Minhas "Pedras" rolaram no Festival Transborda!
September 20, 2010 - No comments yetOlá galera! O Festival Transborda foi realmente uma coisa linda. Primeiro pela diversidade musical de todos os dias. O Coletivo Pegada acertou em cheio ao apostar no formato diversidade! Funk, Soul, Rap, punk, Metal e Samba mostraram que Minas Gerais está muito bem servida de bandas. Mas o melhor foi compartilhar isso com o público de BH. Este sim tinha que ver que o independente hoje é muito profissional e organizado. Perfeito!
Vou contar um pouco sobre alguns detalhes importantes que tornaram o dia da apresentação do Manolos Funk especial. Uma vitória melhor dizendo.
Depois de ver na sexta o show da galera do Cidadão Comum, Cães do Cerrado e do Lepstopirose sabia que os 3 dias iriam ser perfeitos. Apesar do atraso, devido ao tardia liberação do alvará do palco, fiquei impressionado com a estrutura de palco montada. Realmente impressionava e causava ansiedade!
No sábado, sabia que não poderia ir. Tinha um casamento de um grande amigo de infância. Perderia o show do 4 instrumental, Fusile e diversas outras bandas. Foda. Mas tudo bem. Continuo achando estas bandas as mais doidas de Minas! kkk Mas enfim, foi no casamento que tive dúvidas sobre minha participação no domingo. Fato que se acontecesse eu iria ficar decepcionado.
Para quem não sabe, tive um crise de rins (pedra) no casamento, na madrugada de sábado para domingo. Cheio de dores parei no hospital as 2h e só sai as 6h. Minhas horas no hospital foram tensas. Só pensava no show de domingo. Ficava imaginando a tristeza dos meninos caso informasse que não conseguiria fazer o show. Rezei demais. Fica aí um agradecimento ao meus amigos (Lucas, Vivian e Banana) pela assistência.
Sai do hospital as 6h e dormi até 12h! Acordei achando que tinha sido atropelado por um trator ou coisa parecida. Pensei "Meus Deus, não vou conseguir fazer estar no Transborda". Levantei, tomei meu café e aos pouco fui me reabilitando.
Após falar com os meninos, decidi ir para a passagem do som. Achava que ali poderia relaxar um pouco mais. Os meninos se mostram preocupados comigo, claro, mas mesmo eu não estando bem, não queria passar esta imagem para a galera. Além disso, todos me deram muita força. O pessoal do VandaLuz, Eminence, Fabrício Galvani e o Luiz do Festenkois me deram muita força também. Valeu galera.
O tempo foi passando e a energia do local e dos amigos me animou gradativamente. Acredito que os pensamentos tem muita força. Se não estivesse ido para passagem de som acho que não conseguiria fazer o show.
Quando subimos no palco para nossa apresentação e fizemos nossa roda de oração agradeci demais pela força dos Manolos. Pude compartilhar também o emoção do Marcelo que tava com os olhos avermelhados feliz com o momento que estava prestes a acontecer. Parece papo bobo, mas só a gente sabe o quanto era importante aquele momento. Foram tempos de provação durante estes 6 anos e a gente merecia estar ali. Isso é inquestionável.
No show fizemos o nosso melhor! Não sei como consegui ter tanto ânimo no palco depois da noite difícil que tive. Na verdade, amo o som que faço e valorizo demais os amigos que tenho na banda. A coisa flui naturalmente. Fiquei muito feliz com o nosso desempenho e agradeci demais a Deus por ele ter permitido participar daquele momento.
Muita gente curtiu! Alguns comentaram que foi o melhor show do Manolos Funk. E isso deixou a gente bastante orgulhosos. Claro, que não tenho a ilusão de que todos gostaram do nosso show. Não existe unanimidade né? Mas vou abrir uma parêntese estético! akak
Atualmente a música independente passa muito mais por outras vertentes e misturas que não são o funk/californiano e suas variações. Temos nossas influências, mas elas não são nem mais ou menos explícitas que todas as bandas que conheço por aqui. O legado inglês, além do popular "Los Hermanos" são referências bastante fortes em algumas bandas locais mas consigo ver identidade em todos os trampos. Acho que é assim com a gente tb! Não quero que soe como crítica e sim como constatação.
Mas no final das contas para mim tudo isso é irrelevante. O importante é cada fazer o que gosta independente se existe uma mistura exótica, se o som é simples, clássico ou em moldes comuns. As pessoas identificam sempre o que é honesto! Nenhuma banda dura muito tempo sem ser verdadeira com que o que quer.
Acho que é isso!
Parabéns ao Transborda e um viva também aos médicos que me colocaram de pé para participar desta grande salada musical!
Valeu galera do Pegada pelo convite e parabéns pelo trabalho árduo de todo mundo!
Tchululu
Primeira Participação da Reunião Nacional
June 28, 2010 - No comments yetOntem foi a minha primeira participação na reunião do Fora do Eixo Nacional. Apesar, da minha dificuldade inicial de ajeitar o nick name (risos) percebi que estava bem ciente de coisas que achava que estava ausente. Diga-se de passagem, aqui no Vatos, o Fred é um cara que nos passa sempre as informações e foi graças a ele que não me senti perdido. De qualquer maneira, achei importante a minha participação até mesmo para me fazer presente.
Aos poucos vou aprender as tecnologias e me inserir mais no processo. Acho que preciso amadurecer um pouco mais, mas só usando a rede que isso será possível. De antemão agradeço Camila e Lucas do Pegada pela paciência e a total disposição para tirar algumas dúvidas.
A proposta de inserção dos conceitos da rede na políticas públicas foi uma pauta que achei super interessante. A forma como será feita é muito bacana. Se mostra democrática, principalmente, por que eleição é um campo bem arenoso.
Mas é isso aí, vamos que vamos! :))
Guilherme Tchululu (Vatos Coletivo)