Poesia - Cláudio 3Quimeras - Eu, O Bom E O Ruim

June 30, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Cláudio 3Quimeras - Eu, O Bom E O Ruim

*Pintura: Carlson Hatton - Studio Mustache


Eu e meu teatro
Eu e o mundo
Eu e minhas pinturas
Eu e meus sonhos
Eu e minhas poesias
Eu e a loucura dos homens
Eu e minha dança
Eu e a rotina diária
Eu e minha musica
Eu e os gritos de fome
Eu e a mímica do arlequim
Eu e meu silêncio
Eu, o bobo da corte.
Eu, o bom e o ruim.
Eu a arte e a vida.



Poesia - C.Talesman - Ex-Cultura

June 30, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - C.Talesman - Ex-Cultura

*Pintura: Carlo Maniero - Surreal Oneshoot Dripping Figure


Se é uma busca. Por que do passado?
Para atingir o novo, uma vanguarda é caminho


Deixa que passado passe
Deixa que o pensamento do passado passe
Deixa que o pensamento em se manter no passado passe
Deixa que todos os pensadores de pensamentos em se manter no passado passem
Porque o meu amor é pelas coisas novas


Declaro assim nascida
Minha ex-cultura contemporânea



Poesia - Cláudio 3Quimeras - Depois Da Curva Do Vento

June 29, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Cláudio 3Quimeras - Depois Da Curva Do Vento

*Escultura: Juliet Vles - Brainwave

Continua a vida depois da curva do vento
Continua ao lado, espremido e calado
Continua doído esse infinito lamento
Se não sara ou se não some
Mas pelo menos eu tento

Continuo calado ouvindo o som aqui dentro
Se eu entendo e ignoro, não sei! Não me lembro
Não tenho certeza, mas fico atento
Acho que sei onde encontro
Depois da curva do vento

Continuo levando essa dor, esse carma
Continuo inquieto, só você me acalma
Continuo cansado me levanto e deito
Carrego nas costas e cravado no peito
Seguindo comigo essa dor que ostento
Até onde não sei!
Depois da curva do vento

Continuo ti perdendo, não desisto e aguento
Se ti perco fico fraco, com medo
Mas logo me lembro onde ti acho nesses dias, nessa vida
Depois da curva do vento



Poesia - Cláudio 3Quimeras - Psych

June 29, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Cláudio 3Quimeras - Psych

*Pintura: Carlson Hatton - Underneath All This


Aplausos para o louco
Que transforma seus delírios em poesia
Aplausos para o louco
Que tem seus versos como companhia
Aplausos para o louco
Que nunca chora calado
Aplausos para o louco
Que sempre esteve ao seu lado
Aplausos para o louco
Que pinta com os dedos verdade no muro
Aplausos pro louco
Que converte sua vida em um quarto escuro
Aplausos para o louco!



Poesia - Cláudio 3Quimeras - Asfênixia

June 29, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Cláudio 3Quimeras - Asfênixia

*Pintura: Carlo Maniero - Surreal Oneshoot Dripping Figure


Renascer das cinzas será a única opção?
Sinto um calor agonizar e minha garganta em chama
Pergunto:
Será o calor de quem me odeia? ou o calor de quem me ama?
Ah! a mim não enganas, medíocre nota sem acorde
A mim não enganas
Ouço-te em meu repouso antes mesmo que eu acorde



Poesia - Cláudio 3Quimeras - Passeando Pelo Passado

June 29, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Cláudio 3Quimeras - Passeando Pelo Passado

*Pintura: Carlson Hatton - LA River


Como o brilho da lua não toca minha pele
Como a cura do vírus ainda não foi previsto
Assim são os gestos que de mim repelem
Assim é o poeta que aqui tens visto


Nada mais do que penso relaxa minha alma
Nada mais do que sinto retoma aquela velha lembrança
Assim como o consolo do alquimista não me acalma
Aquele sonho que eu tinha já não é mais esperança



Poesia - Cláudio 3Quimeras - Diário De Um Esquizofrênico

June 29, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Cláudio 3Quimeras - Diário De Um Esquizofrênico

*Pintura: Carlson Hatton - Captain Of Consciousness


Acordo com pães dormidos
Tomo café com aquela negra companhia
Percorro o corredor empoeirado
E ouço o rastejo do desânimo
Seguindo meus passos trêmulos e homeopáticos


Abro as portas do mundo
E sinto as trevas que lá fora dominam
Desejo bom dia aos dementadores
Que com seu beijo devorem as últimas lembranças
Que eu tenho de quando eu era criança
De quando eu era inocente
Sem luxuria, sem avareza
Sem ira, sem vaidade
Sem fome extrema, sem inveja
E sem essa preguiça de viver
Sem essa preguiça que impossibilita
Qualquer poeta de escrever



Poesia - Cláudio 3Quimeras - Xeque-mate

June 29, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Cláudio 3Quimeras - Xeque-mate

*Instalação/Escultura: Juliet Vles - Echec Cerebral


Cheguei a pensar que eu era único
Hoje percebo que sou só mais um peão no tabuleiro
Sou só mais um rato escalando as Torres de cartas marcadas
Sou só mais um sendo pisoteado pelos Cavalos do Choque
Sou mais um a presenciar os assédios dos Bispos
Sou mais um mendigo no meio de Reis e Rainhas da burguesia
“Sou só mais uma peça no jogo da vida esperando o cheque mate"



Tools of Change Frankfurt Conference 2012

June 27, 2012, by Unknown - No comments yet

Tools of Change Frankfurt Conference 2012 




A Feira de Frankfurt e O’Reilly Media trazem oportunidades de networking, com palestras e assuntos envolventes. O TOC Frankfurt acontece pelo quarto ano para aprofundar questões sobre a mudança contínua da indústria de publicações, avaliação de novos modelos para produtos digitais, e assim ajudar os profissionais a melhorarem seu negócio. Com o tema “De transição para a transformação - o ecossistema nas novas edições”, mais de 30 sessões irão abranger os recentes debates sobre e-books padrões, preços, metadados e inovações da cadeia de suprimentos.

Anote na agenda: dia 9 de outubro.
Endereço: Frankfurt Marriott Hotel.
Horário: das 8h30 às 18h00.
Faça sua inscrição: até 31 de julho.

Acompanhe a programação completa do TOC no site: http://tocfrankfurt.com
__________________________________________________________



Conselho Nacional De Política Cultural Informa: Prorrogação Do Prazo Para Inscrições A Eleitores E Candidatos

June 27, 2012, by Unknown - No comments yet

Conselho Nacional De Política Cultural Informa: Prorrogação Do Prazo Para Inscrições A Eleitores E Candidatos

*Pintura: Mariehelene Rochet - Ils (They)

O prazo para cadastramento de eleitores e candidatos aos Colegiados Setoriais e Plenário do Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC foi prorrogado até o dia 8 de agosto de 2012, conforme Portaria publicada no Diário Oficial da União de ontem, 25/06/12.

É muito importante que os profissionais da área do livro e da leitura se cadastrem como eleitores para a escolha dos delegados estaduais, que por sua vez formarão o colégio eleitoral nacional para a escolha dos membros dos Colegiados Setoriais do Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC.

O Colegiado Setorial tem como competência debater, acompanhar e fornecer subsídios para a definição de políticas, diretrizes e estratégias relacionadas ao setor de Livro, Leitura e Literatura. Os representantes da sociedade civil para o próximo mandato do Colegiado Setorial serão eleitos no Fórum Nacional Setorial de Livro, Leitura e Literatura, conforme processo eleitoral publicado pela Portaria nº 51 da Ministra de Estado da Cultura.

Acesse o link da plataforma virtual do processo eleitoral do CNPC: http://www.cultura.gov.br/setoriais

Saiba sobre o Plano Nacional de Cultura aqui.



ANL Abre Inscrições Para Sua 22ª Convenção Nacional

June 27, 2012, by Unknown - No comments yet

ANL Abre Inscrições Para Sua 22ª Convenção Nacional



A Associação Nacional de Livrarias (ANL) divulgou a programação da 22ª Convenção Nacional de Livrarias, que acontecerá em São Paulo nos dias 6, 7 e 8 de agosto, no Hotel Holiday Inn. O evento acontece dias antes de ter início a 22º Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no dia 9, que ocorrerá no centro de exposições Anhembi, ao lado do hotel. O tema deste ano da convenção será “A ética e as novas dinâmicas no mercado livreiro”. Para ver a programação completa e fazer inscrições, acesse o site da entidade aqui.



Poesia - Cláudio 3Quimeras - Humano’scrito

June 26, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Cláudio 3Quimeras - Humano’scrito


*Manuscrito: Cláudio 3Químeras - Humano´scrito

Há vidas escritas em cada esquina
Há sombra de dúvida em cada mancha de tinta
Há uma história em cada traço naquela pele
Tem sempre uma frase que eu admiro
E pinto no muro da minha mente
Destrincho as idéias que ao mundo jogam
E descubro o que nos impede
Impede de crescer, de fluir
Impede de sonhar, impede de viver
E acima de tudo nos impede de sorrir
Humano simples não serei mais
Quero ser a nota mais agravante
Quero ser as cordas que vibram no tempo
Quero ser humano’scrito de um verso da poetante



Poesia - Cláudio 3Quimeras - Uma Palavra: Uma Missão

June 26, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Cláudio 3Quimeras - Uma Palavra: Uma Missão

*Pintura: John Boelee - Emotional Disturbance #09

Cada palavra
É uma alma
Cada frase
É uma vida
Cada vida
É uma agonia
Que a cada verso
Se acalma
Tenho a missão
De escrever
Ao mundo
Tenho a missão
De escrever
O mundo
Tenho a missão
De traduzir segredos
De um ser medíocre
Humano imundo



Poesia - Cláudio 3Quimeras - Sem Palavras

June 26, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Cláudio 3Quimeras - Sem Palavras

*Mídia Mista: Carol Reid - Sunscreen

Tudo vejo. Tudo ouço
Naves vem e vão e só eu fico plantado nessa vida
A vida passa o mundo muda
Tudo muda e eu mudo fico

Sinto frio, sinto sede, vejo a fome e ouço gritos
Que percorrem as paredes
Sinto angústia, sinto tudo
A vida passa o mundo muda
Tudo muda e eu mudo fico

Toco em cordas frias
Toco acordes frios, toco a vida
Passo a vida em longos passos
A vida passa o mundo muda
Tudo muda e eu mudo fico

Todos andam, todos correm
Grandes vão e ninguém vem
Tudo sobe e ninguém desce
A vida passa o mundo muda
Tudo muda e eu mudo fico

Tudo quero e nada tenho
Tudo ouço, tudo vejo
Mas nunca claramente
Tudo penso e nada passa
Nessa “suja-clara” mente
Nada disso me conforma
Cai o muro, cai as gêmeas
Tudo cai tudo levanta
A vida passa o mundo muda
Tudo muda e eu mudo fico



Poesia - Cláudio 3Quimeras - Encarecidamente

June 26, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Cláudio 3Quimeras - Encarecidamente

*Escultura: Ron Madalinski - Wondrous Wall

Nos delírios da criança ingênua que sou
Nas asas do pássaro que há muito voou
Lá ainda pernoita a alegria de um povo carente
A ganância de um povo doente
A tirania, a nobreza
Toda loucura da minha mente



Poesia - Cláudio 3Quimeras - Na Varanda

June 26, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Cláudio 3Quimeras - Na Varanda

*Fotografia: Anna Pogossova - The Magician

Do nosso tempo de menino
Dos nossos banhos ao lado do boto malino
Das histórias contadas ao vento frio da varanda
Das idéias e sonhos que surgiam de todas as bandas
Dos dias tristes que vivemos
Dos dias felizes que ao Pai louvemos
Das pedaladas contra o vento
Do olhar caído e ciumento
Saudade doque vivemos

Que saudade daquele tempo
Mas o tempo não volta
É o que sabemos
As horas aqui ficarão
Felicidades ao menino homem
Vida longa ao meu irmão



Poesia - Cláudio 3Quimeras - Verso Esquecido

June 26, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Cláudio 3Quimeras - Verso Esquecido

*Fotografia: Anna Pogossova - The Greatest Trick Or The World

Ser humano imundo
Cheio de falhas
Verme pecaminoso
Cheio de dúvidas e truques
Mas sou justiça que não falha

