Roger Waters, 29 de março de 2012.

March 30, 2012, by Unknown - No comments yet

De 1979 pra cá, o gigantesco muro construído por Roger Waters jamais saiu de foco. Na época em que escreveu The Wall, o baixista passava por uma época conturbada e cria um personagem baseado em si mesmo, Pink. O trauma com a morte do pai, a convivência mãe superprotetora, opressão na escola, problemas com a esposa e o vazio existencial causado pela fama. Tudo isso causa um isolamento da sociedade, metaforizado através um muro.

O próprio Roger Waters se dá conta de que esse muro não se trata apenas dele. Existiam implicações mais amplas para aquelas músicas. Foi por conta desse amplo significado, que Roger Waters dedicou alguns dos shows dessa turnê ao brasileiro Jean Charles de Menezes, morto pela polícia inglesa por ser confundido com um terrorista.

"O medo constrói paredes", mensagem projetada no gigante muro construído durante o show, em "Another Brick In The Wall, Part 2"

As músicas foram tocadas por uma banda de doze músicos – entre eles o tecladista Harry Waters, seu filho – que reproduziam com fidelidade o consagrado álbum The Wall, na ordem exata das músicas e com direito a um intervalo de mais ou menos 20 minutos entre um disco e outro.

O show já começa com fogos de artifício. Na abertura de In The Flesh, surge um avião que vai de encontro ao muro que ainda está para ser construído. O som surround de avião atravessando o Engenhão dá um enorme arrepio e uma sensação de que seus olhos não querem acreditar em tantas coisas espetaculares acontecendo de uma vez.

Era muita informação. Embora tudo fosse projetado no muro, mal podia-se perceber o quão rápido ele foi sendo construído. Quando vi, só havia uma fresta de luz saindo de um buraco sem tijolo. As projeções chamavam atenção aos símbolos que a humanidade carrega consigo. Tanto de caráter religioso, como de consumismo, ou, é claro de guerra.

Os grandes momentos épicos desse show foram em Another Brick On The Wall 2, no qual crianças da Escola de Música da Rocinha cantam um dos refrões mais famosos da história do rock. Em Mother, Roger Waters de 2012 contracena no palco com o Roger Waters da década de 80. E obviamente, o momento em que o muro vai abaixo em The Trial.

Mas, particularmente, o momento no qual eu delirei: Comfortably Numb. Entre as apresentações e animações projetadas, era aparentemente uma das mais simples. Roger Waters anda pra lá e pra cá, de ponta a ponta do palco, brincando com sua sombra. De repente, no segundo solo da música, ele dá um bate no muro. Essa batida faz o muro, nesse momento completamente branco, abre uma pequena fresta a partir de sua mão e se dissolve em cores e mais palas psicodélicas.

Enfim, cada música era um espetáculo. Na forma de bonecos gigantes, ou corais, ou animações. Ou simplesmente a música.


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Saiba como foi o Grito Rock 2012, por Antonio Luna

March 29, 2012, by Unknown - No comments yet

GRITO NA CHUVA

Antônio de Luna Nogueira

Não há dúvida, nada podia tornar o domingo mais brasiliense: aquele silêncio, o tempo
perigosamente nublado, o deserto preguiçoso e, finalmente, DOMINGO. Sim, o próprio: ele se
inclui em sua própria lista e descrição! Afinal, um domingo é também um Domingo, um conceito
(ou vazio de conceitos) de dia e de ânimo. É quando lembramos que as folhas das árvores fazem
barulho quando sacudidas, que pássaros podem ou não voar em grupo, e que o padeiro daquela
nunca abre no domingo… E só por isso nos lembramos dele. Domingo não se confunde nunca.
Segunda-feira que o garanta.

Enfim, não é uma derrota, é um empate. Horas após horas, horas que não passam, horas que se
entulham e se empilham umas sobre as outras, umas sobre as outras… E, de repente, o céu que
desaba e desagua e tudo desanda. Es todo un desmadre, cabrón. “Isso é um aviso” penso entre os
entulhos das horas encharcadas “e talvez uma derrota”. Agora sim, aparece o temido Domingo
de Brasília em todo seu sinistro esplendor, tão fatal quanto a inscrição no portal do Inferno de
Dante: “Deixai toda esperança, ó vós que entrais!” Olho para um relógio e não percebo o tempo.
Brasília está em coma e a profecia do dominical se vê realizada. A chuva toma tudo sem piedade,
encarcerando os temerosos candangos em suas casas sob o temível jugo de um fantasmagórico
Faustão (ou de miríade de filmes ruins, porque domingo o povo da tevê apela!). “Mas pode ser
o momento para um bom livro”, dirão alguns. Pode sim… Mas hoje não. Hoje o domingo ataca a
alma com todas suas armas e o som da chuva ocupa tudo: abro minha boca para falar e não ouço
minha voz. Apenas chuva, apenas chuva… Não. É preciso falar. Falar mais alto que tudo. Mais alto
que a chuva. É preciso gritar.

