Jornada de audiovisual leva oficinas aos infocentros do interior do Pará
November 3, 2010 - No comments yetEstão abertas inscrições para as oficinas do projeto SAMAUMA, uma das ações colaborativas do Programa NAVEGAPARÁ. O projeto vai capacitar sessenta pessoas nas técnicas de produção de vídeos, áudios e sites, mobilizando pontos de cultura, cineclubes e escolas a produzir conteúdos para exibição no programa “Ponto de Cultura Pará” da TV Cultura do Pará e também para publicação na internet.
O projeto “SAMAUMA-Jornadas de produção audiovisual em infocentros por pontos de cultura e cineclubes” vai realizar três jornadas de produção de audiovisual com oficinas de Roteiro e Direção de Vídeo; Produção e Finalização de Vídeo; Produção e Edição de Áudio; e Criação e Manutenção de Site. As jornadas vão acontecer em Ananindeua (Infocentro do Ponto de Cultura Ananin) no período de 10 a 14 de novembro; em Marabá (Infocentro do Ponto de Cultura Galpão de Artes de Marabá) de 16 a 21 de novembro e em Santarém (Infocentro do Pontão de Cultura Digital do Tapajós), de 5 a 10 de dezembro. Os participantes das oficinas têm que ter algum tipo de vínculo com infocentro, ponto de cultura, cineclube ou escola do projeto “Escolas de Portas Abertas”. A expectativa é que elas atuem como produtoras de conteúdos audiovisuais junto às organizações que os indicaram.
O projeto tem como meta produzir 30 vídeos e 30 áudios de curta duração para serem exibidos na TV Cultura e em telões nas áreas de acesso público do Programa NAVEGAPARÁ, visando socializar a produção com a população local e despertar o interesse da coletividade pela cultura digital. O “Manual de Produção em Software Livre” será distribuído aos participantes das oficinas e disponibilizado para download, visando disseminar o uso dos softwares livres. Também vão ser criados trinta sites como ferramentas de publicação de conteúdos audiovisuais e como estratégia de visibilidade das ações socioculturais dos parceiros do projeto. O “Mapa Olha Nós na Mídia”, um guia de sites e portais colaborativos de webradio e webtv, é outra ferramenta que o projeto vai adotar para estimular a publicação de conteúdos audiovisuais na internet através da rede de infocentros, escolas, pontos de cultura e cineclubes.
O Projeto SAMUAMA foi selecionado através de edital de apoio a projetos para ações colaborativas em Infocentros lançado pela FAPESPA - Fundação de Amparo à Pesquisa do Pará, órgão do Governo do Estado do Pará. O projeto é coordenado pelo educomunicador Samir Raoni e tem como parceiros o Pontão de Cultura Rede Juvenil, Pontão de Cultura Pororoca da Cidadania, Pontão de Cultura Digital do Tapajós, Coletivo Pogobol, Circuito Polífônico, Associaação Paraense de Jovens Críticos de Cinema, Sr. Chefe e Rede Norte de Cineclubes.
SERVIÇO: A inscrição na jornada de oficinas é gratuita e pode ser feitas pelo site www.redecom.org.br. Informações pelo e-mail samaumacoletivo@gmail.com e pelos fones (91) 8154-1386 e (91) 9245-7985.
INSCREVA-SE (AQUI)
I COFE NORTE
September 28, 2010 - No comments yet
Texto Alexandre Avelar / Coletivo Palafita

Primeiro Congresso Regional Norte! Expectativa total! Infelizmente minha chegada foi atrasada por um “pequeno” infortúnio: um vôo cancelado. Cheguei a Belém, que fica a 40 minutos de voo, dez horas depois do que deveria. É, se movimentar na Amazônia tem suas peculiaridades, e essa é uma das temáticas mais debatidas na regional Norte: como neutralizar o chamado “custo amazônico” – discussão certa nesse Congresso. Acabei perdendo as palestras do primeiro dia, no Sebrae/PA, no entanto bem a tempo de acompanhar o início da programação musical do primeiro Festival Megafônica, realizado pelo Coletivo homônimo, que é o mais próximo do Palafita.
O primeiro dia de apresentações foi no Mandala, no bairro Cidade Velha, um dos tradicionais bares à beira da baía do Guajará. Muito bonito. Já morei em Belém, por seis anos, e foi bem legal voltar à Praça do Carmo, outrora frequentada pelos skatistas de plantão (havia um bar de hardcore do outro lado). Muita banda bacana, e toquei muito feliz com a Mini Box Lunar. Tivemos a participação especialíssima do guitarrista Marcel, na canção “Soldado Colorido”, escolhida pelo próprio. Foi demais!
