Dando continuidade a série POESIAS e CONTOS, estou publicando um outro verso escrito em 2006. Sim, o primeiro também é datado dessa época. Foi uma fase de mudanças profundas em minha vida, em que os vulcões, as lavas e os riachos foram fontes de inspiração para diversos poemas e contos, como ambos os publicados aqui.

Traçando um paralelo entre aquele momento e o atual, costumo pensar que experimento um momento absolutamente matemático, em que a modesta literatura abriu espaço para a produção de tecnologias sociais aplanilhadas num dia-a-dia abarrotados de demandas.

 

Há espaço para a poesia na matemática?


Sem hesitar, ela toma pra si a palavra e me responde:

"O concreto e o virtualismo, ou a lógica e a instintividade, ou o exato e o não preciso, ou ou ou - complementar.

Há espaço para o que quer que seja, que a mente queira criar".

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Obra s/ título: artista Martin Ortega

Obra s/ título: artista Martin Ortega

 

Algumas combinações de palavras somam efeitos instintivos no âmago

Vibram no peito

Brotam na boca como saliva palpitante,

Florescem no espírito

Ressonam na alma já radiante

Como um sorriso esboçado na boca do estômago

Sou simples versos, pensou a moça contentada pelo acaso da rima

Segurando nas mãos um lenço de bolinhas verdes

E empinando dentro de si pandogas autônomas de verdades