por Gabriel Ruiz | Enxame Coletivo | Bauru-SP
Inevitável não sentir de cara, sensações como as de Pablo Felipe, do Canoa. O Congresso pra mim porém, começou hoje, pouco mais de sete da manhã, quando desembarcamos em Uberlândia. Tive a sorte de cair – possivelmente – no quarto mais sujo do hotel: dividir o ap com Quique Brow (Leptospirose / Edith Cultura) e Rayan Lins (Coletivo Mundo / Nublado). Sedento por alguns minutos de leito, precisei esperar que desocupassem a minha cama; ela não estava habitada por nenhum dos dois, mas por André (Coletivo Mundo / Cerva Grátis), que durante a noite resolvera ocupar o terceito leito. Já cheguei num ambiente divertido, como podem ver.
Depois do ótimo café-da-manhã de hotel, seguimos para a UFU (Universidade Federal de Uberlândia), onde aconteceria os eventos da tarde e manhã. Credenciei-me e adquiri, entre outros, moedas sociais de vários pontos Fora do Eixo, como Lumoeda (Lumo), Marcianos (Massa Coletiva), Palafita Card, Cubo Card (Espaço Cubo) e Goma Card (Goma). Com as moedas é possível almoçar e jantar e consumir em todos os empreendimentos da Feira de Economia Solidária que acontece paralelo ao Congresso, no mesmo hall dos debates.

Mesa
Compunham a mesa da manhã de terça-feira, Cláudio Prado, Daniel Tygel e Shimbo, na mediação. Daniel abriu trazendo um panorama sobre a mudança de modelo de consumo arraigado no capital, no lucro, explicando conceitos básicos, sempre com exemplos didáticos, colocando o movimento de economia solidária como pauta. Um dos exemplos citados, do cupinzero, deu um bom esclarecimento:

O cupim se alimenta da estrutura, sem desmontá-la e vai crescendo, formando uma comunidade que ocupa todo o móvel e um dia ele desmancha. A mesma coisa ocorre com o sitema de economia alternativa: aparentemente, a estrutura do capitalismo está mantida, porém, como o cupim, o movimento vai agindo no cerne, criando uma nova estrutura que desmebra a primeira.
Foi algo mais ou menos assim. Em seguida, mais tópicos base sobre possibilidades e funcionamento da economia solirária que despertaram várias inquietações e perguntas quando a palavra foi aberta ao público. Caiubi Mani (Os Rélpis / Colméia Cultural), por exemplo, falou da dificuldade dos coletivos fazerem parceria com os empreendimentos de #EcoSol, mas colocou uma possibilidade de interação: “Os coletivos dominam a tecnologia e movimentos em rede, que são carências nesses movimentos, então de repente, é um link a ser feito”.
E tiveram ainda momentos históricos (creio) como a intervenção de (não me recordo o nome), uma índia que trouxe o questionamentos sobre a burocracia em se abrir e fechar um CNPJ. Ao fim da fala, muito simpática, ela lançou uma dinâmica de massagem, que contaminou toda a platéia, dando uma relaxada geral. Logo depois, o tema proposto, foi amplamente discutido.
O tempo passou bem rápido e já era hora de almoçar: aproximadamente 218 pessoas congressistas colocaram em colapso a estrutura do restaurante, que contava com apenas 3 funcionários. Foi o momento de Camila Cortielha (Pegada) e o Bin (Goma) entrarem em ação, garantindo espaço para almoço e pratos para as pessoas da (longa) fila.
Durante a tarde, as discussões tomaram bastante profundidade com o início dos GD´s, que o parceiro-coletivo Artur Faleiros comentou um pouco neste post.
No comments yet
Post a comment
Please type the two words below