
A gente por diversas vezes ainda se pega no meio do sonho que é estar criando o nosso próprio estúdio do Massa. Desde o início do ano, com a casa própria do Gu, o espaço começou a ser preparado. Ele fez uns belos posts na época, tutoriais que contavam dos processos de experimentações acústicas que fez e depois da gravação de Kirilenko do Aeromoças e Tenistas Russas, que já ficou fino demais.

No início de julho começou a fase 2 deste processo, com a reforma mais bruta do espaço, quebrando paredes para colocar um porta e vidro de estúdio profissa, e tampando a janela com tijolos.
Daí, logo na sequência, depois de dar uma raça junto no trampo braçal, a galera de Sorocaba do The Sams Hardcore Orquestra começou a gravar seu disco, que ainda falta uma segunda imersão para terminar.

Nesse meio, tempo, evoluímos no trampo estético e acústico do lugar, com a arte instigada do GIL & MLS, a nossa crew de grafite, recém formada, além de cartazes de eventos que fizemos ou participamos e desenhos rústicos do Gu.

Além disso, as tradicionais caixas de ovos, revestidas com panos circulares (que lembram lentes de câmera) foram pendurados em lugares estratégicos, para funcionar como absorvedor de som numa sala onde o piso e as paredes eram de azulejo, que incentivavam um reverb meio maldosão.

Até um carpete achado numa caçamba foi aproveitado. Depois de uma raça pra lavar e secar, ele encaixou de maneira perfeita na sala técnica que foi remontada neste final de semana.

Agora é testar tudo na prática, levando a sério cada viagem e projetos que estão nascendo dento deste laboratório. Além da Sams, o Aeromoças mergulha lá pra gravar seu disco este mês, a Plano Próximo vai registrar sua nova fase por lá e muitas outras possibilidades se abrem por ter um espaço customizado e livre para experimentar e fomentar a produção da Independência ou Marte Discos que nasce junto a tudo isso.














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