ClipArt #2 com a banda Dom Capaz

December 8, 2010, by Tim - No comments yet

O segundo episodio do ClipArt traz o clipe da banda Dom Capaz produzido pelo fotografo e vidiomaker Peruzzo. O clipe que e da música "Tanta Coisa" chama a atenção por explorar muito bem imagens em close dos músicos e instrumentos e pelo tratamento em preto e branco.

E esse ClipArt vem com um diferencial. Com a ajuda da MIU (Mídias Independentes Uberlandenses) conseguimos uma entrevista com a banda e o diretor do clipe. Confira!



Argentinos na Tour Fora do Eixo

November 29, 2010, by Tim - No comments yet
Por: Marcos Brey
Nada de rivalidade! Ao contrário do que acontece no futebol, Brasil e Argentina unem-se em prol da cultura livre e independente. O Circuito Fora do Eixo produz a sua maior turnê, e trás direto a Argentina a banda Falsos Conejos que viajará pelo Brasil juntamente com a banda A Banda de Joseph Tourton (PE) que estão passando por dez estados, e farão ao todo 34 shows em 43 dias.
Falsos Conejos - Foto: Leo Balistrieri

 

Eles já estão na estrada desde o começo de outubro, disseminando o rock instrumental e experimental. Falsos Conejos tem em sua sonoridade a grande exploração de efeitos eletrônicos na guitarra, passam por momentos enérgicos como em “La Cubetera” e baladinhas como “Sobrevuelo”. A Banda de Joseph Tourton mostra o contraste entre solos de guitarra e a suavidade da flauta transversal. A tour já passou por Minas e entre as cidades contempladas estão Belo Horizonte, Sabará e Uberlândia, a programação termina na Colômbia na cidade de Bogotá, mas até lá tem muito chão e muita música, pois a trupe passará ainda por Ceará, Sergipe, Alagoas, Bahia entre outros.


Além desta grande circulação, nossos hermanos nos visitam também pelo intercâmbio entre as culturas. Os Conejos participaram do III Congresso Fora do Eixo, e conhecem mais desta rede colaborativa a cada cidade por onde passam.

Falsos Conejos que significa coelhos falsos se junta a outras grandes bandas instrumentais com animais no nome, como Macaco Bong e Burro Morto, será um pré requisito? Coincidências à parte, está muito bom o trabalho, e quem ainda não ouviu vale a pena conferir!


A banda lançou seu ultimo trabalho pelo Compacto Rec. o disco está disponível para download gratuito no no site:compactorec.wordpress.com


Veja abaixo uma entrevista feita com a banda Falsos Conejos no congresso FE.

 

Saibam mais sobre as e a turnê:

http://www.myspace.com/antitango

http://www.myspace.com/josephtourton

www.foradoeixotour.wordpress.com



ClipArt - Programa piloto

November 1, 2010, by Tim - No comments yet

Por:Rodolfo Gullar

ClipArt é um programa da nossa Web TV criado para apresentar clipes de bandas independentes. Para este piloto escolhemos a banda Monograma, de Belo Horizonte e uma das grandes revelações da música pop Mineira em 2010.

Monograma

A banda, fundada em 2006 com o intuito de interpretar alguns artistas que os integrantes gostavam, mudou rapidamente o foco e começou compor as próprias músicas e, em junho de 2009, foi lançado o primeiro EP, intitulado “Conto de faz de conta”, que é um álbum temático onde as músicas de certa forma têm uma ligação. Com esse EP, a banda conseguiu bons shows, como o Grito Rock (BH) e 53HC Fest, além de ter circulado em algumas cidades do interior de Minas Gerais.


Segundo um dos integrantes do grupo, Leonardo Eugênio, a banda está passando por um ótimo momento, pois acabaram de lançar o seu segundo EP, “ Da tempestade a calmaria”, que foi veiculado pelo Compacto.rec do Circuito Fora do Eixo e estão recebendo vários elogios, além de inúmeros convites para se apresentarem em outras cidades e outros estados.


O Clipe

O Clipe escolhido para o programa foi o da música “Meias trocadas”, do primeiro EP da Banda. A música é uma das mais populares do grupo. Geralmente a banda convida o público pra “cantarolar” junto as últimas frases da canção: é um final colante, envolvente e fácil de cantar, causando uma enorme interação com o público e grandes momentos nos shows.


O vídeo feito em stop motion foi produzido por amigas estudantes de Publicidade e propaganda da Puc, que na verdade estavam desenvolvendo um trabalho pra a faculdade e então elas pensaram e executaram desde o roteiro e os bonecos, até a luz, roupas e takes. O vídeo clipe saiu a custo zero para a banda, “ Até hoje não temos palavras para agradecer”, diz Guilherme Lopez.




Pá na Pedra foi alem da Música

September 3, 2010, by Tim - No comments yet

1º dia, um dia mais técnico.

19h40. É o início do Festival Pá na Pedra. Foram três dias de um movimento cultural que abrangeu músicas e vídeos independentes, além de debate e workshops musicais, em Ribeirão das Neves. E para abrir a programação, Gilberto Lopes ofereceu a quem estava na Casa de Cultura da cidade um workshop de guitarra.

