<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Gabriel Ruiz's RSS feed</title><link>http://foradoeixo.org.br/gabrielruiz</link><description>Gabriel Ruiz's content published at Fora do Eixo</description><item><title>Mudança de nave</title><description>&lt;p style="text-align: center;"&gt;Estou migrando de blog. Corre lá:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://enxamas.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;http://enxamas.blogspot.com/&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 23 Mar 2011 00:59:30 -0300</pubDate><link>http://foradoeixo.org.br/gabrielruiz/enxamas/mudanca-de-nave</link><guid>http://foradoeixo.org.br/gabrielruiz/enxamas/mudanca-de-nave</guid></item><item><title>A estória de como ingressei na cena cultural independente</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;autor do blog fala sobre a produção de festivais, da promoção de bandas independentes, carreia e envolvimento com festivais independentes, rede @foradoeixo e @enxamecoletivo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ano passado, em setembro, a estudante de jornalismo Jéssica Megumi Nakamura, da Unesp-Bauru, enviou-me a entrevista abaixo para um trabalho (e me poupou de milhões de temas para este blog). São perguntas frequentes sobre o trabalho de produção cultural, que começou a ser desenvolvido em 2009 em Londrina, no Festival Demo Sul e caminhou para a entrada no Fora do Eixo e a fundação do Enxame Coletivo, no finzinho de 2009.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;1. Como você começou a trabalhar com música? Começou como músico e depois virou produtor de festivais ou o contrário?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comecei na faculdade, na Unesp Bauru mesmo, quando formatei um programa de rock, o &lt;a href="http://www.radiovirtual.unesp.br/programa.php?cdprograma=38"&gt;On the Rock&lt;/a&gt;, na &lt;a href="http://www.radiovirtual.unesp.br/"&gt;web rádio unesp virtual,&lt;/a&gt; que naquele ano, em 2005, atendia ainda por "Rádio Mundo Perdido". Participei de vários outros programas musicais também nesta rádio durante os anos seguintes. Logo que me graduei, no início de 2009, comecei a estagiar como assessor de imprensa no &lt;a href="http://demosul.blogspot.com/%20"&gt;@festivaldemosul&lt;/a&gt; (Londrina / PR), um dos grandes festivais independentes nacionais e a partir daí não parei mais.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;2. Como se deu a "transição" de uma função para a outra? Você se considera mais o quê?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade a mudança não foi de músico para produtor, foi de assessor de imprensa para produtor cultural. Também sou músico, mas isso veio ainda depois rs. A mudança então, aconteceu naturalmente com meu envolvimento com o cenário independente nacional. Conheci e passei a fazer parte da maior rede de cultura livre do País - o Circuito &lt;a href="/"&gt;Fora do Eixo&lt;/a&gt; - circulei por vários festivais em várias partes do País  (Jambolada - Uberlândia, Goiânia Noise, Festival Contato - São Carlos, Macondo Circus - Sta. Maria) e decidi que gostaria de começar uma cena do zero. Como curtia bastante morar em Bauru, a cidade já mostrava indícios de participar intensamente da rede Fora do Eixo, então resolvi apostar e investir na construção do projeto desde o primeiro tijolo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;3. Em sua posição profissional atual, como você vê o cenário musical independente nos dias de hoje no Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em expansão plena. Há várias oportunidades e ferramentas para artistas que se comprometem a trabalhar de maneira séria com o que fazem. Há muitas chances por aí, diversas plataformas e cenas. Claro que não é fácil - nunca foi - precisa de investimento inicial, foco e às vezes levar a banda, como um projeto paralelo. Se o objetivo é viver com o trabalho autoral, é importante desenvolver outros maneiras de captação de verba ou oferecer serviços para somar ao orçamento do músico, por exemplo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, através de editais, muitas parcerias e trabalhos com iniciativa privada, é possível a médio prazo desenvolver um trabalho com produção cultural e viver com este estilo de vida. Se a ideia  é se envolver profissionalmente com o setor, se alimentar de cultura, ter autonomia para trabalhar e mais, se divertir com o trabalho que realiza, esse pode ser um caminho.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;4. Quais você acredita serem os principais pontos convergentes e divergentes entre o cenário nacional e o internacional?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olha, não faço muita ideia, teria que conhecer mais o cenário internacional. Mas pelo que conheci deste cenário, em palestras e pessoas que estiveram no Goiânia Noise 2009, o trabalho lá é muito parecido, porém, com oportunidades muito maiores, mais grana, mais respeito e pelo setor ser mais desenvolvido que no Brasil.Talvez este seja o ponto principal.