Independência ou Marte#137 - Especial TEIA 2010 - Tambores Digitais, Novidades Quentinhas e Festival GAIA

March 31, 2010, by Unknown - No comments yet

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Salve rapaziada. O programa#137 foi realizado Ao Vivo na Rádio UFSCar com Yasmin e Jovem, que havia acabado de chegar de Fortaleza (CE), da TEIA - Tambores Digitais, o encontro dos pontos de cultura. Depois de contextua
lizar tudo isso, o braço radiofônico do projeto iniciou suas conexões, com registros de vivências, samplers, ligações telefônicas e pesquisas na cultura musical independente brasileira.
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Independêncai ou Marte#137 - Especial TEIA 2010 - Tambores Digitais, Novidades Quentinhas e Festival GAIA

March 31, 2010, by Unknown - No comments yet

Salve rapaziada. O programa#137 foi realizado Ao Vivo na Rádio UFSCar com Yasmin e Jovem, que havia acabado de chegar de Fortaleza (CE), da TEIA - Tambores Digitais, o encontro dos pontos de cultura. Depois de contextualizar tudo isso, o braço radiofônico do projeto iniciou suas conexões, com registros de vivências, samplers, ligações telefônicas e pesquisas na cultura musical independente brasileira.
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Vídeos da Tour Fora do Eixo em São Carlos

March 30, 2010, by Unknown - No comments yet





Realização: Clube de Cinema Fora do Eixo

Veja mais em http: foradoeixotour.wordpress.com



Tecendo a teia - Parte 2

March 27, 2010, by Unknown - No comments yet
Grupo de Congada Moçambique Estrela Guia - Uberlândia/MG
foto de Marina Cavalcante


por Carlos Magalhães


Dança, dança, dança, dança circular. Girando e girando, aproximadamente quarenta pessoas de mãos dadas. Ao meu lado uma nipo-germânica, na roda central, um preto forte de Rastafari, uma francesa, um descendente indígena, um branco brasileiro de nome europeu no palco junto do pernambucano mestre Zé Duda. A transformação, um país em transformação.

E o burro não sabe lê. Foi isso que ele aprendeu na escola, que o burro não sabe lê. Põe o burro advogado e ele não sabe lê, põe o burro presidente e ele não sabe lê. Tortura por anos o burro e ele não sabe lê.

Gira, gira e gira. Gira mundo gira vida.

Um mega anfiteatro, cadeiras posicionadas como um tobogã de estádio de futebol. Todos sentados no silêncio, assistindo à mais de vinte pessoas batendo em tambores, de couro e de aço. Orquestra Tambores de Aço! Mesmo assim, tava todo mundo parado. A luz colorida era a única coisa que dançava.

De mãos dadas, balançando pra frente e pra traz, em um ritual de purificação, eu - um português italiano índio - Mariko - a sino-germânica – e o preto Rei dos Rastafari. Pra frente e pra traz, purificando o centro da roda. E quem me surge do nada no centro da roda???

Levaram o burro para escola e o que ele aprendeu? Que o burro não sabe lê. Põe o burro trabalhando, colhendo, plantando e ele não sabe ler.

Ela novamente, Mariko. Dançando com graça e alegria, sorrindo como se aquele momento fosse algo sublime. E tudo se torna colorido, as crianças atentas tocando os tambores, os mais velhos coordenando a orquestra, o público cantando e Mariko, Mariko, tornando aquilo divino.

Surge uma câmera no meio da roda. Com seu cinegrafista duro, procurando a melhor imagem, o enquadramento perfeito. Filmando os pés da roda, os corpos da roda. A dança circular. Gira, gira e gira. Quem era purificado ali era a imagem filmada. Logo aqueles que assistirem essa imagens estarão recebendo aquela bença, aquela purificação de todas as pessoas da roda. Os tambores tocando e as pessoas girando. Mariko sorrindo, Jorge Mautner cantando, o som, Tudo aquilo transformado em pixels, criando uma imagem digital.

Comecei a entender o porquê dos tambores digitais.

¨Mãe eu não sou como você, eu quero conhecer novas pessoas, descobrir novas identidades, quero viver a diversidade desse mundo¨.

Gira, gira, gira, Mariko sorrindo, a lua brilhando, o calor de fortaleza. Gira, gira e gira. Jorge Mautner sério, a roda para de girar. Cortaram o som, ¨cortaram pois tinham de cortar¨.



TEIA 2010 - O Brasil reunido no centro de Fortaleza

March 27, 2010, by Unknown - No comments yet

por Jovem Palerosi

Agora sim pode-se dizer que o evento começou de verdade, na intensidade que a cultura brasileira possui, em sua diversidade de manifestações, fusões, criações. No segundo dia de atividades do maior encontro dos Pontos de Cultura da história do país, chegaram todos os convidados que faltaram e as atividades começaram bem mais cedo.
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