Mas se enganou quem pensava que seria apenas uma aula de como manejar o instrumento. O momento foi de diálogo sobre técnicas com exemplos que mais parecia um show particular.

Além dos olhares de quem conhece o instrumento muito bem, outros espantados com o que ouviam, ainda que alguns não entendessem o que estava acontecendo.

E o que parecia difícil era feito por Gilberto como o simples ato de respirar.


Mais tarde foi a vez de Edmilson de Sá, Geraldo Júnior e Júnior, da Dynamus Escola de Música apresentarem seu Workshop de baterias. Três instrumentos sendo tocados de uma só vez. O som encheu toda a Casa de Cultura e não havia quem não ficasse atento ao movimento de cada um dos bateristas, querendo aprender tudo aquilo que faziam.

Quem estava lá ainda teve o prazer de ouvir os quatro instrumentistas tocando Smoke on the Water, do Deep Purple. E este foi o primeiro dia de “mais um filho da arte que nasceu em Ribeirão das Neves”.

2º Dia, debate e vídeos na casa de cultura

A programação de sábado do Festival Pá na Pedra incluiu um Debate sobre cultura e a Mostra de Vídeos.


No debate, foi discutido o que é o Circuito Fora do Eixo, seu trabalho e como essa Rede de Coletivos contribui para a disseminação da cultura. Isso pois, como no caso dos músicos independentes, favorece na divulgação de artistas que vão na contra-corrente do que circula nas chamadas grandes mídias, e não se permitem serem “moldados pelas gravadoras”.

Hoje temos uma maior visibilidade dos festivais de música independente, dentro do circuito, uma oportunidade para os artistas se apresentarem mais vezes, promovendo a sustentabilidade destes. Um exemplo é o Circuito Mineiro de Festivais, que está promovendo praticamente um festival por final de semana até o fim do ano, entre eles, o Pá na Pedra.


Um grande estímulo para o trabalho dos Coletivos é ouvir declarações como a de Augusto, 17 anos, que estava no debate, que graças a esse trabalho, “os ‘jovens’ têm mais espaço para participar da cena alternativa, comparecer nos eventos e poder se expressar”.


Logo após o debate, foi a vez dos vídeos. Primeiro a mostra “Imangens Daqui” com vídeos produzidos por artistas de Neves. Foram projetados “Sorria você está sendo filmado” e “No meio do caminho havia uma pedra”, de Eduardo Santos, e “Triângulo de Perfídia”, de Gemerson Sander.


Foram exibidos também vídeos realizados por artistas de várias partes do Brasil na mostra “Imagens de lá”, entre eles “Sardinha em Lata”, de Keilla Serruya (Manaus) que mostrou uma coisa em comum com Ribeirão das Neves: os problemas no transporte público , “Portrait” e “Hoje eu tô ruim de idéia” partes 1 e 2, de Francis Campelo (Sete Lagoas) e “O Assassino do Bem”, (São Carlos – SP).


Para encerrar, “Botinada: A Origem do Punk no Brasil”, de Gastão Moreira. Documentário que fala sobre Punk no Brasil, seu surgimento, bandas, eventos e como a TV Globo ajudou a dar uma baixa no movimento.


E foi assim: telona, projeção e bons filmes. A noite de cinema de Ribeirão das Neves.


3° Dia, música pra que quisesse ouvir


Domingo, dia de shows. E lá estava o palco da Praça Central de Neves montado para receber as bandas que viriam encerrar o Pá na Pedra com a qualidade que esse exigia.


As pessoas foram chegando aos poucos, até que a praça estava cheia de gente de todos os tipos. A faixa etária do público ia de 15 a 80 anos e podíamos ver famílias nesse meio.


O primeiro a se apresentar foi O Instinto Coletivo (Neves) que fez com que as pessoas espalhadas pelo local chegassem mais perto do palco. Festenkois (Belo Horizonte) foi a segunda a mostrar o que tinha de melhor, fazendo um rock pesado e enchendo o lugar com seu som.

Aura... (Divinópolis) falou de emoção, sem breguice, e mostrou o quanto a gente ganha com músicos de fora se apresentando na cidade. O Favela Groove (Santa Luzia) se sentiu em casa e quem estava assistindo o show se envolveu com o a ginga e o carisma da banda.

Favela Groove

Quem estava em casa para fechar o Festival foi o Cidadão Comum (Neves) que mostrou muita energia e fez com que grande parte do público ficasse até o último minuto do evento.

E, como “todo carnaval tem seu fim”, 22h as luzes do palco se apagaram, o som foi desligado e as pessoas foram embora. O que ficou foi que dá, sim, para fazer um festival de cultura independente na cidade e que o público comparece. Agora, é só esperar pelos próximos, pois a música não para em Ribeirão das Neves



Metendo Pá na Pedra

September 3, 2010, by Tim - No comments yet

1º dia, um dia mais técnico.

