O Cubo que de fato se fez Mágico
October 25, 2010 - 2 commentsQuem pode relatar com lucidez e plena consciência, todas as sensações que se viveram no III Congresso Fora do Eixo? Eu não me arriscaria. Contudo consigo arriscar que foi uma das melhores experiências coletiva que vivi nos últimos anos. O grau intenso e volumoso de energia, compartilhamento, adrenalinas, trocas, ansiedade, choros, risos, dúvidas, entendimentos, envolvimento e desenvolvimento que houve ali, não é algo que se encontra em qualquer lugar. Defino o III Congresso FDE realizado em Uberlândia, Minas Gerais, como um enorme Furacão. Um furacão que devassa tudo por onde passa, limpa todo o terreno, mas nos deixa mais vivos do que nunca, para construir o novo. Talvez esse fosse um tipo de furacão peculiar, autoral do Fora do Eixo, que aliás, está presente em todos os Congressos nacionais.
Pro núcleo das FEmininas do Fora do Eixo Card, o furor já começou antes, no processo da Coluna FDE iniciada em Sampa, passando por São Carlos e finalizada em Uberlândia, junto ao Congresso. Dias intensos e de muito aprendizado. O processo de se reconfigurar, resignificar a todo instante, fica muito mais latente quando a missão é tornar os códigos sempre abertos, estando apto a ensinar e aprender. A arte dos exercícios, da explicitação e miniminização das contradições, da otimização do tempo, da sensibilidade e flexibilização da conjuntura, da constituição de núcleos duros e duráveis é mesmo digna de aprofundamento. É o que torna o saber orgânico, visceral, mutante e perene.
O processo da Coluna FEmininas FDECARD culminando no III Congresso fora do eixo, particularmente, foi um grande desafio. Era o momento de enxergar em tempo real e ao mesmo tempo, todas as situações de confronto, sofrimento, conforto e felicidade que estavam presentes no meu contexto. E a única certeza que eu poderia ter era a de que sobreviver a isso, seria estar muito mais fortalecida e apta a contribuir com todo o processo. Era a minha resignificação.
A estrutura orgânica e honesta da inteligência coletiva nos dá confiança pra seguir em frente entendendo que até o que aparentemente não deu certo, era por não existir o terreno pronto o suficiente. Dessa forma, aprendemos a fazer o contexto contando com a lei natural do tempo em fazer as sementes crescerem. Em paralelo, na busca de novas tecnologias como a "Ilusionista" que desafia essa lei e antecipa o crescimento da semente em uma velocidade absurda. Isso só é possível quando todos os elementos envolvidos agem numa crescente, nivelados e ao mesmo tempo.
Entre o entendimento do que é e a criação do que pode ser está o tempo de visualização, de dedicação e de construção de cada um. A equalização disso em cada membro do Circuito é a matemática de antecipação do tempo. E essa matemática é o que a inteligência coletiva vem mostrando ser possível, ainda que pareça intangível. Chega a ser assustador de tão maravilhoso! O III Congresso Fora do Eixo se constituiu na forma da dialética, era quase visível a olho nu. Foi fascinante.
É como uma frase que costumo pensar sempre quando reflito sobre a minha trajetória nesse processo: Nem nos meu melhores sonhos eu poderia ter imaginado um Cubo (e os desdobramentos dele) em minha vida! De fato o seu antigo nome "se fez juz": Mágico.
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Encruzilhadas
August 14, 2010
Em alguns momentos da vida parece inevitável as encruzilhadas. Momentos em que tantos caminhos se cruzam pra confundir a trajetória que você escolheu. A possibilidade de ter diversos caminhos complementares, porém diferentes é muito estimulante. Mas o contrário, com a possibilidade de diversos caminhos antagônicos que conduzem pra uma autofagia, é assustador. O que fazer então quando se tem uma situação em que “se correr o bicho pega e se ficar o bicho come”? O ideal é não desistir. Saia andando, mate o bicho ou convença-o a não te devorar. Por mais que todas as possibilidades pareçam improváveis de sucesso, são melhores do que nada. Estatisticamente, ter opções é sempre garantir maior probabilidade de sucesso do que não ter nenhuma. Então, é melhor ir nessa…
As encruzilhadas nos fazem sempre perceber algo muito importante: O poder que a vida tem de nos testar com grandes desafios. E as possibilidades que estão sempre nas entrelinhas, pra que possamos crescer. De qualquer maneira, somos nós mesmos que nos conduzimos até as encruzilhadas. São nossas escolhas somada as escolhas de outros e a todas as possibilidades da vida que nos colocam numa situação tão delicada quanto emergencial. E então é chegada a hora de praticar a dose exata entre a paciência e ansiedade, o ódio e o amor, o medo e a coragem. É preciso encontrar espaços e princípios que atendam à você e a natureza que o cerca. E saber o poder de condução nas entrelinhas. Nem todos estão prontos pra ceder fazendo uso só da consciência. Não dá pra fugir das encruzilhadas. É preciso saber agir e estar pronto pra seguir, seja em qual dos caminhos for.