Junto aos camaradas Marcos Rangel e Paulo Machado, envoltos nas nuvens de uma canção de
tamburins, chegamos flutuando ao Arena, palco do Grito Rock Brasilia 2012, produzido pelo
Coletivo Esquina. Eu participei com minha banda – e inclusive resenhei um dia do evento – no
ano anterior. Devo dizer que sai muito satisfeito. Contudo, desta vez temi que as adversidades
climáticas – que, em Brasília, convenhamos, contribuem em grande parte no desfecho bom ou
ruim de nossas práticas sociais, eventos e tralha e tal… – pudessem comprometer o festival. Os
candangos conhecem sua própria reputação no que diz respeito a eventos em dias de chuva…

O Arena ainda está bem vazio e o show ainda não começou (alívio, porque cheguei atrasado!)
Mas era algo de se esperar. Vou andando, cumprimento aqui e ali e, finalmente, parto em busca
de cerveja. Logo de cara, me espanto com o preço. A cerva não está das mais acessíveis. Mas
suponho que isso é o preço tabelado dos eventos do Arena. Achei antiético. No entanto, minha
falta de caráter falou mais alto do que chuva e preço e acabei comprando uma da mesma maneira.

E assim foi que ouvi, sentado e dando goles medicinais de bira enquanto conversava sobre arte e
coisas da vida, o anúncio da primeira banda.

Arrumei um canto ao lado de um daqueles jogadores de totó vermelhos gigantes que servem de
coluna e apoio cervejeiro (vem cá, fã de futebol inventa cada uma, hein?) e abri os ouvidos …

Johnny Flirt

Ah, enfim! Ouço música, ao invés de chuva! E melhor, rock! Rock do bom. Johnny Flirt tem um
evidente apreço pela pegada britânica do velho agito e balanço (uma livre tradução de rock…) – e
algo de uma banda japonesa chamada The Pillows também.

Vertiginoso e intenso, com ataques precisos, alto, distorcido e barulhento. Por outro lado, é um
som claro – com direito até a fraseados pop algo britânicos e melosos de vez em quando! – onde
cada elemento aparece no lugar certo: é possível perceber a contribuição de cada músico nos
riffs interligados e em diálogo, nos fraseados criativos e melodias atraentes, nas transições bem
articuladas entre partes e músicas, nas linhas de baixo e frases de bateria incisivos… Enfim, na tela
sonora como um todo. Tudo se suporta mutuamente e sem esforço aparente. E, ainda assim, o
som sai cheio de pressão e de urgência roqueira de primeira.

O resultado final é uma química sonora coesa, bem ensaiada e executada. E esta coesão vai além
da música: a união entre os músicos é vísivel. Um excelente indicador de foco é a reação de uma
banda diante de adversidades: se peidar no erro, caga no show. No caso do show do Johnny
Flirt uma guitarra parou de funcionar e uma corda de baixo partiu. O show continuou com toda
naturalidade, energia e showmanship. Isso é uma banda tranqüila. E isso torna o show melhor.

Distintos Filhos

Ainda indignado com o preço da cerveja, resolvi comprar uma outra para esquecer. Fui ver
qual seria a próxima banda. E quando soube, estranhei. Conheço o som dos Distintos Filhos
e, francamente, acho que não combina muito com a sonoridade geral da noite, onde há uma
evidente prevalência de rock e, particularmente, de um rock com orientações mais garage,
rockabilly, brit etc.

Mas enfim! O grupo é bom. Extremamente bem ensaiado e competente na execução de suas
canções, trabalhando bem dinâmicas e usando de maneira consagrada uma grande variedade
de recursos sonoros. No todo, a sonoridade traz consigo um bocado daquele repertório sônico
do rock e pop rock brasileiro dos finais dos anos oitenta e anos noventa, além de bandas mais
recentes, como o próprio Lafusa (aliás, em momentos, os Distintos Filhos trazem elementos muito
semelhantes em suas canções, sobretudo no quesito timbragem).

É um som acessível a muita gente, com o qual muitos podem se identificar. Eu, particularmente,
não sou um grande entusiasta, mas reconheço no trabalho deles grande competência e seriedade.
O som é impecavelmente executado do começo ao fim de maneira muito profissional (aliás,
parabéns ao coletivo pela sonorização que, em muito, ajuda os músicos a darem o melhor de si).

