Relatório da Audiência Pública de Goiás sobre a ES no PL 865

May 31, 2011, by Unknown - No comments yet

Por Fórum Goiano de Economia Solidária

Trabalhadores e trabalhadoras de Economia Solidária de vários municípios de Goiás, reafirma posição de construir uma política pública de economia solidária no Brasil e diz não ao Projeto de Lei que cria o Ministério da Micro e Pequena Empresa e Economia Solidária.

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Cerca de 82 pessoas vindas dos municípios de Goiânia, Trindade, Aparecida de Goiânia, Iporá, Caiapônia, Nazário, Anápolis, Palestina de Goiás, Joanápolis, Jataí, Rio Verde e Perolândia, estivaram presentes na audiência publica realizada no dia 13 de maio de 2011, no Auditório Costa Lima da Assembléia Legislativa de Goiás, debatendo o Projeto de Lei 0865, que cria o Ministério da Micro e Pequena Empresa e Economia Solidária.

A audiência foi promovida pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás Deputado Mauro Rubem do PT, e da Deputada Federal Marina Sant Anna, também do PT.

A iniciativa foi do Fórum Goiano de Economia Solidária e do Centro de Formação em Economia Solidária - CFES, atendendo a articulação do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, da Casa Civil do Governo Federal e da Frente Parlamentar em defesa da Economia Solidária da Câmara Federal, que realizasse uma consulta nacional através dos fóruns estaduais de economia solitária.

Para o movimento de Economia Solidária, o encaminhamento do Projeto de Lei 0865, para a Câmara dos Deputados em regime de urgência, provocou uma reação negativa no movimento em todo Brasil. Surgiram manifestações de grupos entidades, trabalhadores e trabalhadoras de economia solidária, entendo que micro e pequenas empresa e economia solidária, não cabem no mesmo lugar, que ambas tem filosofia e práticas diferentes em seus projetos e trabalhos.

O movimento não e contra a formalização da Micro e Pequena Empresa, nem contra os micro-empreendedores, pelo contrário, entende que esta política possibilitará a retirada do anonimato milhares de trabalhadores e trabalhadoras, assegurando seus direitos.

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O Manifesto do Movimento de Economia Solidária, esta demonstrando que ele existe e reafirma a sua opção de trabalho e concepção de desenvolvimento. Mostrando que tem identidade e projetos consolidados em todos os recantos do Brasil. Basta conferir os resultado das duas Conferências Nacionais, Estaduais, Regionais e Territoriais, onde milhares de trabalhadores e trabalhadoras do campo, da cidade, das florestas, os ribeirinhos, do cerrado, dos indígenas e quilombolas e sobre tudo das milhares de mulheres que gesta o trabalho na construção de uma outra economia possível e necessária. A assim, manifesta o desejo de tratamento com respeito para com quem constroe esta economia.

Nesta perspectiva, a audiência teve como objetivos, discutir a criação de políticas públicas que envolvam a construção e consolidação da Economia Solidária em Goiás e Brasil, e posicionar quanto ao Projeto de Lei 0865, onde se cria a Secretaria de Micro e Pequena Empresa junto com a Economia Solidária.

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Na composição da mesa para o debate estiveram presentes o o Deputado Estadual Mauro Rubem do PT, a Deputada Federal Marina Sant'Anna (PT); Ademar Bertucci (da Caritas Brasileira e do Fórum Brasileiro de Economia Solidária); Guilherme Gasel, representante da Secretaria Regional do Trabalho; Rutiléia de Sá Arruda Lisboa, do Centro de Formação em Economia Solidária; Joana D'Arc Aguiar, do Fórum Estadual de Economia Solidária; Veralúcia de Abreu Serradourada, representante da Superintendência Regional do Trabalho; Antônio Chagas, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar de Goiás - FETRAF, e da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

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Abrindo os debates, o deputado Mauro Rubem, reafirmou seu apoio à Economia Solidária e enfatizou: "A audiência representa um compromisso com a construção de outro modelo econômico. Sou marxista com convicção e quero participar da construção de uma sociedade socialista. A Economia Solidária representa um instrumento extremamente importante para corroer, de maneira positiva, este modelo econômico arcaico que aí está".

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Apoiando o parlamentar, a Deputada Federal Marina Sant'Anna, criticou a atual legislação que trata da Economia Solidária. Ressaltou a deputada: "Um projeto de lei referente ao assunto que tramita no Congresso estaria misturando a atividade dos microempresários com a Economia Solidária. O projeto que está sendo apreciado na Câmara Federal procura enquadrar a Economia Solidária dentro do contexto das microempresas, o que está errado. Respeitamos as microempresas, mas a Economia Solidária representa outra proposta. Acreditamos que é possível produzir bem, de forma solidária, e criar uma nova forma de vida na sociedade".