Só no segundo dia deu pra me atualizar ao reencontrar vários representantes de Coletivos do Norte, como Difusão (AM), Canoa (RR) e ainda os brasilienses do Brown-Há – Coletivo Esquina (DF), Tereza – Ponte Plural (RJ), o querido Alex Antunes... Mais bacana ainda foi conhecer outros integrantes desses mesmos Coletivos e outros integrantes do Casarão Floresta Sonora, parceiraço e onde nos hospedamos.
Na segunda noite, no Açaí Biruta, outra banda amapaense representou mais que dignamente nossa terra, a Beatle George. Nessa noite reencontramos também o pessoal do Black Drawing Chalks (GO), com quem esbarramos de vez em quando na nossa circulação.
Domingo, último dia, reunião geral pra fazer o balanço e afinar as deliberações, tive que sair à francesa durante a tarde ainda, devido às condiçõe$. Mas com a certeza de que, mesmo com as dificuldades que ainda existem, estamos caminhando a passos largos na região pra tornar nosso mercado mais sustentável, interessante e viável pra nós mesmos e pro mundo.
Nem tudo vira lenda na Amazônia
September 23, 2010 - No comments yet
Cabeças pensantes empenhadas e entusiasmadas, traçando meticulosamente ações estratégicas, num plano infalível
Tudo começou e terminou no Casarão Floresta Sonora. Um dos antros da produção cultural de Belém. Desde os encontros de planejamento do I Festival Megafônica (realizado paralelamente o COFE- Norte), até a última reunião dos Coletivos do Norte. Cerca de 40 pessoas abarrotaram o Casarão: o anfitrião, Coletivo Megafônica (PA); Coletivo Palafita (AP), regional norte; seguidos por Difusão (AM), Catraia (AC), Canoa Cultural (RR); Alex Antunes, Agência Fora do Eixo Norte; Pablo Capilé, Espaço Cubo e; os muy bem vindos ao debate, Coletivo Esquina (DF), Ponte Plural (RJ) e o jornalista Fábio Gomes.
Nada de oba oba... todas as cabeças pensantes empenhadas e entusiasmadas, traçando meticulosamente ações estratégicas, como num plano infalível. O importante é dar o ponta pé inicial, para tornar o Norte mais uma rota de circulação da cultura. Na busca incessante em mostrar ao resto do Brasil todo misticismo que a Amazônia Legal desperta. E, diminuir os famigerados, quase épicos, gargalos da região.
Essa foi à penúltima etapa dos Congressos Fora do Eixo Regionais. Na manhã do primeiro dia no auditório do Sebrae/PA, 27, com o tema “Gestão de Carreira de Músicos Independentes e o Livro Música Ltda”, o produtor e jornalista Leonardo Salazar (PE) palestrou sobre o empreendedorismo na música. À tarde, os debates ferrenhos sobre a cena musical do Norte empolgaram o público, que se mostrou bastante participativo e encheu o auditório. Na mesa: Pablo Capilé, Ná Figueiredo, Heluana Quintas e Leonardo Salazar.
No dia seguinte, 28, todos a postos e empenhados em problematizar, buscando, sempre, a evolução da cena nortista. Seja no Sebrae ou Casarão, esse encontro marcou muita gente e trouxe um gás a todos. “O Norte é uma região com grande potencial. Mas, se não se mexer vira lenda”, ressaltou Capilé num dos encontros. Todos perceberam mais uma vez a importância do Norte na cultura brasileira e que ficar sentado não adianta. Agora é arregaçar as mangas, mostrar trabalho e as atividades continuam.
O foco, agora, é Uberlândia no III Congresso Fora do Eixo. Então, nos vemos lá!
Nem tudo vira lenda na Amazônia
September 20, 2010 - No comments yet
Cabeças pensantes empenhadas e entusiasmadas, traçando meticulosamente ações estratégicas, num plano infalível
Tudo começou e terminou no Casarão Floresta Sonora. Um dos antros da produção cultural de Belém. Desde os encontros de planejamento do I Festival Megafônica (realizado paralelamente o COFE- Norte), até a última reunião dos Coletivos do Norte. Cerca de 40 pessoas abarrotaram o Casarão: o anfitrião, Coletivo Megafônica (PA); Coletivo Palafita (AP), regional norte; seguidos por Difusão (AM), Catraia (AC), Canoa Cultural (RR); Alex Antunes, Agência Fora do Eixo Norte; Pablo Capilé, Espaço Cubo e; os muy bem vindos ao debate, Coletivo Esquina (DF), Ponte Plural (RJ) e o jornalista Fábio Gomes.
Nada de oba oba... todas as cabeças pensantes empenhadas e entusiasmadas, traçando meticulosamente ações estratégicas, como num plano infalível. O importante é dar o ponta pé inicial, para tornar o Norte mais uma rota de circulação da cultura. Na busca incessante em mostrar ao resto do Brasil todo misticismo que a Amazônia Legal desperta. E, diminuir os famigerados, quase épicos, gargalos da região.