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas lá fora por exemplo, não existe uma rede integrada como o FDE, (nem na Am. Latina)  de trocas e de trabalhos afins em torno de uma cena.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;5. Com&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;o funcionam os festivais, em sua totalidade, desde o início do processo (de onde vem o investimento, etc)?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro de tudo é o conceito do festival: é só de música? É focado na música, mas passa por outras artes? é um festival de cultura e tecnologia? A partir do conceito e da descrição do festival, você passa para a próxima etapa, que é a viablização deste evento, que é a etapa mais trabalhosa. Aqui, prefiro exemplificar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Bauru, quando definimos o &lt;a href="http://festivalcanja.com/"&gt;CANJA&lt;/a&gt;, começamos a trabalhar com várias ferramentas de tecnologia da produção de um festival, que encontrarmos no Fora do Eixo: planilhas, contatos, equipamentos, planejamento, modelos de cartas, de ofícios etc. Além disso, diversas dúvidas que surgiram durante a produção, foram sanadas com um intenso diálogo com agentes do FDE, principalmente o pessoal do &lt;a href="/massacoletiva"&gt;Massa Coletiva&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante este meio tempo entramos em contato com órgãoes públicos locais e iniciativa privada a fim de conseguir verba e apoio para realização do festival. E assim, conseguimos captar recursos em espécie ou em produtos. (Ainda este ano publicaremos um blog com as tecnologias que usamos para realizar os eventos, que estará no www.foradoeixo.org/enxametec)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em seguidam fizemos a curadoria do CANJA e fomos formatando, pegando ideias de grandes festivais independentes e aplicando, como a oficina de "redução do impacto ambiental em festivais culturais", o CANJA Verde e o projeto &lt;a href="http://www.canjacolaborativa.blogspot.com/"&gt;CANJA Colaborativa&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom e aí vem uma série de tarefas diárias né, produzir um festival do tamanho do CANJA demanda muitos esforços, é tipo acordar, trabalhar 3 períodos inteiros e às vezes ficar no computador boa parte do seu dia. Nas últimas três semanadas que antecederam o festival foi assim. Depois, você nem vê o evento, ele te atropela (no sentido de que é muito intenso, você precisa trabalhar e conversar com amigos, com os artistas, público etc), passa e quando tu percebe ele acabou e ainda resta uma porção de atividades.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;6. Qual o papel dos festivais no cenário independente atual? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Provavelmente caminhar para um novo formato de produção musical (e de outras áreas também), do desenvolvimento de auto-gestão com produção cultural e gerenciamento de carreiras, além do fomento de um cenário completamente original, consciente e transparente.&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;7. Como c&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;omeçou e como funciona o "Enxame Coletivo", e qual a sua relação com o circuito "Fora do Eixo"?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começo pela pergunta final. Conheci o &lt;a href="/"&gt;@foradoeixo&lt;/a&gt; em 2009, quando comecei a trabalhar com o Festival Demo Sul. Lá, tive acesso e passei a colaborar com um ponto do FDE da região Sul, o &lt;a href="http://acenalondrina.blogspot.com/"&gt;Coletivo ALONA&lt;/a&gt;. Ali, comecei a visualizar o que era a rede, os festivais que faziam parte e também o cenário independente como um todo. Nesta época passei a me alimentar desta cena e pesquisar sobre, conhecendo blogs - o que me levou, inclusive, a criar um para reverberar a cena, o &lt;a href="http://overmusica.org/"&gt;Over Música&lt;/a&gt;. Mas ainda era tudo muito nebuloso e nada palpável, eu sacava as bandas, os sons, mas não tinha ideia de como eram esses eventos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aí precisei ir conhecer de perto aquilo que eu via da minha casa, pela internet. Então visitei  festivais que me fizeram cair a ficha de que se tratava de um movimento extremamente sincero, original e tocado pela juventude, o que era ainda melhor. Então viajei primeiramente para São Carlos, pro &lt;a href="http://www.contato.ufscar.br/"&gt;3º Festival Contato&lt;/a&gt;, depois &lt;a href="http://www.jambolada.com.br/"&gt;Jambolada&lt;/a&gt;, em Uberlândia, Goiânia Noise e finalmente &lt;a href="http://maconcocircus.com/2009"&gt;Macondo Circus&lt;/a&gt;, em Sta. Maria (RS), cobrindo todos eles para o Over Música.