Rutiléia de Sá Arruda Lisboa, do Centro de Formação em Economia Solidária do Centro -Oeste, dá boas vindas a todos e todas saúda a mesa referenciando o mandato do Mauro Rubem. Agradecendo a acolhida na casa, ressaltando que acredita na formação como formação política, e este momento está sendo muito bom para refletirmos e reafirmados nossa posição favorável economia solidária.

Joana D'Arc Aguiar, da Coordenação do Fórum Estadual de Economia Solidária, agradeceu o apoio à iniciativa, conferido pelos dois parlamentares petistas presentes: "Estamos construindo uma outra economia em Goiás, passo a passo. Para isso, necessitamos de outra educação, que fundamentada nos valores da solidariedade. Esta é a atividade do nosso centro de formação".

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Antônio Chagas, agricultor familiar, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), lembrou que já existem manifestações em prol da criação do projeto de lei em todo o Brasil. "A Economia Solidária é um projeto que se contrapõe ao sistema capitalista. Aos poucos, vamos construindo uma nova economia. É isso o que queremos", disse. A platéia faz coro com muitas palmas;

A representante da Superintendência Regional do Trabalho, Veralúcia de Abreu Serradourada, conclamou os presentes para que procurem se envolver ativamente na divulgação e no fomento da Economia Solidária. "Esta divulgação deve ser realizada mediante políticas públicas, que priorizem a inclusão social e a promoção de um desenvolvimento justo e solidário", ponderou.

Guilherme Gasel, da Prefeitura de Goiânia, destacou a motivação dos participantes como elemento fundamental para o sucesso da luta em prol da Economia Solidária. "O debate nos motiva a militar nessa área. Graças ao suor de cada um, nossa luta tem dado resultados. Não podemos retroagir", sentenciou.

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O expositor e representante do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, Ademar Bertucci, realizou uma apresentação abrangente sobre os principais tópicos do Projeto de Lei que regulariza a Economia Solidária. "O projeto se justifica pela defesa do trabalho, da geração de renda, e do fomento a um modelo de desenvolvimento nacional sustentável que inclua os pobres", portanto define o que é economia solidária."

"O projeto de Lei também possui fundamento legal, já que complementa o artigo 174 da Constituição Federal. Devemos fazer com que esta política deixe de ser apenas de Governo, e se torne definitivamente uma política de Estado", completou. Apresenta as três alternativas para aprovação do Projeto de Lei Nacional, A primeira pode ser encaminhada via executiva, a seguida é com participação da sociedade com coleta de 1 milhão e 300 assinaturas e uma terceira alternativa é o envio da Projeto de lei para uma comissão participativa.

Em seguida passou se a apresentar as possibilidades e desafios e possibilidade com o Projeto de Lei 0865, projeto este que cria a Secretaria de Micro e Pequena Empresa junto a Secretaria de Economia Soldaria, onde este projeto contraria as idéias da economia solidária.

Debate dos Participantes:

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Terezinha de Jesus, liderança de um empreendimento de confecção do setor Real Conquista, em Goiânia, fala da paixão que teve quando entrou para Economia Solidaria: "Conheci na pratica um novo jeito de viver uma outra economia, onde aprendemos a trabalhar e unir as forças, de mãos dadas partilhando e dando ombros uns aos outros. Economia Solidaria para nós mulheres, foi uma porta que se abriu na vida, no momento em que o capitalismo nos excluía. Portanto, a pequena empresa é bom, mais para quem quer ser micro e pequena empresa, nós queremos ser economia solidária".

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Débora, integrante da associação de mulheres da agroecologia, ressalta a experiência das trabalhadoras ruralista que tem dificuldade de comercializar os seus produtos na exposição agropecuária de Anápolis. Se no estado não conseguimos dialogar com a micro e pequena empresa, como que isso se dará a nível nacional? Ressalta a opção pela economia solidária.

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Para Alessandra Miranda, que copõe a equipe da da Casa da Juventude - CAJU, as oficinas de formação realizadas no programa de formação da casa teve uma experiência com economia solidaria, onde os jovens interessaram em saber sobre esta outra economia, pois a visão que eles tinham a disputa de mercado (comptição e consumismo) , e quando trabalhou a formação em economia solidaria todos descobriram que realmente era diferente e que era o ideal que eles buscavam, pois poderiam sair da sintuação de exclusão do mercado competitivo.

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Para a assistente social, Taiara Sales, mas do que reconhecer a existência da pobreza, é construir alternativas para emancipá-la. Sendo assim, a Economia Solidaria vem como uma proposta alternativa que vai na contra- mão- do sistema capitalista, na superação de todas as formas de individualismo, violência e desigualdade social. Consegue gerar o fator econômico de forma sustentável, ainda dar conta de criar-resgatar os vínculos comunitários e o sentimento de pertencimento ao local, pois parte do envolvimento do coletivo, do processo de escuta, as pessoas podem dizer qual o seu sonho seus desejos e planos de vida. Com isso, levantam a auto -estima da comunidades e seus indivíduos. Diante das experiências de Economia Solidaria é muito satisfatório ouvir as pessoas relatar que "hoje somos cidadã"!.Dessa forma, é necessário e urgente que a Economia Solidária, tenha sua autonomia, não se pode misturar como o micro empreendedorismo, pois este tem outra linha de pensamento e execução que não casam com a nossa filosofia.