Triturados pelo Coração

Agora esta é uma banda que há tempo queria resenhar. Os caras agitam com um power trio
de 50’s rock com surf, tudo muito bem executado e estudado. Dá para ver a admiração e a
homenagem que a banda presta, com originalidade, aos velhos mestres do então infante rock.
A começar pelo nome – onde nota-se de imediato uma bem humorada referência a nomes
icônicos do rock, como The Heartbreakers ou até o fictício conjunto do Sargento Pimenta… – até
o trabalho musical e de palco.

É possível ver neles referências à nossa jovem guarda e aos primeiros anos do rock americano,
como o som dos Coasters e e do Gene Vincent. Bem aquela época em que o rock bebia o goró de
três acordes do blues, jogava em cima um bourbon com fraseados country e dava liga em tudo
com cerveja e guitarras. Um época mais inocente… Mas já tão inconseqüente.

Frases consagradas, timbres clássícos, solos e fraseados rockabilly com um sabor autêntico. E
nisso tudo, uma vontade de agitar da mesma maneira que os solos, riffs marcantes e olhos tortos
do “Bill Haley and his Comets” agitavam o povo naqueles primeiros anos de rock.

Água de Cachorro

A banda de Minas Gerais tem um som declaradamente acústico, com uma sonoridade bluegrass
ou de hillbilly rock. Uma pegada que pode ser comparada a um Johnny Cash unplugged – mas sem
aquela guitarra venenosa – com influências brasileiras, ou mais especificamente, mineiras. Uma
canção em particular me lembrou o trabalho dos Beat Farmers na canção “Gettin’Drunk.”

O trabalho do violão de aço é atraente, emulando algumas vezes o som de um bandolim. O
acompanhamento do baixo acústico deixa o trabalho mais interessante e original. Já, as letras tem
temáticas nacionais e, junto aos outros elementos citados, acabam gerando uma paisagem sonora
autêntica.

Uma coisa no entanto, tomou minha atenção: o ritmo. As canções tem uma estrutura rítmica
muito semelhante entre elas. E quando pensei nisso, surgiu um pardigma de dois gumes: por um
lado, a banda fez uma escolha de gênero original. Ou melhor, suas influências musicais os levaram
a produzir um som que é relativamente original no Brasil, pois apesar de termos muitas bandas
com influências country rock e blues, poucas exploram o nicho do bluegrass e do hillbilly.

Por outro lado, é também aí, justamente, reside meu incômodo: esse é um nicho estreito
com uma paleta sonora muito específica. E pela semelhança entre as músicas, visível no ritmo
repetitivo, isso parece denotar uma certa “zona de conforto” criativo para a banda. É algo a se
considerar.

Cassino Supernova

Um feedback anuncia com clareza a mensagem logo no começo: rock. Parece repetitivo, afinal
este é o Grito ROCK, pelo amor de deus! Mas mesmo assim, eu conheço os caras, eles tocam bem
e o bagulho é true – resumindo logo a história toda num conceito bruto e monolítico. O show
irrompe e é possível ver que, cada vez mais, eles se tornam notórios saberes – já que não conheço
doutores em rock… – de seu gênero: rock à rolling stones, com algo de um rockabilly, um finória
de raulzito aqui e ali, tudo misturado com aqueles ingredientes basais do rock, como o bom humor
na letra e na melodia – uma melodia é uma frase, né não?

Timbres bem escolhidos, bem estudados, fraseados de bom gosto. Um som que dialóga com a
platéia tanto em energia quanto musicalidade. Entre aprimeira vez que os resenhei e esta atual
resenha, percebo uma audível e visível diferença, uma maior maturidade sônica que, ainda
assim, não perde sua personalidade diante de algum pretenso aprimoramento sonoro, de uma
suposta “seriedade musical” (aliás, já mencionei algo semelhante sobre eles numa resenha
anterior). Aqui não, tanto em visual – o excêntrico cabelo a la cuia continua firme e forte! – quanto
em sonoridade é possível perceber uma banda concentrada, focada, tocando um rock enérgico,
bem executado e, mais que nada, à sua maneira.

Um rock à Supernova: explosivo.

Lamentavelmente, tive de ir embora do show antes da hora e não pude o show da ETNO… Fico
com essa dívida sonora! No entanto, no fim das contas, ainda que meio vazio por conta da aguda
aversão – olha a ironia! – que a chuva provoca ao povo candango, o festival contou com bandas
muito boas, concentradas, enérgicas, oferecendo excelentes espetáculos e empenhadas em fazer
aquele rock gritar sempre mais alto.


Filed under: Grito Rock, Opinião Tagged: antonio luna, água de cachorro, cassino supernova, distintos filhos, grito rock 2012, JOHNNY FLIRT, Os Triturados pelo Coração

Uma visão do Grito Rock Brasília 2012!

