Por Camila Cortielha | Coletivo Pegada | Belo Horizonte - MG
Em uma rede nacional, presente em 50 pontos de 25 estados do Brasil, a diversidade de sotaques é marcante. Uma cidade que também é símbolo de multiplicidade de manifestações culturais (seja na música, na língua, na culinária etc.), é São Paulo, a capital da imigração brasileira, que foi palco do Festival Fora do Eixo em abril.
São Paulo Fora do Eixo, o documentário que registra a ação, foi lançado ontem, 1º de junho, na WebTV Fora do Eixo. A Filmes para Bailar compartilha a experiência de produzir o documentário. Confira.
Resuma para quem não conhece a Filmes para Bailar.
Somos um grupo de 5 pessoas que se juntou pelo sonho de fazer cinema. A Filmes para Bailar começou a 2 anos atrás em São Carlos, com apenas dois integrantes, fazendo curtas metragem e videos institucionais. No ano passado mudamos para São Paulo e o grupo foi aumentando. Hoje fazemos vídeos nos mais diversos formatos, publicidade, internet, institucional, além de curtas-metragem e agora também trabalhamos com interatividade, projeções multimídia.
Como foi a aproximação com o Circuito Fora do Eixo para a produção do documentário?
Nosso diálogo com o Fora do Eixo teve início no Massa Coletiva, coletivo de São Carlos no qual os integrantes são grandes amigos nossos da faculdade. Acompanhamos de perto a trajetória do Massa: toda a sua estrutura de funcionamento sempre nos interessou e influenciou bastante.
Com a vinda do Fora do Eixo para São Paulo e a realização do Festival aqui na cidade, fomos convidados a fazer o documentário. Foi uma oportunidade muito enriquecedora para nós fazermos este trabalho com o circuito e conhecermos sua lógica de funcionamento mais de perto.
Durante a produção e a filmagem, o que a Filmes para Bailar entendeu do Fora do Eixo? O que foi mais surpreendente sobre o circuito?
Ao longo da filmagem, tivemos a oportunidade de entrevistar muitas pessoas comprometidas com o processo de construção do circuito. Nesse sentido, foi possível entender melhor a maneira como as plataformas de gestão do circuito estão sendo construídas. Além disso, tivemos contato com as diferentes perspectivas pessoais de quem integra os coletivos fora-do-eixo.
O mais interessante desse aprendizado foi a compreensão de que o processo de construção da rede é aberta às mais diferentes influências e colaborações. A lógica de construção do circuito segue a lógica das redes de informação e das tecnologias sociais contemporâneas. Nesse sentido, a contribuição das ações do Fora do Eixo tendem a ser cada vez mais consistentes e duradouras para a produção cultural no Brasil.
Outro ponto surpreendente foi a compreensão das ideologias e das transformações comportamentais propostas pelo Circuito. Uma vez que todos os agentes Fora do Eixo são militantes de uma ação política e de comportamento, vemos acender nos jovens brasileiros uma chama revolucionária que se mantinha abafada há muito tempo. É a partir do comportamento que o circuito fora do eixo pensa a cultura no país, e consequentemente, a suas ações culturais visam a formação e a sensibilização do público pra um outro comportamento possível.
Como moradores de São Paulo, o que vocês acham que o Festival Fora do Eixo representou para a cidade?
Entendemos o Festival como uma ação que propicia o encontro de paulistanos com as iniciativas do Fora do Eixo. Foi bem interessante para nós essa imersão, durante dias seguidos, em uma lógica de trabalho diferente do que é de costume se encontrar aqui em São Paulo, ouvindo musicas de diferentes partes do Brasil. O contato com tudo isso é inevitavelmente amadurecedor e empolgante!
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