por Dríade Aguiar | Espaço Cubo | Cuiabá-MT


 

 

Foto: André Motta

 

Justino Astrevo é é Sub Secretário de Cultura de Mato Grosso, ator e diretor, interpreta o personagem “Lau” e foi militante do teatro independente.

 

Primeiro eu queria que você falasse um pouco como você vê os Bongs. porque você é uma figura representativa na cultura tradicional, e o Macaco Bong é uma figura representativa no mercado alternativo.

 

Jota: Primeiro quero dizer que sou uma figura multimídia. Não me resuma tanto. E é muito importante. A cena musical, através deles, mostra a diversidade da nossa produção cultural, e o que é mais significativo: a qualidade.

 

E o que você acha que significa o Gilberto Gil, ex-ministro, militante da música e política do Brasil, o que acha de uma pessoa como ele fazer um show com o MacacoBong?

 

Acho muito interessante. Inclusive o Milton Nascimento acabou tbém de fazer um CD assim, em parceria com novos músicos. Por um lado rejuvesnece um e amadurece o outro. Essa fusão é bem vinda para música.

 

E qual é a lado político de uma junção dessa?  São dois movimentos políticos que se encontram também. O encontro está sendo chamado de Futurível, a música do Gil que combina 'futuro' e 'possível'. Na sua opinião, o que isso quer dizer?

 

Acho que busca de novos ares. Possibilidade de abertura de uma nova janela para a música. É um ato de despreendimento do Gil, através de sua antena sempre ligada nos novos rumores. Politicamente significa abertura, busca de nova resignificação.

 

Independente do gênero musical, ou encaixe mercadológico, qual é a importância de um encontro de um músico como o Gil com um trio de MT? Que benefícios você acha que isso traz pra cultura de Mato Grosso?

 

É um momento de espiar "por cima do muro" da nossa música. Representa o amadurecimento de uma trajetória que começou lá atrás com a banda Strauss. Para MT dá visibilidade e reconhecimento da nossa produção musical. Acho que as coisas acontecem passo a passo. Que a evolução é consequência de dedicação, estudo e concentração ou foco. Que o nosso público está por aí, em algum lugar ou tempo a gente o encontra.