Imersões: todos ajuntados à bordo do submarino
December 4, 2010 - No comments yet
O submarino amarelo do Coletivo Ajuntaê está preparado para as duas imersões desse final de semana. As nossas duas paradas serão em Araraquara, no sábado, para um encontro com o Colméia Cultural e em São Carlos, no domingo, com o Massa Coletiva.
As expectativas são boas e o submarino está lotado, com os integrantes e colaboradores do nosso coletivo.
A idéia é passarmos algumas horas debaixo d’água com o pessoal do Colméia para uma conversa sobre o Festival Gaia, e aí entendermos como colaboraremos no festival e traçarmos algumas ações para correr atrás desde já. Sabemos também que uma vez imergidos, idéias, soluções e atualizações acontecem espontaneamente, e essa é a proposta de viajarmos até lá.
Nosso ajuntamento com o Massa surgiu pela idéia de entender, pensar e organizar a nossa frente de sustentabilidade. A experiência do pessoal de São Carlos em relação aos seus integrantes, colaboradores, ações, sede e etc desde sempre foi um referencial para nós do Ajuntaê, e temos certeza que essa conversa de pertinho nos será muito produtiva e positiva. E como a dinâmica é totalmente dinâmica, tal qual dito anteriormente, sabemos que esse encontro será um F5 geral de muitas frentes, entre elas, a música, já que a banda Lisabi também está com a gente nessa imersão.
Sustentabilidade, Palco, Música, Letras, Socioambiental, Tecnoarte. Com certeza, esta imersão de final de ano que acontece logo mais, vai dar um gás total em todas as nossas frentes e minar de idéias e reforçar os laços para as nossas ações pra 2011.
"Full speed over here, sir! All together! All together!"
Futurível: o macaco veio do homem?
November 15, 2010 - 3 comments
Darwin duvidaria. Ontem, após a experiência Futurível, suspendemos um dos maiores paradigmas da ciência: a nossa origem.
A tão esperada parceria Gilberto Gil + Macaco Bong rolou no auditório parque Ibirapuera, onde toda a galera Fora do Eixo estava concentrada desde as 15h, compartilhando experiências e expectativas de um futuro próximo e possível.
O show chacoalhou não só a galera que estava presente, mas muitos outros galhos por todas as partes do Brasil, já que tudo estava sendo transmitido em tempo real. Das várias apresentações, os primeiros a subirem no palco foi “DJ Tudo e sua gente de todo lugar”,

cheios de energia eles percorreram macunaimicamente diversos territórios subjetivos da nossa e outras culturas através de sonoridades lamacentas provindas do mangue e que desembocaram numa espécie de mambo cheio de tonalidades caribenhas. A segunda apresentação, que na verdade não era segunda, porque todas elas aconteceram tudojuntomisturadoaomesmotempoontem, foram os simpaticíssimos senhores do “Princesa do Agreste”,

cuja presença ecoava raízes populares do norte, mais especificamente de Recife, com seus grupo de pífanos estridentes e uma banda animadamente percursiva. Seria impossível não citar o VJ Scan, que hipnotizou toda a plateia e ampliou as experiências sensitivas com suas projeções que ocupavam todo o palco e duraram do começo ao fim desse encontro histórico.

Aí então era a hora do Gil e seus três macacos ocuparem o palco. Macaco Bong subiu e soltou aquele peso do som de suas ferramentas enquanto Gil onomatopeizou cada intervalo de silêncio, chamou o público na chincha pedindo para que todos cantassem juntos as canções lá da tropicália (ou um pouco antes, ou um pouco depois) que nós, apesar de já conhecê-las, ficamos impressionados pelas doces barbaridades refeitas e rarefeitas que velejaram por vias parabólicaramas e se encontrarão com aquele mesmo expresso dessa vez dois dois dois mil e lá vai cacetada, num frutífero mundo possível.
Gil se REfez, nós nos REfizemos, e sabemos que somente nos REfazendo será possível REcriar o homem.
Deus ou Darwin? Para nós não está em pauta quem nos criou, mas como poderemos recriár-nos e nos aproximarmos dia pós dia, tarefa pós tarefa, do futuro possível, nosso Futurível.
Por uma geografia e linguagem Fora do Eixo!
November 12, 2010 - One commentÉ um erro muito comum associar essas línguas aos seus primeiros locais de origem, a Europa e seus verdadeiros falantes de espanhol e inglês. Vale lembrar que a língua limitada a territórios tem tudo a ver com os projetos de construção de nações, de identidades nacionais que desrespeitaram muitos outros critérios, étnicos, linguísticos, culturais e etc, em detrimento do 'nacional'.
Seguindo esta lógica, no texto de apresentação em português, deveria conter a bandeira de Portugal e não esta que lá está do Brasil.
Dentro da nossa articulação Fora do Eixo, aderir ao uso dessas bandeiras é retroceder vários séculos, é permanecer com o espírito de colônias, é menosprezar o eixo Americano: latino, central e do norte. Sabemos que uma língua não se reduz a um país, e associá-la dessa maneira é ignorar toda a multiplicidade étnica, política e cultural que vive nas entrelinhas de cada texto, no pausar da cada fala.
E já sabemos de algumas de nossas aproximações com a Argentina, por exemplo. Quem teve chance de ver alguns dos muitos shows da Tour Falsos Conejos e Joseph Tourtons, viu os argentinos degustando a nossa querida cachaça e falando o seu espanhol cheio de che e xi xi xi, barulhinhos inencontráveis na fonética de Barcelona...
Deixo algumas imagens que nos ajudam a pensar:
Países nos quais o inglês é a língua oficial, secundária ou influente (nesta ordem, do mais escuro pro mais claro).
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E aqui os países nos quais o espanhol é a língua oficial, secundária ou influente (nesta ordem, do mais escuro pro mais claro).
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Tenho certeza que a intenção foi meramente ilustrativa, mas peço a toda comunidade Fora do Eixo que reconsidere esse feito, e mais do que isso, esse meu suscitar seja a primeira de muitas conversas onde possamos, juntos, refletir a importância que existe em se pensar língua e linguagem, não reduzir estas a mero objeto comunicativo, mas como matéria viva que constitui o sujeito e pelo qual ele mesmo se constrói.
Tem muito mais pra falar sobre isso, e por isso a FEL vem chegando... e junto com o universo lúdico da poesia, poderemos repensar a linguagem. Tijolo por tijolo.
Ave, palavra!
Anfíbios
November 3, 2010
Publicação: http://buhobranca.blogspot.com/2010/08/anfibios.html
dentro de cada saudade há um sapo que coaxa, úmido como o rio que orienta os sonhos em duas margens, e salta de um país a outro porque sabe que os corações são sempre fronteiriços.
Domingo Feira, 1a. Edição
November 3, 2010 - 2 comments
Publicado em: http://coletivoajuntae.blogspot.com/2010/10/domingo-feira-1a-edicao.html
Quem disse que sexta e sábado são os dias de festa?
Há alguns domingos atrás, o domingo foi diferente. No dia 03/10 as bandas Graveola e o Lixo Polifônico (de Belo Horizonte) e Lisabi (de Campinas) nos presentearam com um íntimo showzinho de garagem.
Ao alcance dos olhos, pode-se perceber a relação sincera dos músicos com sua música, do tempero mineiro das músicas que de tão familiares soavam como um déjà-vu: eu já ouvi isso antes; e da agitação dos campineiros que contrariaram qualquer preguiça recomendada pra um domingo nublado.
A primeira edição do Domingo-Feira fez jus ao nome, a feira de troca foi possível, senão a troca de objetos, a troca entre sujeitos, que de tão próximos, convidava a conversa com os desconhecidos novos amigos.
Se domingo é mesmo o primeiro dia da semana, não perca a próxima edição do Domingo-Feira e comece ela bem.
Faça chuva ou faça sol, estaremos lá: gente boa, música boa.







