Feira da Música 2010 – parte 2

August 30, 2010, by Rayan - No comments yet

Desculpem a demora, mas o Congresso Regional Nordeste Fora do Eixo e a própria Feira da Música tomou todo nosso tempo e só agora, já em casa, posso escrever como foi nossa participação nos outros dias. Então vamos lá!

 

DIA 2

Ainda na quinta, deu pra curtir os shows do Canastra (RJ), Mini-Box Lunar (AP), Autoramas (RJ) e os conterrâneos do Cabruêra, divididos entre o Palco do Rock e o Palco Brasil Independente.

Mini-box Lunar (AP) no Palco Brasil Independente da Feira da Música 2010.

Vera e Rayan (Mundo), Gabriel (Lumo) e Nando (PopFuzz) curtindo os shows.

Stand Fora do Eixo bombando!

Pra fechar e ir dormir tranquilo para o próximo dia, o Cabruêra fez o show mais empolgante da noite, finalizando com uma mega-ciranda!

Foto de Karen Pedregal

DIA 3

Na sexta(20/nov) pela manhã, a programação foi diferente. Ao invés de mais um encontro refrigerado no auditório do Dragão do Mar, encaramos a estrada e o sol rachando a cuca para visitar o Banco Palmas, gerido pela Associação dos Moradores do Conjunto Palmeira, em Fortaleza(CE) e referência em economia solidária.  Lá, tudo pode ser adquirido com o “Palma”, moeda solidária da comunidade.

Integrantes do Nordeste Fora do Eixo e Maisa (Sebrae-PB) conhecendo o Banco Palmas.


A tarde, dedicamos nosso tempo aos painéis: “Políticas Públicas para a Música” com Talles Siqueira (Ministério da Cultura), Thiago Cury (Funarte) e KK Mamoni (Feira Música Brasil); e “Olhar para América Latina: Organizações culturais na América Latina” com Prof. George Yúdice (Costa Rica / Miami), Sylvie Duran (Costa Rica / Miami ), Pablo Capilé (ABRAFIN/Espaço Cubo), Antonio Gutierrez (RecBeat) e Diana Glusberg (Argentina).

 

Saímos direto pra ver o show do Facas Voadoras (MS) no Palco Rock. Conheci eles quando fui com o Nublado tocar na seletiva pro Goiânia Noise 2009, no Rio de Janeiro, que eles também estavam participando. Foi bom reencontrar os caras e o show foi animal!

Foto de Karen Pedregal


Corre pro Albergue, tomar um banho e voltar correndo pra tentar ver o Pública (RS), mas infelizmente a fome tava de matar e saímos no meio do show pra jantar com nossas Patativas (moeda oficial da Feira e da RedeCem).


Foto de Karen Pedregal

A noite acabou no próprio albergue, numa “reunião informal”, digamos assim.

 

DIA 4

No último dia da Feira (sábado, 21/nov) fomos até o Pavilhão de Negócios, participar do GD “O artista enquanto ente político”, com participação de Pablo Capilé (Fora do Eixo/Espaço Cubo), Ivan Ferraro (Prodisc/RedeCem), Gilberto Monte (Governo do Estado da Bahia), Talles Lopes (Fora do Eixo-MG), Tarcianna Portela (Ministério da Cultura / Representação Nordeste) e vários outros agentes culturais do Nordeste que estavam presentes.

Após o almoço, os participantes do Congresso Regional Nordeste Fora do Eixo dividiram-se em grupos para debater, planejar e tirar encaminhamentos práticos dos eixos temáticos norteadores do CFE: sustentabilidade, circulação, distribuição, comunicação e tecnoarte.

Mais uma vez, correr pro albergue, tomar um banho e aproveitar a última noite da Feira da Música de Fortaleza 2010. Deu pra curtir os shows de Emicida (SP), Camarones Orquestra Guitarrística (RN), Facada (CE) e do Sex On The Beach (PB), que gravaram ótimos vídeos. Saca aí:

Depois era a festa de encarramento no Órbita com show do River Raid, mas quando chegamos lá já tinha acabado! #fail A festa de encerramento então foi no albergue! A essa hora, grande parte da comitiva da Paraíba já tinha ido embora, pois o ônibus cedido pelo Sebrae/PB e a Funjope já havia partido.

DIA 5

A Feira tinha acabado, mas o Congresso não! Após o almoço, os coletivos do Nordeste se encontraram para apresentarem os resultados dos GTs e dividir as experiências de toda a semana na plenária final.

Fato que vale a pena registrar foi a aprovação unânime da Associação Cultural do Rock do Sertão da Paraiba, através da figura de Osvaldo Moésia, como ponto fora do eixo na Paraíba!

E assim acabou mais uma Feira da Música de Fortaleza e o I Congresso Nordeste Fora do Eixo, já deixando saudades entre todos que participaram. Que venha agora o Congresso Nacional Fora do Eixo!



Por que pagar couvert artístico?