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Deusdete Oliveira, da Coopercoisas de Iporá e da coordenação da Rede dos Territórios de Goiás e das Águas Emendadas, fez uso da fala ressaltado: "Quero fazer memória das mulheres trabalhadoras que lideram as cooperativas, associações e grupos de produção e que gestam no dia a dia o desafio de construir a economia solidaria. Em Goiás somos mais de 1150 empreendimentos mapeados, destes, oitenta por cento são da agricultura familiar, que enfrenta um grande desafio, que é de produzir e comercializar os seus produtos, tanto formal ou institucional com o PAA e PNAE, somente com fortalecimento destas organizações conseguiremos implantar estas políticas. Por isso reafirmamos a nossa posição de defender uma política pública especifica para economia solidaria, que pauta pelo coletivo. Entendemos a importância da micro e pequena empresa para os milhares de trabalhadores que optam em trabalhar na maioria das vezes individualmente ou apenas grupo familiar. Isso tirará do anonimato e da clandestinidade milhares de trabalhadores e assegura uma política previdenciária.

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Deusdete ainda ressaltou: "Em Goiás já temos a Lei Estadual aprovada, precisamos nos articular e fortalecer a frente parlamentar, lutar para que o estado assuma como alternativa para o trabalho cooperado a economia solidária. Precisamos ainda, e peço ajuda aos nossos parlamentares, para uma interlocução com a prefeitura de Goiânia, no sentido de efetivar um centro de comercialização da Economia Solidário e Agricultura Familiar, como alternativa de fortalecer e dar visibilidade ao nosso trabalho".

Para finalizar Ademar, fala emocionado da clareza de todos e todas em reafirmar quanto Projeto de Lei 0865, que não é este o lugar da economia solidaria e agrade pela participação de todos.

Após os debates, foi aberto espaço para votação sobre a posição da plenária da audiência com relação o PL 865, assembléia foi unânime em reafimar a posição d não permanecer no no ministério da micro e pequena empresa e todos se colocaram favorável que se criei uma secretaria da Economia Solidária, que vai ser sua luta com mais força, pois ele acredita que a Economia Solidária já existe. Não dá para desconstruir o que já construímos!!

Encaminhamentos

A audiência apresentou os seguintes encaminhamentos:

1. Apresentar um requerimento a Presidenta Dilma Rousseff, sobre decisão da planaria da Audiência Publica de Goiás, reforçando a construção de uma política pública de economia solidária para o Brasil;

2.Levar para Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) o debate sobre a política publica da Economia solidária um debate mais amplo do Partido, uma vez que El e membro do Diretório Nacional;

3.Encaminhar relatório do resultado da audiência para Fórum Brasileiro de Economia Solidária;

4. Mobilizar caravana para audiência publica em Brasília dia 17 e 18 de maio de 2011.



Relatório da Audiência Pública do Estado do Amazonas sobre a ES no PL 865

May 31, 2011, by Unknown - No comments yet

Por Fórum Amazonense de Economia Solidária (12 de maio de 2011)

Deputados Responsáveis: Dep. José Ricardo - PT/AM e Dep. Luis Castro PPS/AM

Tema: Economia Solidária no Amazonas e a retirada da Economia Solidária da PL 865 - Secretaria Especial de Micro e Pequenas Empresas/ Governo Federal.

O relatório para impressão e sem fotos pode ser baixado em http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=1385

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A audiência iniciou com a composição da mesa, tendo o Deputado Adjunto Afonso da Frente Parlamentar de Economia como presidente, o mesmo, convocou o Dep. Luis Castro, Dep. José Ricardo, a Sra. Tatiana Valente do Fórum Amazonense de Economia Solidaria - FAES e a Sra. Socorro Corrêa representante do SEBRAE-AM. Na mesma estiveram presentes 52 pessoas representantes de empreendimentos solidários, de Entidades de Apoio e Fomento e Gestores Públicos do Estado do Amazonas. O Dep. Adjunto Afonso sugeriu que seja criada uma secretaria de Micro e Pequenas Empresas pelo Governo do Estado, em seguida passou a palavra para o Dep. José Ricardo e solicitou ao mesmo que presidisse a mesa.

José Ricardo começou fazendo uma explanação do PL 865, abordando a questão da proposta do governo de incluir a Economia Solidaria dentro da Secretaria Especial de Micro e Pequenas Empresas, mas há um impasse, o movimento se recusa estar ligado a Secretária Especial das Micro e Pequenas Empresas, com isso propõe a retirada da Economia Solidária do PL 865. José Ricardo passou a palavra para o Deputado Luis Castro lembrando, ao mesmo, da importância de discutir a questão da Economia Solidária nas suas especificidades.

