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| Pablo Capilé |
Música de Salvador! 18/11/2008
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Cheguei ontem de Salvador onde participei do Forum de Música, Mercado e
Tecnologia promovido pelo Funceb em parceria com o Sebrae e gostei
muito do que vi, a cena de salvador vive um belo momento, com muita
gente disposta a desconstruir velhos modelos e de criar novas
alternativas de produção la no estado.
Destaque para as mesas de Jornalismo Cultural, associativismo e
Festivais, que contaram com ampla participação da galera presente,
rendendo otimas discussões e varios debates pós-forum.
A minha
mesa por exemplo precisou se extender para o outro dia, tamanha a
vontade dos soteropolitanos em conhecer novas experiencias, a de
jornalismo cultural durou uma hora e meia a mais que o previsto, com
Bruno Nogueira, Bruno Maia e Luciano Mattos bastante satisfeitos com o
feedback do público.
Sem falar no excelente trabalho que vem sendo desenvolvido pelo
gilberto na diretoria de música da funceb, investindo na formação de
novos agentes e na qualificação da Cadeia produtiva. 5 artistas baianos
estarão presentes no South by Southwest e serão patrocinados pelo
Governo do Estado, por exemplo.
Conheci melhor tambem os trabalhos da IMA e da ACCRBA, ambos bastante interessantes.
Outra
ação muito interessante é a rede música nordeste, que esta caminhando a
passos largos em uma parceria entre as secretarias de cultura de cada
estado e o sebrae, construindo uma teia de açoes conjuntas que serão
muito benéficas para a região nordeste a medio prazo. Acho que a galera
do rock precisa estar mais perto desse debate, que ja esta bastante
avançado diga-se de pasagem.
Valeu os papos ai Vince, brunão, roney jorge, gilberto, bigs, sandra, messias, gabriel, cassia etc...tudo muito produtivo.
Parabéns a todos os que participaram e até a proxima.:)
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De volta!! 03/10/2008
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Após muito
tempo, volto a atualizar o blog e prometo que a freqüência aumentará bastante a
partir de agora, tenho algumas coisas a compartilhar com vocês e portanto
espero que este espaço possa servir como um canal constante de dialogo com os
interessados em conhecer um pouco mais os trabalhos que desenvolvemos. Bem
vindos de volta.:)
No ultimo
mês participei de vários festivais, feiras e debates em diversas cidades do
país e cada dia mais tenho a certeza do crescimento de uma nova lógica de
produção da musica independente no país. Fui a Buenos Aires participar da
Bafim, estive na Feira da Música de Fortaleza, palestrei no curso de gestão
cultural promovido pelo Itau Cultural em Rondônia, conheci o Se Rasgum em
Belem, retornei ao festival varadouro no
Acre, cumpri varias agendas de trabalho em Brasilia e no Rio de janeiro, estive
novamente em Uberlândia no jambolada, enfim, muita coisa bacana que relatarei nos proximos dias.
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Bandas e seu modus operandi: 02/06/2008
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O mercado independente da música tem
crescido bastante nos últimos anos, isso é fato, e com este crescimento dezenas
de bandas tem conseguido difundir seus trabalhos nos mais diversos circuitos do
país, sejam eles locais, regionais e nacionais, oportunizando assim variados
modelos de gestão de carreiras, onde cada banda tenta de sua forma criar
condições para se auto-gerir nesse grande emaranhando de possibilidades
surgidas pós internet em todo mundo,
acho bacana refletirmos sobre alguns destes modelos:
1- Artista igual Pedreiro
Bandas acostumadas com o trabalho
duro, construindo tijolo por tijolo o alicerce de sua Obra, realizando
parcerias com lojinhas de materiais de construções locais, pesquisando e
construindo novas ferramentas que se adéqüem ao seu trabalho. Estas bandas
entendem a importância da formação de novos pedreiros, já que a união destas
forças de trabalho viabiliza uma estrutura mais vigorosa e com características
diversas, fugindo então da uniformidade que tradicionalmente assola as
construções gerenciadas pelos tais ARQUITETOS Da Música Brasileira. Os
pedreiros se caracterizam também pela acessibilidade da mão de obra, freqüentemente
trocando sua força de trabalho com os parceiros sem supervalorizar os serviços
prestados, entendo muito bem as especificidades de cada terreno, de cada
planta, de cada construção. Além disso chegam a pagar para auxiliar na criação
de novas estruturas em outras cidades e outros estados, investindo assim na
troca das mais diversas matérias primas fundamentais para a construção dessa
megalópole da musica brasileira.
