Não me lembro ao certo exatamente quando foi a primeira vez que vi um instrumento em loop, mas sempre me interessei pela técnica de uma canção meio que infinita que encontra variações dentro de si mesma. Numa idéia da música como um rio que possui seu leito central, afluentes, desvios, quedas, mudanças de rumo e tudo mais, seguindo um fluxo contínuo de sua natureza. Ao contrário da música ocidental marcada pela estruturação em blocos, planejada e organizada em termos até mesmo arquitetônicos.
Daí vem a mente algumas referências e idéias que me identifico e que vem me influenciando direta ou indiretamente:
Santiago Vasquez
Acredito que foi a primeira referência nesse sentido, descobri depois do show da Bomba Del Tiempo, que ele também coordena. Ao Vivo, manipula todos instrumentos, mas é mais forte nos elementos ritmicos.
Proyecto Gomez
Às vezes se apresenta sozinho, mas vi uma show em que tocava com banda também. Em ambos me identifiquei muito com a forma como se constrói e descontrói cada som, buscando a sopreposição de melodias de voz e guitarra ou mesmo, ritmica com a bateria.
Dub FX
Descobri recentemente, um fenômeno de utilização de efeitos e do loop. Mixa tudo à partir de sons vocais, e deixa a música com peso incrível, além de fazer letras e cantar.
Camille
Pro seu disco de 2005, a francesa usou muito loop para voz, criando camadas percussivas interessantíssimos e brincadeiras melódicas pop experimental.
Nathan Bell
Nathan não usa nenhum recurso tecnológico para loop, mas sua música possui um poder de transcendência que remete a esse tipo de som, alcançando algum tipo de reflexão espiritual à partir do banjo com delay e de estruturas cíclicas.













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