March 27, 2012, by Unknown - No comments yet

O querido Antonio, mestre de obras, engenheiro, arquiteto e decorador da Turrón Presidencial nos preparou este elegante artigo sobre o recém-posto Grito Rock Brasília 2012. Obrigado Cara!!!!

agora leiam!!!

Grito na chuva

Antônio de Luna Nogueira


Não há dúvida, nada poderá tornar o domingo mais brasiliense: aquele silêncio, o tempo perigosamente nublado, o deserto preguiçoso e, finalmente, DOMINGO. Sim, o prórprio: ele se inclui em sua própria lista e descrição! Afinal, um domingo é também um Domingo, um conceito (ou vazio de conceitos) de dia e de ânimo. É quando lembramos que as folhas das árvores fazem barulho quando sacudidas, que pássaros podem ou não voar em grupo, e que o padeiro daquela nunca abre no domingo… E só por isso nos lembramos dele.  Domingo não se confunde nunca. Segunda-feira que o garanta.

Enfim, não é uma derrota, é um empate. Horas após horas, horas que não passam, horas que se  entulham e se empilham umas sobre as outras, umas sobre as outras… E, de repente, o céu que desaba e desagua e tudo desanda. Es todo un desmadre, cabrón. “Isso é um aviso” penso entre os entulhos das horas encharcadas “e talvez uma derrota”. Agora sim, aparece o Domingo temido de Brasília em todo seu sinistro esplendor, tão fatal quanto a inscrição no portal do Inferno de Dante: “Deixai toda esperança, ó vós que entrais!” Olho para um relógio e não percebo o tempo. Brasília está em coma e a profecia do domingo se vê realizada. A chuva toma tudo sem piedade, encarcerando os brasilienses em suas casas sob o temível jugo de um fantasmagórico Faustão (ou de filmes ruins, porque domingo o povo da tevê apela!). “Mas Pode ser o momento para um bom livro”, dirão alguns. Pode sim… Mas hoje não. Hoje o domingo ataca a alma com todas suas armas e o som da chuva ocupa tudo: abro minha boca para falar e não ouço minha voz. Apenas chuva, apenas chuva… Não. É preciso falar. Falar mais alto que tudo. Mais alto que a chuva. É preciso gritar.

Junto aos camaradas Marcos Rangel e Paulo Machado, envoltos nas nuvens de uma canção de tamburins, chegamos flutuando ao Arena, palco do Grito Rock Brasilia 2012, produzido pelo Esquina Música & Cultura. Eu participei com minha banda e inclusive resenhei um dia do evento no ano anterior. Devo dizer que sai muito satisfeito. Contudo, desta vez temi que as adversidades climáticas – que, em Brasília, convenhamos, contribuem em grande parte no desfecho bom ou ruim de nossas práticas sociais, eventos e tralha e tal… – pudessem comprometer o festival. Afinal, os candangos conhecem sua própria reputação no que diz respeito a eventos em dias de chuva…

O Arena ainda está bem vazio e o show ainda não começou (alívio, porque cheguei atrasado!) Mas era algo de se esperar. E vou andando, cumprimento aqui e ali e, finalmente, vou em busca de cerveja. Logo de cara, me espanto com o preço. A cerva não está das mais acessíveis. Mas suponho que isso é o preço tabelado dos eventos do Arena. Achei antiético. No entanto, minha falta de caráter falou mais alto do que chuva e preço e acabei comprando uma cerveja da mesma maneira.

E assim foi que ouvi, sentado e dando goles medicinais de cerveja enquanto conversava sobre arte e coisas da vida, o anúncio da primeira banda.

Arrumei um canto ao lado de um daqueles jogadores de totó vermelhos gigantes que servem de coluna e apoio cervejeiro (vem cá, fã de futebol inventa cada uma, hein?). Enfim, abri os ouvidos para o som.

Johnny Flirt

Ah, enfim! Ouço música, ao invés de chuva! E melhor, rock! Rock do bom. Johnny Flirt tem um evidente apreço pela pegada britânica do velho agito e balanço (uma livre tradução de rock…) – e algo de uma banda japonesa chamada The Pillows também.

Vertiginoso e intenso, com ataques precisos, alto, distorcido e barulhento. Por outro lado, é um som claro – com direito até a fraseados pop algo britânicos e melosos de vez em quando! – onde cada elemento aparece no lugar certo: é possível perceber a contribuição de cada músico nos riffs interligados e em diálogo, nos fraseados criativos e melodias atraentes, nas transições bem articuladas entre partes e músicas, nas linhas de baixo e frases de bateria incisivos… Enfim, na tela sonora como um todo. Tudo se suporta mutuamente e sem esforço aparente.  E, ainda assim,o som sai cheio de pressão e de urgência roqueira de primeira.