As nuvens brancas que não vou ver
O doce aroma que não vou provar
Se não sabias o que eu queria
Aquela música vou tocar

Longe da tua presença
Longe dos teus ouvidos
Longe dos meus sonetos
Dos meus versos esquecidos



Poesia - Cláudio 3Quimeras - Clarice

June 26, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Cláudio 3Quimeras - Clarice

*Desenho: Pedro Henb - Clarice Lispector

Não adianta cantar se a lua não vai ouvir
Não adianta chamar se aquela luz não irá vir
Não adianta gesticular se sua mão não pode conter
Não adianta chorar. Não adianta escrever
Não adianta regar se as flores não desabrocharão
Não adianta cuidar da rosa se ela machuca o coração
Não adianta pensar na vida se em um sopro ela sumirá
Não adianta contar o tempo se a longevidade ela ursupará



Poesia - Cláudio 3Quimeras - Imitando Aquela Música

June 26, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Cláudio 3Quimeras - Imitando Aquela Música

*Pintura: Patrícia Simone - Age Of Flowers And Verses

O que seria uma ótima imitação de viver?
Saberei hoje como é dançar sobre as folhas secas até amanhecer
Ouvir da brisa que não sou mais
Sentir no orvalho aquele leve gosto de paz
Embalar-me nas nuvens que singram esta pequena rua
Buscar em meu medo aquela sensação da presença tua
Guardar na memória aquele sorriso sem graça de desprezo
E acordar dos delírios que há muito estou preso



Poesia - C.Talesman - A Revolução Na Fábrica De Vento

June 26, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - C.Talesman - A Revolução Na Fábrica De Vento


*Pintura: Jean Alexander Frater - Hole


Vento como muda

Por isso desistimos
De segui-lo agora
Nós somos fabricados
Nós mesmos somo o vento
Nós podemos destruir tudo

Nós nos tornamos umas tempestades
Umas bem internacionais
Do que aquelas que nos dominam anteriormente



Poesia - Cláudio 3Quimeras - À Luz Da Lua

June 26, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Cláudio 3Quimeras - À Luz Da Lua

*Pintura: Ronaldo Grossman - Soneto Nulo

Na doçura da brisa
No ofegar do vento frio da manhã calma e nebulosa
De que teria mais saudade?
De nada disso lembraria se sua presença não me assombrasse
Sem suprimentos e fadigado busco no orvalho forcas
Busco aquela sensação de beijar os lábios teus
Rolo na grama verde e úmida para talvez sentir
Seu abraço fresco depois de um banho em meio à madrugada
Madrugada em que vivia os mais reais sonhos
E declamava sonetos a lua que iluminavam por entres as brechas da palha nossa rede amarela
E nas embaladas gostosas sussurrava canções que junto ao som dos grilos
Eternizaram-se nesse poema



Poesia - Cláudio 3Quimeras - Dias De Insônia

June 26, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Cláudio 3Quimeras - Dias De Insônia

*Pintura: Rives Granade - Summer

Como acho quele dia sereno?
Seguindo o canto, a fina chuva
Ou o remanso onde a canoa faz acurva?
Aplaudindo seus atos, seus devaneios
Traduzindo o sorriso da bela índia
Ouvindo o ruflar das asas do colibri meigo
Ou talvez eu ache em caminhos alheios



Poesia - Cláudio 3Quimeras - Da Selva (Ao Anibal Beça)

June 26, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Cláudio 3Quimeras - Da Selva (Ao Anibal Beça)

*Fotografia: Piotr Ogorzalek - Urban Jungle 5

No doce orvalho das manhãs frias
No lindo sorriso da selva embalada
Dançarina lusitana dos ventos vem
Sussurrando um dedilho. Tão afinada!

Repousa no manto de seiva
No balanço da rede apressa
Um ritmo fônico de acalanto
Como o tom de um sonho a Beça

Aprendi amá-la
Aprendi senti-la
Escrever os versos
Que o poeta da selva Cintila



Poesia - Hugo Lima - Tríptico: Ou Poema De Três Asas

June 25, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Hugo Lima - Tríptico: Ou Poema De Três Asas

*Pintura: Oscar Vargas - Infinite Traveler

Joelhos, salsa, lábios, mapa
Fogo, vestido, cidade, areia
Mulheres, mercúrio, noite, fábrica
Engenheiro, letra, grito, aspas

Som, radar, peixe, k
Copo, muro, livro, tábua
Neve, borboleta, vírgula, estátua
Martelo, sono, rosa, porta

Cara, retrato, canal, álcool
Pavões, glicínias, abelhas, faca
Corpo, pedra, silêncio, água
Castiçal, Silveira, linho - e:
-------------------------------(p
---------------------------------a
-----------------------------------l
------------------------------------a
--------------------------------------v
----------------------------------------r
-----------------------------------------a
-------------------------------------------s)



Poesia - Hugo Lima - Cidadezinha Qualquer Revisitada

June 25, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Hugo Lima - Cidadezinha Qualquer Revisitada

*Fotografia: David Mayo - Up The Wall

Prédios entre avenidas
Mulheres entre vitrines
Trânsito calor radar

Um homem vai depressa
Uma ambulância vai depressa
Um ônibus vai lotado
Depressa... os táxis avançam

Eta vida vesga! meu Deus



Poesia - Hugo Lima - System Fields

June 25, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Hugo Lima - System Fields

*Pintura: David Mayo - About The Invisible

Host Name
Free Space
Logon Domain

Boot Time
System type
Default Gateway

Service Pack
Subnet Mask
Time & Space



Poesia - Hugo Lima - Fixa-ação

June 25, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Hugo Lima - Fixa-ação


*Pintura: Siolo Thompson - King Of The Poisoned World

Escrever & escrever & escrever & escrever & escrever
& escrever & escrever & escrever & escrever & escrever
Escrever & escrever & escrever & escrever & escrever
& escrever & escrever & escrever & escrever & escrever

& escrever & escrever & escrever & escrever & escrever &
Escrever & escrever & escrever & escrever & escrever
& escrever & escrever & escrever & escrever & escrever &
Escrever & escrever & escrever & escrever & escrever

& escrever & escrever & escrever & escrever & escrever
Escrever & escrever & escrever & escrever & escrever
Até o corpo me eximir de qualquer culpa!

Escrever & escrever & escrever & escrever & escrever
& escrever & escrever & escrever & escrever & escrever
Até os dedos macularem a fuga!



Poesia - Hugo Lima - Gárgula: Ou Das Fic(xa)ções Do Corpo

June 25, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Hugo Lima - Gárgula: Ou Das Fic(xa)ções Do Corpo

*Pintura: Poesia - Hugo Lima - Gárgula: Ou Das Fic(xa)ções Do Corpo

Fic(xa)ção 1:

O animal morto dentro de mim.
Suas unhas cravadas no meu peito.
O sangue coagulando.
Cheiro de carne apodrecendo.

Era o sonho
E dentro dele
A forma de Deus


Fic(xa)ção 2:

A matéria revoando as palavras
A criatura encrustrada nos meus olhos
A língua em chamas, o corpo em fúria:
"Deus é uma faca de dois gumes"

Os demônios espalhados pela sala
Suturações no umbigo
A boca luminosa engolindo seus imensos buracos de água
O animal creófago e sanguissedento:

Era fêmea
E dentro dela
A cólera de Deus

Fic(xa)ção 3:

"A faca não corta o fogo"

Os olhos vermelhos, cheiro de sangue pisado
Gárgula de águas escaldantes
A pele se desprendendo
Crianças e demônios espalhados pela casa:

Era o corpo
E dentro dele
A legião de Deus:

"Quem não tem alma possui um olhar infinito"



Evento - Psicotrônico 2 - Estação Cultural Arte & Fato - MAO/AM - JUN/28

June 25, 2012, by Unknown - No comments yet


Uma festa que mistura o psicodélico e o eletrônico com Jelly Shot liberado.

Com:
Luneta Mágica
DJ Luana Aleixo

Data: 28/JUN/12
Local: Estação Cultural Arte & Fato.

Endereço:
Rua 10 de Julho, nº 443 (Em frente ao Teatro Amazonas). Centro. Manaus - AM.
Horário: 20:00 hs
Entrada: R$5,00



Poesia - Roberta Callegari - 06.jpg

June 25, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Roberta Callegari - 06.jpg

*Pintura: Tjarko Van Der Pol - 24.16

Falo que tenho que parar de fazer drama
Penso que tenho que sorrir mais
Falam que sou muito triste
E que não vejo a beleza da vida
Vivo em mundo estranho
Sou a ovelha negra em tudo
Amar. Tenho medo
Coragem. Tento ter
Felicidade. Aparece quando quer
Chorar. Rotina
Mentir. Sempre



Poesia - Roberta Callegari - Temes A Vida Ou Os Que Vivem?

June 25, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Roberta Callegari - Temes A Vida Ou Os Que Vivem?

*Pintura: Tjarko Van Der Pol - Hedentijd

Somos fantoches da nossa própria criação
Sobre a gaiola que a cada dia que passa
Fica mais e mais apertada como se



Poesia - Roberta Callegari - 05.jpg

June 25, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Roberta Callegari - 05.jpg

*Pintura: Jonni Cheatwood - Nº. 1

27 atraída
17 mentalmente ligada
16 a ilusão de menina santa
Paixão completada por solidão



Poesia - Roberta Callegari - 04.jpg

June 25, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Roberta Callegari - 04.jpg

*Pintura: Arthur Alimguzin - Waterfall

Sono, domina meus pensamentos
Não consigo pensar ou defender uma ideia
Sinto-me idiota e estupidamente feliz
Não há motivos ou inspirações
.Sempre assim



Poesia - Roberta Callegari - Carpe Diem

June 25, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Roberta Callegari - Carpe Diem

*Pintura: Despoina Theodorou - Nascent Freedom

Sofrer antes de saber a verdade
Desconfiar de detalhes
Lutar, pois está sozinha
Vida tentando não ser perdida
Alma tentando avisar sua mente que você está bem, é apenas um fase
Solidão querendo parceiros
Cérebro tentando adivinhar o futuro
Corpo recusando carinho
Alma pedindo amor
Adolescência complicada
Perdida? Tentando não ficar
Correndo atrás do sucesso
Vodka. Red Label
Tentando se animar
Acordar. Ressaca. De tudo
Bipolaridade? Não chega a tanto
Temos limites. Limites que eu tento deixar de lado. Limites que eu finjo não ver
Não existir
Liberdade
Viver ou morrer?
Amigos ou solidão?
Escrever ou falar?
Carpe Diem



Poesia - Roberta Callegari - 02.jpg

June 25, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Roberta Callegari - 02.jpg

*Escultura: Simon Scheuerle - Pink


Coração fraco
Paixão errada
.Abstinência
Obsessão sem nexo
.Maluca
‘Dei-lhe tudo
Nada me resta’
Alma frágil
Casca dura
Quero lhe de volta
Sem medo
Sem receio
Sem timidez
Desde o começo



Poesia - Roberta Callegari - 03.jpg

June 25, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Roberta Callegari - 03.jpg

*Pintura: Arthur Alimguzin - Dream Of A Drunken Rabbit

Sua voz está guardada dentro do meu coração
Fazendo o chorar a cada batida de insegurança
Um dia você voltará a ser meu?