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O Valor de reconhecer o próprio erro
July 24, 2010 - One comment
http://foradoeixo.org.br/valores
É bonito. Aceitar críticas requer consciência. Transformá-las em sua própria, requer vontade e coragem. Dois elementos imprescindíveis pra mudança. O Reconhecimento do próprio Erro na mesma proporção do erro alheio nos tornam dignos do próximo passo. E ao contrário, não. É preciso preparo pra seguir adiante, sem colocar em risco o crescimento dos que estão a caminho. Não se trata mais só de você. E nunca se tratou. Quem é você além do outro?
Hoje aprendi uma lição que eu pensava já ter aprendido: Valores não se “guardam na gaveta”. Não se deixa “pra depois”. E os valores que se escolhem devem ser o que se faz em todos os pequenos momentos da vida. Valores são o motivo de se estar no caminho. São a causa e a consequência. São princípios que conduzem o comportamento humano e a construção de qualquer história.
Hoje me senti traída por mim mesma. Irresponsável por uma atitude que desconsiderou a lealdade, valor que tanto prezo. Me descuidei, por alguns minutos. O suficiente pra me deixar sem chão e de fato, tão pequena… sentindo raiva da própria burrice, o arrependimento, a lamentação… mas sentir pena de si mesmo não lhe dá direito à resolução. É preciso olhar a ferida, sentir os seus males e ter o entendimento completo do organismo que lhe mantém vivo. E o quanto se quer viver. O que se deve fazer. E continuar seguindo com a certeza de que o próximo passo não traz novas trevas de novo. Não pelas suas mãos. Não pelas suas dúvidas. Não pelo risco que se cria, sem querer.
É preciso ter propósito pra se ter valores. E valores, pra ser livre. Enfim.
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Copa, Eleições, Brasil
July 10, 2010 - No comments yet
2010 começa marcado por ser um ano de grandes expectativas. No mundo do esporte e em especial pro Brasil, vencer uma Copa do Mundo, tornaria tudo mais “fácil”, mais leve, com aquela sensação de satisfação por um bom tempo. E a vitória é plenamente boa pra todos os brasileiros. Sem divisões. Inegável o poder de fogo do futebol frente a cultura, política, economia, saúde e sociedade em geral, brasileira. Eu mesma que nunca fui fã de futebol, durante a Copa, não tinha jeito. É impressionante! Você vibra, sente, chora e aprecia mesmo sendo “desconhecido”, comedido. Mas essa Copa teve um sabor especial: Foi nela que decidi me deixar levar pela fábula, a história, a cultura do Futebol. Começando o descondicionamento do “não gostar”, pela falta de vivência orgânica e pela ignorância do tema. “Futebol aliena seu povo” era o mais próximo que tinha de opinião e era o suficiente pra ter pre conceito. Até o “futebol é coisa pra homem” me influenciou, indiretamente. Mas afinal, tudo que é vivido organicamente e portanto com mais sensações e conhecimento, faz muito mais sentido. E a Copa deixa isso claro no mundo do Futebol.
A política, que esse ano fica mais latente por conta das Eleições, é outro momento em que o Brasil se faz atento, ansioso, mas ao contrário da Copa, o resultado final nunca vai satisfazer plenamente o país todo, ou o contrário. É um momento de divisões internas, claras e definidas. Um só território que onde quem perde, continua sendo o Brasil, ou parte dele. Assim como quem ganha. E mesmo considerando grande parte de alienados, tá tudo bem delineado. Um lado vai ser o vencedor. E o Brasil vai sempre ganhar e perder. As vezes, perde-se com quem ganha e ganha-se com quem perde. Mas a democracia representativa sempre ganha a situação.
E por falar jogo e política, o CFE não perde tempo. O projeto da vez é o PCult – Partido da Cultura que vem muito bem a calhar nessas eleições 2010. Momento em que o Circuito participa pela primeira vez, de maneira orgânica desse momento que é extremamente decisivo pras políticas públicas do país, por mais 04 ou 08 anos. Não dá pra ficar de fora e o Partido da Cultura surge no momento mais maduro da rede, em que os membros estão com vontade de laboratorear nesse novo desafio. Todo laboratório é bom, mas o da política partidária, em que se dá o poder real é especialmente estimulante, desafiador e que exige uma atenção clara em cada passo dado rumo aos objetivos traçados. O PCult vem pra fazer mais uma história dentro e fora da rede.
