por Sarah Quines | Macondo Coletivo | Santa Maria - RS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

  

 

 

 

 

 

Rodrigo Gomez, integrante do coletivo Sintomatica de Buenos Aires (Argentina)

Foto: Marcelo Cabala

 

“Não ter problema adormece o instinto” – a frase proferida pelo músico argentino Rodrigo Gomez, durante o III Congresso Fora do Eixo Regional Sul, vem ao encontro do contexto em que grupos de pessoas se articulam para promover a cultura no país. Onde há dificuldade, há também resistência de agentes em torno da mobilização.

 

A etapa sulista do congresso, que começou na sexta-feira dia 20 e terminou ontem em Santa Maria (RS), sediada pelo Macondo Coletivo, ultrapassou as fronteiras, indo em direção a uma rede transnacional com a presença do coletivo Sintomatica da Argentina.


Além de possibilitar a articulação e troca de experiências entre os pontos FDE, o evento também contou com a presença de agentes de fora da rede que se interessaram pelas ações desenvolvidas com a finalidade de estabelecer contato com o FDE. Paulo Zé Barcellos, criador do festival Morrostock em Sapiranga (RS),relata o intuito ode unir a Região do Vale do Rio dos Sinos às artes integradas. Já Ricardo Rodrigues, do coletivo Veneta de Porto Alegre, expôs a criação de uma revista e a necessidade de divulgar mais os nomes do coletivos para que haja uma aproximação maior do público em geral.


A necessidade de trocas de um mecanismo de serviço foi destacada por Valdir Rodes Júnior, do coletivo Satolep (Pelotas/RS), para o avanço na regional da circulação de bandas. Apesar de ainda não haver a moeda solidária no sul, a alternativa apontada é a de estabelecer parcerias entre coletivos, instituições e prefeituras.

 

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Participantes do congresso na tarde de sábado, na discussão sobre circulação. Foto: Lucas Baisch

 

O congresso contou também com uma discussão sobre as coberturas colaborativas realizadas em eventos como o Macondo Circus 2009 e o FETISM (Festival de Teatro Independente de Santa Maria), as quais tiveram mais de 20 pessoas trabalhando uma multiplicidade de visões a partir de textos, fotos, vídeos e webrádio.


O encontro de pessoas ao redor de formações como coletivos faz-se indispensável para a noção de independência, que deve ser vista como uma relação social, e não como uma fragmentação do indivíduo. “No coletivo, a rede age como conjunto de multiplicidades e de diferenças, por meio de mobilização do processo de produção num trabalho conjunto, na constiutição de redes, em espaços reorientados no controle social sobre o Estado” – afirmou Leonardo Palma, integrante do Macondo Coletivo e mediador da palestra de abertura.


Na noite do evento, a programação trouxe show das bandas Agranel, Rinoceronte, Proyecto Gomez e Garotas Suecas. Depois do fim de semana intenso de atividades e reflexões em torno da mobilização cultural, fica o compromisso de uma fusão de experiências num ambiente de cultura viva.