<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Roberta Henriques 's RSS feed</title><link>http://foradoeixo.org.br/robertahenriques</link><description>Roberta Henriques 's content published at Fora do Eixo</description><item><title>2011: Um ano que começa quente </title><description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;o lado b da Imersão FEM&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div style="background-color: transparent; text-align: justify; margin: 0px;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="background-color: transparent; text-align: justify; margin: 0px;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash1/hs794.ash1/168436_1788566198132_1358883183_31967425_469538_n.jpg" alt="" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="background-color: transparent; text-align: justify; margin: 0px;"&gt;&lt;em&gt;foto: Frederico Furtado (coletivo 77)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="background-color: transparent; text-align: justify; margin: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 15px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; &lt;/span&gt;
&lt;div style="background-color: transparent; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; margin: 0px;"&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O ano começou com tudo por aqui. Em Minas, onde o tempo, dizem por aí, é mais lento e as pessoas mais pacatas, parece contradizer a tradição. Estamos correndo atrás. Já no início da segunda quinzena de janeiro em uma casa com cara de sítio em Sete Lagoas, com cachorro, gato, inúmeros pés de manga, os coletivos de Minas foram recebidos com, aí sim, a típica hospitalidade mineira. Raíssa deu um show ao encarar a imersão em Sete Lagoas como um desafio e uma oportunidade, e Marcão e Marina, como bons pais que são, deram todo apoio. A comida boa – uma bancada da cozinha super profissional formada pela Irlana, Bianca, Fabiola, Marina, Lorena e o surpreendente estrogonofe do Ávner no domingo – também uma tradição das Minas, parece que deixou todos mais aconchegados, por fim, o café forte do LéoBr acordou quem quase sentia o banzo.  O truco deu aquele clima de churrasco de domingo, enquanto a galera do poker, contemplativa, reclamava da excitação dos truqueiros –  foco para a dupla mais entrosada Pablo e Irlana, os churraqueiros de domingo, e os pokers LéoBr e Lucas, compenetrados. Foco para Marcão e o macarrão, Letícia e sua empolgação, Luciano e seu copinho alvi-negro, Fred e Juliana com o olhar fotográfico sempre atento, Raíssa mandando os meninos irem pra cozinha, a galera do CDC – Charchar, Tassio, Michele – sempre articulando alguma coisa, Fi e o seu “me conte sua vida em 6 passos” e o backing vocal de The Roots, Marina e sua preocupação constante em saber se todos estavam bem, Talles e sua certeza expressa nos olhos enquanto fala, Biba e sua calma e acolhimento, Salgado e sua cornetinha tocando Pour Elise, e todos os demais protagonistas dessas cenas que acompanhei bem mineiramente. Palmas para os highlanders do 77, a galera do Corrente, Goma, Mega, Vatos, Semifusa, os dorminhocos mas sempre atentos do Fórceps, Ciro do Peleja e sua defesa da visitante inesperada, Sem Paredes chegando de mansinho e, claro, meus amigos do Pegada - imersos novamente menos de uma semana depois - e os guerreiros do Colcheia. Planos, estratégias, desafios, tudo arquitetado, ponderado e discutido em meio a tudo isso. Precisa dizer que 2011 será um ano quente em Minas? Acredito que não.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Wed, 26 Jan 2011 19:06:31 -0200</pubDate><link>http://foradoeixo.org.br/robertahenriques/blog/2011-um-ano-que-comeca-quente</link><guid>http://foradoeixo.org.br/robertahenriques/blog/2011-um-ano-que-comeca-quente</guid></item><item><title>Baliu</title><description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na hora da festa, exatamente na primeira cerveja ouvi: “A gente precisa muito de vocês aqui”. Essa foi uma das frases de impacto que ouvi em Ipatinga no Festival Balido realizado pelo coletivo Pé de Cabra. Neste momento o Candeeiro Encantado tinha acabado de tocar e mandou tão bem que fez até alguns membros sérios e reservados do Pegada mostrarem todo seu gingado no meio do salão.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ali conheci uma galera muito a fim de trabalhar, de conhecer o Circuito e de oferecer à cidade mais que os eventos com “grandes” nomes pops como foi dito por alguém no debate que deu início ao festival. Inclusive o debate foi um bom momento pra avaliar o que aconteceu em Ipatinga: ele foi pensado de forma bem espontânea como disse o Wellder do Pé de Cabra, eles juntaram algumas pessoas que consideravam boas para dar &lt;span&gt; &lt;/span&gt;um caldo na discussão. O debate rolou enquanto as pessoas compravam e bebiam cerveja, muitas conversavam ao fundo do “salão” do clube, várias se empolgavam com as conversas entre amigos, e riam e falavam alto. E a mesa empenhada em cumprir seu papel, impassível, prosseguiu a discussão que conseguiu prender a atenção de alguns que fizeram intervenções interessantes ao final, coisa de quem se atentou ao que era dito. Aqueles poucos que valem muito a pena.