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Iows. Conectando-se à longa distância, o programa#170 foi Especial Boa Vista, produzido durante a imersão na capital de Roraima. Uma cidade quase mística, por estar no extremo norte do país, talvez o ponto mais alto do Brasil que o projeto já visitou. A convite do Coletivo Canoa Cultural, desembarcamos a semana inteira por lá para participar da SEDA - Semana do Audiovisual e do Festival TomaRRock. Gravado por Felipe e Jovem na unidade móvel armada na cozinha do parceiro Manoel Villas Boas, que nos hospedou em sua casa, o material sonoro foi captado destas vivências e das gravações de shows ao vivo, entrevistas com os participantes deste contexto, principalmente as parceirões do Coletivo Difusão de Manaus (AM).

 

 

 

O contexto é bem estimulante no sentido da junção de pessoas, há um potencial muito forte de força de trabalho, mentes e corpos dispostos a participar do processo, o que precisa é se organizar e amadurecer a cumplicidade entre todos para se jogar e fazer a coisa acontecer de maneira ainda mais intensa. Acredito que toda esta vivências desta semana, junto ainda com o Palco Canoa, evento que realizaram no início do mês, deve ter sido muito estimulante, e com certeza tem guerreiros (as) que vão seguir cada vez mais de cabeça na história, desenvolvendo a cena ao mesmo tempo em que começam a se conectar virtualmente com todo o país, mesmo com as tretas de internet que ainda rolam.

 



Nos primeiros momentos na cidade, foi necessário uma rápida adaptação ao fuso-horário (2 horas a menos que Brasília) e o calor tropical da Linha do Equador. Mas tudo certo, chegar perto do Rio Branco, ou poder banhar-se nele como fizemos no final de semana, é revigorante, sente-se a força da natureza para reencontra-se a si mesmo e ganhar mais saúde mental para se encontrar no meio da loucura desse mundão.

 



Mas apesar de estar totalmente atentado por este universo novo e totalmente diferente de nossa realidade cotidiana, seguimos na concentração e foco realizar as missões para a qual fomos chamados. Todo dia às 8 horas da matina, eu e Rafa íamos para as oficinas multimídias que realizamos na unidade do Sesc pela SEDA, depois rolavam as mesas de debate e mostras. Entre um momento e outro ainda deu pra praticar e organizar um tanto da Discotecagem Radiofônica e na quinta-feira apresentei o trampo na Noite Fora do Eixo que realizaram. Mesmo considerando bastante alienígena pro contexto, teve gente que se interessou e quiseram saber mais sobre tudo isso.

 


Além disso, conhecemos ainda outros agentes da cultura independente nortista, como o Homero Flávio (aka Amaro Bruno) do Movimento Curupira Antenado de Belém e o Fábio Gomes, um gaúcho que se jogou na cultura do lado contrário do país e reconfigurou sua vida, para cobrir e divulgar as expressões da cultura da região através do blog Som do Norte. Ele foi dar um workshop, prestigiou todo o festival e registramos as idéias trocadas entre uma atividade e outra no quadro Brado Retumbante do programa.

 

 

Encerrando tudo, como dito, mo final de semana rolou o terceiro Festival TomaRRock, que desde o nome já pré-anuncia a identidade das bandas e a pegada de gênero forte, de bagagem hard rock, hardcore, punk, melódico e outras vertentes até mais pop. Apenas um grupo de rap no meio da história toda, mas o importante foi ver a galera pegando no batente, vencendo as batalhas, seguindo na luta pelo que se acredita. Agentes culturais fazendo a diferença, conquistando parceiras, movimentando a cena e dando voz a um canto pouco até então pouco falado do país. Nossa maneira de amplificar um pouco mais desta força foi registrando os sons ao vivo, retransmitindo todas as bandas ao longo do programa.

 


 

Muita vida e muita história, que mal cabem nas 2 horas de programa, neste post, nas fotos, vídeos ou qualquer outra registro. Mas seguimos na tarefa de propagar estes acontecimentos e vivências que conseguem romper todas as fronteiras. Estamos todos juntos e conectados. Para o podcast, baixe aqui, ou escute nas rádios parceiras.