Poesia - Rafa Carvalho - Na Sua Varanda, Som De Vitrola; Cê Nos Abre Um Vinho E..
May 28, 2012 - No comments yetNa sua varanda, som de vitrola; cê nos abre um vinho e...
Poesia - Milton César Fernandes - Decantar, Decantar..
May 28, 2012 - No comments yetPoesia - Milton César Fernandes - Decantar, Decantar..
Decantar, decantar.. até que
Toda impureza seja
Levada pela leveza do ar
Decantar, decantar...até que tudo
Que se ouça seja a pureza e beleza
Do próprio canto/verso a decantar
Poesia - C.Talesman - Autodestruição De Um Estado Culturalmente Opressor
May 26, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - Autodestruição De Um Estado Culturalmente Opressor
As festas, as frangalhas, as fanfarras
As feras, as ignorâncias, os desvios
As políticas, as viradas, as risadas
Nas festas públicas não tem espaço para:
As culturas, as filosofias, as contradições
As inteligências de um escritor
Causam a exclusão pelo medo
Os secretários e diretores-presidentes oprimirão
Porque ler é menos preciso aos ditadores
Para que precisa seja a imprecisão
O povo necessita ser burro
Para atender aos (in)direitos dos eleitos
Que escolhem os firewalls de cadeira
As Secretarias e Fundações Culturais são
Piadas mortais: literaturas portanto
E assim 4 mil anos passarão
Até que os eventos sejam hackeados
Pela supremacia da coletiva união
Que levará conhecimento ao povo
Sem nem mesmo precisar de permissão
O Estado vai assistir calado
A distribuição de Letras
Até a sua imensa autodestruição
Poesia - Raffaele Bassano - O Silêncio Da Noite
May 26, 2012 - No comments yetPoesia - Raffaele Bassano - O Silêncio Da Noite
O silêncio da noite tem algo de mágico
Algo místico
Durante o dia você pode admirar a beleza da criação
Sol, mar, árvores, animais
Mas a noite
No silêncio da noite
É só então que você se encontra com Deus
Il silenzio della notte ha qualcosa di magico,
qualcosa di mistico.
Durante il giorno puoi ammirare la bellezza del creato,
il sole, il mare, gli alberi, gli animali.
Ma la notte...
nei silenzi della notte...
è solo allora che ti ritrovi con Dio.
Poesia - Raffaele Bassano - Meu Anjo
May 26, 2012 - No comments yetOlhando para o céu com suas cores
E sorrir para a vida
Eu nunca fui de certeza
Mas eu sabia que eu poderia falar com você
A qualquer momento.. para qualquer coisa
Agarrou-me pelos cabelos e bateu o rosto contra a realidade
Ficou ao meu lado mesmo quando eu tentei jogar a dor
É sempre lateralmente.. se você chegar
Eu não posso e não quero provar isso
É um sentimento que eu sinto
Original:
Il mio angelo
Guardare il cielo con i suoi colori
e sorridere alla vita,
Non ho mai avuto certezze.
Ma sapevo che potevo parlare con te
In ogni momento... per qualsiasi cosa...
Mi ha preso per i capelli e mi ha sbattuto la faccia contro la realtà...
mi è stato vicino anche mentre tentavo di vomitare il dolore...
È sempre di fianco... se allungo la mano lo posso sentire...
Ho un angelo dietro di me.
Non posso e non voglio dimostrarlo, ma ne sono certo.