O resultado final é uma química sonora coesa, bem ensaiada e executada. E esta coesão vai além da música: a união entre os músicos é vísivel. Um excelente indicador de coesão e foco é a reação de uma diante de adversidades: se peidar no erro, caga no show. No caso do show do Johnny Flirt uma guitarra parou de funcionar e uma corda de baixo partiu. O show continuou com toda naturalidade, energia e showmanship. Isso é uma banda tranqüila. E isso torna o show melhor.

Distintos Filhos

Ainda indignado com o preço da cerveja, resolvi comprar uma outra para esquecer. Fui ver qual seria a próxima banda. E quando soube, estranhei. Conheço o som dos Distintos Filhos e, francamente, acho que não combina muito com a sonoridade geral da noite, onde é visível uma evidente prevalência de rock e, particularmente, de um rock com orientações mais garage, rockabilly, brit etc.

Mas enfim! O grupo é bom. Extremamente bem ensaiado e competente na execução de suas canções, trabalhando bem dinâmicas e usando de maneira consagrada uma grande variedade de recursos sonoros. No todo, a sonoridade traz consigo um bocado daquele repertório sônico do rock e pop rock brasileiro dos finais dos anos oitenta e anos noventa, além de bandas mais recentes, como o próprio Lafusa (aliás, em momentos, os Distintos Filhos trazem elementos muito semelhantes em suas canções, sobretudo no quesito timbragem).

É um som acessível a muita gente, com o qual muitos podem se identificar. Eu, particularmente, não sou um grande entusiasta, mas reconheço no trabalho deles grande competência e seriedade. O som é impecavelmente executado do começo ao fim de maneira muito profissional.


Triturados pelo Coração

Agora esta é uma banda que há tempo queria resenhar. Os caras agitam com um power trio de 50’s rock com surf, tudo muito bem executado e estudado. Dá para ver a admiração e homenagem que a banda presta, com originalidade, aos velhos mestres do então infante rock. A começar pelo nome – onde nota-se de imediato uma bem humorada referência a nomes icônicos do rock, como The Heartbreakers ou até o fictício conjunto do Sargento Pimenta…  – até o trabalho musical e de palco.

É possível ver neles refereências à nossa jovem guarda e aos primeiros anos do rock americano, como o som dos Coasters e e do Gene Vincent. Bem aquela época em que o rock bebia o goró de três acordes do blues, jogava em cima um bourbon com fraseados country e dava liga em tudo com cerveja e guitarras. Um época mais inocente… Mas já tão inconseqüente.

Frases consagradas, timbres clássícos, solos e fraseados rockabilly com um sabor autêntico. E nisso tudo, uma vontade de agitar da mesma maneira que os solos, riffs marcantes e olhos tortos do Bill Haley and his comets agitavam o povo naqueles primeiros anos de rock.

Água de Cachorro

A banda de Minas Gerais tem um som declaradamente acústico, com uma sonoridade bluegrass ou um hillbilly rock. Uma pegada que pode ser comparada a um Johnny Cash unplugged (sem aquela guitarra venenosa) com influências brasileiras, ou mais especificamente, mineiras. Uma canção em particular me lembrou da banda The Beat Farmers e a canção “Gettin’Drunk.”

O trabalho do violão de aço é atraente, emulando algumas vezes o som de um bandolim. O acompanhamento do baixo acústico também  deixa o trabalho mais interessante e original. As letras tem temáticas nacionais. Um coisa no entanto, tomou mminha atenção: ritmo. As canções acabam tendo uma estrutura rítmica muito semelhantes entre elas. E quando pensei nisso nisso, surgiu um pardigma: a banda fez uma escolha de gênereo original Ou melhor, suas influências musicais os levaram  a produzir um som que bastante original no Brasil, pois apesar de termos muitas bandas com influências country rock e blues, poucas exploram o nicho do bluegrass.

No entanto é aí também que reside meu incômodo: é um nicho e pela semelhança entre as músicas, visível no ritmo repetitivo, parece indicar uma “zona de conforto” criativo para a banda. Ë algo a se considerar.

Cassino Supernova

Um feedback anuncia com clareza a mensagem logo no começo: rock. Parece repetitivo, afinal este é o Grito ROCK, pelo amor de deus! Mas mesmo assim, eu conheço os caras, eles tocam bem e o bagulho é true, resumindo logo a história toda num conceito monolítico. O show irrompe e é possível ver que, cada vez mais, eles se tornam notórios saberes (afinal, não conheço doutores em rock…) de seu gênero: rock a rolling stones, com algo de um rockabilly, um finória de raulzito aqui e ali, misturado com aqueles ingredientes basais do rock, como o bom humor na letra e na melodia (uma melodia é uma frase, né não?).