Jogada à beira da estrada esperando por você
Caminhoneiro legal aquele que me embebedou
Estou pronta pra ti
Venha e me faça sorrir



Poesia - Roberta Callegari - 01.jpg

June 25, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Roberta Callegari - 01.jpg

*Escultura: Sivan Stembach - My Dream

Pronta para mais um surto
Anfetamina para me manter acordada
Diante de um público que espera ver meu fracasso
Felicidade chega a ser algo proibido
Onde você vive o próprio inferno
Almas esquecidas pela vida
Sempre com um sorriso amargo
Onde esconde tanta desgraça e tristeza
Raiva é a única que me acompanha
Sem reclamações. Sem cobranças
Confortável e sedutora
Foi assim que me conquistou
Sinto-me enojada e suja
Não tem mais volta



Poesia - Arllen Lira - Lacrimático

June 24, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Arllen Lira - Lacrimático

*Pintura: Arturo Samaniego - Surfacing

O ser humano naturalmente advém do aquático
Grande parte do seu corpo é água
O ser humano naturalmente também é apático
Grande parte da sua alma é mágoa

Lamúrias do sentimento líquido que escorreu pelas mãos
De quem viu um grande amor partir
E com isso sumiu também seu coração

As ondas dos eventos originam-se nas pequenas coisas em meio ao grande mar vida
O que por muito tempo foi cura agora é também ferida

Calo-me em meio a demasia da tristeza do porvir
Paro de chorar já com pena de mim
Já obstasse meu processo de autodestruição
Que se iniciou no momento que eu nasci
Que se paralisou no momento em que te conheci
Que se acelerou no momento em que te perdi

Já me perdi de tanto querer me achar
Às vezes acho que nem sou deste mundo
Sou filho de uma outra raça, leal, justa, amorosa e sincera
Não pertenço a esta raça humana, que magoa, mente e trai
Tenho vergonha da minha condição humanóide
Tenho vergonha detsas atitudes fraternais, factóides

São dos olhos que escorrem os líquidos mais preciosos emitidos por uma a pessoa
As lágrimas!
Então lacrimeja a lavanda de toda esta tristeza
Molha-me, olha-me... Lava-me!



Poesia - Arllen Lira - Nós Unidos Em Comum

June 24, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Arllen Lira - Nós Unidos Em Comum

*Pintura: Huupi Art - Letters To My Brother

Só um ser humano que um dia saiu do lixo
Pode ser divino e mundano e andar em qualquer nicho
As estrelas ofuscarão seus olhos pra perder sua essência
Mas terá toda a ousadia, esperteza e malevolência

Vagarás entre a plebe e o rude em seu destino
Passarás como um pobre, (ou) rico, quase um menino
Lembrarás das brasas (brasilis) que aquecem tua alma
E saberás que pra vencer, tem que ter calma

Sentirás saudade da alegria da humildade
E darás valor ao que é poder estar feliz até tarde
Voltarás a tua terra com um aprendizado de um rei
E saberás de onde vem toda e qualquer lei

A lei que reveste e equilibra o homem (frouxo)
E conscientiza todo e qualquer ser (louco)
Vagarás vigiado até o limite do ocidente
E terás a certeza de que no amor és crente

Na liberdade, na igualdade, na ansia da felicidade
Sua vida será um livro..
Contrariando o mal
Ojerizando o capital
E pra sempre..
Valorizando o social!

Nunca nós perdemos
Sim! (vencer..)
Nós podemos!



Poesia - Arllen Lira - Dia Da Saudade

June 24, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Arllen Lira - Dia Da Saudade

*Pintura: Huupi Art - Agression Is Part Of Human Nature


É manhã
Reviro-me e me encontro perdido em algum lugar
Já nem conto mais as lágrimas que me trouxeram aqui
Só sou grato por elas, que me fizeram estar vivo
Para poder acordar


Banhavam-me o desejo de morrer, de desistir
Refrigério que postergou a vida
Na solidão da alma ferida, abandonada e desacreditada
Não escrevo mais em rimas, apenas escrevo
Não escrevo em português, escrevo aqui, aqui mesmo
Escrevo para você, ler


Enquanto cai a chuva
Ela molha a vida e a alma pede calma
Pois pode ser que ainda irei erguer o troféu
Deste jogo que é julgo e que me fez réu
Das conquistas que eu ganhei e não pude levar
Pois ganhei, mas também perdi


Dor já nem faz mais sentido
É câncer na alma de um corpo ferido
Paixão que se derreteu em desejo e não passou disso
Nunca será amor


Enlouqueço ontem nos perdíamos em carros
Hoje acidentamos nossas vida
Fujo da rotina
Procuro teu carinho bom
E acabo que fraquejo
Diante dos teus lábios, no teu batom


Definhei a cada dia
E chegou a hora de não ter mais o que compartilhar
Pois tua rejeição fez este sorriso minguar
Teu sorriso de luz apagou
A porta fechou
Degraus me ludibriavam na realidade
Faziam-me descer rumo a saudade
Tendo que aceitar tua decisao inLucyda
Já não poderei tocar mais nossa música
Tudo que precisávamos era de amor


E por fim
Enfim
Para mim
Chegou o fim
Chegou o dia da saudade



Poesia - C.Talesman - Entre A Mudança (Pela Porta Nº 2)

June 24, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - C.Talesman - Entre A Mudança (Pela Porta Nº 2)

*Pintura: Sergey Andreev - Maria With The Astronaut

Posso mudar pra sempre
O Passado, A Vida, O Futuro
Tudo aquilo que me pertence
É instrumento de originalidade

Eu incomodo o ensino em mim
Com o conceitos sobre o novo
Sei que aquele que agrada a si nunca causará
Nada além do auto-puxa-saquismo diário
E o ignorante dentro de mim tentará buscar

(Uma segunda vida inútil
Em outra dimensão qualquer
Porque uma vida inválida apenas
Não é suficiente para um minúsculo ser)

Então, irmãos
Eis que vos envio meu mandamento
Sagrado do alto da montanha:
Aquele que quiser ser salvo que leia
Vários livros de Filosofia eternamente
Até que consiga dormir com a amizade
Dentro de si
Sem ao menos pagar um sorriso a ninguém
Pelo conhecimento que criará
Serás por ti mesmo louvado



Poesia - C.Talesman - Pela Democracia

June 24, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - C.Talesman - Pela Democracia

*Pintura: Gregg Chadwick - Balance Of Shadows

Os ditadores nunca foram

Expulsos do país
Disfarçaram-se
De democracia hoje
Fraudam urnas eletrônicas
Usam o nome de deus
Para serem eleitos
Pelos lobistas 
Fazem programas
Sociais para deficientes
Para desviar milhões em dinheiro
Dos olhos dos cegos brilham:
Astrologia, voto e esperança


A democracia é o meio que os ditadores usam para manterem-se no poder e cometerem quaisquer crimes contra a Humanidade sem serem punidos.
Um bom ditador é aquele que engana o povo através da ideologia do voto.



Poesia - Eylan Lins - Tavico

June 24, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Eylan Lins - Tavico 

*Pintura: Gregg Chadwick - The Azure Hour


..Nas mornas águas azuladas
do rio jusante de teus olhos,
navega, cintilante e florida,
a Nau imortal de tua história!

Na primavera doirada de sonhos
vivestes entre flores e feridas
o maniqueísmo da vida vivida:
vestes de tua singular vitória.

No verão ensolarado da alegria
vivenciou intensamente a paixão!
Namorou a lua e muitas estrelas
e, como sol imponente, reinou!

No outono frio da vida de outrora
caiu a última folha seca, sem vida
deixando uma saudade grotesca
no coração triste e vazio da aurora..

No inverno intenso da saudade
agasalhou-se no baú da memória
teus conselhos, tua luz e glória

que hoje vinga como semente boa
no solo fértil e rútilo do jardim anil
das tardes quentes e noites frias..



Faltam 8 Dias Para Encerrar As Inscrições Do Prêmio Jabuti

June 22, 2012, by Unknown - No comments yet

Faltam 8 Dias Para Encerrar As Inscrições Do Prêmio Jabuti




Liceu De Artes E Ofícios: Cláudio Santoro - AM - Abre 1044 Vagas Para Cursos Culturais

June 22, 2012, by Unknown - No comments yet

Liceu De Artes E Ofícios: Cláudio Santoro - AM - Abre 1044 Vagas Para Cursos Culturais

*Desenho: Ishwar Gurung - Untitled

Com o objetivo de estimular o estudo nas mais diferentes áreas artísticas e oferecer à população amazonense um espaço para integração cultural e qualificação nas áreas dos respectivos segmentos, o Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro (LAOCS) abre inscrições para os cursos livres dos Núcleos de Música, Dança, Teatro e Artes Plásticas. O período de inscrições inicia nessa segunda-feira (25) e vai até sexta-feira (29), no horário de 8h às 17h, no Bloco F – Sala Multimídia, Centro de Convenções – Sambódromo. As inscrições são gratuitas e a iniciativa é do Governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura.

Ao todo são 1044 vagas disponíveis para crianças jovens e adultos distribuídas nos cursos de Piano, Baixo Elétrico, Teclado, Guitarra Flauta Transversal, Musicalização Infantil, Baby Class, Iniciação a Dança Dança Moderna, Dança Urbana, Jazz, Iniciação Teatral, Interpretação e Encenação, Teatro Infantil, Iniciação ao Desenho, Materiais da Natureza, Iniciação a Pintura, Desenho de Humor, Percussão para Surdos, Balé para Cegos, Coral para Surdos e Coral Adulto.

No ato da matrícula o aluno deverá estar munido de 01 (uma) foto 3x4, 01 (uma) cópia do RG, 01 (uma) cópia do CPF ou 01 (uma) cópia da Certidão de Nascimento no caso de menores de 18 anos, Declaração Escolar para os estudantes ou 01 (uma) cópia do Certificado de Conclusão Escolar para os não estudantes. No caso de menores de idades, os responsáveis deverão ter em mãos 01 (uma) cópia RG, 01 (uma) cópia CPF, 01 (uma) cópia do Comprovante de Residência.



Saiba mais sobre o Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro

Inaugurado em novembro de 1997, o Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro tem como principal meta desenvolver, aperfeiçoar e explorar o talento de crianças, jovens e adultos, estimulando-os no que se refere à atividade artística.

Nesse intuito, oferece gratuitamente, os serviços como, Cursos Livres e de Formação Artística nas áreas de dança, artes cênicas, música popular e erudita, artes plásticas e visuais com a finalidade de adquirir mão-de-obra especializada modificando o perfil dos profissionais em face da nova ordem de trabalho exigido pelo mercado.



VAGAS DE CURSOS PARA 2012


NÚCLEO DE MÚSICA POPULAR
TURNO: MATUTINO


CURSOS: Piano
VAGAS OFERECIDAS: 53
FAIXA ETÁRIA: A partir de 9 anos


CURSOS: Baixo Elétrico
VAGAS OFERECIDAS: 70
FAIXA ETÁRIA: A partir de 9 anos


CURSOS: Teclado
VAGAS OFERECIDAS: 60
A partir de 9 anos


CURSOS: Guitarra
VAGAS OFERECIDAS: 40
FAIXA ETÁRIA: A partir de 9 anos


TOTAL: 223


NÚCLEO DE MÚSICA ERUDITA
TURNO: VESPERTINO


CURSOS: Flauta Transversal
VAGAS OFERECIDAS: 21
FAIXA ETÁRIA: 10 a 14 anos


CURSOS: Musicalização Infantil
VAGAS OFERECIDAS: 24
FAIXA ETÁRIA: 10 a 14 anos


TOTAL: 45


NÚCLEO DE DANÇA
TURNO: MATUTINO/VESPERTINO


CURSOS: Baby Class
VAGAS OFERECIDAS: 37
FAIXA ETÁRIA: De 4 a 6 anos


CURSOS: Iniciação a Dança
VAGAS OFERECIDAS: 188
FAIXA ETÁRIA: De 7 a 12 anos


CURSOS: Dança Moderna
VAGAS OFERECIDAS: 47
FAIXA ETÁRIA: De 13 a 25 anos


CURSOS: Dança Urbana
VAGAS OFERECIDAS: 66
FAIXA ETÁRIA: De 13 a 25 anos


CURSOS: Jazz
VAGAS OFERECIDAS: 54
FAIXA ETÁRIA: De 13 a 25 anos


TOTAL: 392


NÚCLEO DE TEATRO
TURNO: MATUTINO/VESPERTINO


CURSOS: Iniciação Teatral
VAGAS OFERECIDAS: 52
FAIXA ETÁRIA: A partir de 13 anos


CURSOS: Interpretação e Encenação
VAGAS OFERECIDAS: 49
FAIXA ETÁRIA: A partir de 13 anos


CURSOS: Teatro Infantil
VAGAS OFERECIDAS: 51
FAIXA ETÁRIA: De 7 a 12 anos


TOTAL: 152


NÚCLEO DE ARTES PLÁSTICAS
TURNO: MATUTINO/VESPERTINO


CURSOS: Iniciação ao Desenho
VAGAS OFERECIDAS:41
FAIXA ETÁRIA: De 7 a 12 anos


CURSOS: Materiais da Natureza
VAGAS OFERECIDAS:44
FAIXA ETÁRIA: De 7 a 12 anos


CURSOS: Iniciação a Pintura
VAGAS OFERECIDAS:50
FAIXA ETÁRIA: A partir de 13 anos


CURSOS: Desenho de Humor
VAGAS OFERECIDAS:49
FAIXA ETÁRIA: A partir de 13 anos


TOTAL: 184


CURSOS ESPECIAIS
TURNO: MATUTINO/VESPERTINO


CURSOS: Percussão para Surdos
VAGAS OFERECIDAS: 19
FAIXA ETÁRIA: De 7 a 12 anos


CURSOS: Balé para Cegos
VAGAS OFERECIDAS: 05
FAIXA ETÁRIA: De 7 a 12 anos


CURSOS: Coral para Surdos
VAGAS OFERECIDAS: 11
FAIXA ETÁRIA: A partir de 12 anos


TOTAL: 35




CORAL
TURNO: MATUTINO


CURSOS: Adulto
VAGAS OFERECIDAS: 13
FAIXA ETÁRIA: A partir de 18 anos


TOTAL: 13



Fonte: Secretaria Estadual de Cultura do Amazonas



Poesia - Hugo Lima - Três Tempos (Ou Ninibiografia Do Fogo)

June 21, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Hugo Lima - Três Tempos (Ou Ninibiografia Do Fogo)

*Pintura: Andrea Jancovicova - After The Woman In Folk Costume


I.