O Dep. Luis Castro abordou que a Economia Solidária é algo específico e que a Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas - ALEAM não tem um espaço específico para discutir a questão da Economia Solidária em sua especificidade.

A Sra. Tatiane Valente explicou que o movimento de economia solidária não quer tirar e nem negar o espaço da micro e pequena empresa, apenas enfatiza, que a Economia Solidária, enquanto movimento, não tem um espaço viável de desenvolvimento na PL 865, e ainda, argumentou que 28 Deputados Federais assinaram a emenda proposta pelo FBES, e a retirada da Economia Solidária da PL 865, e que a mesma, luta por um espaço próprio, também, falou que o FBES, encaminhou que os estados articulem audiências públicas para dar visibilidade a Economia Solidária nos estados, um amadurecimento e uma ampliação da discussão sobre o Projeto de Lei da Economia Solidária.

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Em seguida, José Ricardo passa a palavra para a representante do SEBRAE, Senhora Socorro Corrêa.

A mesma destaca que a iniciativa do PL 865, partiu da iniciativa empresarial e não do Serviço Brasileiro de Apoio ás Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE e que a Secretaria Especial, a ser criada, terá status de ministério. O Governo cumpriu sua promessa de campanha, ou seja, de dar apoio ao empreendedorismo. Socorro Corrêa entende que qualquer iniciativa empreendedora pode ser configurada como empreendedorismo. Ela destaca que o SEBRAE, pode colaborar com o movimento de economia solidária, em sua suas palavras disse: "Acredito que terá muito poder para fazer as coisas acontecer" A senhora, Tatiane Valente, levantou questões que não estão sendo contempladas na PL, como: a participação dos Povos Tradicionais, do Comercio Justo Ético e Solidário e da Agricultura Familiar e que seria bom abrir o debate no plenário e receber contribuições e participação de todos.

O Sr. Estevão Costa, ex-Secretário da Pesca e Aqüicultura abordou conceitos filosóficos e literários, destaca a Economia Solidária, no âmbito democracia brasileira. Comentou que as grandes nações têm cooperativismo forte, que diferencia do capitalismo. A linguagem da Economia Solidaria está focada nas pessoas, individual e coletivamente, como grupo familiar, de vizinhanças, por proximidade geográfica, por afinidade ideológica aqui e alhures. A Economia Solidaria tem fundamento na unidade propósito na democracia, com radicalização na transparência e na mudança sistemática de dirigentes. O importante é os objetivos: Garantir às pessoas condições de trabalho e vida dignas. No capitalismo a linguagem está sendo trocada, discretamente, como que se escondendo, com vergonha da desestruturação moral que criou em todos os países em que imperou. Aqui entre nós, empregado virou "colaborador"; capitalista virou "empreendedor"; freguês virou "cliente" e o cliente virou "patrão" e o patrão "sumiu" na maioria das vezes levando o capital, e o senhor Estevão finalizou afirmando que "Economia Solidaria é Outra Economia, é Economia Humana"

O senhor, Domicio Gamenha, Coordenador da UNISOL- Amazonas, da Setorial de Economia Solidária do Partido dos Trabalhadores do Amazonas, na sua explanação fez um resgate da primeira Conferencia Nacional de 2006, que o movimento de Economia Solidária se fortaleceu a partir do governo Lula, com a criação da Secretaria Nacional de Economia Solidaria e o Conselho Nacional de Economia Solidária, onde o movimento já vinha se preparando para criação do ministério, e na segunda Conferencia Nacional ocorrida em 2010, a 2a. CONAES, deliberou o anseio do movimento que é a criação do Ministério de Economia Solidária. O atual governo cumpre a promessa de campanha propondo uma Secretaria Especial de Micro e Pequena Empresa, onde assenta a Economia Solidária, e saída da estrutura do Ministério Trabalho e Emprego- MTE. O senhor Domicio Gamenha, finaliza sugerindo que a Economia Solidária permaneça na secretaria especial, até que a Lei da Economia Solidária se concretize na câmara federal, e ainda sugere que o movimento indique a direção em que a Economia Solidaria deve seguir.

O representante da Agencia de Fomento do Estado do Amazonas-AFEAM, Vilmar Beleza, destaca o entendimento de que economia solidária em relação à estrutura do capitalismo. Ele faz memória à experiência de cooperativismo em vários lugares do mundo e se pergunta como classificar? Coloca-se aberto a desenvolver ações econômicas como, AFEAM.

