A tentativa de pôr pra fora o que se passa na minha vida, no Enxame Coletivo, no Bauru, as teorias bizarras, falar sobre a produção do coletivo, do meu trabalho dentro dele e da rede CFE e adicionais.
Lançamento do livro “Ecos do Sol nascente”
October 6, 2010Isis Maria
No dia 4 de outubro, como mais uma das atividades que abriram a semana do Festival Contato, aconteceu no Espaço 7 o lançamento do livro “São Carlos (SP) no escurinho do cinema 2: Ecos do Sol Nascente”, de Marco Antônio Leite Brandão. O livro é o segundo de uma série composta por 5 títulos e fala do cinema japonês e suas exibições na cidade. O primeiro é sobre as exibições entre 1897 a 1997. A séria estuda a memória e história do cinema em São Carlos.
Nostalgia lúdico 3D interativo ou o dia que fui ao Cine São Roque
October 4, 2010Só conhecia as sessões do Cine São Roque de ouvir falar. Não morando em São Carlos fica difícil né. Então, na sexta feira, 1° de outubro, numa das atividades que antecederam o Festival Contato, fui fazer minha estreia e em 3D com o Vaudeville do século XXI! Sempre imaginei como seria o contato e a proximidade com as crianças, o trabalho desenvolvido com elas e não só o produto, a exibição de filme pela exibição de filme. Embarquei num ônibus na UFSCar e dei início a minha viagem, que compreendia também a viagem até o distrito de Água Vermelha, a cerca de 15 Km da cidade.
Feliz ano novo, que venham as mudanças
September 21, 2010Dia 8 desse mês eu fiz 24 anos, e desde então, estou com os pensamentos das "promessas de ano novo" e tem algumas:
Supersônica toca em escola para movimentar intervalo
September 16, 2010
Projeto na escola Zuiani quer levar mostras artísticas e movimentar espaços. Aproximar alunos da escola, da construção e manutenção dela é o desafio.
Cheguei às 20h00 na Escola Estadual Luis Zuiani por conta de outro compromisso, mas descobri que não estava atrasada porque a apresentação da @supersonicarock só seria às 21h30, depois do intervalo. Assim que entrei, já encontrei o Lucas upando umas fotos e mandando pela twitpic, mostrando a entrada do colégio, um grafite feito e a montagem do palco. Assim que ele terminou, fomos para o auditório, onde estava rolando a passagem de som. Ele estava lá desde às 18h30, acompanhando a banda, que se apresentaria na 1° edição do projeto ainda sem nome, que quer levar mostras artísticas pra escola, mensalmente.
A idéia do Ricardo Gasparini, que é coordenador na escola e junto com a galera do grêmio estudantil do Zuiani armou esse show. A intenção é criar um vínculo com a garotada e estimulá-los.
20h30 saímos para dar uma volta pelas redondezas e na volta conversamos com Maria Lídia, a diretora, que disse que a escola existe desde 1974 mas em 2003 uma turma, através do programa Escola da Família fazia atividades ali durante as tardes de sábado e um grafite, que Lucas viu e fotografou, surgiu dali. Eles também arrumaram o jardim, e agora estão pensando na construção de uma lago de carpas e numa criação de rãs, mas ainda não tem dinheiro para isso. Ela também falou da dificuldade de estabelecer um vinculo com os alunos, que se formam e vão embora, e o trabalho recomeça com as turmas que chegam.
A escola tem alunos que vão dos 10 aos 60 anos, porque tem turmas desde a 5° série ao colegial e à noite supletivo. Ricardo falou de alunos que fizeram supletivo e entraram na universidade.
A primeira experiência de movimentar a escola veio com o convite para que a banda Supersônica se apresentasse. O grupo é da cidade e toca rock n’ roll autoral, poucos covers e junto com o Enxame, topou fazer esse teste. Nós, do Enxame, no caso eu, Lucas e Paola estivemos na cobertura, Gabriel que estava em Londrina no dia, ajudou na articulação da pré produção. Ela não foi muito elaborada: combinados dia, hora e banda, o resto era levar instrumentos e equipamentos, montar o palco e tocar. A galera do Grêmio fez os cartazes, que disparamos na internet.
Já na hora da passagem, dava para ver caras curiosas. Durante o intervalo, alguns alunos se aproximaram perguntando, e no final, quando conversei com Ricardo do porquê os alunos não serem avisados da atividade, ele me explicou que se avisa, a galera já vai pronta para não assistir aula, não levam material, já ficam esperando. (Lembrei que quando eu estava no colegial fazia a mesma coisa). Enquanto o intervalo acontecia, Lucas e Léo, vocal e guitarrista da banda, experimentaram a merenda, ensopado de Arraia e arroz, e foram só elogios.
21h40 os alunos começam a entrar no auditório. Estávamos sentados lá na frente, por causa da cobertura, e vi que a maioria sentava no fundo, apenas dois alunos ocuparam a primeira fileira, pode ser timidez, não dava para saber. Qual seria a expectativa deles ali?
Léo dá boa noite e avisa que eles não tocam Restart, e é ovacionado. Ricardo também dá seu boa noite, mas no microfone baixinho, anuncia que o “evento” foi da parceria com Enxame e teve a ajuda do Grêmio Estudantil do Zuiani, enquanto a galera se ajeitava e agitava o lugar. Eles não paravam um minuto.
Reparei que o garoto que sentou a primeira fila ficou vidrado no som, acompanhou o tempo todo. Alguns alunos olhavam a equipe trabalhando, meio curiosos, outros prestavam atenção no show, uma turma tirando fotos e fazendo vídeos no celular, meninas ensaiavam uns passinhos no fundo da sala.
Várias manifestações em cadernos como “Toca Restart”, “Fiuk” para o Léo e até eu ganhei a minha, “Negra Li”. Um grupo desenhou a banda numa cartolina durante o show, tudo sendo registrado o tempo todo.
Fim do show, deu pra sentir que a galera curtiu. Diretores e professores estiveram lá assistindo, outros funcionários também, turma ficou até o final, a evasão foi bem pequena, tinha umas 110 pessoas presentes. Quando me aproximei de dois alunos para conversar, um me disse que gostou muito do show, Murilo, por que perdeu aula. Perguntei se só por isso, ele disse que não, que o som era bom, mas que perder aula foi vantagem. E o garoto da primeira fila ficou impressionado, disse que foi pego de surpresa, mas que se soubesse, tinha avisado o pai e levado uma camera para fazer umas fotos. Ele se chama Peterson e tem 16 anos, gosta muito de rock, seu pai lhe apresentou Guns n' Roses e ele se apaixonou. Questionado sobre tocar algum instrumento, ele disse para o Léo que adoraria tocar bateria, e Léo indicou um projeto local que dá aulas gratuitas. Peterson foi embora feliz.
22h30, desmontamos o palco e fomos para fora esperar a carona, pensando em como faremos nos próximos, como agregar mais coisas, manter essa proximidade com eles, que com certeza é a maior conquista do projeto.










