Grito Rock BH 2011 – bandas de sexta, 04/03

March 2, 2011, by Coletivo Pegada - No comments yet

Seguindo com a programação de bandas da edição Belorizontina do maior festival integrado do planeta, a sexta feira reserva algo especial para os amantes da psicodelia instrumental e do rap. Contrastando sensivelmente com a noite de quinta, sons que vão do ambient ao krautrock, passando pelos versos cheios de realidade do hip hop.

Aeromoças e Tenistas Russas (São Carlos/SP)

Pegada Recomenda
Por Raul Mariano

Um avião em chamas, vindo de Moscou, cai em queda livre. Dentro dele, enquanto quase todos os passageiros gritam desesperados, duas loiras jogam ping-pong e a aeromoça toca “ob-la-di ob-la-dá” no saxofone. A cena descrita bem que poderia ser a de um filme tragicomédia chamado Aeromoças e Tenistas Russas, mas é mais do que isso. Faz alusão ao conjunto de sensações que é possível ter quando se ouve o pop rock progressivo instrumental -
sim, esse estilo existe! – do grupo formado pelos paulistanos Juliano Parreira (baixo), Gustavo Hoolis (teclados), Nilo (bateria) e Thiago “Hard” (sax, guitarra e vocal).

A música praticada pelo quarteto é quente, intensa e bem-humorada. Características resultantes da mistura de influências que passam pelo rock, samba, funk, fusion, psicodelia estelar e acid jazz. Ingredientes suficientes
para fazer surgir uma paisagem sonora repleta de nuances, relevos, texturas e andamentos que, apesar de muito bem lapidados, não se tornam difíceis.

Prova disso é “Insomne”, música que parece mais ter nascido numa tarde descontraída de domingo, num encontro entre a banda, Jamiroquai e Sérgio Mendes, depois de algumas cervejas e muitas risadas. Em “O Samba”, a
máxima “Quem fuma fica com quem fuma/quem bebe fica com quem bebe/por que não pode todo mundo/só ficar alegre?” comprova que o quarteto bebe na fonte da boa e velha MPB e se arrisca – sem deixar nada a desejar para a velha guarda do samba brasileiro.

As aeromoças são aquele tipo raro de banda que faz música inconseqüente, sem pensar em limites e, que, de tão livre, não sabe aonde vai parar. Talvez por esse motivo, o grupo que surgiu em 2007, já tenha passado por festivais
importantes como o Macondo Circus (Santa Maria/RS), Calango (MT), Festival PIB (Produto Instrumental Bruto) e Grito Rock 2010 em SP.

Agora chegou a hora de BH receber a banda na edição 2011 do Grito Rock. A pista vai ser A Obra e a aterrizagem está marcada para a próxima sexta, dia 04/03, as 22h. Que venha o avião em chamas!

Jacques Villeneuve Experience from DF5 – Distribuidora de Filmes Fo on Vimeo.

Zimun (BH)

9 pessoas. 9 cabeças pensantes. Talentosas. Experientes. Veteranos da cena independente de BH, Zimun é uma experiência musical peculiar para o ouvido desacostumado à experimentação e fusão de estilos. Com bases instrumentais que permeiam o funk, o jazz e – por que não dizer? – o rock, a mistura de instrumentos inusitados como vibrafone e trompete são cama para versos declamados com a verdade que só vocalistas de rap conseguem fazer. Mas Zimun é mais do que uma banda de rap. Para o Grito Rock a banda se apresentará em uma formação reduzida, com DJ’s e vocalistas apenas, então fique com um vídeo da galera toda, pra você já ir esquentando os ouvidos.

Completando a noite, Dj’s Charchar e Ennevaldo com muito indie, rock e pop pra quem comparecer.

Serviço

O quê:Grito Rock 2011: Belo Horizonte
Quando: 04/03
Bandas: Aeromoças e Tenistas Russas (SP) e Zimun (BH)
DJs: Charchar + Ennevaldo
Quanto: R$20
Onde: A Obra (Rua Rio Grande do Norte, 1168, Savassi)

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Grito Rock BH 2011 – Programação de quinta-feira (3/3/11)

March 1, 2011, by Coletivo Pegada - No comments yet

O Grito Rock BH 2011 invade mais uma vez a casa parceira A Obra, para uma semana de opções musicais a quem quer curtir o carnaval em BH. Sendo assim, nós, do Pegada, preparamos juntos com a casa uma programação especial de shows que vão, no mínimo, te fazer sorrir.

Contemplando a diversidade de estilos que a música independente de MG nos dá, e sendo BH uma das capitais mundiais do heavy metal, esta quinta-feira é dedicada aos camisas pretas. Sons pesados, de qualidade e com muita agressividade invadem A Obra e farão tremer os subsolos de BH. Vamos à bandas.

Mugo (Goiânia/GO)
Oriundos de Goiânia Rock City, um dos expoentes do metal brasileiro chegam a BH para destruir tímpanos. Com uma mistura de metal moderno, thrash metal e stoner rock, o quarteto tem tudo para conquistar fãs por aqui. Se liguem no clipe da música Screams, logo abaixo e prepare-se para bater cabeça.