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Especificamente nos festivais Contato e Jambolada tomei conhecimento da imensidão e complexidade do que estava sendo construído - em termos de &lt;a href="http://abrafin.org.br/"&gt;Abrafin&lt;/a&gt; e CFE - há tão pouco tempo.E na real eu só fui ao Jambolada, porque estive em Sanca, no Contato.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em dezembro, no Macondo Circus, o laço apertou. Meu trabalho como assessor e minhas coberturas já davam algum resultado e Londrina ficava cada vez mais distante em termos pessoais, ideais e financeiros.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paralelo aos festivais, eu sempre estava em Bauru, minha casa né e comecei a orientar, falar a respeito da rede CFE e do trabalho dos coletivos, justamente por ser um entusiasta. Então, recebi uma proposta desse grupo local e decidi apostar todas as fichas pra 2010... nessas eu já estava bem envolvido com o CFE.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde 10 de janeiro - quando fizemos a primeira reunião de organização do &lt;a href="http://enxamecoletivo.org/"&gt;Enxame Coletivo&lt;/a&gt; - trabalho quase diariamente nisso e os resultados estão aí. Muita gente disse que não seria possível, mas estamos mostrando que é viável, desenvolvendo um trabalho estamos colhendo o que foi plantado com muita dedicação e carinho.&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Enxame, nesta perspectiva, nasce completamente conectado ao CFE, seguindo suas diretrizes, trocando conhecimento, buscando experiências e suporte. Afinal, tudo isso que desenvolvemos vem da inteligência coletiva e aplicada dos coletivos nacionais, como o Massa Coletiva trouxe a Bauru. Ninguém aqui tinha noção de como promover um trabalho com a arte independente, mas em poucos meses conseguimos este &lt;em&gt;know how&lt;/em&gt;. Já fomos em 12 pessoas e hoje trabalhamos em nove: duas são de dedicação exclusiva (eu e a Isis) e o restante tem diferentes graus de envolvimento. Com este contingente temos núcleos específicos de trabalho: planejamento, comunicação, eventos, audiovisual, sonorização e etc.  E é a partir deles e do nosso conhecimento que gerenciamos os projetos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;8. Quais você acredita serem as melhores formas de inserção no mercado fonográfico atualmente? Por quê?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho bacana dar um exemplo, ao invés de opinar sobre o tema, até porque seria pura divagação rs. Gosto do exemplo da banda &lt;a href="http://myspace.com/thenamemusik"&gt;The Name&lt;/a&gt;. Primeiro, você precisa ser bom (no sentido de ser bem executado, ter uma estética, pensar no palco, nas inserções, em como vai lançar e divulgar sua música), porque as pessoas têm ouvido apurado, né? E o The Name tem tudo isso. Eles lançaram trabalhos coesos, foi uma linha crescente mesmo e sabiam onde queriam chegar. Eles queriam se apresentar fora do País e não demorou a conseguirem.&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A banda tem uma estratégia também de manter e dialogar com uma base de fãs através da internet: twitter, promoções, emails, entre outros, tudo muito frequente. Isso agrega demais, porque é o cara que vai pagar pra ir no teu show, acompanhar a carreira da banda, comprar o disco, a camiseta no fim do show... dialogar com as pessoas que são da sua cidade é fácil, mas e nos lugares que você vai se apresentar uma vez por ano, #comofaz?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso tudo, os caras são muito legais, humildes pra caramba e profissionais, o que é fundamental para empatia dos produtores.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;9. De certa forma, a internet ajudou a democratizar a música independente, mas isso também causa a propagação de muito material de baixa qualidade. Você acha que a internet ajuda ou atrapalha? Como?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tenho dúvidas: ajuda, com certeza. O que é de baixa qualidade não vai emplacar, sabe? Os produtores não vão convidar a banda mais de uma vez, entende?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, a internet te dá muitas possibilidades, como as que eu citei no decorrer da entrevista. O &lt;a href="http://myspace.com/sabesp"&gt;Rafael Castro&lt;/a&gt; mesmo ou a banda &lt;a href="http://patadeelefante.com/"&gt;Pata de Elefante&lt;/a&gt; ou ainda o &lt;a href="http://www.myspace.com/blackdrawingchalks"&gt;Black Drawing Chalks&lt;/a&gt;. Pergunte a eles, aonde estão os fãs ou quem consome ou baixa o disco deles? É a base de fãs que está ou dialoga muito com a internet. O cara que não tem o disco, por exemplo, almeja comprar, mas se não tem grana, vai baixar e, como vc disse, propagar isso. Se a banda toca na cidade vizinha, o cara vai dar um jeito de ir e chamar os amigos. e ainda comprar pelo menos um adesivo no final. É o artista que ele tem imenso tesão de ouvir. E assim, o lance vai crescendo, pois a internet possui ferramentas que o aproximam da banda, isto é maluco. Quem sabe utilizar  essa plataformade maneira satisfatória, decola.