias de atraso, esse rascunho do ilustre Benjamin. vejamos. abre aspas:

"a representação da luta de classes pode induzir em erro. Não se trata nela de uma prova de força, em que seria discutida a questão: quem vence, quem é vencido? Não se trata de um combate após cujo desfecho as coisas irão para o vencedor bem, para o vencido mal. Pensar assim é encobrir romanticamente os fatos. Pois, possa a burguesia vencer ou ser vencida na luta,ela permance condenada a sucumbir pelas contradições internas que, no curso do desenvolvimento, se tornam mortais para ela. A questão é apenas se sucumbirá por si própria ou através do proletariado.

"a permanência ou o fim de um desenvolvimento cultural de três milênios são decididos pela resposta a isso. A história nada sabe da má infinitude na imagem dos dois combatentes eternamente lutando. O verdadeiro político só calcula em termos de prazos. E se a eliminação da burguesia não estiver efetivada até um moneto quase calculável do desenvolvimento econômico e técnico (a inflação e a guerra de gases o assinalam), tudo está perdido. Antes que a centelha chegue à dinamite, é preciso que o paviio que queima seja cortado. Ataque, perigo e ritmo do político são técnicos - não cavalheirescos."

 

acho que foi milady Chan Marshall quem me disse isso. ou alguma de suas assemelhadas. certeza que foi às nove e quarenta e seis da manhã, há quatro dias atrás!