Há exatamente 1 ano eu desembarcava no aeroporto de Cuiabá para minha primeira experiência no Festival Calango.
Senti quando chegou em Cuiabá ainda no avião, há 10 mil metros de altura, quando o avião foi tomado por um forte calor.
Sim, dá para sentir a mudança de temperatura ainda nas nuvens.
Ao desembarcar, fui recebido pelo André da banda Rhox. O coitado suava em bicas, e me explicou que em Cuiabá pode fazer 39ºC às 2h da manhã.
Me dirigi ao hotel tentando imaginar como o Dezan e a Carol Morgan conseguem ser tão brancos vivendo nessas circunstâncias.
No hotel, para variar, fui parar num quarto com um espírita. Nada contra nenhuma religião, sério, mas sempre acabo em um quarto onde pelo menos uma pessoa garante que o ambiente está infestado de espíritos.
Isso não ajuda em nada na hora de dormir.
Brincadeiras à parte, o Festival foi muito bonito. A população é incrivelmente receptível e muito gente boa, o que facilita na realização de um evento cultural.
Voltei para a edição de 2010 do Festival Calango. Cuiabá está ainda mais agradável este ano, pois, ao contrário do Rio de Janeiro, minha cidade, não há carros incendiados nas ruas nem Tropa de Elite 3 ao vivo e em 3D.
O Hotel continua sendo o fantástico Taiamã. Um ponto super peculiar do hotel é olhar para a esquerda e ver o 6º andar, olhar para a direita e ver o 5º.
Sim, há 2 andares em um mesmo plano.
Neste ano o Festival ousou ainda mais, sendo realizado simultaneamente em 3 ambientes diversos.
O line up, que sempre possui um nível elevado e diversificado, está melhor este ano, na minha opinião.
Júpiter Maçã, Macaco Bong, Gravelola, Cabruera, Vanguart, Móveis Coloniais de Acaju, Tereza, BNegão, Johnny Suxxx, Aeromoças, Galinha Preta...
Pra quê SWU? Rock in Rio e a mesma programação de 10 anos atrás?
Os Festivais do Circuito Fora do Eixo e da ABRAFIN a cada ano mostram a força da cultura nacional e o poder da articulação entre os agentes da cadeia produtiva da cultura.
Que venha 2011.








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