Articulações do PCult no Amapá

November 16, 2010, by Jenifer Nunes

 

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Na última terça-feira, 09, aconteceu na Câmara Municipal de Macapá, capital do Amapá, uma audiência pública com o tema “A Infraestrutura da Cultura”. O intuito era de discutir, junto à sociedade civil, as problemáticas dos equipamentos culturais da cidade que estão interditados: a Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda, a Escola de Belas Artes Cândido Portinari e a Escola de Música Walquíria Lima.

 

Na ocasião estiveram presentes várias entidades como a Federação Amapaense de Teatro, AMCAP, Confraria Tucuju, Coletivo Palafita, membros do Conselho Estadual de Cultura, os vereadores Clécio Luis (PSOL), Grilo (PV), Anab Monteiro (PSC), Luizinho (PT), Marcelo Dias (PSDB) e o secretário de cultura do PSB, Zé Miguel, representando o governador eleito Camilo Capiberibe.

 

As reivindicações populares se referiam principalmente a reativação dos equipamentos culturais citados acima, o debate sobre cachês e o baixo orçamento destinado à Cultura, que ainda não é visualizada como prioridade de desenvolvimento social e, portanto, direito do cidadão.

 

A oportunidade serviu para o Coletivo Palafita divulgar alguns dados do Anuário de Estatísticas 2009 do Minc, assim como a pesquisa realizada pelo Pcult.

 

 

 

Os dados apresentados foram reunidos numa Proposta de Cultura que compendiou também as experiências do Acre, com a aprovação de seu Sistema Estadual de Cultura, além de serviços e programas de outros estados como Ceará, Minas, Amazonas, dentre outros. A proposta será apresentada ao próximo mandato de governo.

 

Vejam como ficou: Proposta para Cultura

 

 

 



comunicação+congresso+jambolada

October 17, 2010, by Jenifer Nunes

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Neste congresso o núcleo de comunicação do circuito percebeu que era hora de discutir seu conceito. Foi notado que muito do que produzimos é somente pro consumo da própria rede, e que ainda assim, por vezes nem mesmo ela a consumia. A linguagem "institucional" assimilada e reproduzida por nós era um artifício que por vezes dificultava a comunicação tanto com o "público não iniciado" (que não conhece o FDE) quanto conosco.

 

O uso de textos pessoais na capa deste Portal foi um dos fatores que fizeram salientar o quanto esta plataforma é nova e ainda se processa sua digestão. Um recorrente incomodo presente nas falas dos fora do eixo é a impessoalidade do material apresentado. Mas, o noosfero proporciona a dimensão e diversidade deste movimento através dos seus vários perfils e aumenta o grau de colaboratividade possível no Portal FDE através dos blogs intimistas.


 

Futuro

 

Eis sua importância deles: visto que 75% das nossas atividades são articuladas virtualmente, que são poucos os momentos offline (ou seja, encontros presenciais), que a rede cresceu absurdamente e é preciso conhecer-se cada vez mais já que nos baseamos na confiança um nos outros para agirmos em bloco, fica claro que os blogs intimistas são uma ferramenta pra diminuir esta distância, incitar o debate e compartilhar em vários recortes geográficos, culturais, subjetivos e discursivos, o que é essa doidera que estamos fazendo.

 

Casal

 

Sinto ainda uma certa travação por parte da galera em escrever nos dito cujos, como se só pudessem relatar estritamente sobre o fora do eixo e num formato específico. Oras, se concebermos que qualquer produto vai ser fruto dessa vivência, uma vez que estamos inseridos nela e que seus conceitos influem e dialogam com tudo realizado por nós, o pessoal desfrutará deles com maior liberdade expressiva.


Caravaggio

 

Enquanto escrevo aqui - tentando contemplar em conteúdo e forma esse lance de exercitar o (digamos) códito aberto no campo pessoal - estou no segundo dia do Jambolada e último de congresso, participando da cobertura colaborativa ao lado de agentes da comunicação de vários cantos do país.

 

Taí uns momentos do evento, que me cativaram a fazer esta postagem.