Timbres bem escolhidos, bem estudados, fraseados de bom gosto. Um som que dialóga com a platéia tanto em energia quanto musicalidade. Entre aprimeira vez que os resenhei e esta atual resenha, percebo uma audível e visível diferença, uma maior maturidade sônica que, ainda assim, não perde sua personalidade diante de algum pretenso aprimoramento sonoro, de uma suposta “seriedade musical”. Aqui não, tanto em visual (o excentrico cabelo a la continua firme e forte!) quanto em sonoridade é possível perceber uma banda concentrada, focada, mas que ainda faz as coisas bem feitas e à sua maneira.

Rock à  maneira Supernova: explosivo. Eu curto.

Lamentavelmente, tive de ir embora do show antes da hora e não pude o show da ETNO… Fico com essa dívida sonora! No entanto, no fim das contas, ainda que meio vazio por conta da aguda aversão – olha a ironia! – que a chuva provoca ao povo candango, o festival contou com bandas muito boas, concentradas, enérgicas, oferecendo excelentes espetáculos e empenhadas em fazer aquele rock gritar sempre mais alto.


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Fotos: Os Triturados pelo Coração, no Grito Rock Brasília 2012, por Isabelle Araujo

March 25, 2012, by Unknown - No comments yet


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Agenda: Cassino Supernova Festa Show

March 22, 2012, by Unknown - No comments yet

Festa Show com Cassino Supernova

FESTA SHOW COM CASSINO SUPERNOVA

www.cult22.com

Dia 29 de março de 2012, quinta-feira, às 21hs (bar aberto a partir
das 19 horas).
Festa dedicada ao Indie Rock com a banda Cassino Supernova. Abrindo o
evento terá a banda Bife a Bolonhesa, de Taguatinga e, durante os
intervalos e encerrando o evento, os djs toticore, Lamim (Enema Noise
DJ Set) e Share This Breath.
Onde: Cult 22 Rock Bar, Centro de Atividades 7, Lago Norte
Ingressos: 5 reais até as 22h, 10 reais até as 24h e 15 reais após.
Informações: 8244-4985.


Filed under: Acontece Tagged: cassino supernova, cult22 rock bar

Aprenda produção cultural com o Alê Barreto

March 22, 2012, by Unknown - No comments yet

É com satisfação que iniciamos ontem a campanha para trazer os cursos “Aprenda a organizar um show” e “Aprenda a produzir uma banda”, ministrados pelo produtor cultural independente Alê Barreto.

Pra quem não sabe, o Alê desenvolveu, ao longo de sua carreira de produtor, uma metodologia de produção cultural baseada no compartilhamento de informações através da internet e de redes de contatos. Tudo isso disponibilizado em seu blog: www.produtorindependente.blogspot.com.br. Com o método, qualquer pessoa que tenha disciplina e organização pode produzir eventos culturais de qualidade. E, em parceria com o Esquina, o Alê quer retomar suas ações aqui no DF.

Se você tem interesse em aprimorar seus conhecimentos de produção cultural, matricule-se no curso e ajude a garantir a vinda dele para Brasília. Todas as informações sobre a campanha estão neste post do blog dele: http://produtorindependente.blogspot.com.br/2012/03/comecou-campanha-para-os-cursos-do.html


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Fotos: Distintos Filhos no Grito Rock Brasília 2012, por Isabelle Araujo

March 20, 2012, by Unknown - No comments yet


Filed under: Grito Rock Tagged: distintos filhos, GRITO ROCK BRASÍLIA 2012

Fotos: Água de Cachorro no Grito Rock Brasília 2012, por Isabelle Araujo.

March 19, 2012, by Unknown - No comments yet


Filed under: Grito Rock Tagged: água de cachorro, GRITO ROCK BRASÍLIA 2012

Fotos: Cassino Supernova no Grito Rock Brasília 2012, por Isabelle Araujo

March 19, 2012, by Unknown - No comments yet

http://www.flickr.com//photos/68303354@N07/sets/72157629621636697/show/


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Fotos: Etno no Grito Rock Brasília 2012

March 19, 2012, by Unknown - No comments yet


Filed under: Grito Rock Tagged: etno, GRITO ROCK BRASÍLIA 2012

Fotos: Johnny Flirt no Grito Rock Brasília 2012, por Isabelle Araujo

March 19, 2012, by Unknown - No comments yet


Filed under: Grito Rock Tagged: grito rock brasília, JOHNNY FLIRT

Fotos: Trampa no Grito Rock Brasília, por Isabelle Araujo

March 19, 2012, by Unknown - No comments yet


Filed under: Acontece

Fotos: Live Wire no Grito Rock Brasília 2012, por Isabelle Araujo

March 19, 2012, by Unknown - No comments yet


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Fotos: Johnny Suxxx & The Fucking Boys no Grito Rock Brasília 2012