O Sr. Ronald Seixas, representante da COASTEP, fala da busca do movimento como protagonista de construir a Economia Solidária como políticas públicas. Antes de 2003, foi criado um grupo de trabalho, que formulou as bases para a criação do FBES, em paralelo a criação da SENAES, criada no mesmo ano, agora, o Governo propõe que a SENAES, seja repassado para Secretaria Especial de Micro e Pequenas Empresas. Na Economia Solidária, também pode ter micro e pequena empresa, mas não se reduz a isso. A questão da Economia Solidaria não se reduz visando somente as questões econômicas, mas também nos outros aspectos como Sustentabilidade. Para discutir que estrutura pode ser proposta a Economia Solidária, é importante que todas essas dimensões sejam garantidas, pois a Economia Solidária já acontece de forma informal em todo o estado do Amazonas. E o movimento de Economia Solidária tem propostas viáveis como políticas públicas. A experiência do Amazonas tem elementos e potencial para sair inclusive a frente de outros estados do País.

O senhor, João Batista Prestes, faz memória a sua caminhada dizendo que é uns dos fundadores FAES, e foi membro do FBES e do Conselho Nacional de Economia Solidária. "Nem o MTE e nem, Secretaria de Micro e Pequena Empresa não são a NOSSA CASA, ou seja, a Economia Solidaria ainda não tem a sua casa", o que nós precisamos independentemente do espaço que vamos ocupar no Governo é de: Políticas de acesso a credito aos empreendimentos de Economia Solidária; apoio à formulação de legislação que estimulem, apóiem e fomentem as cooperativas Mais orçamentos; maior autonomia e programas específicos do Plano Plurianual- PPA, e sugeri a orientação provinda da II CONAES, que é a nossa carta magna. O movimento de Economia Solidária quer sua própria estrutura, seu próprio Ministério, conforme a deliberação da II CONAES. Hoje temos os seguintes dados 40 mil empreendimentos, 2 milhões e 500 mil trabalhadores (as), 8 bilhões do PIB Brasileiro, esse é o resultado da economia solidária em 2010.

A Sra. Neuda Maria, iniciou sua fala saudando todas as mulheres presentes, através da senhora, Tatiane Valente, e os demais. Faz memória, da Associação das Donas de Casa do Estado do Amazonas- ADCEA, como uma organização que luta pelo bem de suas associadas, tendo como orientação os valores da Economia Solidária. A Economia Solidária quer uma economia diferente. "Fica incompreensível pra mim, que o atual governo apoiado de todas as formas pelo movimento e esse mesmo movimento com esse projeto de lei está sendo desprestigiado". Nós não queremos estar vinculado a outros ministérios ou a nova secretaria, o que não significa que não queremos que aconteça. O empreendedorismo tem seu próprio público. O movimento não se vê a reboque. O estado do Amazonas está atrasado em demandar um marco legal para a questão a Economia Solidária como política pública, encerra.

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O senhor, Armando, assessor parlamentar do senador João Pedro, diz que o Brasil está sendo governado por economistas, a Economia Solidaria segundo ele é a Inclusão dos excluídos do processo econômico capitalista e que o Governo deveria dar mais espaço para as questões relacionadas à Economia Solidaria.

O senhor, Jean Maia, pesquisador e militante do movimento, reforçam a luta pelo fortalecimento da Economia Solidaria criação do marco legal, um movimento diferenciado que incorpora princípios de cooperação, solidariedade, sugere a criação de uma comissão na Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas - ALEAM para discussão da Economia Solidária.

José Ricardo perguntou como está a discussão e quais são os encaminhamentos. A Sra.Tatiane retoma a palavra para ratificar a posição do movimento de saída do PL865, e que a posição da setorial do PT de economia solidária não representa a posição do movimento.

O Sr. Domicio Gamenha retomando a palavra informa que houve uma reunião com deputados Federais: Paulo Teixeira PT/SP líder do governo, Pepe Vargas PT/RS, Vicentinho PT/SP, Newton Lima PT/SP entre outros, e concluíram que houve um grande avanço na Economia Solidaria e que precisa de muito mais, informou também que dia 17 de maio acontecerá uma Audiência Publica para discutir o PL 865 no Plenário 3, serão convidados para essa audiência o Presidente da UNISOL Brasil o senhor Arildo Mota e o secretario Nacional da Setorial de Economia Solidária do PT e o líder do governo Paulo Teixeira PT/SP "o documento estabelece nova redação para reorganizar a participação da Economia Solidária na nova secretaria" finalizou.

O Sr. Henrique Santos, Superintendência Regional do Trabalho e Emprego-SRTE/AM, destaca que o MTE está para apoiar o movimento. No entanto ele enfatiza que os apoios são muito pouco à Economia Solidaria e que o movimento não tem tido apoios expressivos do Estado em suas várias instâncias (Governo Federal, Estadual e demais). "Embora de coração partido" temos que ver e apoiar o movimento a tomar sua posição.

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O representante da Deputada Conceição Sampaio diz que o importante é que haja políticas publicas, seja o que for, enquanto estrutura.

O Sr. Ronald retoma a palavra para destacar que a Economia Solidária é suprapartidária. As políticas públicas e programas não têm um reflexo nas bases, nos empreendimentos que estão na ponta. A audiência é um momento importante para discutir, quem sabe, um conselho.

