2010 começa marcado por ser um ano de grandes expectativas. No mundo do esporte e em especial pro Brasil, vencer uma Copa do Mundo, tornaria tudo mais “fácil”, mais leve, com aquela sensação de satisfação por um bom tempo. E a vitória é plenamente boa pra todos os brasileiros. Sem divisões. Inegável o poder de fogo do futebol frente a cultura, política, economia, saúde e sociedade em geral, brasileira. Eu mesma que nunca fui fã de futebol, durante a Copa, não tinha jeito. É impressionante! Você vibra, sente, chora e aprecia mesmo sendo “desconhecido”, comedido. Mas essa Copa teve um sabor especial: Foi nela que decidi me deixar levar pela fábula, a história, a cultura do Futebol. Começando o descondicionamento do “não gostar”, pela falta de vivência orgânica e pela ignorância do tema. “Futebol aliena seu povo” era o mais próximo que tinha de opinião e era o suficiente pra ter pre conceito. Até o “futebol é coisa pra homem” me influenciou, indiretamente. Mas afinal, tudo que é vivido organicamente e portanto com mais sensações e conhecimento, faz muito mais sentido. E a Copa deixa isso claro no mundo do Futebol.

A política, que esse ano fica mais latente por conta das Eleições, é outro momento em que o Brasil se faz atento, ansioso, mas ao contrário da Copa, o resultado final nunca vai satisfazer plenamente o país todo, ou o contrário. É um momento de divisões internas, claras e definidas. Um só território que onde quem perde, continua sendo o Brasil, ou parte dele. Assim como quem ganha. E mesmo considerando grande parte de alienados, tá tudo bem delineado. Um lado vai ser o vencedor. E o Brasil vai sempre ganhar e perder. As vezes, perde-se com quem ganha e ganha-se com quem perde. Mas a democracia representativa sempre ganha a situação.

E por falar jogo e política, o CFE não perde tempo. O projeto da vez é o PCult – Partido da Cultura que vem muito bem a calhar nessas eleições 2010. Momento em que o Circuito participa pela primeira vez, de maneira orgânica desse momento que é extremamente decisivo pras políticas públicas do país, por mais 04 ou 08 anos. Não dá pra ficar de fora e o Partido da Cultura surge no momento mais maduro da rede, em que os membros estão com vontade de laboratorear nesse novo desafio. Todo laboratório é bom, mas o da política partidária, em que se dá o poder real é especialmente estimulante, desafiador e que exige uma atenção clara em cada passo dado rumo aos objetivos traçados. O PCult vem pra fazer mais uma história dentro e fora da rede.

Outra Copa (política) em jogo é o nosso Congresso Fora do Eixo. A ação vem estimulando todos os coletivos da rede a se organizarem antecipadamente e em outubro no festival Jambolada (Uberlândia MG), o momento de pico onde todo o terreno se mostra, é desconstruído e amplamente erguido durante o ano seguinte. Um divisor de águas, sempre. E em terras cubanas, dias recheados com a Casa Fora do Eixo e Festival Calango que já vem com seu planejamento na alta. Concentração total pra que tenhamos mais uma ação fuderosa em HellCity e no Brasil. Ansiosa!

Comentário rápido sobre o Caso Eliza (que foi a vítima e não o Bruno), a mídia é sensacionalista e ponto. Também não há novidades nisso. Mas o fato dessa super exposição do “mau” existir, também não é consequência dessa super exposição do “bem”? Os Mitos são criados pelos superlativos. E Bruno era um ídolo. Trágico é continuar sendo, por outra perspectiva.

Na radiola o último lançamento do Compacto.rec com Leptospiorse. Confiram!