Parte do tempo o cerrado é um jardim, outra parte é um pomar, mas o tempo todo ele é uma farmácia! (dito popular da chapada dos guimarães)

Manifesto Ambientalista: Voto Consciente por Sociedades Sustentáveis!

October 27, 2010, by Maira Miller Ferrari - No comments yet

As eleições 2010 sugerem algumas perplexidades inquietantes para todos os que aspiram ao crescimento mundial da autonomia política decisória das pessoas e buscam viabilizá-lo estrategicamente, pautando-se pelo aforismo de Augusto Boal – a política consiste em tornar possível o necessário, a ele acrescentando o desejado. Nestas eleições, muitas ações midiáticas estão estrategicamente atuando na direção do retrocesso dos avanços que, nesse campo, foram produzidos no transcorrer da Era Lula. Ou seja, anti-esclarecedoras e anti-éticas, propagando-se sobre o exercício de manipulação das piores sombras da ideologia colonial de dominação, cuja manutenção parece ser seu objetivo primordial. Luta-se para confundir a leitura da nova forma de democratização que estamos processando, aberta, plural e de plenitude de direito, com a velha forma de domínio colonial, a famigerada inclusão consentida, o modelo Casa Grande e Senzala. A questão ambiental, hoje, tornou-se questão de Estado e de luta de patentes pelo domínio do mundo e do futuro planetário! A propagação de seu discurso, na eleição de 2010, mostrou-se produção estratégica da dominação política, através da manipulação acrítica e fundamentalista de mentes e corações. Um desafio à nossa frente é sabermos escolher quais dos vários caminhos possíveis nos aproximarão das utopias. Os legados do governo Lula, principalmente aqueles associados à construção de uma paz calcada no combate à pobreza e no respeito, valorização e conformação de uma nacionalidade fundada na interculturalidade e na diversidade social, que dialoga com o multilateralismo, compatibiliza-se e solidariza-se em aliança geopolítica com os vizinhos do sul – são sinais nítidos de uma governança democrática. É também por isso que não titubeamos em apoiar Dilma neste segundo turno. Até porque muitos de nós, especialmente Marina Silva, somos co-partícipes e testemunhos desta etapa histórica do nosso Brasil. A atual conjuntura é portadora de oportunidade ímpar para a elevação do padrão de sustentabilidade dos rumos do país, que está ao alcance das mãos, mas que pode se realizar ou não. E para que se realize com esta força promissora contamos com a sincera e concreta receptividade de Dilma. Esta é uma construção possível e necessária, que depende da arte da sabedoria, sobretudo política. A tantos que se expressam de formas diversas em seus coletivos ambientalistas e educadores, agregamos a nossa voz, em alto e bom tom: Dilma presidente, por um Brasil Socioambientalista Sustentável.