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veja, é uma pergunta que eu faria para dois caras que manjam muito da cena: os autores dos blogs &lt;a href="http://popup.mus.br/"&gt;Pop Up!&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://meiodesligado.blogspot.com/"&gt;Meio Desligado&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;</description><pubDate>Tue, 22 Feb 2011 00:41:41 -0300</pubDate><link>http://foradoeixo.org.br/gabrielruiz/enxamas/a-estoria-de-como-ingressei-na-cena-cultural-independente</link><guid>http://foradoeixo.org.br/gabrielruiz/enxamas/a-estoria-de-como-ingressei-na-cena-cultural-independente</guid></item><item><title>Criar página ou um perfil no Facebook?</title><description>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como novato na mais hype de todas as mídias sociais, deparei-me com a dúvida-título deste post. A resposta para a questão foi bastante simples, bastou ler &lt;a href="http://bit.ly/fT3i8c"&gt;este&lt;/a&gt; (ótimo) e este outro &lt;a href="http://www.wptotal.com/11-razoes-para-criar-uma-pagina-de-fas-no-facebook/"&gt;artigo&lt;/a&gt; (11 razões) da web.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ficou claro que para empresas, empreendimentos e etc o ideal é a criação de uma página, pois basicamente a página não tem limites de adicionar pessoas, vídeos, fotos, além de disponibilizar vários dados sobre o perfil da empresa, como acessos, curtidas, feeds, entre outros.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Sun, 20 Feb 2011 11:50:41 -0300</pubDate><link>http://foradoeixo.org.br/gabrielruiz/enxamas/criar-pagina-ou-um-perfil-no-facebook</link><guid>http://foradoeixo.org.br/gabrielruiz/enxamas/criar-pagina-ou-um-perfil-no-facebook</guid></item><item><title>Quando fizemos a revolução</title><description>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, 'Liberation Sans', Arial, sans-serif; color: #666666; line-height: 21px;"&gt;Em outubro de 2010, vivi um processo de comunicação muito intenso, vivo e original: a cobertura colaborativa do &lt;a href="/demosul.blogspot.com" style="color: #00aff0; text-decoration: underline; margin: 0px;"&gt;Festival Demo Sul&lt;/a&gt;, em Londrina (PR). Ainda tá aqui, latente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, 'Liberation Sans', Arial, sans-serif; color: #666666; line-height: 21px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;object height="340" width="560"&gt;
&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mtc0KCqUWDU?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" /&gt;
&lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt;
&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mtc0KCqUWDU?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" height="340" width="560"&gt;&lt;/embed&gt;
&lt;/object&gt;
&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 31 Jan 2011 20:35:46 -0200</pubDate><link>http://foradoeixo.org.br/gabrielruiz/enxamas/quando-fizemos-a-revolucao</link><guid>http://foradoeixo.org.br/gabrielruiz/enxamas/quando-fizemos-a-revolucao</guid></item><item><title>#Comofaz cobertura colaborativa</title><description>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Durante o processo de oficinas integradas do projeto de cobertura colaborativa do &lt;a href="/demosul.blogspot.com"&gt;Festival Demo Sul 2010&lt;/a&gt;, em Londrina (PR), comecei a disseminar a tese de graduação de &lt;a href="http://twitter.com/andressaqdro"&gt;Andressa Quadro&lt;/a&gt;, comunicadora e integrante do Macondo Coletivo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A tese ficou pronta no fim do ano passado, foi apresentada e levou nota máxima. O trabalho é um estudo apurado e inédito sobre o processo de coberturas colaborativas que tomou conta de festivais independentes em diversas regiões do país.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por enquanto, de longe, o melhor documento já produzido sobre o tema, tratando em detalhes o processo de cobertura colaborativa, destrinchando o assunto e, de quebra, ainda um baita manual de como executar o projeto.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.scribd.com/doc/44361206/comofaz-cobertura-colaborativa" title="View #comofaz cobertura colaborativa on Scribd" style=""&gt;#comofaz cobertura colaborativa&lt;/a&gt; 
&lt;object name="doc_582264403933543" data="http://d1.scribdassets.com/ScribdViewer.swf" type="application/x-shockwave-flash" height="600" style="" width="100%"&gt;
&lt;param name="movie" value="http://d1.scribdassets.com/ScribdViewer.swf" /&gt;
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&lt;/object&gt;