August 23, 2010, by André Anterio - No comments yet

Todo mundo adora música ao vivo. Muitos procuram saber toda a programação da cidade antes de escolher onde vai curtir a noite. Os bares que oferecem atrações musicais são os mais badalados e fazem questão de expor em primeiro plano as atrações de cada noite, porque sabem que cerveja é essencial mas não é o diferencial, então não é o que vai trazer o público. A música que se toca certamente escalona toda a movimentação de uma noite, e isso em qualquer lugar. Mesmo assim, na hora de ir para casa, é comum se  pensar que aplausos são o suficiente para gratificar o músico.

 

Mesmo pagando ingresso para um show, a impressão que se tem é a de que uma boa parte do público não entende que aquela taxa simboliza uma valorização do trabalho artístico que lhe é apresentado. Pessoas pagam, mas em suas cabeças aquele pagamento é mais pelo acesso ao espaço físico do que ao produto artístico. Isso fica claro quando se tem um ambiente aberto e o ingresso se transforma no couvert. Vira uma cobrança “abusiva, arbitrária e absurda”, passiva das mais diversas reclamações, questionamentos jurídicos e pechinchas. É justo?

 

Precedido por anos de uma cultura em que o público prefere ficar bebendo na porta à pagar pra entrar e o artista local tem que achar ótimo ganhar apenas umas latinhas de cerveja, o Coletivo Mundo abriu sua casa disposto a combater hábitos que são reais inversões de valores no cenário autoral de João Pessoa. Independente de quanto se arrecada, o artista tem sempre uma fração da bilheteria da noite. Independente do baixo volume de público, o evento pago não terá suas portas abertas, afinal a baixa procura não pode ser motivo para que se ceda gratuitamente seu produto, certo? E a música é o produto que o Coletivo Mundo quer vender, mais que qualquer outro do bar.

 

Sendo coerente às suas ideologias com relação à valorização do artista e formação de público, o Coletivo Mundo está numa campanha de conscientização, experimentando práticas de couvert artísticos em realizações que antes seriam gratuitas no Espaço Mundo. A iniciativa se propõe justamente a abrir os olhos da audiência de que aquela produção musical que tanto nos atrai ao Centro Histórico é também um produto a ser consumido, portanto remunerado.

 

Pague o couvert artístico. Valorize o músico que trabalha muito para preparar aquele show. Dê sua contribuição, independente de conhecer, ser fã ou não ter visto o show inteiro. Entenda que, no mínimo, os músicos são os responsáveis por atrair todas as pessoas a sua volta e tornar este o agradável ambiente que você escolheu para se divertir.



Feira da Música 2010 – Parte 1

August 23, 2010, by Rayan - No comments yet


DIA 1

O Coletivo Mundo está presente mais um ano na Feira da Música 2010. Pra quem não sabe, foi aqui, há 2 anos atrás, que se iniciaram as conversas embrionárias sobre a formação do coletivo.

Este ano não estamos participando tão ativamente das oficinas e rodadas de negócios, pois estamos reunidos com os outros coletivos da região no Congresso Regional Nordeste Fora do Eixo.

Abertura do Congresso, ontem a tarde (18/ago, quarta), no Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura:

Logo depois, todos os coletivos fizeram uma rodada de apresentações e atualizações sobre seus trabalhos em cada cidade (sempre tem caras novas a se conhecerem):

Em meio as atualizações do Mundo, Rayan apresentou com muito orgulho o funcionamento (ainda que beta) da nossa moeda complementar, o Mundo Real (MR$), com a qual vários parceiros já financiam alimentação, bebida, entrada de shows, pauta do Espaço Mundo, serviços de design, assessoria de imprensa, agenciamento e produção para bandas, entre tantos outros serviços existentes em nossa tabela de serviços (em constante atualização).

DIA 2

Hoje (19/ago, quinta) nos reunimos pela manhã, mais uma vez no auditório do Dragão do Mar, dessa vez para discutir o regimento interno do Circuito Fora do Eixo.

Já no fim da manhã, o Bruno, do Amerê Coletivo, apresentou o que será a segunda etapa do projeto Toque No Brasil. Para quem não lembra, nós utilizamos a versão beta nas inscrições do Grito Rock deste ano. A idéia é termos uma plataforma de circulação, com uma rede social que junta produtores de shows, bandas interessadas em rodar pelo Brasil, imprensa e formadores de opinião, estilo o Sonicbids.

A tarde a pauta saiu um pouco do programado (o que tornou o encontro ainda mais construtivo) e a discussão foi como a circulação estava se dando em cada coletivo do nordeste. Ao fim, contamos com a presença de Fabrício Nobre (Abrafin/MQN/Monstro Discos) que falou suas impressões sobre a circulação que os coletivos tem proporcionado no Nordeste e um pouco de suas experiências como produtor.

 

ps: Fotos roubadas do TweetPhoto de Pablo Capilé! haha