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="/articles/0026/9035/balido.JPG?1289341091" alt="Balido" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ao final do debate, fim também dos dois ambies criados ali, virou tudo festa. Entre covers e autorais, a galera não polarizou nada, queria se divertir. Mas a vizinhança se incomodou com a diversão, a polícia chega no meio do show do El Efecto e Xyku que tava empolgadão teve de segurar a onda e ir conversar com os policiais. Algumas reclamações da altura do som, mais uma e levariam o cara preso. Água fria na galera, nem me fala, o show do El Efecto estava incrível! &lt;span&gt; &lt;/span&gt;Na rodinha que se fez na entrada do salão, o pessoal do coletivo, os amigos exaltados e os policiais, no resto do salão, as pessoas reclamando e sugerindo “é só abaixar o som!”.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fim da festa, lei do silêncio, precaução do pessoal do coletivo. Alguém ameaça uma revolta “quero meu dinheiro de volta!”. Mas, curiosamente, o clima de festa se manteve, do bar à banquinha do Pegada. O festival foi uma mostra do que pode ser feito na cidade com pessoas dispostas a trabalhar e se conectar. E que nada! Ipatinga não precisa tanto dos “de fora” como precisa dessa galera que está lá no dia-a-dia tentando a duras penas movimentar a cena, se conectando com o mundo e incluindo no debate essa nova forma de produzir e trabalhar cultura. Ipatinga precisa do Pé de Cabra e do Balido berrando bem alto!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 09 Nov 2010 19:23:14 -0200</pubDate><link>http://foradoeixo.org.br/robertahenriques/blog/baliu</link><guid>http://foradoeixo.org.br/robertahenriques/blog/baliu</guid></item><item><title>Estão tocando o nosso samba duro</title><description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Daqui a um segundo já é futuro, “um passo a frente e você não está mais no mesmo lugar”.  Somos o futuro da geração de Gil? Quantos passos demos, em que lugar estamos? Quanto a geração de Gil teve de caminhar e retroceder pra que a nossa dissesse “&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%; color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;a coisa já não pode ficar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%; color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%; color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;como está&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;”?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="/articles/0026/8999/futurivel.jpg?1289336623" alt="Futurivel" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O revólver do coração de Gil “atirava no que via, mas não matava o desejo do que ainda não existia”, Gil já era futuro, firme alicerce dessa moçada descontente que sente que seu “&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;coração não quer nada no futuro, ele só quer pra já, já que está maduro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;”. Enquanto a geração de Gil assentava-se no “seguro de vida, no pecúlio” que era sua garantia, ele era um novo anjo do inferno que colocava “qualquer coisa em seu lugar”, até o que não tinha lugar – o desejo, a revolta, a náusea, o sonho. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Só uma galera que tinha “passado-futuro-presente fundido e confundido” em suas mentes poderia gerar um tempo onde o tempo é outro. A macacada hoje alardeia por aí:  fiquem espertos, “no futuro você vai tocar meu samba duro sem querer”. Isso já foi ontem, toca-se hoje esse samba duro e toca-se porque quer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 09 Nov 2010 18:09:06 -0200</pubDate><link>http://foradoeixo.org.br/robertahenriques/blog/estao-tocando-o-nosso-samba-duro</link><guid>http://foradoeixo.org.br/robertahenriques/blog/estao-tocando-o-nosso-samba-duro</guid></item><item><title>Isso ainda vai nos levar além</title><description>&lt;p&gt;Foi na estrada onde meu pensamento começou, cheguei do congresso em Uberlândia no último domingo, foram algumas horas de viagem até BH. Estranhamente após 8 dias fora de casa, cheguei e já queria sair novamente, não sei pra onde. A urgência provavelmente veio da excitação do congresso e de alguns encontros vividos nele, mas principalmente, de vários momentos nos quais senti É &lt;span class="caps"&gt;ISSO&lt;/span&gt;! Não tenho convicção nenhuma, não sei qual o melhor caminho, sou um fracasso no uso de mapas, nunca sei muito por onde ir, raramente tenho certezas. Minto! Tenho uma certeza: a de que o caminho deve ser sempre experimentado e é aí que se descobre se era o correto. Este é meu caminho, minha única certeza no momento, é como valoro tudo o que experimentei em Uberlândia nos últimos dias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Encontrei pessoas que fazem de seus projetos, projetos de todos. Pessoas que tem idéias incríveis e as tratam como nossas idéias. Pessoas que fazem dessas idéias projetos realizáveis, lúcidos, despertos pra tudo. Pessoas que se conectam porque assim se sentem amparadas e amparam as outras. Cara, seria a descoberta da roda? Ou o reconhecimento do modo de viver que tá no &lt;span class="caps"&gt;DNA&lt;/span&gt; humano e quase sempre silenciado: gostamos de viver em bando! Opto pela simplicidade da proposta, viver junto é o jeito que sabemos viver. As saídas e as tecnologias criadas não são simples, mas o embrião é: pessoas precisam estar juntas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acho Leminski foda: Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 21 Oct 2010 00:17:58 -0200</pubDate><link>http://foradoeixo.org.br/robertahenriques/blog/isso-ainda-vai-nos-levar-alem</link><guid>http://foradoeixo.org.br/robertahenriques/blog/isso-ainda-vai-nos-levar-alem</guid></item></channel></rss>