Palafita e Cubo participam de oficina cineclubista

October 11, 2010, by Jenifer Nunes - No comments yet

 

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O Clube de Cinema Fora do Eixo é uma bancada que tem crescido fortemente dentro da rede. Uma de suas articulações recentes foi possibilitar que agentes das regionais do circuito participassem de oficinas de capacitação cineclubistas. No caso do Coletivo Palafita e Espaço Cubo, a oficina aconteceu em Brasília, entre os dias 04 e 09 de outubro.

 

Foi uma semana de conhecimento acerca do movimento cineclubista e uma breve história do cinema mundial e brasileira, ao lado de 100 professores de 50 escolas públicas do Distrito Federal, onde serão implantados os cineclubes.

 

 

A impressão de cara de moleque se desfez na hora da nossa fala, apresentando o documentário do Festival Fora do Eixo SP e    explicando um pouco sobre a rede. A receptividade foi a melhor possível, muitos chegaram até nós querendo saber mais. Levamos o coletivo Esquina no último dia pra linkar lá com a galera pra, quem sabe, fazer parcerias futuras.



Nossa cidade na internet

September 22, 2010, by Jenifer Nunes - No comments yet

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O Circuito Fora do Eixo, ao longo de sua existência, busca cada vez mais formas de ampliação das suas possibilidades de criação de inteligência coletiva. Se iniciando em blogs e listas de discussões em grupo, os hoje quase 50 pontos espalhados por todo o Brasil subvertem diariamente o tempo/espaço, criando um dos movimentos sociais de maior musculatura no país. Nesses sete anos, a capacidade de comunicação cresceu ao ponto de possuir uma rede social própria, o Noosfero, que engloba blogs, agenda, tecs, RSS, discussões, portfolios e etc.


Para falar um pouco sobre essa nova plataforma, o processo de migração e seus desafios, uma breve entrevista foi feita com o Dudu, do Massa Coletiva, que é o atual zelador do Noosfero. Acompanhe.

 

- O que é o noosfero?
Dudu -
Noosfero é o nome da plataforma livre usada na rede social do Fora do Eixo. É uma plataforma desenvolvida pela Colivre (http://colivre.coop.br/). A rede social do noosfero trabalho com blogs e-portfolios, RSS, discussões temáticas, agenda, etc.

 

- Qual a importância desta plataforma para o FDE?
Dudu -
A plataforma de nossa rede social é de fundamental importância para ocuparmos na internet um espaço que reflita a dimensão continental do Circuito Fora do Eixo. Quando começamos a pensar que nossa rede social é nossa cidade na internet, percebemos que todo conteúdo produzido em nossos perfis, comunidades e empreendimentos são como tijolos na construção dessa cidade. Permitindo uma integração entre os diferentes pontos fora do eixo, parceiros e público acostumados a acompanhar as ações locais e nacionais do movimento.

 

- Qual é o maior desafio desta rede social atualmente?
Dudu -
O desafio do presente é formar agentes em todos os pontos fora do eixo, que sejam hábeis e dedicados a trabalhar na ocupação de nossa rede social. Essa formação se dará diretamente entre a comunicação do fora do eixo e os pontos, pautado em cinco pontos principais:

1 - Ativar o empreendimento
2 - Criacao perfis dos membros do ponto FDE
3 - Migrar os blogs do ponto FDE (pessoais e do coletivo) para a rede social
4 - Utilizar a agenda da rede social
5 - Participar dos obsevatorios sobre a rede social para tirar dúvidas e compartilhar conteúdos

 

- Qual outro movimento trabalha com tecnologia semellhante?
Dudu -
 O noosfero é uma plataforma livre desenvolvida em um sistema Ruby. Diversas redes sociais no Brasil e ao redor do mundo são desenvolvidas em cima da plataforma do noosfero, um exemplo bem contemporâneo é a rede social da Dilma - http://dilmanarede.com.br/

 

- Como a rede social facilitou o acesso, conhecimento e participação de parceiros e curiosos?
Dudu -
A visibilidade que a rede social permite aos pontos fora do eixo é muito maior do que a que os pontos tinham quando utilizavam apenas seus blogspots e afins. O número de acessos mensais de nossa rede social vem se tornando a soma de todos acessos que os pontos obtinham em seus blogs sozinhos. O fato de ser uma rede social permite ao internauta que de um blog de empreendimento ele conheça os perfis de todos os membros desse empreendimento, as comunidades que eles seguem, etc. Hoje em dia é impossível que uma pessoa consiga ver todo o conteúdo que tem sido produzido na rede social, pois qualquer pessoa do mundo pode criar seu perfil e subir conteúdos de maneira totalmente livre.

