Seguindo com a programação de bandas da edição Belorizontina do maior festival integrado do planeta, a sexta feira reserva algo especial para os amantes da psicodelia instrumental e do rap. Contrastando sensivelmente com a noite de quinta, sons que vão do ambient ao krautrock, passando pelos versos cheios de realidade do hip hop.
Aeromoças e Tenistas Russas (São Carlos/SP)
Pegada Recomenda
Por Raul Mariano
Um avião em chamas, vindo de Moscou, cai em queda livre. Dentro dele, enquanto quase todos os passageiros gritam desesperados, duas loiras jogam ping-pong e a aeromoça toca “ob-la-di ob-la-dá” no saxofone. A cena descrita bem que poderia ser a de um filme tragicomédia chamado Aeromoças e Tenistas Russas, mas é mais do que isso. Faz alusão ao conjunto de sensações que é possível ter quando se ouve o pop rock progressivo instrumental -
sim, esse estilo existe! – do grupo formado pelos paulistanos Juliano Parreira (baixo), Gustavo Hoolis (teclados), Nilo (bateria) e Thiago “Hard” (sax, guitarra e vocal).
A música praticada pelo quarteto é quente, intensa e bem-humorada. Características resultantes da mistura de influências que passam pelo rock, samba, funk, fusion, psicodelia estelar e acid jazz. Ingredientes suficientes
para fazer surgir uma paisagem sonora repleta de nuances, relevos, texturas e andamentos que, apesar de muito bem lapidados, não se tornam difíceis.
Prova disso é “Insomne”, música que parece mais ter nascido numa tarde descontraída de domingo, num encontro entre a banda, Jamiroquai e Sérgio Mendes, depois de algumas cervejas e muitas risadas. Em “O Samba”, a
máxima “Quem fuma fica com quem fuma/quem bebe fica com quem bebe/por que não pode todo mundo/só ficar alegre?” comprova que o quarteto bebe na fonte da boa e velha MPB e se arrisca – sem deixar nada a desejar para a velha guarda do samba brasileiro.
As aeromoças são aquele tipo raro de banda que faz música inconseqüente, sem pensar em limites e, que, de tão livre, não sabe aonde vai parar. Talvez por esse motivo, o grupo que surgiu em 2007, já tenha passado por festivais
importantes como o Macondo Circus (Santa Maria/RS), Calango (MT), Festival PIB (Produto Instrumental Bruto) e Grito Rock 2010 em SP.
Agora chegou a hora de BH receber a banda na edição 2011 do Grito Rock. A pista vai ser A Obra e a aterrizagem está marcada para a próxima sexta, dia 04/03, as 22h. Que venha o avião em chamas!
Jacques Villeneuve Experience from DF5 – Distribuidora de Filmes Fo on Vimeo.
9 pessoas. 9 cabeças pensantes. Talentosas. Experientes. Veteranos da cena independente de BH, Zimun é uma experiência musical peculiar para o ouvido desacostumado à experimentação e fusão de estilos. Com bases instrumentais que permeiam o funk, o jazz e – por que não dizer? – o rock, a mistura de instrumentos inusitados como vibrafone e trompete são cama para versos declamados com a verdade que só vocalistas de rap conseguem fazer. Mas Zimun é mais do que uma banda de rap. Para o Grito Rock a banda se apresentará em uma formação reduzida, com DJ’s e vocalistas apenas, então fique com um vídeo da galera toda, pra você já ir esquentando os ouvidos.
Completando a noite, Dj’s Charchar e Ennevaldo com muito indie, rock e pop pra quem comparecer.
Serviço
O quê:Grito Rock 2011: Belo Horizonte
Quando: 04/03
Bandas: Aeromoças e Tenistas Russas (SP) e Zimun (BH)
DJs: Charchar + Ennevaldo
Quanto: R$20
Onde: A Obra (Rua Rio Grande do Norte, 1168, Savassi)
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