por Roberta Henriques | Coletivo Pegada | Belo Horizonte-MG

Daqui a um segundo já é futuro, “um passo a frente e você não está mais no mesmo lugar”. Somos o futuro da geração de Gil? Quantos passos demos, em que lugar estamos? Quanto a geração de Gil teve de caminhar e retroceder pra que a nossa dissesse “a coisa já não pode ficar como está”?
O revólver do coração de Gil “atirava no que via, mas não matava o desejo do que ainda não existia”, Gil já era futuro, firme alicerce dessa moçada descontente que sente que seu “coração não quer nada no futuro, ele só quer pra já, já que está maduro”. Enquanto a geração de Gil assentava-se no “seguro de vida, no pecúlio” que era sua garantia, ele era um novo anjo do inferno que colocava “qualquer coisa em seu lugar”, até o que não tinha lugar – o desejo, a revolta, a náusea, o sonho.
Só uma galera que tinha “passado-futuro-presente fundido e confundido” em suas mentes poderia gerar um tempo onde o tempo é outro. A macacada hoje alardeia por aí: fiquem espertos, “no futuro você vai tocar meu samba duro sem querer”. Isso já foi ontem, toca-se hoje esse samba duro e toca-se porque quer.
One comment
Partido Leve
É isso Futuro do Presente!!!
Abração!
Post a comment
Please type the two words below