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Imersão realmente é a palavra certa para traduzir o encontro dos dias em Poços de Caldas. Assim como o corpo se desnuda para mergulhar e sentir os efeitos das águas termais típicas da cidade, foi preciso cada um se despir de todo seu trabalho anterior para entrar neste universo onde o que predomina são as diferenças, culturais, musicais e até mesmo na idade entre cada um que compõe esta história. Ao mesmo tempo, uma viagem a fundo dentro de cada um, para encontrar a essência artística que nos trouxe até este momento, de comprometimento para realizar um projeto coletivo, que tem de ser ainda mais compartilhado entre todos.

Para se ter idéia do dna que compõe o grupo, juntamos as experiências da cultura regional, da canção popular, da música erudita, do instrumental contemporâneo, eletrônico e experimental.

De cabeça todos nós quatro (eu, Jucilene, Vanessa e Di) e nossos companheiros de processo: Alfredo Bello, consultor e produtor ideal para o projeto, com bagagem gigantesca em todos estes caminhos que estamos percorrendo, além de ser amigo, praticamente o quinto integrante; Andréia, produtora gente finíssima do Itaú Cultural, que acomapanhou e somou muitas ideias nos dois primeiros dias, junto com a Gabi e o Paulo do Coletivo Garapa, que estão registrando grande parte do processo.

 

 

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Jucilene Buosi é a moradora da cidade que nos recebeu calorasamente, levou para comer em deliciosos lugares, passear por algumas praças, pelo mercado e ainda conseguiu cortesias para um banho das famosas Thermas Antônio Carlos e para o bondinho que leva até o Cristo no morro, que não deu tempo para conhecer. Mãe de família, casada com Wolf Borges, um excelente compositor (de quem já pescamos uma letra para o grupo), ela trabalha sua voz de uma maneira muito autêntica e natural, podendo passear por uma grande gama de tessituras.

 

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Vanessa Longoni é de Porto Alegre mas mora atualmente no Rio. Talvez uma das mais pilhadas, totalmente entregue a proposta, visualiza o potencial do projeto, quando podemos colocar qualquer elemento que quisermos, inclusive além da música, o teatro, o cinema. Muitas energias juntas, traduzidas também em uma bela voz que constrói um dueto perfeito com Jucilene.

Di Freitas, brincamos ser nosso patrãozinho, é um grande músico e pessoa que vem de Juazeiro do Norte (CE). Sempre mantendo uma mesma serenidade, está presente o tempo todo, mesmo quando quieto. Ele trouxe dois instrumentos que construiu, basicamente rebecões/cellos em cabaças, que dá um aspecto visual totalmente peculiar e um som lindíssimo, que por diversos momentos experimentamos processar com efeitos.


 

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Eu sou o mais novo, talvez de todos os outros grupos e talvez isso me traz a inquietação ainda maior de que tenho muito que aprender e desenvolver com este projeto. Um momento para fortalecer minha identidade, buscar desenvolver minhas linguagens, minha forma de criar, colaborar e misturar, muito além do que fiz até hoje. Fui munido de guitarra, pedais, sample, Kaoss Pad, mesa de som e computador. Já tinha refletido sobre minha missão em estar conectado a todos outros elementos, podendo manipulá-los, ao mesmo tempo em que vou construindo ideias rítmicas e melódicas com programação eletrônica, loops, riffs e tudo mais que for possível. Um desafio grande e bom.

 

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E assim começamos. Depois de três dias muito estimulantes, saímos em busca de nossa identidade, crescendo enos conhecendo juntos...quem quiser escutar um pouco deste primeiro encontro: