[2010] Fundo Nacional amplia e dá acesso direto aos recursos pra os agentes culturais
October 25, 2010 - No comments yet[2010] Identidade visual Calango 2010
October 24, 2010 - No comments yetO Festival Calango e a era digital
September 2, 2010 - No comments yet
A internet impactou a forma de pensar do homem contemporâneo. No aspecto sócio-econômico, as mudanças implicadas são potencialmente as de maior impacto desde a Revolução Industrial, e afetaram profundamente a organização tanto da economia como da sociedade.
A tv levou cinquenta anos para se popularizar. A internet o fez em apenas dez. Estima-se que um em cada três brasileiros já estão conectados à internet, o que representa setenta milhões de pessoas em todo o país. Número que só vem aumentando. Pesquisas revelam que só em 2006, 12 milhões de computadores pessoais foram vendidos. Isso representa toda a população da megalópole Tóquio.
Com a popularização, a rapidez e a instrumentalização destas tecnologias no cotidiano de milhares de pessoas em todo o mundo, elaborou-se um conjunto de práticas sociais características do século XXI, pautadas em princípios como participação popular, interatividade, colaboração, compartilhamento, entre outras, próprias destes novos tempos.
Essa nova forma de dialogar vem alterando paradigmas certamente também no campo de negócios. O mercado da música brasileira, por exemplo, vive um momento ímpar no país hoje. As novas tecnologias digitais baratearam os custos de produção no setor, e promoveram amplo acesso aos produtos musicais gerados por cantores e grupos de qualquer época, em todo o mundo.
Através do então Napster, e depois, de outros softwares de downloads de arquivos, foi possível acessar qualquer fonograma em formato mp3 e outros disponíveis na web, a custos quase zero.
O resultado foi que a indústria fonográfica - que até a alguns anos era hegemônica no mercado musical - vem sofrendo duros golpes em virtude da queda nas vendas de CD`s. Para se ter uma idéia, segundo matéria publicada no site da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo, os discos de ouro, que representavam 100 mil cópias vendidas, hoje representam 50 mil; e os de diamante que representavam 1 milhão de CDs vendidos, hoje equivalem 250 mil.
No contraponto a esse novo cenário experimentado pela grande indústria, é observado um contexto marcado pelo chamado fenômeno "Cauda Longa". A Cauda Longa assim intitulada pelo pesquisador Chris Anderson, é classificado como um processo de transformação do mercado dominado por poucos hits, para aquele marcado por inúmeros nichos e de micro-hits, o que nos faz pensar que foi-se a época em que uma música estourada nas rádios, ou que haverá mais grupos que abocanharão grande parcela do mercado. Ou seja, está em ascenção o fortalecimento do mercado da música independente e de iniciativas associadas em redes de relacionamento, ou redes sócios-musicais, como o Circuito Fora do Eixo, as Casas Associadas e a Abrafin.
A Abrafin, a exemplo dessas iniciativas, é uma Associação Brasileira de Festivais de Música Independente, que reúne cerca de 40 festivais de música em mais de 20 estados diferentes, e que faz circular por ano, mais de mil artistas e grupos do Brasil, América Latina e outros países do mundo.
Os festivais de música independente são considerados uma das principais plataformas de circulação e distribuição da música independente brasileira contemporânea, convencionou-se afirmar, em virtude disso, que a nova cara da música brasileira passa por ali.
O Festival Calango faz parte desta rede sócio-musical nacional. É considerado um dos principais eventos deste circuito, sendo que em Mato Grosso, é o principal representante desta nova era de diálogo.
O Calango é um dos projetos que fazem parte do calendário de ações do Espaço Cubo, instituto cultural cuiabano que desenvolve trabalhos nas áreas de cultura, comunicação livre, artes integradas e economia solidária, com parceiros em todo o Brasil.
Em 2010, chega a sua 8ª edição, exibindo, mais uma vez, o que há de melhor na nova safra da música popular contemporânea produzida por artistas não vinculados a grandes e /ou médias gravadoras. Além dos shows, propõe o diálogo com outros campos da cultura, e também o debate sobre sustentabilidade e autogestão, evidentes nas oficinas, palestras, conferências, mostras, rodadas de bate-papos, atividades em escolas e uma feira de tecnologia solidária com produtos culturais produzidos por profissionais ligados ao setor.
O Calango surgiu em 2001, em um período em que, o setor da música em Cuiabá era dominado pelo circuito cover de barzinhos. Desde então, o festival cresceu; deu palco a mais de trezentos grupos e artistas populares de todo país e América do Sul, especialmente os do chamado fora do eixo; ganhou visibilidade nacional; revelou grandes talentos cuiabanos para o Brasil, como o Vanguart e o Macaco Bong; e colocou a capital de MT em papel de destaque em meio a produção cultural nacional.
Em 2010 uma das metas é intensificar ainda mais a proposta, promovendo uma grande mostra de artes integradas e tecnologia de gestão com ênfase na música independente.