&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 21 Jan 2011 22:10:15 -0200</pubDate><link>http://foradoeixo.org.br/gabrielruiz/enxamas/comofaz-cobertura-colaborativa</link><guid>http://foradoeixo.org.br/gabrielruiz/enxamas/comofaz-cobertura-colaborativa</guid></item><item><title>Entrevista sobre comunicação e coberturas colaborativas no campo da cultura</title><description>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Concedi uma entrevista ao &lt;a href="/twitter.com/renato_alves"&gt;Renato Alves&lt;/a&gt;, de Araraquara, para um produto da faculdade sobre coberturas colaborativas e assuntos que envolvem o tema.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O que é o jornalismo cultural colaborativo? Quando começou? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Cara. Não sei muito bem, precisaria fazer uma pesquisa histórica para definir isso. Mas é algo que remete ao fim dos anos 90, quando jornalistas norte-americanos que estavam sob censura nos jornais que trabalhavam, criaram o Centro de Mídia Independente (CMI) para publicar reportagens e artigos; arranjaram muitos colaboradores e a proposta cresceu espalhando-se mundo afora. Outra referência clássica é o portal Oh My News, coreano, que deu muito certo, mas depois precisou recuar, por questões financeiras e foi outro que serviu de modelo para portais colaborativos no Brasil e no mundo. No Brasil, a gente tem referências boas e que funcionam no Overmundo e com a pessoa de Ana Brambila, pesquisadora do tema.  Mas, no nosso meio, da cena independente, festivais e etc, é algo extremamente recente, datado de 2007; e desenvolvido com amplitude e técnicas específicas a partir do fim de 2009, como explica este documento. 2010 eu creio que tenha sido um ano bem relevante para as "coberturas colaborativas", pois tivemos esse tipo de manifestação em diversos eventos culturais do país, como Festival Transborda, Festival Demo Sul, Festival Canja, Macondo Circus e por aí vai...&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;De que forma é útil para os coletivos culturais e para a cultura independente? (Possibilidades, avanços, etc) &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É um tipo de produção que se encaixa perfeitamente na maneira como coletivos e a cena independente acontece: de maneira colaborativa e solidária, agindo em bloco. As coberturas colaborativas - que usam inúmeras ferramentas típicas do jornalismo - garantem a cobertura ampla, plural e rica de um evento específico. E geralmente, alguns dos festivais e bandas não conseguem se fazer presente na "grande" mídia, então esse tipo de cobertura garante uma visibilidade independente de qualquer veículo ou jornalista, no melhor estilo "do it together". Justamente porque quem está envolvido, colaborando, trabalha muito estimulado, por curtir a cena, ter um canal pra escoar a produção, sem mediação de editor, sem processos verticais como acontece nas redações, então o resultado em 90% das vezes é alto nível.  Uma OBS. Uma das sacadas legais foi que conseguimos fazer, frequentemente, uma ponte entre a universidade e esta cena independente, dando muitas possibilidades de atuação profissional.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fale sobre a importância das mídias on-line para o jornalismo colaborativo. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Estou pra dizer que não existiria jornalismo colaborativo sem internet e/ou mídias on-line, justamente porque o "colaborativo" só conseguiu emplacar na rede, com a troca veloz de informação e de identificação de ideias entre as pessoas, redes, entidades... Além do fato de mídias como o twitter e os blogs pulverizarem as informações de maneira a topar nas pessoas com muita força e rapidez, sendo portanto, muito eficientes.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O que ele representa para os novos profissionais que surgem no mercado? É uma tendência notável do jornalismo? Seu sucesso se deve a que fator? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nossa, não sei bem o que representa. Acho que o sucesso se deve por causa da agilidade e poder de conectar pessoas que pensam de maneira semelhante e ser uma ferramenta totalmente livre. Sobre a tendência, não tenho ideia, mas poderia dar um "all in" se esta questão fosse colocada numa mesa de pocker! rs&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 30 Nov 2010 09:34:28 -0200</pubDate><link>http://foradoeixo.org.br/gabrielruiz/enxamas/entrevista-sobre-comunicacao-e-coberturas-colaborativas-no-campo-da-cultura</link><guid>http://foradoeixo.org.br/gabrielruiz/enxamas/entrevista-sobre-comunicacao-e-coberturas-colaborativas-no-campo-da-cultura</guid></item><item><title>Entrevista: Léo Br fala sobre o 1º Encontro Nacional do Partido da Cultura</title><description>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Surgido em julho de 2010 com o objetivo de pautar a Cultura no debate eleitoral, o &lt;a href="http://partidodacultura.blogspot.com/"&gt;Partido da Cultura&lt;/a&gt; ganhou corpo, relevância e hoje tem ação dentro do principal evento de cultura e comunicação do país: o &lt;a href="http://culturadigital.br/forum2010/"&gt;II Fórum da Cultura Digital&lt;/a&gt;. O 1º Encontro Nacional do PCULT ocorre dentro da grade "&lt;a href="http://culturadigital.br/forum2010/2010/11/04/programacao-redes-de-cultura-digital/"&gt;Redes de Cultura Digital&lt;/a&gt;", marcado para o dia 16 de novembro, das 10h às 13h.