E quando nascemos, o sertão era um campo minado
E quando crescemos, nada mais valia
E quando chegamos, enfrentamos um barravento
E quando fugimos, estávamos à sós: sem gado e sem chão

E quando esquecemos, as lembranças nos saudavam
E quando voltamos, vimos a terra revolvida

E quando choramos, tivemos nossas almas remexidas
E quando lutamos, nada mais fazia sentido
O círculo estava fechado e éramos perseguidos por Antônio das Mortes

E quando sentimos, um poeta escreveu:
“ó querido Glauber, consumiu-se em seu próprio fogo.”
E quando tentamos, a terra estava em transe
E quando morremos, seus olhos permaneceram aqui



II.

Agora somos controvertidos
Agora escrevemos e pensamos cinema
Agora somos elementos subversivos
Agora queremos uma arte engajada ao pensamento
Agora pregamos uma nova eztetyka
Agora bebemos em Nietzsche e Schopenhauer
Agora em que cinema você acredita?
Agora temos uma palavra de ordem
Agora nossos negativos viraram filme
Agora temos um “Pátio”
Agora nossos olhos tem 16mm
Agora trocamos um carro por Arriflex 35mm
Agora ensinamos Truffaut a fazer cinema
Agora somos violentos e fetichistas
Agora esbanjamos a beleza satânica da mulher
Agora temos um cinema novo
Agora estamos nus diante do abismo
Agora somos só eu-você e Glauber



III.

COISAS A FAZER EM PARIS


1.Mudar de apartamento
2.Escrever um livro
3.Provocar um Barravento
4.Comprar um navio
5.Inventar o Cinema Novo
6.Redesenhar a América
7.Arfar com os Bouquinistes
8.Revolver a Terra em Transe
9.Minar o Louvre
10.Recriar a ortographya
11.Lançar um manifesto
12.Incinerar Truffaut
13.Beber Perrier Joüet
14.Brindar com Deus e o Diabo
15.Saldar a Revolução



Poesia - Hugo Lima - Prato Do Dia

June 20, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Hugo Lima - Prato Do Dia 

*Pintura: Paolo Tota - Fiat Lux

Salomão ao molho tártaro
Adorno recheado com Foucault
Creme de Nietzsche com lentilhas
Deleuze fatiado com Artaud
Tartar de Drummond aromático
Filé de Oiticica com legumes
Pizarnik com azeitonas e aspargos
Hilst com pimenta, sal e Rimbaud

Acompanha:
O sulco de todas as vozes



Poesia - Hugo Lima - Canto VIII

June 20, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Hugo Lima - Canto VIII

*Pintura: Sergey Mosienko - The Wind Of Changes... Series "Alba Vita"

Em dois ou três
Versos sobre a
Alegria

Emily Dickinson
Desatou cem nós
Do meu dia



Poesia - Hugo Lima - Canto I

June 20, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Hugo Lima - Canto I

*Pintura: Sergey Mosienko - V.Nabokov

Literatura não é documento
Insisto em registrar acontecimentos
Autobiográficos
Escrever estimula a imprecisão
Não sou fiel aos fatos
Ficcionalizei a vida



Poesia - C.Talesman - E O Sono Sumiu De Nossas Vidas

June 20, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - C.Talesman - E O Sono Sumiu De Nossas Vidas

*Pintura: Kristina Alisauskaite - Wonderful Everyday Life V

O dia simplesmente chegou
Nós somos os escolhidos
Por não termos mais vida
Diurna virou a noite
Nós, super-humanos
Evoluímos para um estágio
Anti-sono: história japonesa
Agora podemos viver bem mais
Sem o sono que virou poesia
Não existe além de instantes
São olhos abertos e flashes
Após quatro anos sem dormir



Poesia - C.Talesman - Elysiums Explosivos Não Fazem Pow!

June 20, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - C.Talesman - Elysiums Explosivos Não Fazem Pow!

*Pintura: Ela Zubrowska - White Powder

Os revolucionários são santos/terroristas
Os defensores da democracia são santos/terroristas
Portanto, os bin ladens são santos/terroristas
Portanto, os e.u.a.s são santos/terroristas
Mas os idealistas fingem que eles não são santos/terroristas
Fiquemos ali num canto, sem pranto
Sem pecado, sem óleo para encher o tanque do carro
Sem óleo para incendiar os elysiums explosivos que não fazem pow!
Sem enterros milagrosos porque não tem corpo espalhado
Sem salões secretos e mentirosos indo de Leste ao Oriente Médio
Do Médio ao Oeste eclipsado um rastro fictício de pólvora
Implantada por si próprio para parecer obra do outro
Uma poeira branca surrupiada de outros ares



Poesia - C.Talesman - A Realidade No Sonho Do Outro

June 20, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - C.Talesman - A Realidade No Sonho Do Outro

*Colagem/Assemblagem: Noa Yaari - World Map

Quando você puder olhar longe
Depois do seu próprio brilho no olho
O que tudo verá é a verdade causada
Não pela falta de sonho no outro
Não
Chegamos aqui por causa de sonhos
Os motivos das risadas de nossos antecessores
Os últimos calaram-se pós-apagão final
Os sonhadores também se foram
Permanecem seus sonhos como realidade
Sim
O sonho de ontem é a realidade de amanhã
Mas hoje é necessário não se iludir nas mentiras
Isso garimpado, a verdade governará em propaganda
Fora de uma porta do idealista



Poesia - C.Talesman - Sobrevivi Ao Facismo, Mas Ao Facilismo

June 20, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - C.Talesman - Sobrevivi Ao Facismo, Mas Ao Facilismo

*Pintura: Sasha Sementsev - Speech Synthesiser

Nem mim, nem Bill Gates
Sobrevivemos a escolher
Preguiçosos, eu não sou o Google
Mas você também não é
A fonte de conhecimento universal
Talvez, eu seja/miojo
Liquidificador de ideias
Não é assim que se monta o original?
Os improvisos são minha qualidade
Vamos então para a posteridade
Cultista do fácil, seu idiota
Deixando a rima para troféus de lado
Eu sobrevivi ao facismo filosofal
Haverá alguns que nunca
A poética agradecerá um dia
A falta de querência de um aplauso



Poesia - Mário Orestes - Lei Do Cacetete

June 20, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Mário Orestes - Lei Do Cacetete

*Pintura: Sasha Sementsev - How To Deal With Tear Gaz

Ditadura enrustida
Abastece exterminadores
Esquadrões legalizados
Cadeados de horrores

Quanto custa a liberdade?
Qual é o preço do advogado?
Quem está sob imunidade?
Qual é a parte do delegado?

Todo policial é bandido



Poesia - Mário Orestes - Fobia

June 20, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Mário Orestes - Fobia

*Mídia Mista: Sasha Sementsev - Gorby


Fobia da cultura
Fobia da censura
Fobia da fartura
Fobia da loucura

Fobia do facismo
Fobia do racismo
Fobia do simplismo
Fobia do egoísmo

Fobia do Apartheid
Fobia da verdade
Fobia da mentira
Fobia da fobia

Fobia da família
Fobia dos amigos
Fobia dos inimigos
Fobia de mim mesmo



Poesia - Mário Orestes - Ortodoxia

June 20, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Mário Orestes - Ortodoxia

*Fotografia: Antonio Jose Guzman - Vortex

Dívida expandida
Filantropia falida
Cultura alternativa reprimida
Amazônia dividida
Toda cidade tem periferia
Vendendo corpo de menina

Jesus te odeia!
E eu não tenho nada com isso

Família falsa instituição
Passada geração a geração
No olhar da televisão
Igreja tem pseudo ideal
Capitalismo extremo radical
Socialismo anti social

Jesus te odeia!
E eu não tenho nada com isso
Ninguém nunca impedirá
O ladrão de roubar
O estuprador de estuprar
E o homicida de matar
Violência sempre existirá
Em qualquer lugar

Jesus te odeia!
E eu não tenho nada com isso



Poesia - Mário Orestes - Nau Perdida

June 20, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Mário Orestes - Nau Perdida

*Colagem/Assemblagem - Fion Gunn - 'Making Waves'

Dividindo resquícios de sub-vida
Para perpetuar uma salvação
Obscuro confuso com paz rompida
Sem ter como consolar o seu coração

Paraíso sonhado não concedido
Por autarquia fantasma da geração
Medalhas condecoradas, seus inimigos
Levaram sua liberdade a uma castração

E quis lutar esquecendo que era uma nau perdida
E quis tentar a sua insistência na contra-mão
E quis jogar as cartas marcadas d’alma ferida
E quis curar de vez por todas sua solidão



Poesia - Mário Orestes - O Castelo Tétrico

June 20, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Mário Orestes - O Castelo Tétrico

*Mídia Mista: Evan Lautzenheiser - Slow Death

No abismo vazio
Dentre outros vivia
Letárgico sombrio
Solitário tinia

Neste desespero
Algo faria
Nervoso tempero
Meu ódio paria

Forças reuni
Um plano tracei
Almas colhi
Corpos roubei

Todo ato planejado
Meu medo extingui
Com sangue no cajado
Um castelo ergui

Virei soberano
Comandava e crescia
Especialista em dano
A cada pranto sorria

O domínio era forte
Toda mente roubava
Destruição e morte
A fronteira buscava

Na cegueira do poder
Desleixei para o amor
Que se fez nascer
De semente a flor

Quando dei por mim
Não pude mais calar
Tal sublime motim
Vi meu império parar

Proliferação vivificante
Do rebento imberbe surtir
Contrário o domínio errante
Fez meu castelo cair

Busquei no exílio
Abrigo tosco pra mim
Hoje vivo vestígio
De solitário e triste fim



Poesia - C.Talesman - Você Não Está Preparada Para O Chute Da Cabra

June 19, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - C.Talesman - Você Não Está Preparada Para O Chute Da Cabra


*Mídia Mista: Randall Jay - Conjurer Of Worlds

Talvez não fui santo
Talvez fui bobagens
Talvez eu pague no cartão
Os créditos do carma
Talvez construa uma opção
Onde sonhos do passado são enganadores
Como retornos à expiação dos pecados
Já fiz isso

Não sei mais o que pode acontecer
Depois de ser por meses humilhado
Até entender que não precisava mais

Hoje, sofrer é um desejo apagado
Eu sempre tenho uma imagem
De vida melhor do que o desastre
Presente que me faz chorar/sorrir
Então, não deixo me maltratar
Para satisfazer ego sinistro de alguém

Se eu pudesse sonhar uma coisa:
Ser feliz sem o sofrimento do outro
Sonharia com dores no coração
Pois você não está preparado
Para descobrir traições
Não está preparado para verdades
Para o chute da cabra
E seus hematomas de anos



Poesia - C.Talesman - Ocaso Da Universidade Pública

June 17, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - C.Talesman - Ocaso Da Universidade Pública

*Fotografia: Mindo Cikanavicius - Untitled 1 From Series "Lost In Daydreams"