O Sr. Djalma Cosmo representante da UNITRABALHO enfatiza a importância de uma politização sobre a Economia Solidária. É importante, que a Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas- ALEAM, como uma casa do povo assuma essa função.

A Sra. Socorro Correa, destaca que o SEBRAE, sempre apoiou a Economia Solidária e disse que está do mesmo lado do movimento. Destaca a importância de buscar avanços sem perder as oportunidades.

O Dep. Luis Castro fala da ideologia da Economia Solidária, e propõe fazer uma carta colocando os deputados Federais do Amazonas a par do que está acontecendo e apontando um posicionamento quanto ao parecer do movimento de Economia Solidária em relação ao PL 865, pois aqui parece que está quase que como um intruso e percebe que se for mesmo desta forma seria para ele, preferível que o movimento ficasse no MTE. Quanto à proposta de criação de comissão específica para economia solidária na ALEAM, o processo pode ser assumido pelo Deputado José Ricardo.

A Sra. Tatiane Valente, conclui a audiência destacando os seguintes encaminhamentos:

1° A retirada da Economia Solidaria da PL 865;

2° Será feita uma carta pelos Deputados Estaduais para os deputados Federais em apoio a retirada da Economia Solidaria;

3° Será marcada uma nova Audiência Publica para retomar as discussões;

4° A assembléia ira dar apoio em pro a Lei Estadual de Economia Solidaria do Estado do Amazonas.

Conclusões principais: que o movimento de economia solidária na audiência representado não quer fazer parte do PL 865. Nesse primeiro momento não estamos discutindo o espaço que o movimento ocupará ou não no governo, e sim a importância da Economia Solidária. E que o Estado do Amazonas vai através dos deputados Luis Castro e José Ricardo como interlocutores para construir a discussão do Marco legal e uma comissão específica para Economia Solidária. Com a concordância da maioria, sem mais, o Dep. José Ricardo concluiu a audiência com aplausos e felicitações de todos (as).

Manaus 12 de Maio de 2011.

O relatório para impressão e sem fotos pode ser baixado em http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=1385



Audiência Pública no RS: 250 pessoas lotam a Assembléia Legislativa e afirmam a identidade da EcoSol

May 31, 2011, by Unknown - No comments yet

por Ana Mercedes (anasarriaicaza@yahoo.com.br)

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Auditório principal lotado

No dia 30 de maio, segunda-feira, realizamos a Audiência Pública Estadual do Rio Grande do Sul para discutir a pertinência da Economia Solidária estar no PL 865, sendo este um momento importante para reafirmar a identidade da Economia Solidária.

Éramos mais de 250 pessoas, que lotamos o plenário principal da Assembléia Legislativa, após uma bela marcha pelas ruas de Porto Alegre que culminou numa grande e emocionante ciranda da Economia Solidária na entrada da Assembléia Legislativa.

A Audiência iniciou com as falas das autoridades presentes à mesa: os deputados estaduais Adão Villaverde, presidente da AL do Rio Grande do Sul e Valdeci Oliveira, que foi o proponente da Audiência Pública, o deputado federal Pepe Vargas, presidente da Frente Parlamentar de Micro e Pequena Empresa, Maurício Dziedrick, da Secretaria Estadual de Economia Solidária e Micro e Pequena Empresa, Sérgio Miletto, da ALAMPYME (Associação Latinoamericana de micro, pequenas e médias empresas capítulo Brasil), Antonio Prado, representante da Unisol/RS e Sueli Angelita da Silva representante do Fórum Gaúcho de Economia Popular Solidária. Da mesma forma que na Audiência Pública Nacional, tivemos uma mesa na qual a única mulher era uma empreendedora, representante do Fórum de Economia Solidária!.

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Marcha para Audiência

O Plenário estava lotado, com faixas, cartazes e bandeiras mostrando a cara e diversidade do movimento de Economia Solidária do Rio Grande do Sul. Assessores da Câmara comentavam sobre a expressiva quantidade de gente presente no plenário.

Infelizmente, o tempo para o debate foi reduzido por problemas de outras agendas dos deputados presentes, ficando apenas 10 falas para o Plenário, que foram agendadas garantindo espaço para os argumentos divergentes sobre o PL865.

É importante destacar que todas as falas de empreendimentos, a maioria mulheres, defenderam a retirada das atribuições da Economia Solidária do PL865, representando quatro Fóruns Regionais do Estado (Vale do Sinos, Porto Alegre, Litoral e Santa Maria).

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Marcha para Audiência

Já as falas no plenário que defendiam a inclusão da Economia Solidária na Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa alterando o seu nome para "Secretaria Especial de Economia Solidária e Micro e Pequena Empresa" foram de gestores públicos, da entidade Guayí, da Colacot e do Setorial do PT da Economia Solidária.