Outra Copa (política) em jogo é o nosso Congresso Fora do Eixo. A ação vem estimulando todos os coletivos da rede a se organizarem antecipadamente e em outubro no festival Jambolada (Uberlândia MG), o momento de pico onde todo o terreno se mostra, é desconstruído e amplamente erguido durante o ano seguinte. Um divisor de águas, sempre. E em terras cubanas, dias recheados com a Casa Fora do Eixo e Festival Calango que já vem com seu planejamento na alta. Concentração total pra que tenhamos mais uma ação fuderosa em HellCity e no Brasil. Ansiosa!
Comentário rápido sobre o Caso Eliza (que foi a vítima e não o Bruno), a mídia é sensacionalista e ponto. Também não há novidades nisso. Mas o fato dessa super exposição do “mau” existir, também não é consequência dessa super exposição do “bem”? Os Mitos são criados pelos superlativos. E Bruno era um ídolo. Trágico é continuar sendo, por outra perspectiva.
Na radiola o último lançamento do Compacto.rec com Leptospiorse. Confiram!

Dias de EcoSol e Nevilton
June 25, 2010 - No comments yetMinha última semana foi muito voltada pra #EcoSol. Além das reuniões no CRAES onde estamos trabalhando uma parceria com os dirigentes de Várzea Grande, incluindo a integração de alguns agentes no sistema de trocas Cubo Card e a nossa participação no projeto Brasil Local comandado pelo Clóvis da UNEMAT (um dos maiores articuladores da Ecosol em MT), fui pra Brasília como delegada de MT pra participar da II CONAES – Conferência de Economia Solidária. Por lá, outros companheiros do Fora do Eixo também se fizeram presentes, como Carol Tokuyo do Massa coletiva, Carlos do Guerrilha gig, Paola do Enxame Coletivo, Nando do PopFuzz e Maicon do Coletivo Noma (que deverá se fazer oficialmente um ponto, durante o III COFE). Já na abertura do evento, uma mesa recheada com os mestres do assunto Paul Singer, Ladislau Dowbor e Cristóvão Buarque. E pra constar, os fora do eixo fizeram toda a cobertura AO VIVO na rádio e tv fora do eixo, além de participarem da comunicação colaborativa.
A Conferência é um ambiente de participação popular intenso e a II Conaes não foi diferente. Uma oportunidade ímpar de conhecer outros empreendimentos solidários e perceber que a realidade de Mato-Grosso é bem familiar com outras regiões onde a maioria dos coletivos envolvidos se voltam para as atividades da agricultura familiar e artesanato. Os pontos fora do eixo e os pontos de cultura do governo federal estão levando a cultura pra dentro do movimento de Ecosol e buscando essa transversalidade cada vez maior. E como já nos entendemos como coletivos de tecnologia social, o desafio é muito apropriado pra nos dar um novo combustível pro nosso banco de estímulos fora do eixo.
Na ocasião conseguimos um almoço junto ao mestre Paul Singer, que por sua vez ficou impressionado com a movimentação da rede e aceitou nosso convite pra participar do III COFE. Alguém tem dúvidas que o COFE 2010 promete? Não dá pra perder!
Depois de uma overdose de ecosol, reunião na casa cubo com Pablo Capilé e Mari ramires sobre a organização financeira do Espaço Cubo e a importância de nos concentrarmos cada vez mais nesse planejamento para ampliar o leque da sustentabilidade no nosso APL. Enxugar custos, buscar mais parcerias no Card (100% lastreado em serviços) pros custos, Ampliação de receita própria e pública. Uma engenharia que deve ser trabalhada com precisão, motivação e muita criatividade. Para coletivos mais preocupados com o desenvolvimento social do que em fazer dinheiro, é fácil perceber o tamanho do desafio. rs Enfim, mais uma injeção necessária pro andamento da semana, aliado ao tão esperado show do Nevilton na Casa fora do Eixo esse final de semana. Hell City inteira na expectativa e os cubistas fazendo o papel de produtores e público. Todos fãs da banda, tendo uma overdose do myspace dos caras e bombando na divulgação. Os mais atentos no twitter vão saber chegar no show cantando todas as músicas, sem erro e fazendo muito bonito!!!
Pra encerrar, não poderia indicar outra banda pra se ouvir freneticamente, pelo menos até o dia do Grande Show! rs Bora entrar todo mundo no clima de Nevilton! Arrisco o Hit (que é a minha preferida) Pressuposto. Vamo lá: http://www.myspace.com/nevilton
+ Link´s bacanas da II CONAES:
beijos



























