Dança Contemporânea movimenta próxima oficina do Palco Difusão

January 23, 2011, by Difusão - One comment

O Palco Difusão, núcleo cênico do Coletivo Difusão, oferece a artistas e interessados nas artes do corpo a oficina de dança contemporânea. As aulas serão ministradas nos dias 27, 28 e 29 de janeiro, no SESC Centro (rua Henrique Martins, 427), de 14h às 18h. A oficina terá o comando de Mara Pacheco, da Uatê Cia de Dança.

 

A inscrição para oficina será feita na hora, por ordem de chegada. Até 20 alunos poderão participar. As aulas abordarão exercícios práticos e alguns debates teóricos sobre objetos que circundam a dança contemporânea.

 

Além de Mara Pacheco, a oficina também terá participação do instrutor Átila Mourão. Ele ficará responsável pelo Power Yoga, uma técnica vigorosa e agradável para os alunos prepararem o corpo. A ideia é trabalhar também a respiração e a consciência, com enfoque entre exercícios musculares e flexibilidade. Para as aulas, então, serão necessárias roupas leves e confortáveis.

 

Sobre a instrutora

Mara Pacheco é bailarina, arte-educadora e coreógrafa da Uatê Cia de Dança. A Companhia atua desde 2007 promovendo oficinas e cursos de dança. A partir da reunião de dançarinos, o grupo fundou a companhia levando espetáculos e programações didáticas a bairros diversos de Manaus.

 

A Uatê Cia. de Dança valoriza a pesquisa de movimentos a partir do gestual da cultura local e a descoberta de novas possibilidades expressivas do corpo. Promove a experimentação artística em suas ações utilizando técnicas básicas da dança clássica, moderna e improvisação em dança para criar composições coreográficas contemporâneas. Estão no repertório do grupo trabalhos como Interfaces, Jardins Amazônicos, Mãe África, Lago da Lua e Objeto Ritual.

 

Palco Difusão

A oficina é segunda do ciclo idealizado por integrantes do Palco Difusão. A primeira foi a oficina de teatro de rua ministrada pelo grupo de teatro Manjericão, do RS, em dezembro de 2010. O Palco Difusão é um núcleo de artes cênicas e performáticas criada há quase um mês pelo Coletivo Difusão, de Manaus (AM).

 

O núcleo trabalha em sintonia com o Palco Fora do Eixo, segmento do Circuito Fora do Eixo que objetiva fomentar a produção e a reflexão das artes cênicas independentes. O núcleo se reúne na sede do Coletivo Difusão (rua Monsenhor Coutinho, 801), todas as quintas-feiras, às 19h, para planejamento de suas ações. A participação é aberta a todos os interessados.



Sobre crianças, júri e prêmio

November 23, 2010, by Difusão - No comments yet

por  Camila Pereira | Coletivo Difusão | Manaus - AM

Ela entrou na passarela, de uma maneira muito envergonhada e inocente, do alto de seus seis anos. Seguiu aquela linha reta quase toda de cabeça baixa. Chegou perto, e eu, que estava bem ao meio da mesa do júri, abri o maior sorriso que poderia dar a uma criança. Ela, por sua vez, me retribui com um muito maior, mudou a postura e saiu saltitante pela passarela.

Em uma enxurrada de novas experiências que eu venho tendo ao longo deste ano, esse certamente foi um dos fatos que resume as alegrias que tive no contato com a moda e que me marcou na noite do 4º Ciesa Fashion, quando pude representar o Laboratório de Moda do Coletivo Difusão.

Estive presente no júri, à convite da professora Denise Vasconcelos, coordenadora do curso de Tecnologia em Design de Moda. Intitulado “Moda em Cena”, trazia em cada coleção um filme como inspiração. O desfile tem como propósito apresentar as coleções desenvolvidas pelas alunas e divulgar os conhecimentos adquiridos.

Posso dizer que aprendi bastante e tentei não apenas sentar e ser crítica, mas imaginei todo o processo de concepção do projeto, como cada peça nova que surgia na passarela foi pensada e confeccionada, toda a pesquisa. E ao final como cada uma das designers, agora formadas, estarão no mercado, pensei nos futuros de cada uma.

Convites como esses, tornam o Laboratório honrado pelo reconhecimento de pessoas importantes no mercado da moda amazonense, como a professora Denise, pelo espaço que foi conquistado a cada trabalho realizado. Foi assim também com o “Águas de Março”, “Vitrine Rosa Choque”, “Ambiental Fashion”, e alguns outros ao longo do ano. E agora nos é concedido, talvez, o mais expressivo reconhecimento por nossas atividades: fomos indicados ao Prêmio Destaque de Moda Amazonas 2010, promovido pelo Pólo de Moda do Amazonas.