 



Congresso FDE Norte

August 31, 2010, by Jenifer Nunes

Nos dias 27, 28 e 29 de agosto, aconteceu no Sebrae da capital do Pará o primeiro Congresso Fora do Eixo Norte. O Coletivo Megafônica, Ponto Fora do Eixo em Belém, sediou os três dias de intensos debates, idéias e encaminhamentos conjuntamente edificados com os coletivos Palafita, Difusão, Canoa Cultural, Catraia e Mambembe.

 

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Ficando todos hospedados no Casarão Cultural Floresta Sonora, ponto parceiríssimo do coletivo belenense, a medida que os coletivos chegavam ainda no começo da semana, o espaço em comum foi tornando os avatares em pessoas reais e os dias de congresso uma vivência imediata.

 

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Na quarta (25) começaram as atividades referentes à primeira edição do Festival Megafônica, marcado pela exibição de produções audiovisuais nortistas vinculadas aos coletivos presentes, assim como do Clube de Cinema Fora do Eixo e o documentário “As Filhas de Chiquita”, de Priscila Brasil. A mostra foi realizada no Cine Olympia, primeiro cinema da cidade de Belém e o mais antigo ainda em funcionamento no Brasil, criado na década de 1920.

 

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Na quinta (26) houve um pocket show no espaço de outro parceiro dos megafônicos, o Espaço Cultural Ná Figueiredo. Lá pudemos ver algumas bandas do coletivo que optaram por não tocar no festival realizado na sexta e sábado (27 e 28), com o fim de dar prioridade a produção do evento e às bandas do interior.

 

O Sebrae foi ocupado pelos coletivos do norte e outros produtores locais ainda na manhã de sexta-feira (27). Após a abertura do evento houve a apresentação dos Pontos Fora do Eixo e candidatos a PFE, no caso, o Coletivo Mambembe, da cidade de Primavera, interior do Pará. Leonardo Salazar palestrou sobre o negócio da música na atualidade, baseado em seu livro “Música Ltda”, levantando vários questionamentos no público presente, que depois pode conferir com maiores detalhes o case do Fora do Eixo na mesa de debate “Gestão de carreira do músico independente”, do qual participou o próprio Leonardo Salazar (PE), além de Pablo Capilé (MT), Heluana Quintas (AP) e Ná Figueredo (PA).

 

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Os dias seguintes foram focados em debates macros, tais como Selo e Agência Regional Norte (que contou com a contribuição e problematização constante de Alex Antunes), Mapeamento dos Festivais da Região Norte, CBAC- Comissão Brasileira de Artistas de Circulação, Mapeamento de bandas do Norte, Pcult, além de discutir distribuição, audiovisual e comunicação (montamos o núcleo durável da comunicação norte).

 

Quanto ao Festival Megafônica, foi um verdadeiro sucesso. Apesar de apenas um ano de existência enquanto Fora do Eixo, o coletivo soube ter pernas para realizar o primeiro COFE Norte e também fazer um ótimo festival, desde a programação até aos locais escolhidos para os shows, debates e hospedagem; o público e a repercussão na cidade; o atendimento e a união entre os agentes.

 

Saímos na certeza de que há muito o que ser feito e que será realizado a médio prazo, através de bastante foco. Não há dúvida quanto aos gargalos da região e que todos estão nessa pra fazer a coisa crescer. Foi apenas o primeiro encontro de muitos que virão - foi tirado o cabaço desses "kilometros de distância não pavimentada". O banco de estímulo está carregado até o topo, pronto para enfrentar essa nossa internet lerda e enfurecer tranquilamente nas listas, reuniões e encaminhamentos diários da nossa rede.

 

Parabéns a todos! Até Uberlândia. ,)