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="/articles/0027/0120/leobr.jpg?1289579424" alt="Leobr" width="500" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Conversei por e-mail com &lt;a href="http://twitter.com/leonardobr"&gt;Léo Br&lt;/a&gt;, coordenador do Encontro, para saber mais sobre a atuação do movimento e as principais pautas que serão debatidas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Desde sua origem, antes das eleições, o que de ação concreta foi realizado até o momento? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Partido da Cultura começou como uma mobilização de movimentos, setores e artistas engajados na solidificação das políticas públicas para a cultura no Brasil. Instalado em diversos estados, o PCULT pautou a Cultura em campanhas tanto do legislativo quanto do executivo de diversos partidos políticos, fortalecendo, assim, o movimento como suprapartidário.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Qual o papel do PCULT pós eleição? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O papel do PCULT é propor, fiscalizar, analisar, conceituar, pautar o debate sobre política cultural, sempre seguindo rumo à construção de políticas públicas, trazendo a Cultura como eixo central e transversal de uma nova política. Reconhecendo a Cultura como a maior bandeira no desenvolvimento de um país e mundo mais igualitário e horizontal.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O que estão programando para o 1º Encontro Nacional, em São Paulo? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Este primeiro encontro terá como pauta a política cultural que desejamos para o Governo Dilma, pensando em levar diretrizes para o Governo de Transição.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Qual a relação do Pcult com o II Fórum de Cultura Digital? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Cultura Digital ressignificou toda a cadeia de produção artística. Assim, vemos, que qualquer menção à políticas públicas para o setor permeia as novas relações de troca entre artistas e público, traçando outro patamar de mediação entre o consumo. O PCULT  é a potência de um novo espaço-tempo de mudança geracional na política e na cultura que apenas a nova era digital proporcionará.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 12 Nov 2010 14:58:05 -0200</pubDate><link>http://foradoeixo.org.br/gabrielruiz/enxamas/entrevista-leo-br-fala-sobre-o-1o-encontro-nacional-do-partido-da-cultura</link><guid>http://foradoeixo.org.br/gabrielruiz/enxamas/entrevista-leo-br-fala-sobre-o-1o-encontro-nacional-do-partido-da-cultura</guid></item><item><title>O telão que fez milagre</title><description>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É telão de cinema mesmo. E fez milagre sim senhor!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;"Quando ligamos a aparelhagem, as crianças pararam em frente à tela e ficaram boquiabertas, estáticas, foi tipo milagre!" - me contou o Adriano, um dos coordenadores do Ouro Verde 100% Arte, projeto situado no bairro Ouro Verde, periferia de Bauru.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Adriano também contou que lá as crianças são terríveis. Será que eram mais terríveis do que eu, que pichava muro, conheci maconha aos 14 ou aloprava as empregadas domésticas que pra mim não sabiam se comunicar direito? "Pra você ter noção, veio a igreja aqui fazer sessões, mas não durou um mês, as crianças subiam em tudo, derrubavam os bolos que eles traziam no chão, tocavam o terror; e eu tô falando de crianças de 7, 8 anos...".&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O objetivo da visita foi esclarecer e consolidar a parceria do "Cine Ouro Verde", conquistada através de outra parceria com o &lt;a href="http://www.cinemaiscultura.org.br/"&gt;programa Cine Mais Cultura do Ministério da Cultura&lt;/a&gt;. Graças a uma terceira parceria - do Cine Mais com o Fora do Eixo - Bauru foi contemplado, através do Enxame Coletivo com o kit de projeção digital e poderá realizar frequentes mostras, com equipamento profissional. E sabe aonde surgiu a ideia de fazer as sessões lá no Ouro Verde? Na balada! Ahan, é que a gente &lt;a href="/gabrielruiz/enxamas/estabelecendo-conexoes"&gt;frita o tempo todo&lt;/a&gt; mesmo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Além de aulas de percussão, de bateria, de capoeira e sala leitura, Ouro Verde agora terá cineclube&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É. Parece título de jornal né? Mas, a imprensa baurulina ainda não sabe e só vamos contar mais adelante porque a gente é #domau. Todos estes projetos já acontecem semanalmente na sede do Ouro Verde 100%, que nasceu em 2002, tocado por voluntários do próprio bairro que decidiram movimentar a parada, digo, a cultura bairrista. Com o tempo, ganharam respaldo da comunidade e foram uma das frentes que conseguiu tirar o estigma de "um dos bairros mais violentos de Bauru". Ouro Verde 100% Arte já teve sala de informática, já ganhou carnaval e já esteve em ruínas (o prédio), mas conseguiram reformar o local, com o auxílio do Senai e de comerciários de Bauru e região.