Feira Música Brasil: O registro do que de melhor passou por BH nestes dias

December 14, 2010, by Marielle Ramires - No comments yet

Entre os dias 8 e 12 de dezembro, aconteceu em Belo Horizonte a segunda edição da Feira Música Brasil.

 

Mais uma vez, pude conferir de perto a FMB, e participar mais intensamente  das conferências, reuniões livres, e em especial, da Rodada de Negócios.

 

Elenco abaixor alguns pontos que considero os altos da FMB 2010.,traçando um olhar para dentro do CFE (a participação da rede nesta edição) e para fora, em direção a II FMB, vamos lá:


CFE

> Internacionalização Centro-América - O contato intenso com os embajadores do CFE na Centro-América, bem como os vários debates que tivemos para definir o programa de intercâmbio cultural entre o #Bra e os países hermanos foram sem dúvida alguma alguns dos pontos altos da FMB para o Fora do Eixo. Definimos uma agenda bacana de ações, cujo debate será estendido esta semana aqui em São Paulo, quando novamente nos sentaremos com a Sylvie para aprofundar as discussões.

> Vários negócios e possiveis outros em vista - Como já foi dito pelos companheiros acima, tivemos uma ocupação de espaços muitos efetivas nas rodadas de negócios. Junto a outros companheiros (como ja relataram anteriormente) eu, junto a Dani Lima e Dani Teixeira percorremos mesa a mesa, sentando com possíveis parceiros da iniciativa privada e terceiro setor, e tivemos feedbacks excelentes sobre o CFE. Falamos com a representante do Sesc Pompéria e da Virada Cultural, que demonstraram muito entusiasmo com possíveis parcerias com o CFE, além de outros representante de marcas e iniciativas importantes do setor, que foram receptivos com as propostas de parcerias que apresentamos. Vamos postar logo mais um relato completo de cada bate-papo e encaminhamento na lista do FDE Card.

> FDE Goiás - A presença da articuladora do Coletivo Pequi, bem como os debates sobre os rumos do FDE Goiás desenharam um horizonte de muita dinamicidade e movimento ao ano de 2011 para a regional Centro-Oeste. A Nowhah, provalmente, em breve, compartilhará novidades conosco aqui na lista dos coletivos.

> Observatório FDE - Foi bacaníssimo operar o projeto do Observatorio Livre FDE no stand do CFE, Abrafin e Casas. O formato de entrevistas de balanços com os agentes produtivos presentes, ao final do evento, foi agregador, e promoveu bastante movimento ao nosso espaço na feira. Sem duvida, este será um formato que replicaremos em muitas outras ocasiões.

> Stand Abrafin, Casas e FDE -
Foi um avanço no comparativo com o stand da FMB 2009. Como já disseram também, o espaço foi muitíssimo bem ocupado, talvez (junto ao stand da Vivo) foi o mais bem ocupado de toda a feira. Reuniões gerais, bate-papos, reuniões livres, trampo no pc, lá foi o QG dos fora do eixo durante todos esses dias. Este foi um ótimo laboratório para os projetos de stands futuros.

> Distribuição de materiais gráficos do CFE para os coletivos presentes > Foi bacana ao final do encontro, os coletivos levarem os materiais gráficos que fizemos especialmente para FMB. É importante q em todas as presenciais, deixarmos nem que seja 10 postais/folders, para serem distribuidos nas cidades sedes de pontos de articulações.



FMB 2010


> Maior participação da Rede Música Brasil > A escolha da equipe de gestores dos gts, bem como a maior participação da escolha do formato desta FMB foi um fator fundamental para a readequação do formato da FMB 2010. Achei esta edição bem melhor que a primeira, que foi bem mais cara, e menos produtiva.


> Rodada de Negócios - Achei o formato excelente, dinâmico e produtivo. Ssem duvida alguma, tambeem achei um dos ponto alto da FMB. Vale adotarmos o formato em nossos projetos.

> Transmissão ao vivo em parceria com a Rede Minas - Ótima parceria com resultados excelentes. Para quem acompanhou de perto a articulação, com de longe pela net, pode conferir uma transmissão profi, de altissima qualidade.

> Encontros com agentes produtivos do setor -
Deu pra encontrar e reencontrar muitos agentes produtivos importantes no campo da música. O encontro nacional e internacional valeu a pena, e fortaleceu a posicão da FMB como um dos eventos fundamentais na agenda da musica no Brasil.


