Sim. Da esperança. No primeiro minuto em Uberlândia, após me deparar com a equipe de credenciamento armada como grandes guerreiros prontos para encarar um batalhão de viajantes oriundos de toda parte do país. Sim, era nestes olhares que a esperança refletia.

O quão genial e harmônica seria aquela semana de outubro? Dos olhares da produção gritava a esperança: Vai ser foda!

Horas de test drive com o seu próprio corpo, onde o piloto, a mente, expôs toda a potência e exigiu o máximo de desempenho desta máquina. Inexoravelmente o resultado foi o surgimento da máquina high-tec, capaz de transcender e assimilar todo aquele trabalho, reluzindo o gozo e a revigorante alma criança, incapaz de terminar com uma divertida brincadeira dançante.

Livre. O ponto. Do termo à prática, pude passear sem limites em outras inteligências, trocar células e redesenhar o meu mapa de expertises, colocando no lugar das fronteiras, almofadas.

Maos_cofe

Os diversos sotaques foram sorrisos tenros, generosos, na maioria das vezes espelhos. Do trabalho, palavras saborosas, receitas colaborativas e ingredientes para o prato perfeito. Eu perplexo, vislumbrei dias se tornando um tanto quanto atemporais. Ora segundos, ora anos.

Verdade lá foi sinônimo de esperança. Reflexões em campos programáticos ou do improviso. Da comida digerida com ideias, do pré sono flutuante e filosofal e das chuvas de saberes revestidas de arte.

O trabalho lá se tornou esperança. Festa, música imagem e páginas futuras detentoras de um passado glamour. Um charme contemporâneo, eu diria em resposta sintética de bar. A viagem de volta foi difícil. Não pelo calor. Não pelos desafinos vocais coletivos. Sim. Pelo triste saudosismo de um grande momento offline deixado em stand by no triângulo mineiro. Já em casa, um online tão forte e presente quanto a esperança, voando em nuvens de tags.