Nos dias 27, 28 e 29 de agosto, aconteceu no Sebrae da capital do Pará o primeiro Congresso Fora do Eixo Norte. O Coletivo Megafônica, Ponto Fora do Eixo em Belém, sediou os três dias de intensos debates, idéias e encaminhamentos conjuntamente edificados com os coletivos Palafita, Difusão, Canoa Cultural, Catraia e Mambembe.

 

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Ficando todos hospedados no Casarão Cultural Floresta Sonora, ponto parceiríssimo do coletivo belenense, a medida que os coletivos chegavam ainda no começo da semana, o espaço em comum foi tornando os avatares em pessoas reais e os dias de congresso uma vivência imediata.

 

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Na quarta (25) começaram as atividades referentes à primeira edição do Festival Megafônica, marcado pela exibição de produções audiovisuais nortistas vinculadas aos coletivos presentes, assim como do Clube de Cinema Fora do Eixo e o documentário “As Filhas de Chiquita”, de Priscila Brasil. A mostra foi realizada no Cine Olympia, primeiro cinema da cidade de Belém e o mais antigo ainda em funcionamento no Brasil, criado na década de 1920.

 

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Na quinta (26) houve um pocket show no espaço de outro parceiro dos megafônicos, o Espaço Cultural Ná Figueiredo. Lá pudemos ver algumas bandas do coletivo que optaram por não tocar no festival realizado na sexta e sábado (27 e 28), com o fim de dar prioridade a produção do evento e às bandas do interior.

 

O Sebrae foi ocupado pelos coletivos do norte e outros produtores locais ainda na manhã de sexta-feira (27). Após a abertura do evento houve a apresentação dos Pontos Fora do Eixo e candidatos a PFE, no caso, o Coletivo Mambembe, da cidade de Primavera, interior do Pará. Leonardo Salazar palestrou sobre o negócio da música na atualidade, baseado em seu livro “Música Ltda”, levantando vários questionamentos no público presente, que depois pode conferir com maiores detalhes o case do Fora do Eixo na mesa de debate “Gestão de carreira do músico independente”, do qual participou o próprio Leonardo Salazar (PE), além de Pablo Capilé (MT), Heluana Quintas (AP) e Ná Figueredo (PA).

 

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Os dias seguintes foram focados em debates macros, tais como Selo e Agência Regional Norte (que contou com a contribuição e problematização constante de Alex Antunes), Mapeamento dos Festivais da Região Norte, CBAC- Comissão Brasileira de Artistas de Circulação, Mapeamento de bandas do Norte, Pcult, além de discutir distribuição, audiovisual e comunicação (montamos o núcleo durável da comunicação norte).

 

Quanto ao Festival Megafônica, foi um verdadeiro sucesso. Apesar de apenas um ano de existência enquanto Fora do Eixo, o coletivo soube ter pernas para realizar o primeiro COFE Norte e também fazer um ótimo festival, desde a programação até aos locais escolhidos para os shows, debates e hospedagem; o público e a repercussão na cidade; o atendimento e a união entre os agentes.

 

Saímos na certeza de que há muito o que ser feito e que será realizado a médio prazo, através de bastante foco. Não há dúvida quanto aos gargalos da região e que todos estão nessa pra fazer a coisa crescer. Foi apenas o primeiro encontro de muitos que virão - foi tirado o cabaço desses "kilometros de distância não pavimentada". O banco de estímulo está carregado até o topo, pronto para enfrentar essa nossa internet lerda e enfurecer tranquilamente nas listas, reuniões e encaminhamentos diários da nossa rede.

 

Parabéns a todos! Até Uberlândia. ,)