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Feira Musica Brasil 2010 movimenta BH nesta semana

December 9, 2010, by Marielle Ramires - No comments yet

Todas as atenções do setor musical estão focados em Belo Horizonte, onde produtores, jornalistas, artistas e outros agentes culturais estão reunidos desde ontem, dia 08, para celebrar a segunda edição da Feira Música Brasil.

 

A programação intensa de painéis, seminários, debates, shows, rodadas de negócios e outras atracões acontecem em vários espaços da capital mineira, sendo a Funarte o centro das atrações.

 

Produtores do @foradoeixo @abrafin e @casasassociadas já estão na ativa desde ontem, e uma das ações planejadas para a ocupação é a realização de uma cobertura colaborativa livre que conta com a participação de repórteres e cidadãos multimídias presentes. A ação faz parte de projetos estratégicos do Centro Multimídia FDE nos anos 2010/2010.

 

Nos próximos dias, vídeos, textos, tuites, fotos, entre outros conteúdos sobre o tema serão publicadas na rede social. Enquanto isso, acesse o @foradoeixo e acompanhe as novidades em tempo real.



Da série POESIAS e CONTOS # 02

September 25, 2010, by Marielle Ramires - No comments yet

Dando continuidade a série POESIAS e CONTOS, estou publicando um outro verso escrito em 2006. Sim, o primeiro também é datado dessa época. Foi uma fase de mudanças profundas em minha vida, em que os vulcões, as lavas e os riachos foram fontes de inspiração para diversos poemas e contos, como ambos os publicados aqui.

Traçando um paralelo entre aquele momento e o atual, costumo pensar que experimento um momento absolutamente matemático, em que a modesta literatura abriu espaço para a produção de tecnologias sociais aplanilhadas num dia-a-dia abarrotados de demandas.

 

Há espaço para a poesia na matemática?


Sem hesitar, ela toma pra si a palavra e me responde:

"O concreto e o virtualismo, ou a lógica e a instintividade, ou o exato e o não preciso, ou ou ou - complementar.

Há espaço para o que quer que seja, que a mente queira criar".

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Obra s/ título: artista Martin Ortega

Obra s/ título: artista Martin Ortega

 

Algumas combinações de palavras somam efeitos instintivos no âmago

Vibram no peito

Brotam na boca como saliva palpitante,

Florescem no espírito

Ressonam na alma já radiante

Como um sorriso esboçado na boca do estômago

Sou simples versos, pensou a moça contentada pelo acaso da rima

Segurando nas mãos um lenço de bolinhas verdes

E empinando dentro de si pandogas autônomas de verdades



Da série POESIAS e CONTOS

September 10, 2010, by Marielle Ramires - 2 comments

 

Desde a adolescência, quando ainda pouco sabia do universo das letras, conheci uma amiga que me contou as maravilhas de compartilhar com o mundo palavras. Palavras que na verdade representavam a materialização de sentimentos íntimos ou a sua forma própria de verter o mundo.

Essa amiga querida tinha um caderno de poesias, e plantou em mim, com ele, a inquietação de sempre que possível montar meu próprio mosaico de impressões.

Aproveitando a oportunidade do projeto 'blogs intimistas', resolvi inaugurar neste espaço a série Poesias e Contos. A primeiro delas, trago logo a seguir:

 

 

foto de marielle em 05/02/06

ilustração: Arthur Monteiro

 

 

Pego-me sempre entretida com as pandogas que ilustram o céu ao lado de meu teto.

Voam alto as meninas. Um vôo rasante, sinuoso, mas resignadamente permitido.

Fazem-me chorar sempre, de tristeza, ao vê-las guiadas por Gepeto

Com cabelos ao vento e pouso datado

Um destino talhado feito uma estatueta

Para alguns, eis algo

Para mim, uma estatueta

Belo, mas triste, disse certa vez um amigo


Sim, belo, mas triste.



O Festival Calango e a era digital

September 2, 2010, by Marielle Ramires - No comments yet


A internet impactou a forma de pensar do homem contemporâneo. No aspecto sócio-econômico, as mudanças implicadas são potencialmente as de maior impacto desde a Revolução Industrial, e afetaram profundamente a organização tanto da economia como da sociedade.