19h40. É o início do Festival Pá na Pedra. Foram três dias de um movimento cultural que abrangeu músicas e vídeos independentes, além de debate e workshops musicais, em Ribeirão das Neves. E para abrir a programação, Gilberto Lopes ofereceu a quem estava na Casa de Cultura da cidade um workshop de guitarra.

Mas se enganou quem pensava que seria apenas uma aula de como manejar o instrumento. O momento foi de diálogo sobre técnicas com exemplos que mais parecia um show particular.

Além dos olhares de quem conhece o instrumento muito bem, outros espantados com o que ouviam, ainda que alguns não entendessem o que estava acontecendo.

E o que parecia difícil era feito por Gilberto como o simples ato de respirar.


Mais tarde foi a vez de Edmilson de Sá, Geraldo Júnior e Júnior, da Dynamus Escola de Música apresentarem seu Workshop de baterias. Três instrumentos sendo tocados de uma só vez. O som encheu toda a Casa de Cultura e não havia quem não ficasse atento ao movimento de cada um dos bateristas, querendo aprender tudo aquilo que faziam.

Quem estava lá ainda teve o prazer de ouvir os quatro instrumentistas tocando Smoke on the Water, do Deep Purple. E este foi o primeiro dia de “mais um filho da arte que nasceu em Ribeirão das Neves”.

2º Dia, debate e vídeos na casa de cultura


A programação de sábado do Festival Pá na Pedra incluiu um Debate sobre cultura e a Mostra de Vídeos.


No debate, foi discutido o que é o Circuito Fora do Eixo, seu trabalho e como essa Rede de Coletivos contribui para a disseminação da cultura. Isso pois, como no caso dos músicos independentes, favorece na divulgação de artistas que vão na contra-corrente do que circula nas chamadas grandes mídias, e não se permitem serem “moldados pelas gravadoras”.

Hoje temos uma maior visibilidade dos festivais de música independente, dentro do circuito, uma oportunidade para os artistas se apresentarem mais vezes, promovendo a sustentabilidade destes. Um exemplo é o Circuito Mineiro de Festivais, que está promovendo praticamente um festival por final de semana até o fim do ano, entre eles, o Pá na Pedra.


Um grande estímulo para o trabalho dos Coletivos é ouvir declarações como a de Augusto, 17 anos, que estava no debate, que graças a esse trabalho, “os ‘jovens’ têm mais espaço para participar da cena alternativa, comparecer nos eventos e poder se expressar”.


Logo após o debate, foi a vez dos vídeos. Primeiro a mostra “Imangens Daqui” com vídeos produzidos por artistas de Neves. Foram projetados “Sorria você está sendo filmado” e “No meio do caminho havia uma pedra”, de Eduardo Santos, e “Triângulo de Perfídia”, de Gemerson Sander.


Foram exibidos também vídeos realizados por artistas de várias partes do Brasil na mostra “Imagens de lá”, entre eles “Sardinha em Lata”, de Keilla Serruya (Manaus) que mostrou uma coisa em comum com Ribeirão das Neves: os problemas no transporte público , “Portrait” e “Hoje eu tô ruim de idéia” partes 1 e 2, de Francis Campelo (Sete Lagoas) e “O Assassino do Bem”, (São Carlos – SP).


Para encerrar, “Botinada: A Origem do Punk no Brasil”, de Gastão Moreira. Documentário que fala sobre Punk no Brasil, seu surgimento, bandas, eventos e como a TV Globo ajudou a dar uma baixa no movimento.


E foi assim: telona, projeção e bons filmes. A noite de cinema de Ribeirão das Neves.


3° Dia, música pra que quisesse ouvir


Domingo, dia de shows. E lá estava o palco da Praça Central de Neves montado para receber as bandas que viriam encerrar o Pá na Pedra com a qualidade que esse exigia.


As pessoas foram chegando aos poucos, até que a praça estava cheia de gente de todos os tipos. A faixa etária do público ia de 15 a 80 anos e podíamos ver famílias nesse meio.


O primeiro a se apresentar foi O Instinto Coletivo (Neves) que fez com que as pessoas espalhadas pelo local chegassem mais perto do palco. Festenkois (Belo Horizonte) foi a segunda a mostrar o que tinha de melhor, fazendo um rock pesado e enchendo o lugar com seu som.

Aura... (Divinópolis) falou de emoção, sem breguice, e mostrou o quanto a gente ganha com músicos de fora se apresentando na cidade. O Favela Groove (Santa Luzia) se sentiu em casa e quem estava assistindo o show se envolveu com o a ginga e o carisma da banda.

Favela Groove

Quem estava em casa para fechar o Festival foi o Cidadão Comum (Neves) que mostrou muita energia e fez com que grande parte do público ficasse até o último minuto do evento.

E, como “todo carnaval tem seu fim”, 22h as luzes do palco se apagaram, o som foi desligado e as pessoas foram embora. O que ficou foi que dá, sim, para fazer um festival de cultura independente na cidade e que o público comparece. Agora, é só esperar pelos próximos, pois a música não para em Ribeirão das Neves