March 19, 2012, by Unknown - No comments yet


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Fotos: Device no Grito Rock Brasília

March 18, 2012, by Unknown - No comments yet


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Fotos: Banda Catorze no Grito Rock Brasília 2012

March 18, 2012, by Unknown - No comments yet


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Fotos: Optical Faze no Grito Rock Brasília

March 18, 2012, by Unknown - No comments yet


Filed under: Acontece

Fotos: ApeX And The Neanderthal Death Squad no Grito Rock Brasília, por Isabelle Araujo

March 18, 2012, by Unknown - No comments yet


Filed under: Acontece

IMPRENSA – Cadastre-se para fazer parte da cobertura do Grito Rock Brasília 2012

March 13, 2012, by Unknown - No comments yet

Você trabalha de alguma forma com a imprensa cultural?
quer cobrir o Grito Rock Brasília 2012?
Cadastre-se: se não está visualizando o formulário clique aqui

O Grito Rock Brasília é uma produção do Esquina Música & Cultura com o apoio de BananaZoo Design, Cult 22 Rock Bar, Velvet Pub, Brasília Capital do Rock, Projeto PLAY!, Portal Toque no Brasil e Fora do Eixo.

veja o evento no facebook

 

 

 


Filed under: Grito Rock Tagged: GRITO ROCK BRASÍLIA 2012, imprensa

GRITO ROCK BRASÍLIA 2012!!!!

March 13, 2012, by Unknown - No comments yet

[2012-03-12]-GritoRock12_cartaz

4ª edição no DF do maior festival integrado da América Latina.
Dias 17 e 18/03 no Arena futebol Clube.

Bandas confirmadas:

17/03 (abertura dos portões as 18h):
Bruto
Ape X And The Neanderthal Death Squad
Optical Faze
Device
Catorze
Totem
Trampa
Live Wire
Johnny Suxxx (GO)

18/03 (abertura dos portões as 17h):
Johnny Flirt
Distintos Filhos
Os Triturados Pelo Coração
Água de Cachorro (MG)
Cassino Supernova
Etno

Ingressos a R$10 somente na bilheteria do local

Curta a página do festival para receber todas as informações: http://www.facebook.com/GritoRockBrasilia

Dúvidas:
contato@esquinamusicacultura.com.br

Classificação Indicativa: 18 anos.

Realização: ESQUINA – Música & Cultura

http://www.esquinamusicacultura.com.br/

*Local sujeito a lotação


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Vídeo: Valdez na Prévia do Grito Rock Brasília 2012

March 11, 2012, by Unknown - No comments yet

Confiram o vídeo do Valdez tocando na prévia do Grito Rock Brasília 2012 na sexta-feira, 2 de março!

se animou?
Então você vem para o Grito Rock Brasília 2012? O maior festival de música rock dos dias 17 e 18 Março! Uma excelente escolha de diversão, cultura e bons momentos para quase toda a família (a classificação indicativa do evento é 18 anos)
Muita música boa, muitas bandas boas…
O evento acontece no Arena Futebol Clube, Setor de Clubes Sul Trecho 3


Filed under: Acontece

Vídeo: Sangue Seco na Prévia do Grito Rock Brasília no Cult 22

March 9, 2012, by Unknown - No comments yet


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Vídeo: QuebraQueixo na Prévia do Grito Rock Brasília 2012 no Cult 22

March 9, 2012, by Unknown - No comments yet

Trecho do show da banda Quebraqueixo no concerto de lançamento do festival Grito Rock Brasília 2012 realizado no Cult 22 Rock Bar!
para conhecer mais, acesse http://www.myspace.com/quebraqueixo

se animou?
Então você vem para o Grito Rock Brasília 2012? O maior festival de música rock dos dias 17 e 18 Março! Uma excelente escolha de diversão, cultura e bons momentos para quase toda a família (a classificação indicativa do evento é 18 anos)
Muita música boa, muitas bandas boas…
O evento acontece no Arena Futebol Clube, Setor de Clubes Sul Trecho 3.