1: Professores

Era uma revolução por capital
Mascarada como hq da Marvel
Uma história contada pelo ponto
De vista mentirosa da ficção
Para enganar um governo
Para ludibriar o povo implorando por seu apoio
Enquanto eles não oferecem nada
A greve são férias pagas
Enquanto os professores trabalham
Nas faculdades particulares ganhando
Muito dinheiro: eles querem mais
Os gollums querem o fim da universidade federal
E assim cumpriram sua parte


2: Anarquismo

Como a Reforma Francesa
O anarquismo inspirado no passado
Uniu-se a Maçonaria uma vez mais
Para cumprir seu papel de destruição
Dessa vez, da Instituição do pensamento
Livre foi degolado em uma greve geral
Tornando a revindicação dos professores ilegal
E o Estado pôs um fim na universidade federal
E voltou seus olhos para as faculdades privadas
E assim cumpriram sua parte


3: Política

Os maçons governamentais, a base do Estado
Ordenou a mídia paga que calassem
Enquanto criam mentiras para o debate
É chegada a estação eleitoral
O fim da universidade é o cheque-mate do vitorioso
Ela precisa terminar para que o político lucre
Com as faculdades privadas, com seus laranjas
Sem representar o povo é o retorno
À ganância de status da idade
Das trevas na Era Contemporânea
E assim cumpriram sua parte


4: Sociólogos

Os sociólogos não se opuseram pelo contrário
Eles observaram e estudaram
Eles apoiaram com ofensas contra os anti-greve
Categorizam-nos como deterministas
Mesmo sabendo do fim próximo
Eles apoiaram os professores contra o Estado
Enquanto o povo dormia nas festas
Enquanto o povo vagava sem esperança
Sem o conhecimento da universidade
Somente um gênio sobreviveria
E assim cumpriram sua parte


5: O Povo

O povo foi enganado pelos senhores do Um-anel
Foram três triângulos de inverdades
Quando naquele ano, o país caminhou
Para o grande ocaso do conhecimento
Sem nem mesmo terem tentado
Uma primavera árabe-brasileira

Agarrando-se ao halo da religião
Enquanto voltam 
tristes de ônibus para casa
Um eclipse foi postado
E assim cumpriram sua parte



Poesia - Everaldo Nascimento - Maturidade

June 17, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Everaldo Nascimento - Maturidade

*Pintura: Vesna Bursich - Multi Portrait


Passos lentos, olhares atentos
Juntos, num só caminha
Verdadeiros heróis da vida
Livros abertos a ensinar

Corajosos, destemidos
Em seus desafios a vencer
Com seus lindos e ricos anos
Demonstram força nesse viver

E assim, eles me inspiram
A querer esse lindo amor
Que é dom supremo e divino
Vida alegre no salvador

Pois a fonte desta força
Nunca acaba e nem tem fim
Se renova a cada dia
Vida abundante! Eu quero pra mim



Poesia - C.Talesman - A Dita Dura

June 13, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - C.Talesman - A Dita Dura


Parece carão, parece dura
Parece chuva de trovão
Parece poema erótico. É não
É a face de um militar genocida
Dura na hora de matar inocentes
Dura na hora de mentir na Comissão de Ética
E Verdade seja mole. Muito mole
Para derreter toda essa dureza de fingimento
Em busca do acontecido, ninguém encontrará
Documentos e arquivos foram mortos na guerra
Hoje, enterrados numa catacumba de medo
Com uma missa de 48º ano
É proibido encontrar-se com a verdade:
- Sim! Senhor. Permissão para calar



Poesia - C.Talesman - O Drama É Reacionário

June 13, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - C.Talesman - O Drama É Reacionário

*Fotomanipulação: Fabian Laghi - Globo Rojo


01000001 00100000 01110011 01101111 01101100 01110101 11100111 11100011 01101111 00100000 01100101 01110011 01110100 11100001 00100000 01100001 01110001 01110101 01101001 00101110 00100000 01001111 01101110 01100100 01100101 00111111 00001101 00001010 01000001 00100000 01110011 01101111 01101100 01110101 11100111 11100011 01101111 00100000 11101001 00100000 01100101 01110011 01110011 01100001 00101110 00100000 01010000 01101111 01110010 00100000 01110001 01110101 11101010 00111111 00001101 00001010 01000001 00100000 01110110 01101001 01100100 01100001 00100000 11101001 00100000 01101001 01110011 01110011 01101111 00101110 00100000 01010000 01100001 01110010 01100001 00100000 01110001 01110101 11101010 00111111 00001101 00001010 


Enquanto estivermos dispostos às críticas
Isso é bom. Mas não apenas a elas
É preciso ir além e dobrar caminhos
Distante da bola vermelha o
Trabalho é uma fonte de inspiração aos outros
Longe de uma prática de choros
Reacionário é o drama que nos impede
De nossa capacidade e de alcançar o limite
Da paciência dos outros



Fora do Eixo Comunica: Site Do Percurso Da Cultura Na Rio +20

June 13, 2012, by Unknown - No comments yet

Fora do Eixo Comunica: Site Do Percurso Da Cultura Na Rio +20



Está lançado o site do Percurso da Cultura.
Um roteiro de atividades que abrange debates, rodas de conversas, oficinas, marchas, shows, sessões de cinema, interverções artísticas, vivências em comunidades, apresentações de teatro, reuniões e grupos de trabalho.
O Percurso da Cultura é resultado de amplo um trabalho coletivo, realizado por diversas redes e movimentos culturais do Brasil e da América Latina.
É uma grande convergência de pautas que mistura as culturas dos povos de terreiro, comunitárias, tradicionais, populares, urbanas e digitais, que saem fortalecidas pelas conexões entre as diferentes experiências! Juntos somos mais fortes.
Esse é o Movimento Social da Cultura.



Fonte: http://percursodacultura.org/



Fora do Eixo Comunica: Rio +20 - #2

June 13, 2012, by Unknown - No comments yet


Caso não esteja visualizando, clique aqui

Ações da Juventude começam com conexões internacionais

Agenda da Juventude começa a gerar ambientes favoráveis para inserção dos jovens nos processos de tomada de decisão na Rio +20
Tendo em vista que um terço da população mundial está na faixa etária entre 15 e 29 anos, o momento atual se prova mais que propício para o protagonismo juvenil, tanto nas ações que visam o futuro quanto em tomadas de decisão junto a governança global. O contexto de realização da , a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio +20, oferece o espaço ideal para essas interferências e provocações, oferecendo a juventude ambientes e conexões para decidir juntos os rumos do planeta nos próximos anos, pautado no desenvolvimento social e ambiental.
Acompanhe os passos e intersecções da Juventude na Rio +20 e confira o que aconteceu nessa primeira semana de aquecimento para a Conferência:

Youth Blast prepara documento oficial que representa as propostas da juventude na Rio +20

A primeira etapa da Youth Blast reuniu cerca de 800 jovens brasileiros com o intuito de provocar e instigar a participação juvenil nas tomadas de decisões e a ampliação do repertório e diálogo entre movimentos e organizações da juventude. A programação ofereceu momentos de explanação a cerca do contexto histórico da Rio+20 e a participação juvenil na conferência, bem como na Cúpula dos Povos. Também foram realizados painéis sobre o papel e responsabilidade ambiental dos jovens dentro no contexto atual e as ações governamentais na área. O grupo se dividiu em 12 grupos de trabalho das áreas afins para a elaboração das propostas que serão encaminhadas para a Conferência Oficial da Rio +20.
Assista os vídeos e veja a cobertura completa realizada.

Etapa internacional começa com 2 mil jovens

No clima de trocas constantes e muito diálogo, os jovens de mais dos cem países reunidos no Brasil uniram-se em grupos de interesse para debater os 12 temas que serão debatidos na conferência mundial, entre eles Direito à cidade, Consumo e Produção sustentável, igualdade racial e erradicação da pobreza. O encontro contou também com a presença de Gilberto Carvalho, Ministro da Secretaria Geral da Presidência e Jorge Chediek, representante das Nações Unidas no Brasil. Paralelos aos debates, um grupo concentrou-se para uma tefeconferência com Severn Suzuki, a garota que marcou a Eco 92 com seu discurso simbólico em busca de um novo mundo. A programação se encerra nessa terça-feira com a plenária final, que contará com a presença de Sha Zukang, Secretário-Geral da Rio +20 (Organização das Nações Unidas).

Congresso Mundial da Juventude reúne jovens de 110 paises

Jovens lideranças de 110 países estão imersos desde terça-feira, 04/06, no Sítio Pedreira na capital carioca para o 6º Congresso Mundial da Juventude.
Jovens lideranças de 110 países estão imersos desde terça-feira, 04/06, no Sítio Pedreira na capital carioca para o 6º Congresso Mundial da Juventude. Durante 8 dias de acampamento, os jovens participam de debates e painéis com intúito de trocar tecnologias e experiências entre os países e culturas. Em vivência no Brasil, a programação do Congresso também contou com o Action Project, ação que levou os jovens para uma visita guiada às comunidades e projetos sociais do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.

Conferência terá 1.200 jovens voluntários

Durante o discursso na formatura, a Secretária Nacional da Juventude, Severine Macedo reforçou a importância da população juvenil do Rio estar integrada em um dos eventos mais importantes que o Brasil já sediou. Muito mais do que ser voluntário na Conferência, Severine ressaltou que é importante que isso seja praticado no dia a dia, no seu bairro, na sua escola, no meio onde está inserido, entendendo a responsabilidade que temos que ter com toda a sociedade. A cerimônia também contou com apresentações de ballet contemporâneo e dança urbanda.

Cobertura colaborativa começa com produção multimídia

A narrativa das Juventudes na Rio +20 - pensada para contemplar diversos olhares e perspectivas sobre os temas adjacentes - está sendo desenvolvida por várias redes que trabalham em conjunto em uma cobertura colaborativa realizada pelas redes Fora do EixoViração,Observatório de FavelasPontão da ECO e aLUPA, agência experimental de Publicidade e Propaganda da UFRJ. Diariamente a produção de conteúdo multimídia alimenta os veículos do programa com leituras e críticas dos eventos e debates dos quais está presente.

Agência de Redes para Juventude prepara sua agenda de coberturas nas comunidades cariocas

Agência de Redes Para Juventude promoveu um grande encontro dos grupos que vão participar da cobertura da Rio + 20. São vários jovens do Borel, Cantagalo, Cidade de Deus, Providência, Chapéu Mangueira e Batan, que ficarão responsáveis por registrar atividades que vão acontecer em suas comunidades durante a Conferência.
Durante a tarde de sábado, Ivana Bentes, diretora da Escola de Comunicação da Ufrj, provocou os grupos de trabalho para saber o que eles entendem por sustentabilidade, como visualizam que a Rio + 20 pode interferir no cotidiano deles e quais os planos para incentivar que mais jovens, assim como eles, pensem em ações para o futuro, equilibrando desenvolvimento e proteção ambiental. A equipe da Mídia Livre Fora do Eixo também se reuniu com os jovens para apresentar coberturas colaborativas já realizadas, trocar experiências e pensar as linguagens a serem trabalhadas durante a cobertura. Conheça a agência de redes.

Acompanhe as próximas atividades da agenda das juventudes:

11 à 14 de junho

  • Debate Brasil Sustentável – O Caminho para Todos. – Auditório Tom Jobim, no Jardim Botânico

12 de junho

  • Exibição do documentário sobre Amazônia pelo ministro da educação Aloízio Mercadante aos jovens do Encontro da Juventude e Educação pelo Meio Ambiente – Rio Othon Palace (Copacabana), às 19h;
  • Encerramento do 6º Congresso Mundial da Juventude.