Os desafios dos Congressos Regionais e os destaques da etapa Centro-Oeste
August 11, 2010 - No comments yet

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O Circuito Fora do Eixo enfrenta desafios semelhantes ao Estado (respeitadas certamente as suas devidas proporções) quando o tema é o desenvolvimento de políticas públicas para cada região brasileira. O Brasil é um país de enormes extensões territoriais, em que algumas macro-regiões, como é notório, ou até mesmo federações, em termos territoriais, superam países da Europa ou da América do Sul, à exemplo.
No entanto, o tamanho das extensões territoriais de cada região não garantem proporcionalidade no que se refere ocupação populacional. O Sudeste, por ex, quarto colocado em termos de dimensão do território (ganha apenas do Sul) é a região mais populosa do país, seguida pelo Nordeste, Sul, Norte e Centro-Oeste.
Em termos de PIB Per Capita e participação no PIB Brasileiro, o Sudeste também supera seguido pelo Sul, as demais regiões brasileiras, que no contraponto, ocupam posições de destaque quando os temas são analfabetismo ou mortalidade infantil (o NE, por ex, ocupa primeira posição em ambos os casos). Os dados apresentados podem ser conferidos neste link: http://www.portalbrasil.net/brasil_populacao.htm
Essas características revelam apenas a ponta do iceberg do que são os desafios enfrentados por cada regional do Circuito Fora do Eixo. Em uma rede constituída por diversas organizações da sociedade civil, e em que o estímulo é considerado moeda, é de conhecimento de todos que é necessário conjecturar essas peculiaridades para desenvolver medidas estratégicas que consigam fazer operar a rede em cada uma das localidades. Como superar os desafios de circulação nas regiões Norte e Centro-Oeste? Como potencializar as plataformas livres, a começar pelas regiões mais desenvolvidas? Como gerar renda e garantir a sustentabilidade de todos os agentes envolvidos nesta cadeia?
São esses e outros os desafios a serem debatidos nas etapas regionais do Congresso Fora do Eixo 2010, que sem dúvida, promoverão um novo momento para as redes estaduais e regionais em todo o país. Este é o primeiro ano em que o projeto do #CongressoFDE experimenta essa prática metodológica, e tomando como base, a primeira etapa já realizada na região Centro-Oeste, nos dias 04, 05 e 06 de agosto, creio que certamente o projeto caminha para bater suas metas.
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Estive na capital federal durante os dias do Congresso realizado aqui na região Centro-Oeste, e minhas impressões foram as melhores possíveis. Em pouco mais de quatro anos de existência do #CFE e como integrantes do Espaço Cubo (ponto de referência do CFE na região Centro-Oeste), acredito que demos um passo importante em relação ao planejamento do CFE na região como um todo, e ouso afirmar, que em 2011, a rede experimentará um momento de expansão e estruturação significativas. Há expectativas de ocuparmos de maneira mais efetiva os estados de MT e MS, e fortalecer ainda mais as redes estaduais de Goiás e DF.
Para encerrar, elenco aqui alguns dos fatos que considero destaques da etapa CO, e àqueles que lá estiveram presentes, peço contribuições na seção de comentários deste post. Eis aí alguns itens:
*** Aproximação e estímulo aos coletivos da região, logo, o fortalecimento do CFE na região Centro-Oeste;
*** Mapeamento de rota de circulação por entre os estados da região, que resultará em uma turnê de 12 dias, que passará por 10 cidades da região;
*** Maior aproximação da relação com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), resultando em possíveis desdobramentos com projetos de cooperação internacional;
*** Constituição de comissões gestoras das frentes de sustentabilidade; distribuição e produção; comunicação; circulação e tecnoarte, que realização reuniões quinzenais e mensais de trabalho;
*** Fortalecimento das relações com a CBAC (Comissão de Bandas Circulantes) que participou ativamente dos debates, especialmente, relativos ao programas de circulação, distribuição e produção da região;
*** Elucidação do projeto do Escritório Brasília - Pudemos sair da capital federal com uma clareza maior de como o escritório pode e deve atuar neste primeiro momento de implementação;
*** Maior conhecimento sobre a rede de Cineclubes no Brasil em virtude da participação do Cineclubista e Coordenador de Rede do Cine Mais Cultura, Rodrigo Bouillet;
*** Sugestões de atualizações da Carta de Princípios e também do regimento interno do CFE - Estes foram debates agregadores e que contou com a participação ativa de todos os presentes, o que ao meu ver, demonstra um ótimo símbolo de sentimento de empoderamento por parte dos quadros dos coletivos;
*** Expansão da rede no estado de Mato Grosso. Ingressou no CFE mais um ponto FDE em Lucas do Rio Verde (MT), e ainda há oficializado um ponto parceiro em Alta Floresta (MT), município a pouco menos de 800 km da capital Cuiabá;
*** Elaboração de 05 programas para cada uma das frentes, conforme metas do Congresso FDE;
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Abraços solidários e adelante sempre!
