Ùltimo Dia do Festival Calango06/11/2009
Bruna Cruz | Raio q u parta | Porto Velho - RO
foto por Carlos Magno
A Praça das Bandeiras recebeu o ultimo dia da 7° edição do Festival
Calango, o clima quente de Cuiabá não cedeu e a programação que começaria as
16:00 teve seu inicio atrasado, uma tentativa de garantir um clima mais ameno para o público.
A estrutura montada era um super palco
divido em dois cravado no meio da praça que tinha ares de Woodstock,
pessoas sentadas na grama, público de faixa etária bem variada. Tudo
bem orquestrado pela organização do Cubo, que contou com a
colaboração de suas frentes gestoras. Pra citar alguns parceiros: Volume- Voluntários da Música
e o SCEO - Sindicatto Cultural Extremo Oeste que mostraram toda sua força de trabalho e profissionalismo do agentes
culturais cuiabanos. Isso revelou que foi uma ótima maneira de estabelecer parcerias produtivas e que de fato sincronizadas.
Refletindo a diversidade dos demais dias, a programação revelou boas
surpresas as bandas nortistas Somero e Sincera mostraram seus
competentes trabalhos, Black Sonora fez o público dançar com suas
misturas inusitadas e cheias de Groove.
Destaques tiveram vários, mas o cair da tarde embalada ao som da doce
voz de Maisa da Vitrolas Polifônicas junto com o Blues e Samba das
composições foi particularmente encantador. Dom Capaz vindo de Minas
Gerais mostrou competência no palco e Facas Voadoras fez o público
vibrar.
O bom tempo foi acompanho de uma fresca brisa que trouxe junto
consigo Lu Bonfim, essa moça, uma sambista cuiabana começou a
cantarolar que "só por que eu não sou de lá dizem que eu sei sambar", e
mostrou no decorrer da apresentação que além de saber sambar, faz o
público também acompanhar seu ritmo.
Nevilton e Inimitáveis formaram
mesmo um dobradinha querida pelo público e entrosada entre si,
Inimitáveis arrebanhou um dos maiores públicos visto nesse último dia e
podia-se ouvir até uma certa histéria em torno da apresentação da
banda. E Nevilton, de volta à cidade, também teve uma
participação maciça do público que cantava junto a maioria das músicas.
Quase em finalização da noite o Case Paulo Monarco, Toninho Horta, Ebinho Cardoso e
Marku Ribas deu densidade ao festival como um todo, tanto por seus
extensos currículos como também pelo desempenho impecável
no palco.
Pra quebrar a hegemonia formada
pelo case que o antecede e acrescentar o Hip Hop com Siriri e Cururu a noite se encerrou com o artista local Linha Dura. Interessante ressaltar que toda essa qualidade musical era
oferecida gratuitamente em praça pública, ou seja, Cuiabá pode se
considera muito privilegiada por poder ter acesso a música e cultura de
alto nível e desta maneira.
Ao fim o saldo da feira Mix, convenção de moda e tatoo também foi algo
positivo, as banquinhas que ofereciam serviços foram vistas lotadas
durante todo o festival e seus produtos tiveram além de muita
vizualização, também uma saida espantosa.
Os
convidados vindos dos mais variados lugares do país concordavam na
opinião, que aqui em Cuiabá está se fazendo história com um festival
tão grande ao mesmo tempo organizado. A sétima edição comprova que os
anos, tal qual aos vinhos tem feito bem ao Calango. E fica a certeza de
que Festival Calango é referencia para todo o Brasil, em gestão
produção, parcerias e acima de tudo, é vanguarda.
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