13 de junho

  • Mesa Juventude e Sustentabilidade – Teatro do Jardim Botênico, às 9h
  • Encontro da Juventude e Educação pelo Meio Ambiente – Rio Othon Palace (Copacabana), das 9 às 18h;
  • Abertura do Encontro da Juventude e Educação pelo Meio Ambiente – Rio Othon Palace (Copacabana), às 16h

14 de junho

  • Encontro da Juventude e Educação pelo Meio Ambiente – Rio Othon Palace (Copacabana), das 9 às 18h;
  • Side Event: Juventude em Ponte - Desenvolver além de 2015 AGENDA, realizado pelo Governo Sri Lanka – RioCentro, às 13h.
***

Acompanhe:

Interaja com a Juventudes na Rio+20 por meio da página oficial e redes sociais, através da hashtag #JuventudeRio20.
Secretaria Nacional da Juventude (SNJ)
Site Oficial
@SNJuventude
/Secretaria-Nacional-da-Juventude
***
Esta obra é licenciada sob uma licença
Creative Commons Atribuição e Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil.
email facebook flickr twitter youtube
©2012 Circuito Fora do Eixo | Rua Scuvero, 282 - São Paulo-SP - 01527-000



Poesia - C.Talesman - Era Uma Vez Um Amor 2.0. Ou Um Duelo De Magia

June 13, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - C.Talesman - Era Uma Vez Um Amor 2.0. Ou Um Duelo De Magia

*Arte Digital: Amelia Zhang - Self Portrait


01000101 01110010 01100001 00100000 01110101 01101101 01100001 00100000 01110110 01100101 01111010 00101100 00100000 01110101 01101101 00100000 01100001 01101101 01101111 01110010 00100000 01100111 01100101 01110010 01100001 01100100 01101111 00100000 01110000 01101111 01110010 00100000 01101101 01100001 01100111 01101001 01100001 00001101 00001010 01000101 01110010 01100001 00100000 01110101 01101101 01100001 00100000 01110110 01100101 01111010 00101100 00100000 01110101 01101101 00100000 01110001 01110101 01100101 00100000 01100101 01101110 01100011 01100001 01101110 01110100 01100001 01110110 01100001 00101100 00100000 01101111 01110101 01110100 01110010 01101111 00100000 01110010 01100101 01110000 01100101 01101100 01101001 01100001 00001101 00001010 00001101 00001010 01000101 01110010 01100001 00100000 01110101 01101101 01100001 00100000 01110110 01100101 01111010 00101100 00100000 01110101 01101101 00100000 01100100 01110101 01100101 01101100 01101111 00100000 01100100 01100101 00100000 01101101 01100001 01100111 01101111 01110011 00100000 01101110 01100001 00100000 01110010 01110101 01100101 01101100 01100001 00001101 00001010 01000101 01110010 01100001 00100000 01110101 01101101 01100001 00100000 01110110 01100101 01111010 00101100 00100000 01101111 01110011 00100000 01100011 11101101 01110010 01100011 01110101 01101100 01101111 01110011 00100000 01101101 11100001 01100111 01101001 01100011 01101111 01110011 00100000 01100100 01101001 01110011 01110100 01101001 01101110 01110100 01101111 01110011 00001101 00001010 01000101 01110010 01100001 00100000 01110101 01101101 01100001 00100000 01110110 01100101 01111010 00101100 00100000 01110101 01101101 00100000 01110001 01110101 01100101 00100000 01100101 01110010 01100001 00100000 00111001 10111010 00100000 01100111 01110010 01100001 01110101 00101100 00100000 01101111 01110101 01110100 01110010 01101111 00100000 01101110 11100011 01101111 00100000 01100101 01110010 01100001 00001101 00001010 00001101 00001010 01000101 01110010 01100001 00100000 01110101 01101101 01100001 00100000 01110110 01100101 01111010 00101100 00100000 01110101 01101101 01100001 00100000 01100101 01110011 01110100 11110011 01110010 01101001 01100001 00100000 01100110 01110010 01100001 01100011 01100001 01110011 01110011 01100001 01100100 01100001 00100000 01100100 01100101 00100000 01110101 01101101 01100001 00100000 01101100 01101001 01110011 00001101 00001010 01000101 01110010 01100001 00100000 01110101 01101101 01100001 00100000 01110110 01100101 01111010 00101100 00100000 01110101 01101101 01100001 00100000 01110001 01110101 01100101 00100000 01101101 01110101 01110010 01100011 01101000 01101111 01110101 00100000 01110000 01101111 01110010 00100000 01110011 01100101 01110010 00100000 01100001 01100010 01100001 01101110 01100100 01101111 01101110 01100001 01100100 01100001 00001101 00001010 00001101 00001010 01000101 01110010 01100001 00100000 01110101 01101101 01100001 00100000 01110110 01100101 01111010 00101100 00100000 01110101 01101101 00100000 01100001 01101101 01101111 01110010 00100000 00110010 00101110 00110000 00100000 01100011 01101111 01101110 01110011 01110100 01110010 01110101 11101101 01100100 01101111 00100000 01110000 01100101 01101100 01100001 00100000 01101001 01101110 01110100 01100101 01110010 01101110 01100101 01110100 00001101 00001010 01000101 01110010 01100001 00100000 01110101 01101101 01100001 00100000 01110110 01100101 01111010 00101100 00100000 01100001 00100000 01100101 01110110 01101111 01100011 01100001 11100111 11100011 01101111 00100000 01100100 01100001 00100000 01100011 01101111 01101101 01110000 01110010 01100101 01100101 01101110 01110011 11100011 01101111 00001101 00001010 00001101 00001010 01000101 01110010 01100001 00100000 01110101 01101101 01100001 00100000 01110110 01100101 01111010 00101100 00100000 01110101 01101101 01100001 00100000 01101101 01110101 01101100 01101000 01100101 01110010 00100000 01100011 01100001 01101110 01110011 01100001 01100100 01100001 00100000 01100100 01100101 00100000 01100001 01110000 01100001 01101110 01101000 01100001 01110010 00100000 01100100 01100001 00100000 01110110 01101001 01100100 01100001 00001101 00001010 01000101 01110010 01100001 00100000 01110101 01101101 01100001 00100000 01110110 01100101 01111010 00101100 00100000 01110101 01101101 00100000 01100010 01110010 01101001 01101100 01101000 01101111 00100000 01101110 01101111 00100000 01101110 01101111 01110110 01101111 00100000 01101110 01101111 01110011 00100000 01101111 01101100 01101000 01101111 01110011 00100000 01100100 01100001 00100000 01100001 01101100 01101101 01100001 00001101 00001010 00001101 00001010 01000101 01110010 01100001 00100000 01110101 01101101 01100001 00100000 01110110 01100101 01111010 00101100 00100000 01110101 01101101 00100000 01100101 01101110 01100011 01101111 01101110 01110100 01110010 01101111 00100000 11100000 01110011 00100000 01100011 01100101 01100111 01100001 01110011 00001101 00001010 01000101 01110010 01100001 00100000 01110101 01101101 01100001 00100000 01110110 01100101 01111010 00101100 00100000 01100001 00100000 01100101 01110110 01101111 01101100 01110101 11100111 11100011 01101111 00100000 01100100 01100101 00100000 01100100 01101111 01101001 01110011 00100000 01100011 11101101 01110010 01100011 01110101 01101100 01101111 01110011 



Era uma vez, um amor gerado por magia
Era uma vez, um que encantava, outro repelia

Era uma vez, um duelo de magos na ruela
Era uma vez, os círculos mágicos distintos
Era uma vez, um que era 9º grau, outro não era

Era uma vez, uma estória fracassada de uma lis
Era uma vez, uma que murchou por ser abandonada

Era uma vez, um amor 2.0 construído pela internet
Era uma vez, a evocação da compreensão

Era uma vez, uma mulher cansada de apanhar da vida
Era uma vez, um brilho no novo nos olhos da alma

Era uma vez, um encontro às cegas
Era uma vez, a evolução de dois círculos



Poesia - C.Talesman - Não Há Outra Escolha Senão

June 12, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - C.Talesman - Não Há Outra Escolha Senão

*Mídia Mista: Deborah Stevenson - Star Gazers


Há perigo em dormir com teu cheiro
Eu gostaria de ter tomado teu perfume
Ele pertence a outro coração e tu sabes
Que tem medo de partir porque tem medo
De partir os anos de sofrimento

Há sofrimento em dormir com teu sorriso
Morno é o antidepressivo que te salva
Suprimindo os sentimentos esquecidos
Para não chorar, fazemos o inexplicável

Há quem invoque o passado com nome de anjo
É um demônio destruidor de confianças
Na sobrevivência, ele extermina tudo
Do horizonte até outros universos de nós

Há quem se iluda de dia e deixe a vida passar
Por noites incompreendidas
Há quem termine as dores de um mal
No dia dos namorados

É uma lei da vida ser feliz perante tudo
Não há outra escolha senão um sorriso mais forte
De que toda palidez que nos habitará apenas hoje
Amanhã será tarde a força como um sonho



*Legião Urbana - Clarisse



Poesia - Menina Muié - O Fulano (Ao Anderson Maciel)

June 11, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Menina Muié - O Fulano (Ao Anderson Maciel)

*Pintura: Newel Hunter - Coming To Light

Embora não haja motivos (eu tenho)
Lhe tenho como amigo
Embora não haja razão
Lhe tenho em meu coração
Embora não tenha sucesso
Meu desejo cresce a cada verso
Embora minha super carência
Lhe peço paciência
Embora o meu fracasso (em definir a distância)
Lhe dou a esperança

E lhe dou todas as faces
De meu sonho que especula
E abolimos a cidade
E vadeamos a ciência, mar de hipóteses
A lua fica sendo nosso esquema de um território mais justo

E nessa fase gloriosa
De contradições extintas
Eu e Fulano abrasados
Queremos. Que mais queremos?

E digo ao Fulano: amigo
Afinal nos compreendemos
Já não sofro, já não brilhas
Mas somos a mesma coisa

(Uma coisa tão diversa
Da que pensava que fôssemos)


*Com citações e adaptações do texto de
Carlos Drummond de Andrade, (O MITO) de A Rosa e o Povo



Poesia - P.H.Oliveira - Desespero De Um Hipocondríaco

June 11, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - P.H.Oliveira - Desespero De Um Hipocondríaco

*Mídia Mista: Sasha Sementsev - Big Ideas


Sombras de um passado
Atormentam-me diariamente
Em pensamentos difusos

Sombrias madrugadas
Neste silencioso quarto e escuro
Preso em meu mundo de absurdo

O que me resta fazer?
Se tudo que desejo em vida parece tão distante
Falta-me um toque de razão, emoção e prazer

Preso e dependente de medicamento
Sem ele não sei como viver
Só me restam essas palavras
Meio à tristeza e lamento

Tornei-me praticamente um hipocondríaco
Loucuras, e viagens em pensamentos abstratos
A pior coisa no mundo é ser dependente deste fármaco

Diazepam, também como a droga da felicidade
Hoje, já quase não fazendo efeito nenhum
Cada dia mais depressivo
Meu Deus! preciso de liberdade



Poesia - Windson Gomes - Deixe-me Só

June 11, 2012, by Unknown - No comments yet


Poesia - Windson Gomes - Deixe-me Só

*Mídia Mista: Monika Ardila - Satellites


Só(.) quero ficar só
Sozinho(.) comigo mesmo
Companhia? Não!
Conselhos? Também não!
Deixe-me em paz
É minha(.) somente(.) minha esta dor
Apenas me olha de longe
E perceba que me sinto bem assim
Aplico a anestesia em mim mesmo
Em pouco tempo esta dor vai embora
Perceba também que eu não choro
Não gemo
Não clamo
Não reclamo
Nem uso dor pra receber amor



Poesia - Arllen Lira - Persistência

June 11, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Arllen Lira - Persistência

*Pintura: Soudabeh Zolfaghari - No Title

Dias lindos que se foram
Amor levado pelo tempo
Desgastado, sepultado em lamento

Persiste na minh'alma inconscientemente
Talvez pela beleza de tua doçura
Lembrarei de você constantemente

Não pelo que vivemos
Mas pelo que sentimos
Pois estava acima do bem e do mal
Vai além do infinito. É atemporal

Por você posso esperar a vida toda
Perdido, só consigo entender que te amo
É algo grande, tremendo, sobre-humano



Poesia - Menina Muié - Meu Guia

June 11, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Menina Muié - Meu Guia

*Pintura: Soudabeh Zolfaghari - No Title

Sou guiada pelo vento
Guiada pela liberdade
Como passarinhos, livres.. a cantar
Vivo livre Vivo solta Vivo



Poesia - Eduardo Santhana - Acalanto

June 11, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Eduardo Santhana - Acalanto 