Foram ouvidos muitos argumentos demonstrando as diferenças entre a Economia Solidária e a orientação das políticas de micro e pequena empresa, em especial quanto ao modelo de desenvolvimento, à perspectiva de projeto de sociedade. Foi citada a proposta de Secretaria Especial de Economia Solidária, o PL da Economia Solidária, e as resoluções II Conferência Nacional de Economia Solidária. Além disso, afirmou-se nossa proximidade com a agroecologia, catadores, artesãos, agricultura familiar, territórios da cidadania, da pesca, pescadores artesanais, mulheres, povos e comunidades tradicionais, entre outros que estão na luta pela transformação da sociedade.

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Ciranda na frente da Assembléia RS
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Ciranda na frente da Assembléia RS

Parabéns a todas e todos militantes dos Fóruns de EPS do Rio Grande do Sul de Economia Solidária pelo belo momento, a qualidade e a força das argumentações, além da grande mobilização para este importante dia! No Rio Grande do Sul, a Economia Solidária mostrou sua cara!

Assista à CIRANDA:



A construção do próximo Programa Plurianual e a participação da sociedade civil

May 31, 2011, by Unknown - No comments yet

Relato de Marcos Arruda

O Ministério do Planejamento e Orçamento tomou esta iniciativa em cumprimento do preceito constitucional de que o Brasil realize Planos Plurianuais com a participação da sociedade civil. Uniu-se ao Ministério da Secretaria Geral da Presidência para fazer a convocação e organização do Fórum. O objetivo é dar um salto de qualidade em relação aos PPA anteriores (2003-2007 e 2008-2011), em termos de participação e diálogo com a sociedade.

O primeiro passo foi a convocação deste Fórum. Mas a participação em todo o processo do PPA - do ato de planejar, definindo indicadores, metas, cronogramas e quantias a serem destinadas para cada programa e projeto, passando pelo monitoramento, até a avaliação dos resultados em função das metas ainda é problema não resolvido. Vejam abaixo o que propusemos ao Governo Dilma.

Participei no Fórum como representante da Justiça Global (organização de assessoria jurídica aos movimentos populares, com quem o PACS tem uma parceria permanente) - gratidão a Andressa e companheirxs pela confiança! Apresentei-me no Fórum como Justiça Global e como colaborador da Rede Jubileu, Rede Brasil e Rede Brasileira de Justiça Ambiental e Fórum de Mudanças Climáticas.

A preparação do Fórum foi curta e insuficiente, porque a decisão de realizar o Fórum foi feita somente em 15.4, depois de intenso trabalho de pressão do Ministério da Secretaria Geral da Presidência junto a Dilma. Isto foi, em parte, a causa da carência de articulação das nossas entidades e redes para preparar bem a nossa participação no evento. Inesc, Justiça Global, Pacs, IserAssessoria, Redes, Economia Solidária (FBES) tínhamos que estar bem articulados desde antes, mas isto não aconteceu. Precisamos fazer isto daqui pra frente!

O Fórum foi muito bom, melhor do que eu podia esperar. Temos agora dois bons companheiros no Ministério do Gilberto Carvalho, o Paulo Maldos e o Pedro Pontual. Foram eles que conseguiram convencer a Dilma a convocar este Forum, com forte participação dos movimentos populares. A Miriam Belquior só esteve lá na abertura, anteontem. Mas a Lúcia Falcone, que trabalha com ela no MPO, esteve acompanhando as plenárias, e mostra muita abertura.

As propostas que passamos ontem são fortes, incluem:

Uma outra definição de desenvolvimento - o social e humano, o bem viver como objetivos da economia.

Outra lógica de planejamento do desenvolvimento, combinando o das comunidades, territórios, bacias hidrógraficas, biomas (de baixo pra cima) combinado com o planejamento da economia nacional e do desenvolvimento humano, social e cultural com harmonia ambiental (de cima pra baixo.

Daí a proposta de um acompanhamento social permanente das várias etapas do PPA, e monitoramento dos seus resultados.

Muito forte foi a presença entre as propostas de outros indicadores, abandonar o PIB como único indicador e construir um conjunto de indicadores sociais, culturais e ambientais que comandem o planejamento econômico e permitam a definição de metas para o plano anual.

Também fizemos bem presente a Economia Solidária, não apenas como uma forma participativa de organizar a propriedade e a gestão das empresas, mas principalmente como um projeto de outra economia, pós-capitalista. Contamos com várias pessoas do movimento no Fórum, entre elas nossas queridas Tiana e Sonia Braz (da Zona Oeste - RJ), ambas da coordenação do FBES.

Entrou também a proposta de Conselhos do Desenvolvimento, Planejamento e Orçamento Participativos em todos os níveis - municipais, estaduais e federal, como instâncias permanentes de participação no planejamento, monitoramento e fiscalização do cumprimento das metas em cada período.

As propostas das regiões, sobretudo Amazônia e Nordeste, tb foram vigorosas.

Nas minhas duas falas em plenário, insisti sempre que outra política de endividamento é necessária, com AUDITORIA da dívida pública.

