Reunião de pauta & Ecologia
July 23, 2009 - No comments yet
Eu já disse aqui quando eu comecei a pensar em fazer jornalismo, certo? De qualquer forma, quando eu tive certeza que era isso o que eu queria fazer, comecei a fantasia sobre a profissão. A coisa com que eu estava mais ansiosa eram as famosas reuniões de pauta. Meu pai vivia falando da reunião de pauta para os programas dele e quase todos os filmes que eu assistia que tinham algo do tipo, era uma mulher de um salto alto demais para andar, cabelos e roupa impecáveis e um capo extra grande de café na mão.
Então eu tinha essa imagem na cabeça de como seria uma redação e por conseqüência, uma reunião de pauta. Muito stress, uma pessoa ditando o caminho e todas as outras quietas esperando as suas matérias chegarem em algum tipo de memorando, ou ofício. E só fui quebrar essa visão em meados de Agosto, na semana pré Calango. Estávamos todos nós – Cubo, Catraia, Goma, Volume e alguns jornalistas convidados – na Cuboteca, enquanto Marielle Ramires explicava como ela achava que era o melhor jeito de escrever uma matéria sobre o Festival em questão.
Lembro que me diverti muito naquela reunião. Igual criança mesmo. Ela distribuiu um papel com tópicos à serem preenchidos, para que depois, com as infos dos tópicos, montássemos a matéria. Lembro que fiquei levantando até a cadeira onde a Mari tava sentada umas quinhentas vezes, tentando entender melhor porque raios eu não podia despejar toda a informação de forma literária, como eu estava acostumada. Era o começo da minha luta com pautas factuais – que ainda troco socos até hoje.
Depois disso eu só fui ter uma outra reunião de pauta tão estimulante durante o Calango. Mari ficou na base, então os jornalistas encontraram uma mesa e começaram a discutir as pautas. Acho que foi a reunião de pauta mais rápida que eu já presenciei. Em quinze minutos, os jornalistas escolherem as pautas, debateram seus pontos obrigatórios e pronto. Saí de lá zonza e pronta pra escrever sobre a formação do coleti
vo Catraia.
E agora, por coincidência, estou na minha semana de editoria do Portal Fora do Eixo. Há alguns meses, o Portal passou por uma mudança e decidimos que a redação em si contaria com três editores. No caso o Ney, a Sarah e eu. O Ney ainda é coordenador geral da redação, que responde por essa área no conselho gestor. As reuniões são um pouco mais frias, até porque são online e alguns repórteres do Circuito ainda não atinaram para sua importância.
Tão importante quanto e também já discutido algumas vezes na reunião do Circuito, é o relatório que estamos aplicando desde segunda junto aos repórteres. É ele que vamos discutir durante o Observatório Fora do Eixo ( de 03 à 07 de agosto) e chegar num preço específico para os serviços prestados ao Portal Fora do Eixo. É mais uma discussão dentro do âmbito do Fora do Eixo Card.
Falando em Card, ontem eu assisti um documentário no cursinho - não sei o nome, cheguei atrasada e não consegui ver isso. O documentário me chamou atenção porque falava do Ecodesing. O que isso tem a ver com o Card? Bem, todos os cientistas estavam comentados sobre o futuro do planeta. Os ecodesingrs comentavam como seriam as casas e prédios sustentáveis. No mesmo tópico de sustentabilidade, alguns economias começaram a falar de algo como uma “economia reciclável”. O conceito foi bem difícil de entender, já que eram vários especialistas discordando de como ela deveria ser aplicada, mas no fim de tudo, uma mulher citou que era parecida com a economia solidária que já era realidade em algumas cidades! Esse documentário é de 2005, onde a crise ainda era coisa da bolsa de Nova York dos anos 90, mas foi interessante ver que essa discussão, a da economia solidária, está sendo cogitada como um plano “obrigatório” para o futuro.
O único problema de todo o documentário foi um senhor oriental no final, especializado em comportamentos, que disse rindo mais ou menos assim: “Eu não queria admitir, mas eu descobri que a única coisa que pode vai fazer nos atinar que salvar nosso planeta é algo necessário, é o amor. Hippie, não é?”.
Reencontros
July 11, 2009 - No comments yetEscrevendo rápido antes de começar a exposição do 2º Body Art, lá no Ginásio do Verdinho.
Essa última semana foi a semana dos reencontros. Na sexta, no dia 03 rolou o primeiro show de muitos do Projeto Música do Mato. Ele reuniu os cinco – que acabaram virando seis – maiores expoentes da música matogrossense em suas devidas vertentes. Macaco Bong, Ebinho Cardoso, DJ Farinha, Linha Dura, Paulo Monarco e Alexandre Facchini nos jardins do SESC. Foi a chance de rever os agentes desde que voltei de viagem – Pablo Capilé, Thiago Dezan, Lígia Torres e todos os artistas pedreiros da nossa cena, em especial as bandas do Sindicatto. Sem esquecer, claro, a chance de ver Macaco e Linha no palco, duas bandas que eu particularmente gosto muito. Não desmerecendo as outras, que arrebentaram lá também.

No sábado seguinte também me encontrei novamente com o MIC. Quando comecei a me envolver mais com o trabalho dentro do Cubo, o MIC foi onde eu mais despendi força de trabalho – excluindo aqui o trabalho da Volume, claro. Um debate super bacana sobre produção de eventos na área da comunicação.
Foi também a semana do reencontro escolar. Comecei a fazer o malfadado cursinho pré vestibular no CEFET, que agora se chama IFET. Essa troca de nomes me faz sentir (mais ainda) uma velha quadrada, assim como a reforma da língua portuguesa. Agora estou pensando que curso fazer na faculdade. Estou aceitando sugestões, rs.
Nesses últimos dias também me empenhei para fechar a Planilha de Execução da Comunicação do mês de junho, junto com toda a pré da Conveção de Tatuagens e a pós produção do Prêmio Hell City. E justamente nesse evento, um fato me surpreendeu – e me estimulou. Desde que assumi algumas das funções de Assessoria de Imprensa do Cubo, é primeiro evento em que todas as TV’s de que temos contato aceitaram a pauta e estão gravando conosco.
Enfim, acho que é isso. Até a próxima.