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Hoje, funciona numa lógica de "multiplicadores", os ex-alunos que renovando as gestões transmitindo o conhecimento para a molecada mais nova. Lá aprendem bateria, percussão, música, capoeira e leitura, entre outras atividades. E agora, com as exibições, levaremos cinema pra molecada, pra ver se eles se aquietam um pouco. "A gente trabalha aqui com as crianças que andam soltas por aí, que estão à margem, tá ligado?". Tô. Mas eu quero é mais: ver os guris pirando e pedindo mais.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No dia 23/11, anote aí, acontece a primeira exibição pública para as crianças do Ouro Verde, às 20h, lá onde funciona o Ouro Verde 100% Arte. Alou criançada, #énois, pode crer?&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 11 Nov 2010 00:39:01 -0200</pubDate><link>http://foradoeixo.org.br/gabrielruiz/enxamas/o-telao-que-fez-milagre</link><guid>http://foradoeixo.org.br/gabrielruiz/enxamas/o-telao-que-fez-milagre</guid></item><item><title>Por que votei na #Dilma13?</title><description>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Apertei o 13 nos dois, ou melhor, só no primeiro turno, pois precisei justificar no feriado prolongado.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, eu não votei na figura da Dilma e nem creio que foi a melhor escolha do PT. Mas, que outro nome haveria? Acho muito legal, porém, que uma persona política com o currículo da Dilma - guerrilheira política e liderança feminina incontestável - assuma o país. (Mas ela foi guerrilheira política, Gabriel! - disse vovó Maria Pansardi. Mas vó, os guerrilheiros eram contra a ditadura, lembra? E a ditadura não era do mau, oposição, tortura e todo o resto? Pois então, eles eram contra este regime, entende? Nossa, verdade né, mas ah, não sei, a turma não fala bem dela não... Que turma vó? Ah, na tv...).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mais um parêntese. Descobri que a maioria dos cidadãos vota, não no plano político ou na confiança da figura que está ali representada na tv, mas na rejeição que tem por um dos candidatos: outra característica deste modelo falido de programa e modelo eleitoral.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Voltando ao título&lt;/strong&gt;. Não votei na Dilma. Votei na continuidade das políticas culturais desenvolvidas pelo governo do PT, no decorrer dos 8 anos icompletos até aqui, desde a era Gilberto Gil. A principal e histórica colaboração do ministro-cantor no cargo foi tirar a Cultura do balcão de negócios: o cara que é amigo do secretário, da secretária, do funcionário da secretaria e, na tal da influência, conseguia angariar fundos e apoios ao seu evento cultural.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Do balcão, Gil foi firme na criação e implementação de editais públicos que cumprem papéis relevantes (e extremamente importantes) na sociedade. Por exemplo, o empoderamento da sociedade civil através de equipamentos de produção (como a política dos &lt;a href="http://mapasdarede.ipso.org.br/mapa/"&gt;Pontos de Cultura&lt;/a&gt;), criação de fundos estaduais, municipais e que viabilizam verba praquem realmente produz e fomenta cultura. Sem entrar ainda na questão do aumento considerável (e histórico neste Brasil) da receita federal destinado ao setor cultural.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Outro ponto marcante, além das várias modalidades de editais, foi a política de diálogo com a internet e com as políticas afirmativas no assunto "cultura digital". Vários editais foram criados, como os prêmios de mídias livre (inédito e total de acordo com a convergência de mídias), e até um &lt;a href="http://culturadigital.br/o-programa/"&gt;programa totalmente voltado para a questão&lt;/a&gt; na internet, bolado logo no segundo ano do primeiro governo de Lula (2003).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas a real mesmo é que votei na Dilma, porque o &lt;a href="http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2010/10/15/guitarrista-do-rage-against-the-machine-pede-apoio-a-dilma/"&gt;Tom Morello - guitarrista do Rage Against the Machine - e toda band - votariam 1&lt;/a&gt;3. (Morelo também enviou uma &lt;a href="http://amigosdopt.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=698:guitarrista-do-rage-against-the-machine-esta-com-dilma13&amp;amp;catid=87:eu-voto-dilma&amp;amp;Itemid=120"&gt;mensagem de apoio&lt;/a&gt; a presidenta). É isso, tá explicado o voto.