 

A tv levou cinquenta anos para se popularizar. A internet o fez em apenas dez. Estima-se que um em cada três brasileiros já estão conectados à internet, o que representa setenta milhões de pessoas em todo o país. Número que só vem aumentando. Pesquisas revelam que só em 2006, 12 milhões de computadores pessoais foram vendidos. Isso representa toda a população da megalópole Tóquio.

 

Com a popularização, a rapidez e a instrumentalização destas tecnologias no cotidiano de milhares de pessoas em todo o mundo, elaborou-se um conjunto de práticas sociais características do século XXI, pautadas em princípios como participação popular, interatividade, colaboração, compartilhamento, entre outras, próprias destes novos tempos.

 

Essa nova forma de dialogar vem alterando paradigmas certamente também no campo de negócios. O mercado da música brasileira, por exemplo, vive um momento ímpar no país hoje. As novas tecnologias digitais baratearam os custos de produção no setor, e promoveram amplo acesso aos produtos musicais gerados por cantores e grupos de qualquer época, em todo o mundo.

 

Através do então Napster, e depois, de outros softwares de downloads de arquivos, foi possível acessar qualquer fonograma em formato mp3 e outros disponíveis na web, a custos quase zero.

 

O resultado foi que a indústria fonográfica - que até a alguns anos era hegemônica no mercado musical -  vem sofrendo duros golpes em virtude da queda nas vendas de CD`s. Para se ter uma idéia, segundo matéria publicada no site da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo, os discos de ouro, que representavam 100 mil cópias vendidas, hoje representam 50 mil; e os de diamante que representavam 1 milhão de CDs vendidos, hoje equivalem 250 mil.

 

No contraponto a esse novo cenário experimentado pela grande indústria, é observado um contexto marcado pelo chamado fenômeno "Cauda Longa". A Cauda Longa assim intitulada pelo pesquisador Chris Anderson, é classificado como um processo de transformação do mercado dominado por poucos hits, para aquele marcado por inúmeros nichos e de micro-hits, o que nos faz pensar que foi-se a época em que uma música estourada nas rádios, ou que haverá mais grupos que abocanharão grande parcela do mercado. Ou seja, está em ascenção o fortalecimento do mercado da música independente e de iniciativas associadas em redes de relacionamento, ou redes sócios-musicais, como o Circuito Fora do Eixo, as Casas Associadas e a Abrafin.

 

A Abrafin, a exemplo dessas iniciativas, é uma Associação Brasileira de Festivais de Música Independente, que reúne cerca de 40 festivais de música em mais de 20 estados diferentes, e que faz circular por ano, mais de mil artistas e grupos do Brasil, América Latina e outros países do mundo.

 

Os festivais de música independente são considerados uma das principais plataformas de circulação e distribuição da música independente brasileira contemporânea, convencionou-se afirmar, em virtude disso, que a nova cara da música brasileira passa por ali.

 

O Festival Calango faz parte desta rede sócio-musical nacional. É considerado um dos principais eventos deste circuito, sendo que em Mato Grosso, é o principal representante desta nova era de diálogo.

 

O Calango é um dos projetos que fazem parte do calendário de  ações do Espaço Cubo, instituto cultural cuiabano que desenvolve trabalhos nas áreas de cultura, comunicação livre, artes integradas e economia solidária, com parceiros em todo o Brasil.

 

Em 2010, chega a sua 8ª edição, exibindo, mais uma vez, o que há de melhor na nova safra da música popular contemporânea  produzida por artistas não vinculados a grandes e /ou médias gravadoras. Além dos shows, propõe o diálogo com outros campos da cultura, e também o debate sobre sustentabilidade e autogestão, evidentes nas oficinas, palestras, conferências, mostras, rodadas de bate-papos, atividades em escolas e uma feira de tecnologia solidária com produtos culturais produzidos por profissionais ligados ao setor.

 

O Calango surgiu em 2001, em um período em que, o setor da música em Cuiabá era dominado pelo circuito cover de barzinhos. Desde então, o festival cresceu; deu palco a mais de trezentos grupos e artistas populares de todo país e América do Sul, especialmente os do chamado fora do eixo; ganhou visibilidade nacional; revelou grandes talentos cuiabanos para o Brasil, como o Vanguart e o Macaco Bong; e colocou a capital de MT em papel de destaque em meio a produção cultural nacional.

 

Em 2010 uma das metas é intensificar ainda mais a proposta, promovendo uma grande mostra de artes integradas e tecnologia de gestão com ênfase na música independente.