2- Artista igual Mestre de Obras
Bandas que foram pedreiras por um
breve período de tempo, e antes mesmo de adquirir a experiência necessária para
os primeiros alicerces decidem construir estruturas muito maiores que as
ferramentas que têm disponíveis e para isso decidem se aliar a determinados
“Arquitetos da música brasileira”, que
possuem diplomas nas antigas
universidade MAJORIANAS, e oferecem tratores, guindastes, etc... Estas bandas,
ao forjar o papel de pedreiras, constroem alicerces de faixada com o único
objetivo de instalar trampolins , utilizando-os no
momento conveniente. Ao deixar as obras inacabadas, acreditam estar alcançando
novos andares e não percebem que a
ausência de pilares de sustentação inviabiliza o funcionamento do trampolim.....
Tempos depois , frustrados , ao perceberem
as rachaduras em suas empreitadas,
tentam reconstruir os alicerces deixados para trás e percebem que outros pedreiros a demoliram e
construíram vigas mais solidas. Sentam e choram!
3- Artista Igual Arquiteto
Bandas que trabalham como pedreiras
mas se apresentam como arquitetas. Morrem de vergonha de sua origem humilde e
por este motivo vivem falando mal dos seus pares, tentando dessa forma se
desvincular ao Maximo de sua realidade. Esquecem de seu próprio tamanho, mentem
sobre a sua profissão, e acabam por acreditar na mentira. E ao abraçar esse conflito de identidade não
conseguem desenvolver com eficácia nenhum dos trabalhos, o que acaba os afastando tanto
dos pedreiros quanto dos arquitetos. Ao se verem isolados, tentam de todas as
formas chamar a atenção,atiram para todos os lados, e por fim, como grande obra
prima de sua carreira, retornam a sua realidade e constroem amargamente, tijolo por tijolo, o seu
caixão.
Os exemplos de cada caso eu deixo
pra vcs...:) Caso conheçam outros modelos é só postar ai nos coments que este é um debate bem bacana...
Até.
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Reflexões sobre o Efeito Mallu! 26/05/2008
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Há 15 dias
a Casa Fora do Eixo retomou seus trabalhos em grande estilo, com o show da
menina-sensação-prodígio-indie Mallu Magalhães,
na maior lotação da CAFE até hoje, 500 pessoas de fluxo e mais 150 que
não conseguiram entrar. Foi incrível a repercussão de Mallu em Cuiabá,centenas
de ligações durante a semana, link ao vivo na Globo Local, ingressos vendidos
com uma rapidez absurda, fila quilométrica na frente da CAFÉ, gritos
histéricos, centenas de autógrafos, histeria total.
Muitos
acham que o sucesso de mallu é proveniente de grana investida por alguém em
merchan, ou algum pistolão que a apadrinhou, sendo que na verdade Mallu esta
galgando seus passos de forma tão independente quanto qualquer banda
independente, a única diferença é que uma Mocinha, de 15 anos, talentosa, com
influencias sofisticadas, acaba sendo uma pauta que consegue rapidamente
convergir as atenções de todas as mídias do país, sendo elas independentes ou
oficiais.
Mallu
conseguiu em 5 meses o que algumas bandas conseguem em 5 anos. Mas, o mais
importante e sintomático disso tudo é que o faz sem jabá, sem gravadoras, sem
antigas formulas, pura e simplesmente alicerçada nas novas tecnologias que
possibilitaram que os 400 reais recebidos em seu ultimo aniversario se
transformassem no maior fenômeno indie surgido no país.
Comparemos
por exemplo, a carreira do Vanguart com a ascensão meteórica da menina
prodígio. O Vanguart começou a despontar em Cuiabá no ano de 2004, quando
começa a se apresentar nos eventos da crescente cena cuiabana, e neste momento alguns fatos foram
fundamentais para a continuidade da banda, vamos a eles: 1- No fim de 2002 ou 2003, não lembro
ao certo, Hélio volta da Bolívia sem a mínima disposição em transformar o
Vanguart em um trabalho de verdade, até então tinha gravado apenas algumas
faixas no El Gordo estúdios, que na verdade era um estudiozinho caseiro do
Reginaldo, baixista da banda, que a época tocava bateria no Vanguart e era
vocalista de uma banda hiper promissora de Cuiabá, o Deefor. Helio queria na
verdade dar continuidade ao Vallium, outro projeto que tinha, e após uma serie
de converssas começou a visualizar que seria bacana se apresentar ao vivo com o
vanguart, o que até então não tinha rolado.
2- No inicio do ano seguinte a banda
começa a se apresentar nos eventos do cubo, com a sua formação inicial, com
Helio no violão, Julio no Baixo e Reginaldo na bateria. Mesmo sem levar tão a
serio o projeto, a banda foi sendo colocada para tocar em vários shows, de
pequeno, médio e grande porte, de escolas da rede publica, a festivais locais,
e como conseqüência começam a angariar um séqüito pequeno mais fiel de fãs, e
já agregava mais um integrante a banda o guitarrista David Dafre.. Nesse
momento a principal banda cuiabana era o deefor, liderada pelo Reginaldo, que
gostava muito de tocar no Vanguart mas priorizava totalmente seu projeto
principal. O deefor inclusive foi a primeira banda cuiabana a tocar em um dos
grandes festivais do circuito, o Bananada 2004.