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 03 Nov 2010 16:52:10 -0200</pubDate><link>http://foradoeixo.org.br/gabrielruiz/enxamas/por-que-votei-na-dilma13</link><guid>http://foradoeixo.org.br/gabrielruiz/enxamas/por-que-votei-na-dilma13</guid></item><item><title>Primeiras impressões Congresso Fora do Eixo</title><description>&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Inevitável não sentir de cara, &lt;a href="/institucional/blog/as-credenciais-por-favor"&gt;sensações como as de Pablo Felipe&lt;/a&gt;, do Canoa. O Congresso pra mim porém, começou hoje, pouco mais de sete da manhã, quando desembarcamos em Uberlândia. Tive a sorte de cair – possivelmente – no quarto mais sujo do hotel: dividir o ap com Quique Brow (Leptospirose / Edith Cultura) e Rayan Lins (Coletivo Mundo / Nublado). Sedento por alguns minutos de leito, precisei esperar que desocupassem a minha cama; ela não estava habitada por nenhum dos dois, mas por André (Coletivo Mundo / Cerva Grátis), que durante a noite resolvera ocupar o terceito leito. Já cheguei num ambiente divertido, como podem ver.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Depois do ótimo café-da-manhã de hotel, seguimos para a UFU (Universidade Federal de Uberlândia), onde aconteceria os eventos da tarde e manhã. Credenciei-me e adquiri, entre outros, moedas sociais de vários pontos Fora do Eixo, como Lumoeda (Lumo), Marcianos (Massa Coletiva), Palafita Card, Cubo Card (Espaço Cubo) e Goma Card (Goma). Com as moedas é possível almoçar e jantar e consumir em todos os empreendimentos da Feira de Economia Solidária que acontece paralelo ao Congresso, no mesmo hall dos debates.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="/articles/0025/9031/moedas.jpg?1286984227" alt="Moedas" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Mesa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Compunham a mesa da manhã de terça-feira, Cláudio Prado, Daniel Tygel e Shimbo, na mediação. Daniel abriu trazendo um panorama sobre a mudança de modelo de consumo arraigado no capital, no lucro, explicando conceitos básicos, sempre com exemplos didáticos, colocando o movimento de economia solidária como pauta. Um dos exemplos citados, do cupinzero, deu um bom esclarecimento:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="/articles/0025/9009/daniel_tygel.jpg?1286981423" alt="Daniel_tygel" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;O cupim se alimenta da estrutura, sem desmontá-la e vai crescendo, formando uma comunidade que ocupa todo o móvel e um dia ele desmancha. A mesma coisa ocorre com o sitema de economia alternativa: aparentemente, a estrutura do capitalismo está mantida, porém, como o cupim, o movimento vai agindo no cerne, criando uma nova estrutura que desmebra a primeira.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Foi algo mais ou menos assim. Em seguida, mais tópicos base sobre possibilidades e funcionamento da economia solirária que despertaram várias inquietações e perguntas quando a palavra foi aberta ao público. Caiubi Mani (Os Rélpis / Colméia Cultural), por exemplo, falou da dificuldade dos coletivos fazerem parceria com os empreendimentos de #EcoSol, mas colocou uma possibilidade de interação: “Os coletivos dominam a tecnologia e movimentos em rede, que são carências nesses movimentos, então de repente, é um link a ser feito”.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;E tiveram ainda momentos históricos (creio) como a intervenção de (não me recordo o nome), uma índia que trouxe o questionamentos sobre a burocracia em se abrir e fechar um CNPJ. Ao fim da fala, muito simpática, ela lançou uma dinâmica de massagem, que contaminou toda a platéia, dando uma relaxada geral. Logo depois, o tema proposto, foi amplamente discutido.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;O tempo passou bem rápido e já era hora de almoçar: aproximadamente 218 pessoas congressistas colocaram em colapso a estrutura do restaurante, que contava com apenas 3 funcionários. Foi o momento de Camila Cortielha (Pegada) e o Bin (Goma) entrarem em ação, garantindo espaço para almoço e pratos para as pessoas da (longa) fila.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Durante a tarde, as discussões tomaram bastante profundidade com o início dos GD´s, que o parceiro-coletivo Artur Faleiros comentou um pouco &lt;a href="/congresso/um-pouco-de-palco-no-fora-do-eixo."&gt;neste post&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="/articles/0025/9025/IMG_0912.JPG?1286983987" alt="Img_0912" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 13 Oct 2010 12:29:49 -0300</pubDate><link>http://foradoeixo.org.br/gabrielruiz/enxamas/primeiras-impressoes-congresso-fora-do-eixo</link><guid>http://foradoeixo.org.br/gabrielruiz/enxamas/primeiras-impressoes-congresso-fora-do-eixo</guid></item></channel></rss>