Essa foi à penúltima etapa dos Congressos Fora do Eixo Regionais. Na manhã do primeiro dia no auditório do Sebrae/PA, 27, com o tema “Gestão de Carreira de Músicos Independentes e o Livro Música Ltda”, o produtor e jornalista Leonardo Salazar (PE) palestrou sobre o empreendedorismo na música. À tarde, os debates ferrenhos sobre a cena musical do Norte empolgaram o público, que se mostrou bastante participativo e encheu o auditório. Na mesa: Pablo Capilé, Ná Figueiredo, Heluana Quintas e Leonardo Salazar.
No dia seguinte, 28, todos a postos e empenhados em problematizar, buscando, sempre, a evolução da cena nortista. Seja no Sebrae ou Casarão, esse encontro marcou muita gente e trouxe um gás a todos. “O Norte é uma região com grande potencial. Mas, se não se mexer vira lenda”, ressaltou Capilé num dos encontros. Todos perceberam mais uma vez a importância do Norte na cultura brasileira e que ficar sentado não adianta. Agora é arregaçar as mangas, mostrar trabalho e as atividades continuam.
O foco, agora, é Uberlândia no III Congresso Fora do Eixo. Então, nos vemos lá!
Festival Megafônica - Sobre a FoToGrAfia
September 10, 2010 - No comments yet
Vou falar um pouco aqui sobre a fotografia no Festival Megafônica e no Congresso Fora do Eixo Etapa Norte. Principalmente no Festival.
Equipamento usado por mim: Nikon d200, flash sb600 e três lentes: uma 50mm 1.8, Uma 18-70 3.5-4.5 e uma 70-300 4.5-5.6
Várias pessoas fotografaram, mas dois links estão disponíveis com fotos: http://www.flickr.com/photos/festivalmegafonica2010/ com fotos feitas por Well Maciel e o http://www.flickr.com/photos/ricardotd/sets/72157624732173481/ com fotos feitas por mim. Se mais alguém tiver um link, é só colocar aí em baixo nos comentários.
Fotografia de palco é bastante peculiar por conta da instável oscilação de luz e constante movimentação dos músicos e é esse aparente caos que faz com que seja tão interessante este tipo de fotografia. Quanto à oscilação da luz, é bom que ela ocorra para dar dinamismo às imagens e para que elas (as imagens) não saiam todas muito parecidas. E Para que a iluminação funcione como esperado é importante que haja um diálogo entre o fotógrafo e o figura responsável pela iluminação, o técnico.
No caso do Festival Megafônica, e aqui cabe uma auto-crítica, não houve este pré-diálogo, ou melhor, houve, mas num momento que não dava mais pra mudar nada, pois os shows estavam pra começar, afinal, tava rolando o congresso também, então não dava pra chegar cedão nos lugares dos shows, então o jeito foi improvisar, o que não deixa de ser um bom exercício de superação, mas pode comprometer a qualidade dos registros.
Os problemas, no caso dos palcos da primeira e segunda noites do festival foram: luz com pouca oscição e sem cor (primeira noite) e luz colorida, fixa e mal posicionada (segunda noite). Na primeira noite, devido à posição das luzes, foi possível registrar com tranqüilidade os rostos do pessoal no palco. Na segunda noite foi necessário uma dose maior de malabarismos, um ISO mais elevado e uso do flash eventualmente, fixo ou remoto.
Um parentese: Lá na primeira edição do Festival Quebramar, em 2008, durante a primeira noite, rolou de o Ynaiã do Macaco Bong vim me perguntar como tava a iluminação do palco, eu disse que tava muito parada, o que fazia com que o músico que estava posicionado no lado direito do palco ficasse SEMPRE vermelho devido um holofote ali posicionado, então, ele mudou a programação da iluminação e tudo ficou ótimo.
Então é isso, acho que é importante que haja um diálogo entre o fotógrafo e o responsável pela iluminação do palco. O ideal é que o fotógrafo esteja presente no momento do posicionamento dos holofotes ou pelo menos chegue antes dos shows começarem pra tentar conversar com o povo e ajeitar alguma coisa.
Falei aqui em registro, mas é bom lembrar que mais do que registro, a fotografia é PUBLICIDADE e deve ser encarada como tal pelas bandas, pelos fotógrafos e por todos os envolvidos.
Mas o importante mesmo é que seja divertido de fazer, se não for fica tudo muito escroto. O Festival Megafônica foi muito divertido. Maior concentração de mosh por metro quadrado, bandas fodásticas, bebida gelada, gente doida e caótica. Os “problemas” com a iluminação, acho que só afetaram quem tava fotografando, mas nem tanto assim. Pelo menos não vi ninguém reclamando... estavam todos bêbados!! :)