Os desafios dos Congressos Regionais e os destaques da etapa Centro-Oeste
August 11, 2010 - No comments yet

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O Circuito Fora do Eixo enfrenta desafios semelhantes ao Estado (respeitadas certamente as suas devidas proporções) quando o tema é o desenvolvimento de políticas públicas para cada região brasileira. O Brasil é um país de enormes extensões territoriais, em que algumas macro-regiões, como é notório, ou até mesmo federações, em termos territoriais, superam países da Europa ou da América do Sul, à exemplo.
No entanto, o tamanho das extensões territoriais de cada região não garantem proporcionalidade no que se refere ocupação populacional. O Sudeste, por ex, quarto colocado em termos de dimensão do território (ganha apenas do Sul) é a região mais populosa do país, seguida pelo Nordeste, Sul, Norte e Centro-Oeste.
Em termos de PIB Per Capita e participação no PIB Brasileiro, o Sudeste também supera seguido pelo Sul, as demais regiões brasileiras, que no contraponto, ocupam posições de destaque quando os temas são analfabetismo ou mortalidade infantil (o NE, por ex, ocupa primeira posição em ambos os casos). Os dados apresentados podem ser conferidos neste link: http://www.portalbrasil.net/brasil_populacao.htm
Essas características revelam apenas a ponta do iceberg do que são os desafios enfrentados por cada regional do Circuito Fora do Eixo. Em uma rede constituída por diversas organizações da sociedade civil, e em que o estímulo é considerado moeda, é de conhecimento de todos que é necessário conjecturar essas peculiaridades para desenvolver medidas estratégicas que consigam fazer operar a rede em cada uma das localidades. Como superar os desafios de circulação nas regiões Norte e Centro-Oeste? Como potencializar as plataformas livres, a começar pelas regiões mais desenvolvidas? Como gerar renda e garantir a sustentabilidade de todos os agentes envolvidos nesta cadeia?
São esses e outros os desafios a serem debatidos nas etapas regionais do Congresso Fora do Eixo 2010, que sem dúvida, promoverão um novo momento para as redes estaduais e regionais em todo o país. Este é o primeiro ano em que o projeto do #CongressoFDE experimenta essa prática metodológica, e tomando como base, a primeira etapa já realizada na região Centro-Oeste, nos dias 04, 05 e 06 de agosto, creio que certamente o projeto caminha para bater suas metas.
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Estive na capital federal durante os dias do Congresso realizado aqui na região Centro-Oeste, e minhas impressões foram as melhores possíveis. Em pouco mais de quatro anos de existência do #CFE e como integrantes do Espaço Cubo (ponto de referência do CFE na região Centro-Oeste), acredito que demos um passo importante em relação ao planejamento do CFE na região como um todo, e ouso afirmar, que em 2011, a rede experimentará um momento de expansão e estruturação significativas. Há expectativas de ocuparmos de maneira mais efetiva os estados de MT e MS, e fortalecer ainda mais as redes estaduais de Goiás e DF.
Para encerrar, elenco aqui alguns dos fatos que considero destaques da etapa CO, e àqueles que lá estiveram presentes, peço contribuições na seção de comentários deste post. Eis aí alguns itens:
*** Aproximação e estímulo aos coletivos da região, logo, o fortalecimento do CFE na região Centro-Oeste;
*** Mapeamento de rota de circulação por entre os estados da região, que resultará em uma turnê de 12 dias, que passará por 10 cidades da região;
*** Maior aproximação da relação com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), resultando em possíveis desdobramentos com projetos de cooperação internacional;
*** Constituição de comissões gestoras das frentes de sustentabilidade; distribuição e produção; comunicação; circulação e tecnoarte, que realização reuniões quinzenais e mensais de trabalho;
*** Fortalecimento das relações com a CBAC (Comissão de Bandas Circulantes) que participou ativamente dos debates, especialmente, relativos ao programas de circulação, distribuição e produção da região;
*** Elucidação do projeto do Escritório Brasília - Pudemos sair da capital federal com uma clareza maior de como o escritório pode e deve atuar neste primeiro momento de implementação;
*** Maior conhecimento sobre a rede de Cineclubes no Brasil em virtude da participação do Cineclubista e Coordenador de Rede do Cine Mais Cultura, Rodrigo Bouillet;
*** Sugestões de atualizações da Carta de Princípios e também do regimento interno do CFE - Estes foram debates agregadores e que contou com a participação ativa de todos os presentes, o que ao meu ver, demonstra um ótimo símbolo de sentimento de empoderamento por parte dos quadros dos coletivos;
*** Expansão da rede no estado de Mato Grosso. Ingressou no CFE mais um ponto FDE em Lucas do Rio Verde (MT), e ainda há oficializado um ponto parceiro em Alta Floresta (MT), município a pouco menos de 800 km da capital Cuiabá;
*** Elaboração de 05 programas para cada uma das frentes, conforme metas do Congresso FDE;
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Abraços solidários e adelante sempre!