*Pintura: Filip Kalkowski - Bear Academy


Se for pra ser teu desencanto
Não quero chorar
Os olhos do teu pranto
Se for pra ser teu acalanto
Quero entoar
O gesto do meu canto
Pra ser tua harmonia
Ser tua nesta noite calma
Pra ser tua alegria
Tua melodia que ecoa da alma

Pra ser tua poesia
Um bom motivo do meu sonhar
Na tua voz serei cantiga
Dos sentimentos de me encantar
Serás o verso que transpira
Serás a minha fantasia
E eu serei a tua lira
Que toca amor do teu amar



Poesia - Tony Saunier - Cavaleiro Das Andanças

June 11, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Tony Saunier - Cavaleiro Das Andanças

*Pintura: Thomas Saenger - Between The Dimensions And Death

Noturno, despeço-me do caminho
Forjado de primavera. Sozinho
Sei do muito que fiz por merecer
Ou do incerto abandono por não ter

Persisto. Cavaleiro das andanças
Que cavalga em imponente esperança
Entre montes e planuras, jardins
E pântanos, dragões e querubins

Como quando em armadura se entrega
Resistente, desafiando a dor
Vem a necessária hora da partida

Mas, vi-me em amedrontado torpor
Porque a emoção precisa ser servida
Da verdade, que a solidão se nega



Poesia - Isai Adegas - Vertiginosa

June 10, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Isai Adegas - Vertiginosa

*Mídia Mista: Teresa Cucala - 66

Por mais que eu tente entender
Como funciona sua cabeça
Como funciona esse querer
De não querer
Por mais que eu tente entender
Como funciona esse seu jeito
De me querer e depois mais tarde
Não querer
Por mais que eu tente entender
Como funciona seu coração
Como funciona essa vertigem
De ilusão
Eu não irei compreender
As densas formas do amor
Do seu amor
A sua forma de amar
E amar, e amar



Poesia - C.Talesman - O Assassinato De Um Político Corrupto

June 9, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - C.Talesman - O Assassinato De Um Político Corrupto

*Mídia Mista: Hayley Lock - Old Bastard


Roma assassinou o
Corrupto imperador e
Trouxe a Ordem à
França assassinou o
Rei esnobe e
Trouxe a Ordem à
Maçonaria assassinou
Robespierre e
Trouxe a Ordem ao
Nietzsche assassinou deus
E trouxe a Ordem ao
Nosso país,/. o que falta
Além de um assassinato?

Porque quando a Justiça é comprada
Os Direitos Humanos são vendidos
Os contratos são falsos e a
InJustiça é genocida. Mas a arma
Disparada contra o político da desordem não é

E o povo viverá por mais 100 anos
Feliz, sem o domínio de um tirano
Até que os dominadores alcancem a extinção

Mais armas deverão alcançar função


*Torrey Meeks, Feat. Gruff Rhys - Just War



Poesia - C.Talesman - O Retângulo De Vidro

June 8, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - C.Talesman - O Retângulo De Vidro

*Pintura: Jaime Rozen - En Busca De La Tetera De Bertrand Russell

A ditadura nunca cessará nos corações
Das secretarias de cultura e nos sonhos
Dos pequenos e médios facistas culturais
Obteremos espelhos quebrados para brincarmos

Existem andares que te dão esperança
Existem andares que te mandam de volta
Existem andares que andam mancando
Obteremos imagens sujas de práticas falidas

Existem conselhos que não servem ao rei
Existem conselhos que não servem à nobreza
Existem conselhos que não servem ao povo
Obteremos conselhos que não servem para nada

Pois no Retângulo de Vidro, não existe lei
Assim não existe fantasia para aos sonhadores
S.O.S. - Somos Otários dos Sistemas



Poesia - C.Talesman - Eles São A Focinheira. Tu, O Canivete

June 8, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - C.Talesman - Eles São A Focinheira. Tu, O Canivete

*Pintura: Matthew McVeigh - Trolling#2


Por mais que os nietzsches te calem
Por mais que os schopenhauers te critiquem
Por mais que os derridas te desconstruam
Por mais que os freuds te analisem
Por mais que a multidão te enlouqueça
Sempre haverá um que te louve: tu mesmo
A tua calmaria é ser cortante



Poesia - Miguel De Souza - Diálogo Com A Vida

June 7, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Miguel De Souza - Diálogo Com A Vida

*Mídia Mista: Mehrnaz Rohbakhsh - We Cried For The Moon

Às vezes quero mirar outro alvo
E me dizes não! E apontas minha seta
O destino a seguir, a minha meta
Que hei de atingir embora tarde, calvo

Às vezes quero seguir outra seta
E me dizes não! E apontas qual o meu alvo
O porto onde aportarei firme, salvo
E farei uma carreira de menor poeta

Às vezes sinto-me num desnorteio
Sem direção, sem bússola, sem freio
E esqueço que és feito um timoneiro

A guiar os meus passos como seta
Porque me deste a honra de ser poeta
E desta prole ser o pioneiro



Poesia - Franciná Lira - Tuchauá

June 7, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Franciná Lira - Tuchauá

*Fotografia: Cláudio Talesman - Os Olhos Dos Guaranás

Sou do Norte
Em minha terra
Meu pisar é forte
De tradição

Maués é o meu berço
Onde semeio, planto
Minha pele vermelha
Em meus olhos: o encanto

Sou caboclo
Sabor guaraná
Na amazônia
Sou Tuchauá



Edital De Seleção - Conselho Estadual De Cultura do Amazonas - 2012

June 7, 2012, by Unknown - No comments yet

Edital De Seleção - Conselho Estadual De Cultura do Amazonas - 2012

*Pintura: Allen Richings - Forget Me Not


O Governo do Estado do Amazonas, através da Secretaria de Estado de Cultura por seu órgão colegiado, o Conselho Estadual de Cultura, torna público a publicação do EDITAL DE SELEÇÃO, CONVOCAÇÃO E ELEIÇÃO de entidades/associações para participarem e integrarem o Conselho Estadual de Cultura.

Confira o edital completo no formato:
.docx aqui

A entidade e/ou associação deverá efetuar a inscrição através de requerimento datado e assinado, que será disponibilizado e extraído no endereço eletrônico:
www.culturamazonas.am.gov.br.

Informações com a Assessoria de Planejamento: (92) 3633-1880.

Inscrição: 04 de maio a 22 de junho de 2012.


Fonte: Secretaria de Estado de Cultura do Amazonas (SEC - AM)


Saiba como funciona o Conselho Estadual de Cultura:
Clique aqui.



Fora Do Eixo Comunica: Rio + 20

June 5, 2012, by Unknown - No comments yet



Jovens querem intervir nas decisões da Rio + 20

Há um desafio posto aos jovens do Brasil e do mundo frente ao futuro do planeta: construir hoje um futuro melhor! Os temas da Rio + 20 afetam diretamente essa juventude, protagonista das lutas do presente e também futuros impactados com as decisões a serem tomadas.
O protagonismo da juventude, lutando por justiça ambiental e social, torna-se decisivo para garantir que sejam efetivados os compromissos e acordos firmados pelos governos e povos em junho, durante a Rio+20.
A ação Juventudes na Rio+20 vem para promover esse protagonismo, dos jovens que passam de espectadores das decisões tomadas pelos governos a participantes ativos de uma construção política que pertence a todos.
Também consideramos estratégica a inclusão da juventude no movimento da ONU de criação dos ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável), um avanço em relação aos Objetivos do Milênio.
Esta ação, em rede e com as redes, é uma realização da Secretaria Nacional da Juventude (SNJ), Conselho Nacional da Juventude (Conjuve) e Escola de Comunicação da UFRJ.
Participam desta ação de mobilização redes parceiras dos mais diferentes movimentos sociais e movimentos culturais de juventude: Fora do Eixo, Viração, Viva Favela, Agência de Redes para a Juventude, Escola Popular de Comunicação Crítica da Maré, Agência Lupa e Pontão de Cultura Digital da ECO/UFRJ, além das redes e movimentos que compõem o Conselho Nacional da Juventude (Conjuve)

Uma ação em rede, colaborativa, horizontal e aberta a participação de todos os jovens do Brasil.

Participam diretamente da ação Juventudes na Rio + 20 cerca de 100 jovens das redes parceiras que farão a cobertura colaborativa dos debates, presencialmente e pelas redes sociais, e participarão ativamente das discussões sobre meio ambiente, justiça social, bens comuns, durante a Rio+20 e seus eventos preparatórios.
Os jovens participarão também do YouthBlast, o Congresso Mundial da Juventude, e nos debates da Cúpula dos Povos. Também irão participar das atividades do “Enlace da Juventude”, o acampamento da juventude que acontece no campus da UFRJ na Praia Vermelha e em dezenas de atividades culturais pela cidade.
A ser realizada entre os dias 13 e 22 de junho, a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável terá entre seus temas principais:
1) A economia verde o contexto do desenvolvimento sustentável e do combate à pobreza e 2) Estrutura de governança institucional para o desenvolvimento sustentável. Paralelo a isto, a sociedade civil de todo o mundo reúne-se em encontros paralelos para refletir criticamente sobre estas questões e cobrar de seus governos ações que apontem para uma transição para outro tipo de envolvimento social e ambiental, que tenha como pilares o bem estar comum e a construção de relações harmônicas com a natureza.
As dificuldades de implementação das deliberações firmadas nos últimos anos mostra como a participação da juventude é decisiva para o sucesso dos acordos e compromissos a serem firmados.
A participação das "novas gerações" não deve se restringir a um olhar apenas para o futuro. É sobre os jovens de hoje que recai a tarefa inadiável de transformar a dívida que receberam em benefícios para a
atual e as futuras gerações.

Programação

Onde encontrar os jovens:
04 a 12/06 - Congresso da Juventude
07 a 12/06 - Youth Blast
13/06 - Semana do Meio Ambiente (Ministério do Meio Ambiente)
13, 14 e 15/06 - Encontro de Juventude e Educação pela Sustentabilidade
17/06 - Arena Social
18/06 - Programa de Voluntários Jovens na Rio+20

Acompanhe:

Acompanhe e interaja com a Juventudes na Rio+20 por meio da página oficial e redes sociais, através da hashtag #JuventudeRio20.
Secretaria Nacional da Juventude (SNJ)
Site Oficial
@SNJuventude
/Secretaria-Nacional-da-Juventude
email facebook flickr twitter youtube
©2012 Circuito Fora do Eixo | Rua Scuvero, 282 - São Paulo-SP - 01527-000



Evento - Psicotrônico - Estação Cultural Arte & Fato - MAO/AM - JUN/14

June 5, 2012, by Unknown - No comments yet

Evento - Psicotrônico - Estação Cultural Arte & Fato - MAO/AM - JUN/14


Uma festa que mistura o psicodélico e o eletrônico.

Com:
Luneta Mágica
DJ Luana Aleixo

Data: 14/JUN/12
Local: Estação Cultural Arte & Fato.
           Rua 10 de Julho, nº 443 (Em frente ao Teatro Amazonas). Centro. Manaus - AM.
Horário: A partir das 20:00
Entrada: R$8,00


Informações: 8135-1238



Poesia - Arllen Lira - Arlequim

June 5, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Arllen Lira - Arlequim

*Fotografia: Max Madiè - Arlecchino


Ele anda triste
Às vezes parece que nem existe
Já não tem mais fé
Nem alma gêmea pra abraçar
Dar um carinho, falar
Fazer sorrir e tomar café

Parece que ele está morrendo
Sua força sumindo
Padecendo
Adoecendo

...


