Desde a adolescência, quando ainda pouco sabia do universo das letras, conheci uma amiga que me contou as maravilhas de compartilhar com o mundo palavras. Palavras que na verdade representavam a materialização de sentimentos íntimos ou a sua forma própria de verter o mundo.
Essa amiga querida tinha um caderno de poesias, e plantou em mim, com ele, a inquietação de sempre que possível montar meu próprio mosaico de impressões.
Aproveitando a oportunidade do projeto 'blogs intimistas', resolvi inaugurar neste espaço a série Poesias e Contos. A primeiro delas, trago logo a seguir:

ilustração: Arthur Monteiro
Pego-me sempre entretida com as pandogas que ilustram o céu ao lado de meu teto.
Voam alto as meninas. Um vôo rasante, sinuoso, mas resignadamente permitido.
Fazem-me chorar sempre, de tristeza, ao vê-las guiadas por Gepeto
Com cabelos ao vento e pouso datado
Um destino talhado feito uma estatueta
Para alguns, eis algo
Para mim, uma estatueta
Belo, mas triste, disse certa vez um amigo
Sim, belo, mas triste.








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Lindo
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