Esse foi um ano importante de trabalho que mostra quem somos, para que somos, e o que ainda podemos ser como uma criança que chega à passarela, meio tímida, recebe um sorriso e sai muito mais confiante.

Conheçam a comunidade do Laboratório de Moda na Rede do Fora do Eixo:

http://foradoeixo.org.br/profile/laboratorio-de-moda-difusao

Mais conteúdo do Coletivo Difusão:

Twitter: @coletivodifusao

Portal D24AM: http://blogs.d24am.com/coletivodifusao



Cena em desconstrução

July 25, 2010, by Difusão - No comments yet
por Allan Gomes e Clayton Nobre| Coletivo Difusão | Manaus - AM
O cenário artístico e cultural na Amazônia, sobretudo em Manaus (AM), onde se enraizaram as atividades do Coletivo Difusão, é marcado por uma política manifesta na ideia de levar a arte ao povo. Parece demagogia, e é assim que determinada parcela dos amazônidas satisfizeram-se com a ideia de serem consumidores da arte.
Em volta do monumento do Teatro Amazonas, apreciado mundo afora, se estabeleceu um frisson pela contemplação de tudo o que a praça oferece ao povo. Outra parcela, sufocada pela apropriação destes espaços outrora públicos, manifesta-se no sentido de fazer exatamente o contrário: mostrar o povo à praça.


O grito Manaus 2o10. por marandueira.

O Grito Manaus 2010/Foto: Sandro Marandueira


O evento propulsor do Coletivo em Manaus, o “Difusão: tudo muda após o play”, em 2006, reuniu, então, um núcleo de pessoas com vontade de mostrar o que são por meio da música, das artes plásticas e do audiovisual. O evento de artes integradas surgiu de forma colaborativa agregando em torno de 60 artistas dos mais diversos segmentos e contando com a apresentação de nove bandas e sete DJs. O “Difusão: tudo muda após o play!” foi o embrião do que mais tarde viria a ser o Coletivo Difusão, resultado da necessidade de agregar pessoas e valores, sempre de forma colaborativa e pensando em preceitos de valorização da cultura local.

 

 

 

Difusão: Tudo muda após o play!/Fotos: Michelle Andrews

Desde então o grupo consolida-se, nestes quatro anos, como protagonista do ativismo cultural na cidade, firmando parcerias com os mais variados grupos, apoiando artistas dos mais diversos segmentos e apontando alternativas de ocupação de espaços em ócio.
Festival internacional de videodança
Fotos: Sandro Marandueira
Nessa trajetória podemos destacar os eventos de artes integradas planejados como interferências urbanas, como “AM Som Contemporâneo”, em 2007, o “Até o Tucupi de arte e cultura”, realizado embaixo do viaduto da Constantino Nery, no Centro de Manaus, também em 2007, e “O Grito 2010”, em fevereiro de 2010; o apoio a iniciativas de outros grupos desvinculadas do circuito tradicional, como o festival de dança “Mova-se”, em março de 2010, a mostra de documentários “Etnodoc”, em maio de 2009, e o espetáculo de dança contemporânea “Homem Pigmento Floresta” do Corpo de Dança Contemporânea; e o apoio a iniciativas de artistas independentes como os lançamentos dos CDs da cantora Márcia Siqueira e do grupo de rap Cabanos, as exposições de Sindri Mendes e Turenko Beça; e o fomento a grupos de estudo e ambientes de experimentação artísticas como o Difusão Digital, grupo de estudos em videodança, o Grupo de Estudos em Audiovisual, o Laboratório de Moda e o Grupo de Estudos em Causas Ambientais, o Geca.

Fotos: Sandro Marandueira
Nada mais significativo de uma cena que se configura como incipiente do que a ausência de grupos que simbolizem um segmento. Seja em iniciativas de artes plásticas, em teatro, em música, em audiovisual, etc. Por conta desse anseio, uma iniciativa do porte do Coletivo Difusão permanece até hoje como uma plataforma aglutinadora de linguagens. Permite a artistas jovens de diversos segmentos a possibilidade de fortalecer seu trabalho, ainda como iniciantes, agregar pessoas e experimentar formas inovadoras e contra-hegemônicas de arte.