3- Nesse meio tempo David foi embora
para o Rio de Janeiro fazer faculdade de Cinema, a banda voltou a ser um trio,
e continuou tocando na cena local, que crescia gradativamente. David fica menos
de um ano no rio e volta a Cuiabá, visualizando que a cena estava bacana o
suficiente para escolher a banda ao invés da faculdade. Nesse momento, o
Douglas Godoy, que era coordenador do Estúdio Cubo de Gravação e
guitarrista/baterista das antigas na cena, começa a fazer participações
especiais com a banda, tocando guitarra em algumas músicas e teclado em outras.
4- Reginaldo vai para o bananada 2004 se apresentar
com o DEEFOR e quando volta , mesmo com a excelente repercussão do show decide
dar uma parada nas atividades ligadas a música e se ausenta completamente da
cena. O deefor com a ausência de Reginaldo, acaba e o Vanguart, já numa
crescente, assume o posto de principal banda da cena, agora sem baterista. Com
a ausência do Reginaldo a banda busca uma solução caseira, e efetiva Douglas na
bateria, e define um esqueleto central.
5- Os mais de 60 shows realizados nesse
período estimularam e muito a banda a começar a pensar em realmente sobreviver
da música, o que era um hobbie começava a se transformar em profissão e com os
4 estimulados começamos a pensar na inserção da banda no circuito de festivais.
O primeiro deles foi o bananada, em conjunto com uma noite senhor f, sucesso
total de publico e critica. Logo após vão para o Mada, mais uma bola dentro,
começam então a despontar no cenário nacional, com criticas positivas e com
novas propostas de shows. Em agosto fecham a noite de sábado do Calango, em uma
noite catártica, jogando em casa, leva milhares de pessoas a cantarem as suas
musicas, e convencem os produtores de todo pais que vieram ao festival que um
grande potencial estava nascendo ali.
6- Antes mesmo do Calango, já com
grande repercussão por onde passava, Julio decide deixar o baixo bem no momento
em que Reginaldo estava voltando timidamente a cena local, e de pronto recebe o
convite para substituí-lo, pensa alguns dias e topa. Com o suporte do Espaço
Cubo começa a se apresentar em diversas cidades e festivais do país, em 2006
faz quase todo o circuito, o que era um Power trio folk sem pretensões se
transformava em uma das principais bandas independentes do pais, o que era
hobbie se transformou em investimento em passagens e mais passagens.
7- No fim de 2006 a banda já era uma
realidade, lotando casas de shows em Cuiabá e em varias cidades do país, recebendo
cada vez mais convites com passagens e cachês, sendo muito bem avaliada pelos
principais veículos de comunicação do país, e etc....em 2007 mudam-se para São
Paulo e o resto a maioria de vcs já conhece.
Conclusão : Se fossem meninos de 12 anos de idade(pq pra
homens 15 anos não é tão novidade assim para a grande mídia) , tocando folk
rock bem feito, com influencias sofisticadas e etc, não precisariam ter passado
por tantas etapas e investimentos até aqui.
Conclusão
2: Se tiver 15 anos e for menina vc aglutina odo mundo no mesmo momento, se não
for , aglutina do mesmo jeito mais em momentos distintos, com formatos
distintos.
Conclusão
3: Da próxima vez o efeito mallu só vai rolar se vc tiver 9 anos de idade,
talentoso e Cult.
Conclusão
4: Todas as conclusões anteriores demonstram a falência das velhas formulas e
deixam ainda mais claro que só há uma opção, investir num planejamento de
carreira de médio e longo prazo, com muito investimento e correria. Até pq, ao
ler esse texto, com certeza absoluta, vc já passou da idade limite para ser o
novo hype.
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Rapidinhas... 07/05/2008
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* Gostei muito da banda hey hey hey la de Porto Velho, tem tudo pra ser a banda de rondonia a rodar o circuito de festivais, performatica e cada um dos musicos ali sabem bem o que ta fazendo em cima do palco. Sem falar que sáo envolvidíssimos no movimento beradeiros, sendo que o vocalista Marcos é o presidente da Associação.
* Sabado a Casa Fora do Eixo será reinaugurada, incrivel como está grande a procura por ingressos, a mallu ta hypadissima mesmo, e ta só começando. As bandas que vào abrir tambem sao novas apostas aqui de cuiabá, fiquem de olho nelas, Snorks, Vitrolas Polifonicas (que tambem tem uma menina prodígio no vocal) e Los Bobs. A casa vai balançar literalmente.
* Ja estou fechando a programaçao do Calango 2008, com certeza será o maior de todos que ja fizemos. Aguardem.
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