Mas sua alma reluta
E ela é forte, pois luta
Às vezes, parecendo um louco
Tenta fazer justiça
Pra si mesmo
Pra você
Pro outro

Mas não adianta, pois de tanto amar
Agora só ama
E chora sozinho... em sua cama
Sua alegria vai sumindo
E agora é sombra
Na luz, vai sucumbindo
Tem saudade de quando era um menino
De quando se apaixonava, era lindo

Isso já não existe mais
Somente dor... pobre rapaz
No mundo, ficou muito rico
No céu, foi até palhaço de circo

Sua lagrima é maquiada
Escorrida a tinta em seu cetim
A boca não fala mais nada
É palhaço triste
É Arlequim



Poesia - Moisés Cavalcanti - Aurora

June 5, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Moisés Cavalcanti - Aurora

*Pintura: Alexey Adonin - Ra

As operárias escutavam com atenção
Calaram-se
Cederam
Começavam, assim, os jogos do mundo cão
Jogos incertos
Asas batendo, açoitadas, furiosas
Barulhentas, servis
A história se seguia naquele deserto sem pão

No meio da nuvem de tristeza contida
Ouviu-se um choro
O tumulto cessara
Um espaço se abriu no meio dos insetos sem vida
E uma criatura
Pequenina
Se revelou entre as criaturas de vontade perdida

Parecia tão frágil que poderia se partir sem o menor esforço
Mas não se partiu
Apenas cessou o choro
Seus olhos se voltaram para o Sol sobre seu dorso
E este derramou
Uma gota de néctar
Sobre a jovem existência e o contido alvoroço

Silêncio
Cambaleou
Pôs-se de pé
Ergueu a cabeça
Asas transparentes brotaram de seus membros

Silêncio quebrado
Abriu a boca
Tomou fôlego
Os outros escutavam sua respiração profunda
Escutavam
Mas poucos compreendiam

Um zumbido cortou o ar e o pandemônio se reiniciou
O jovem não hesitou
Bateu suas asas
E desapareceu
Do alcance daquela paisagem
O jovem partiu
Em direção ao próprio Sol
Seguido por alguns poucos
Repletos de uma esquecida coragem
“O Sol derrama os favos de uma ou duas colméias a cada geração, mas nem todos se permitem”.
Moisés Cavalcanti 



Poesia - Fátima Lira - Tripé Amazônico

June 5, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Fátima Lira - Tripé Amazônico


*Pintura: Paula Baader - Circles#3 

Nessa rica região
Privilégio de amazônida
Pisar forte no chão
É sinônimo de orgulho
É mostra de realeza
Da nobreza que somos
Somos parte da maior
Biodiversidade do Planeta
Um celeiro de variadas riquezas
Isso não te diz nada
Companheiro, companheira?
Nossa gente é bravia
Luta por uma realidade justa;
Sem falsas ideologias
O que fazer com esse gigante Tripé
De tamanho sonho amazônico?

Que reflete la alma peruana
Colombiana y brasileña
De esperanza llena
Mas com grand crueldad
Encontrase atônito
Vamos deixar, outra vez
Na Amazônia, a utopia
Fechar os caminhos
Que, com tamanho esforço
Abrimos?
Cuando Ella - la Amazonia -
Irá ser leal y solidária
Para con nosotros?
Onde estão os movimentos sociais?
E a Sociedade Civil Organizada
Quem a viu?
Quem levantará a Bandeira
De nuestra unión sin frontera?
Las Farques?
Los traficantes de drogas;
De niños y niñas?
Los atravesadores sin conciencia?
Los gananciosos pesadores?
Los pseudos profisionales
Que van y ven jugando
Con la nuestra inteligência
Y con la salud de nuestra gente?
Somos pueblo del Norte;
Fuerte

Mas que está na corda bamba
Da sua própria sorte
Em quem acreditar?
- O rio Amazonas - o maior do mundo
Cala o grito, o soluço
Do nosso ser profundo
A mata densamente verde
Esconde a crueldade sem limite
E com os seus emaranhados cipós
Estrangula nossos sonhos
E perspectivas
O sol brilha como os olhos
Raivosos da serpente
A mãe d’água encanta
Os que querem agir corretamente
As ondas a banzeirar esse ar frio
Banzeiram a nossa esperança de ver:
O pôr-do-sol se esconder
E dormir tranquilamente
De ver a garça da paz voar
Rumo aos novos desafios
Isso é tudo nessa região?
Claro que não! Acredite



Poesia - Ubirathan - Sem Título

June 5, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Ubirathan - Sem Título

*Fotografia: Elizabeth Wilson - Tiger In Black And White

Meu amor é um tigre branco
Não-romântico
Tão antiquado que não cabe num apunhalado quadro
Não se planta num vaso
Nem sanguíneo
Nem em véu
Meu amor não cabe num pedaço ínfimo de um papel
Não tem quem ama
Não tem anel
Só inflama
Mas não infla
É um riacho de fel
Em manhãs de mistério louco
Nos blefes de amor
Paira uma só flor
A sós
Sem dor, o amor
É muito pouco
Não tem eunuco
Nem seu, nem meu
O amor não vem com cor
O amor é "dicór"
Sem valor
O amor planou
T
   r   o   p   e 
çou e p a s s o u



Poesia - C.Talesman - Último Organ In Zação

June 5, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - C.Talesman - Último Organ In Zação

*Pintura: Simis Gatenio - System Organism Machine


Exército desorganizado é fado
Eu sou fardo até para fadas
Essa mania de anarquismo por ímpeto
Essa é a revelia pelo choque

Em Zação, a nação final
Tocou meu último órgão
Na aglutinação de um "n", morri:
Findou uma graNde batalha



Poesia - Miguel De Souza - Cavalo De Pau

June 5, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Miguel De Souza - Cavalo De Pau

*Mídia Mista: Alain Brandebourger - Souvenirs Of Good Horses


Com um cabo de vassoura
E um pedaco de punho de rede
Amarrado numa das pontas
Eu fazia o meu cavalo de pau

E montado em cima dele
Lutava batalhas longas
E vencia grandes guerras
Andava por muitas terras
Sem sequer sair do meu quintal

Andava por todo o mundo
Ia pra la do Rancho-fundo
Nesses meus pensamentos
Ligeiros
Subiam e desciam serras
Passavam por todas as terras
Sem, ao menos, sair do meu
Terreiro

E ganhavam varias medalhas
Por ter ganho grandes batalhas
Debaixo d`um sol feito brasa
E ouvia uma voz... Que longe!
Era a minha mãe chamando
Pra eu ir depressa pra casa



Poesia - Moana Linda - Chamado Amor

June 5, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Moana Linda - Chamado Amor

*Pintura: Behzad Bagheri - Without An End Or A Beginning


Chamam-me de louco
Por te querer assim
Eu não aceito derrota
Eu vou até o fim
Estou disposto a enfrentar

Todas as barreiras para viver isso
Quem pode passar pela vida?
E não se entregar ao imenso prazer de ter um compromisso?

Loucos, tontos são vocês que vivem
Com medo de se entregar ao infinito
Ao desconhecido sentimento
Chamado amor



Poesia - C.Talesman - Dentária

June 5, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - C.Talesman - Dentária

*Pintura: Michael Paul Miller - With Teeth (Elder Nº. 6 )


Cool! gate pela traições das imagens
A vida mais branca e iluminada
Enquanto o Sorriso é Oral
B-eijos são mentiras
Apenas mentiras vendidas
Parar parecermos mais felizes
Enquanto contribuímos em rede
Com nossas mononucleoses
Sobraremos
Quando cedo partirmos



Poesia - Hugo Lima - Canto IV

June 5, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Hugo Lima - Canto IV

*Pintura: Ximo Gascón - Fulla


Acorda, meu filho, e dança
Abra as janelas como quem mora no paraíso
Não fuja dos pássaros
Faz um lindo dia lá fora
Beba um café, fume um cigarro
Aprenda sobre literatura
Com o velho Hemingway
Escreva, meu filho, escreva
E não tente se curar da loucura
Porque a alma é a mais bela insanidade



Poesia - Miguel De Souza - Festa Das Retinas

June 4, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Miguel De Souza - Festa Das Retinas


*Mídia Mista: Steve Veatch - Help Us

O sol espoca leve
Em tudo há um sinal de beleza
As flores num desabrochar
Abrem-se para o tempo
Num ritual divino
Da natureza

Os prados envolvem-se em perfumes
Matizes inundam o etéreo
Colibri embebido em lumes
Sorve o néctar das flores
Intacto no ar
Sem nenhum mistério

Tempo estende seu tapete
De sete cores, o arco-íris
Pássaros erguem em falsete
Seus lindos cantos
Cheios de alegria
Aos porvires

E desfila a deusa primavera
Com um charme de menina
Tendo como pano de fundo
Gorjeios entoados
Nesta festa multicolorida
Das retinas



Poesia - Rafa Carvalho - O Que Bashō, Bashō

June 4, 2012, by Unknown - No comments yet


*Pintura: Dominique Hoffer - En Souvenir De Mélusine

                                              High

Porque tudo que



                                                                     ıɐɔ



Poesia - Franciná Lira - Sem Fronteiras (À Eva Edi Kiss E Ao John J.T. Taylor)

June 4, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Franciná Lira - Sem Fronteiras (À Eva Edi Kiss E Ao John J.T. Taylor)

*Pintura: Dominique Hoffer - Sous Les Ailes Froissées Des Papillions

Mares separam os corpos
Que anseiam por mais um toque
Por mais um beijo, mais um momento

Já não me lembro quanto tempo faz
Lembro-me apenas que em teus braços me perdi
No encontro do teu olhar de mar

A brisa marinha traz o cheiro de tua pele
Envolto em carícias de saudades
Teu mar de amor me chama, em chamas

Eu clamo teu nome, na fome
Do tempo e da distancia
Do amor que não conhece fronteiras

No desencontro no mapa
Encontro-te nas cartas
No sopro do pensamento

O relógio caminha lento
E eu lamento cada segundo perdido
Contido na longa espera de
Amor subtraído

Desejo banhar-me no teu paraíso marinho
Navegar nas ondas dos teus carinhos
Traçar contigo novos caminhos
Sempre juntos, nunca mais sozinhos



Poesia - Miguel De Souza - Papel (Para Olavo Bilac)

June 3, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Miguel De Souza - Papel (Para Olavo Bilac)


*Pintura: Dominique Hoffer - L´hypnotique Ritournelle Des Apparences

Sê como aquelas árvores antigas
Impolutas à beira do caminho
Recebendo do vento tal carinho
E oferecendo sombra a quem se abriga

Ou companhia ao ser sempre sozinho
A transitar por entre elas, amigas
As árvores tão boas quanto antigas
A esparzirem caridade p`lo caminho

Sê como Elas! Benéficas ao mundo
Ao saciar a fome do moribundo
A reinar sobre a terra e sob o céu

E mesmo empós, da serra, a ouvir-lhe o ronco
A podar-lhe rés a terra pelo tronco
Mesmo empós... Ela cumpre o seu papel



Poesia - Hugo Lima - Cicatriz

June 3, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Hugo Lima - Cicatriz

*Pintura: Nico Sara - Untitled

Eu paro e penso
(E você nem vê)
O amor doendo no peito

O fogo vai queimando a carne
O cerne do poema
A palavra mal dita

"Sem saída": que assim seja
Se já não sentisse nada
Além de dor

Nem medo, grave aspereza
Esta que nos provoca
Esse mau do amor



Poesia - Márcio Ide - Renascer

June 1, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Márcio Ide - Renascer

*Pintura: Nathan Pendlebury - Something In My Eye


Doí a Dor Maior
Me fiz a Rosa mais linda
Só para tu me ver



Poesia - Miguel De Souza - Ofício

June 1, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Miguel De Souza - Ofício

*Pintura: Harry Kent - Fukushima Ghosts III

Quando o sol desponta
Na fímbria do monte
A natura monta
Lá no horizonte
O seu arrebol

Quando o sol a pino
No centro do céu
Um tocar de sino
Em grande escarcéu
Celebra-o em prol

Quando o sol acena
Seu último adeus
Em soturna cena
Lembrai-vos de Deus
Irmãos de escol



Poesia - Ives Montefusco - Gotas De Esperança

June 1, 2012, by Unknown - No comments yet

Poesia - Ives Montefusco - Gotas De Esperança

*Pintura: Harry Kent - Blue Rain

Relâmpagos no Céu
Nuvens ameaçavam sentir
As gotas que logo viriam
Era noite e a madrugada
Avisava um temporal oportuno
Caíam sobre as folhas
Bailavam sobre os sonhos
Irrigavam corações solitários
Extasiavam as plantas.

Chuva veio e lavou todo o ser
Precisado de um abraço
E tinha apenas como companhia
As gotas que o encharcavam
Molhado e reflexivo, de joelhos
Agradecia enternecido por um beijo
Dado pelos céus por meio da água
Escorria sob seus braços, e peito
Clamava àquela hora, em prece
Por vida e por seguir disposto
Ao caminhar dado anteriormente.
Grato, fechou os olhos e disse:
Assim Seja.