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Vídeo: Lady Lanne na Prévia do Grito Rock Brasília 2012

March 8, 2012, by Unknown - No comments yet

se animou?
Então você vem para o Grito Rock Brasília 2012? O maior festival de música rock dos dias 17 e 18 Março! Uma excelente escolha de diversão, cultura e bons momentos para quase toda a família (a classificação indicativa do evento é 18 anos)
Muita música boa, muitas bandas boas…
O evento acontece no Arena Futebol Clube, Setor de Clubes Sul Trecho 3,

Acompanhe tudo sobre o Grito Rock Brasília 2012 na página http://www.facebook.com/GritoRockBrasilia

O Grito Rock Brasília é uma realização do Esquina Música & Cultura, com patrocínio da Secretaria de Cultura do Distrito Federal e apoio de Arena Futebol Clube, BananaZoo Design, Cult 22 Rock Bar, Fora do Eixo, Movimento Brasília Capital do Rock, Projeto PLAY!, Portal Toque no Brasil, RollaPedra Sonorização e Velvet Pub.
paulos
Agradecimentos ao Don (The Neves), Gabriel Kuran (Johnny Flirt), João Paulo (Brown-HÁ) e Kameni Kuhn (ElectroDomesticks) pela participação neste video e agradecimentos especiais as bandas Brown-HÁ, Lady Lanne, Quebraqueixo, Sangue Seco, The Neves e Valdez pelo excelente show nas prévias do Festival.


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Vídeo: The Neves na Prévia do Grito Rock Brasília

March 6, 2012, by Unknown - No comments yet

A banda The Neves em sua apresentação durante a primeira prévia do Grito Rock Brasília 2012, que aconteceu no Velvet Pub!

Se animou?

Então você vem para o Grito Rock Brasília 2012? O maior festival de música rock dos dias 17 e 18 Março! Uma excelente escolha de diversão, cultura e bons momentos para quase toda a família (a classificação indicativa do evento é 18 anos)
Muita música boa, muitas bandas boas…

O evento acontece no Arena Futebol Clube, Setor de Clubes Sul Trecho 3,

Acompanhe tudo sobre o Grito Rock Brasília 2012 na página http://www.facebook.com/GritoRockBrasilia


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Vídeo: Brown-HÁ na prévia do Velvet Pub

March 6, 2012, by Unknown - No comments yet

Confira vídeo da banda Brown-HÁ tocando “Bulldogs” na Prévia do Grito Rock Brasília 2012 que aconteceu no Velvet Pub no dia primeiro de março!

Se animou?
Então você vem para o Grito Rock Brasília 2012? O maior festival de música rock dos dias 17 e 18 Março! Uma excelente escolha de diversão, cultura e bons momentos para quase toda a família (a classificação indicativa do evento é 18 anos)
Muita música boa, muitas bandas boas…
O evento acontece no Arena Futebol Clube, Setor de Clubes Sul Trecho 3,

Acompanhe tudo sobre o Grito Rock Brasília 2012 na página http://www.facebook.com/GritoRockBrasilia


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Brown-HÁ na prévia do Velvet Pub

March 6, 2012, by Unknown - No comments yet

Confira vídeo da banda Brown-HÁ tocando “Bulldogs” na Prévia do Grito Rock Brasília 2012 que aconteceu no Velvet Pub no dia primeiro de março!

Se animou?
Então você vem para o Grito Rock Brasília 2012? O maior festival de música rock dos dias 17 e 18 Março! Uma excelente escolha de diversão, cultura e bons momentos para quase toda a família (a classificação indicativa do evento é 18 anos)
Muita música boa, muitas bandas boas…
O evento acontece gratuitamente no Arena Futebol Clube, Setor de Clubes Sul Trecho 3,

Acompanhe tudo sobre o Grito Rock Brasília 2012 na página http://www.facebook.com/GritoRockBrasilia


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Lady Lanne na prévia do Grito Rock BSB 2012! por Thaís Mallon

March 6, 2012, by Unknown - No comments yet


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The Neves na prévia do Grito Rock BSB 2012! por Thaís Mallon

March 6, 2012, by Unknown - No comments yet


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Prévia do Grito Rock BSB 2012 com Valdez, Sangue Seco e Quebraqueixo! por Thaís Mallon

March 6, 2012, by Unknown - No comments yet


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Brown-há Previa Grito Rock BSB 2012

March 5, 2012, by Unknown - No comments yet
Brown-há - Prévia Grito Rock BSB 2012Brown-há - Prévia Grito Rock BSB 2012Brown-há - Prévia Grito Rock BSB 2012Brown-há - Prévia Grito Rock BSB 2012Brown-há - Prévia Grito Rock BSB 2012Brown-há - Prévia Grito Rock BSB 2012
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Brown-há - Prévia Grito Rock BSB 2012Brown-há - Prévia Grito Rock BSB 2012Brown-há - Prévia Grito Rock BSB 2012

Brown-há Previa Grito Rock BSB 2012, um álbum no Flickr.


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Fotos: Prévia Grito Rock no Cult 22 – 02/03/2012

March 3, 2012, by Unknown - No comments yet


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Fotos: Prévia Grito Rock no Velvet Pub – 01/03/2012

March 3, 2012, by Unknown - No comments yet


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