O MPO promete tomar tudo em consideração. O material propositivo produzido foi abundante e rico.

Aqui vai a Moção contra a aprovação do projeto Aldo Rebelo, que não conseguimos ler no final, por falta de tempo, mas estamos divulgando amplamente. Se vcs puderem completar a lista de deputados donos de terras que votaram em causa própria, melhor. Envio também em anexo o breve relatório que preparei para os organizadores, com um conteúdo mais elaborado sobre os temas acima.



A construção do próximo Programa Plurianual e a participaração da sociedade civil

May 31, 2011, by Unknown - No comments yet

Relato de Marcos Arruda

O Ministério do Planejamento e Orçamento tomou esta iniciativa em cumprimento do preceito constitucional de que o Brasil realize Planos Plurianuais com a participação da sociedade civil. Uniu-se ao Ministério da Secretaria Geral da Presidência para fazer a convocação e organização do Fórum. O objetivo é dar um salto de qualidade em relação aos PPA anteriores (2003-2007 e 2008-2011), em termos de participação e diálogo com a sociedade.

O primeiro passo foi a convocação deste Fórum. Mas a participação em todo o processo do PPA - do ato de planejar, definindo indicadores, metas, cronogramas e quantias a serem destinadas para cada programa e projeto, passando pelo monitoramento, até a avaliação dos resultados em função das metas ainda é problema não resolvido. Vejam abaixo o que propusemos ao Governo Dilma.

Participei no Fórum como representante da Justiça Global (organização de assessoria jurídica aos movimentos populares, com quem o PACS tem uma parceria permanente) - gratidão a Andressa e companheirxs pela confiança! Apresentei-me no Fórum como Justiça Global e como colaborador da Rede Jubileu, Rede Brasil e Rede Brasileira de Justiça Ambiental e Fórum de Mudanças Climáticas.

A preparação do Fórum foi curta e insuficiente, porque a decisão de realizar o Fórum foi feita somente em 15.4, depois de intenso trabalho de pressão do Ministério da Secretaria Geral da Presidência junto a Dilma. Isto foi, em parte, a causa da carência de articulação das nossas entidades e redes para preparar bem a nossa participação no evento. Inesc, Justiça Global, Pacs, IserAssessoria, Redes, Economia Solidária (FBES) tínhamos que estar bem articulados desde antes, mas isto não aconteceu. Precisamos fazer isto daqui pra frente!

O Fórum foi muito bom, melhor do que eu podia esperar. Temos agora dois bons companheiros no Ministério do Gilberto Carvalho, o Paulo Maldos e o Pedro Pontual. Foram eles que conseguiram convencer a Dilma a convocar este Forum, com forte participação dos movimentos populares. A Miriam Belquior só esteve lá na abertura, anteontem. Mas a Lúcia Falcone, que trabalha com ela no MPO, esteve acompanhando as plenárias, e mostra muita abertura.

As propostas que passamos ontem são fortes, incluem:

Uma outra definição de desenvolvimento - o social e humano, o bem viver como objetivos da economia.

Outra lógica de planejamento do desenvolvimento, combinando o das comunidades, territórios, bacias hidrógraficas, biomas (de baixo pra cima) combinado com o planejamento da economia nacional e do desenvolvimento humano, social e cultural com harmonia ambiental (de cima pra baixo.

Daí a proposta de um acompanhamento social permanente das várias etapas do PPA, e monitoramento dos seus resultados.

Muito forte foi a presença entre as propostas de outros indicadores, abandonar o PIB como único indicador e construir um conjunto de indicadores sociais, culturais e ambientais que comandem o planejamento econômico e permitam a definição de metas para o plano anual.

Também fizemos bem presente a Economia Solidária, não apenas como uma forma participativa de organizar a propriedade e a gestão das empresas, mas principalmente como um projeto de outra economia, pós-capitalista. Contamos com várias pessoas do movimento no Fórum, entre elas nossas queridas Tiana e Sonia Braz (da Zona Oeste - RJ), ambas da coordenação do FBES.

Entrou também a proposta de Conselhos do Desenvolvimento, Planejamento e Orçamento Participativos em todos os níveis - municipais, estaduais e federal, como instâncias permanentes de participação no planejamento, monitoramento e fiscalização do cumprimento das metas em cada período.

As propostas das regiões, sobretudo Amazônia e Nordeste, tb foram vigorosas.

Nas minhas duas falas em plenário, insisti sempre que outra política de endividamento é necessária, com AUDITORIA da dívida pública.

O MPO promete tomar tudo em consideração. O material propositivo produzido foi abundante e rico.

Aqui vai a Moção contra a aprovação do projeto Aldo Rebelo, que não conseguimos ler no final, por falta de tempo, mas estamos divulgando amplamente. Se vcs puderem completar a lista de deputados donos de terras que votaram em causa própria, melhor. Envio também em anexo o breve relatório que preparei para os organizadores, com um conteúdo mais elaborado sobre os temas acima.