Arc-Over (BH)
A galera do hardcore pode se sentir contemplada com o Arc-Over. A banda herdou a vaga vencida pela Irônika, nas prévias do Espaço Rock Bar, a qual eles ficaram apenas 0,2 pontos atrás. O mérito, mais do que evidente, se comprova ou ouvir o som da galera. Se liga no clipe abaixo e se prepare para moshar.

Coiotes S.A.
Fechando o line up de bandas da noite, a Coiotes S.A. traz na bagagem o metalcore agressivo, rápido e barulhento que todo ser humano de bem precisa ouvir uma vez na vida. Um dos bons nomes da música extrema de BH e com lançamento de álbum previsto para este ano, você, camisa preta de plantão, vai se deleitar com o show dos caras.

Completando a noite que vai fazer a alegria dos presentes, dj’s StereoTóxico e CtrlZ colocarão as cabeças para balançarem frenéticas e incessantemente com uma seleção especial das vertentes do metal e do rock pesado.

Serviço

Grito Rock BH 2011
Dia: 03/03
Bandas: Mugo (GO), Arc Over (BH) e Coiotes S.A. (BH)
DJs StereoTóxico + CtrlZ
Quanto: R$15
Onde: A Obra (Rua Rio Grande do Norte, 1168, Savassi)

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[Áudio de Pegada] – Monitorando ao vivo

March 1, 2011, by Coletivo Pegada - No comments yet

Por Eduardo Curi

Gravar ao vivo é divertidíssimo. Já cansei de escrever nesta coluna sobre as nossas experiências gravando na Obra (você pode conferir os bootlegs aqui). E apesar de abordar exaustivamente o tema, eu sempre descubro coisas novas a cada gravação que faço.

Um dos maiores desconfortos da gravação ao vivo é o transporte de equipamentos. Com o tempo, fui testando vários set ups de gravação e cheguei à conclusão que o mais versátil e prático é a placa de gravação + uma mesa de 6 canais, além de todo o resto (cpu, mics, etc). Com esse set up, tenho 6 entradas de microfone, quatro da placa e duas da mesa, que é ligada em linha na placa. Ele é perfeito para bandas com dois vocalistas. Aí eu fui gravar o Julgamento, rs.

A banda é um supercombo, baixo guitarra, bateria, DOIS DJs (!) e TRÊS (!) vocalistas. Já comecei não conseguindo captar toda a massa sonora que eles produzem (faltou um canal pra eu puxar as bases de computador). Outro problema é que eu puxo em linha os vocais a partir da mesa de PA e os ligo na minha mesa. Quando são dois, é tranquilo, mas com três foi necessário mixar dois canais em um.

Precisei monitorar ao vivo a gravação durante todo o tempo para mixar os dois vocais que vinham por um canal. Monitorar ao vivo é um suplício, pois é difícil distinguir oq ue é o som direto e o som captado. Cheguei à conclusão que o melhor a fazer é solar o canal ficar alterando o volume para treinar o cérebro a diferenciar as duas fontes sonoras. Deu certo. No fim das contas, conseguia distinguir o som ao vivo do som que vinha do meu fone com tranquilidade. Só não sei se agravação ao vivo deu muito certo (ainda não conferi o material), pois um vocal chegava muito mais alto do que o outro (pelo menos eu acho).

Adoro escrever artigos sobre áduio porque a primeira pessoa a aprender alguma coisa com eles sou eu. Enquanto escrevia, me ocorreu que eu deveria ter mixado os dois canais com entrada de microfone em um, ao invés de mixar um canal com entrada d emic e um canal de linha. Lição pro próximo bootleg (e terão vários, já nesta semana, no Grito Rock, n´A Obra!)

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[Tecnologia Livre] – Gimp (Parte 2)

February 28, 2011, by Coletivo Pegada - No comments yet

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Conheça as bandas do Grito Rock BH 2011!

February 28, 2011, by Coletivo Pegada - No comments yet

Grito Rock chegando e com ele muitos dias de shows n’A Obra. Repetindo a fórmula de sucesso do ano passado, apostamos na diversidade musical para fazermos a curadoria, montando noites que contemplam a todos os gostos musicais.

Ao longo da semana vamos postar aqui no blog tudo sobre as bandas para que você se programe e não perca nada que rolará. O festival já começa no dia 2, quarta-feira, e você começa a conhecer as bandas agora!

Pé de Macaco (Bauru/SP)
A galera de Bauru está circulando por outros Grito Rock e chega a BH para mostrar seu power pop com raízes blueseiras e muita pegada de rock setentista. Enquanto escrevo este texto estou ouvindo-os no Grito Rock Patos de Minas e acho que serão uma das grandes surpresas para o público de BH este ano.

Samba de Luiz (BH)
A banda local que de samba só tem o nome como referência às misturas de ritmos brasileiros também está circulando por alguns Grito Rock e volta a BH com histórias pra contar e com um show redondo para fazer a noite de quarta feira ótima para quem gosta de suar a camisa de tanto dançar.

A Fase Rosa (BH)
Vencedora de uma das prévias que realizamos em janeiro, A Fase Rosa é outra banda local com influências de música brasileira, mas, dessa vez, com uma abordagem mais contemporânea e urbana. A mpb moderna da galera vai surpreender o público com suas dinâmicas em encaixadas e doses na medida certa de psicodelia, atreladas a ótimas letras.

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