É una sensazione che provo ogni istante della mia giornata e che mi accompagnerà per sempre
Poesia - Déborah R. Bezerril - És Tu
May 25, 2012 - No comments yetPoesia - Déborah R. Bezerril - És Tu
És tu o meu doce sonhar
És tu o meu doce gostar
Ah! Vamos nos amar
Deixa-me beijar tua boca
Beber do teu melhor vinho
Ah! Vamos nos amar
Vem, amor, o tempo não pode pode parar
És tu o que eu vivo a desejar
Poesia - Everaldo Nascimento - No Porto
May 25, 2012 - No comments yetPoesia - Everaldo Nascimento - No Porto
No porto parece
Seguro
Parece escuro
No porto
No porto parece
Tranquilo
Tem barcos pesqueiros
Tem rio meu porto
Seguro e tranquilo
Escuro esse rio
Meu porto é meu porto
Meu rio meu destino
Poesia - C.Talesman - ID: Iota - O Bulinado
May 25, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - ID: Iota - O Bulinado
IDiota de um mundo de perfis e profiles
Cada um lança a verdade que quer no ar
Uma rede covardes e covardeados
É a mesma impressão do mundo
2.0 uns criam. Tu obedeces observando
Calado sem fazer nada na lavagem
Cerebral é um caldo triturado:
Comédias, poetas, bullinar
Uns touros, outros tolos
Trocaram a Tv pela Tv social
Onde eu bato sem Justiça
E se contar para tua mãe
Eu, vou tomar teus dados
E agora com medo de bloquear?
A misantropia é um charme contemporâneo
Então aprecia quieto porque o suicídio é pra quem sofre
Sem extravasar no banheiro do quarto
Teu ID: Iota, tua senha: coitado
Por que escolher um lugar assim para viver?
Sem cuidado, sem polícia, sem chance de revidar?
É uma vida ou um paradoxo?
Talvez em outro canto
O fim da internet tenha chegado
Para ti. Antes do psicólogo abrir
Essa porta aí atrás do seu universo
Poesia - C.Talesman - Há Ar? Será?
May 25, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - Há Ar? Será?
Há
Um vazio duvidoso
Nós estamos loucos
Há quem pergunte o porquê
Dos sonhos parados na esquina horizontal
Nós sempre pensamos
Há com isso infelicidade nas palavras
Magias quem ferem os outros
Nós matamos um poeta por/uma vez
Nós cercamos a prudência que ele tinha
Nós sufocamos a esperança
Nós rimos para o escuro alegremente
Há
Um vazio dentro de nós
Não sei por que ainda suspira
Por que pelo futuro? Não sabemos
Quais viagens astrais sufocam no ar
Umas estrelas que não caminham em nebulosas
Poesia - Hugo Lima - Discurso Do Método Amoroso
May 25, 2012 - No comments yetPenso
Logo desisto
Poesia - Hugo Lima - Tríptico Ou Retrato
May 25, 2012 - No comments yetHá uma desordem no meu jeito de ser
Meus fins não justificam os meios
Contraponho meus sentidos
Desfio dolorosamente as palavras
para costurá-las ao meu corpo
ratificando, assim, a linguagem
O olho que me lê
é também o olho que me canta
e o canto que me encanta
é o mais profundo que me alcança
Tenho tecido sobre a pele
Experiências do que vivo
Dia após dia, tardes/
Noites que atravessam meu torpor
Meu coração tem reações
que minha própria razão desconhece
Essa metamorfose sem sentido
que se dá no território nauseante
do que penso, sinto e quero
Ser ou não ser?
Eis o que sou
Poesia - Hugo Lima - Escrevo Nesta Clara Manhã De Domingo:
May 25, 2012 - No comments yetNão consigo encontrar
a consistência exata das palavras
Meus poemas parecem carregar consigo
a insustentável leveza do ser
Tenho feito planos em superfícies moduladas
Arrumo as malas como quem esquece que vai partir
Volto atrás, sigo em frente
Olho muito tempo o corpo de um poema
Quero me perder de vista
assim como as palavras
Não quero deixar rastros
Nem, tão pouco, pistas
Apago, de vez, as reticências
Não vou mais escrever um livro
Não sei, é que não consigo encontrar
a consistência exata das palavras
Meus poemas parecem carregar consigo
Essa branca dor da escrita
Poesia - Hugo Lima - Sobre Um Antigo Poema De Abril
May 25, 2012 - No comments yetchovia
e, sobre o papel, as palavras dançavam.
era 1997 e
eu mal conseguia escrever
o fato é que a gente escreve sobre o tempo
sem se dar conta do que é o tempo
e tudo fica tão complexo quanto
mas eu me lembro bem:
eu ainda tinha pai, mãe, irmãos
tios, avós, primos
passarinhos na gaiola e
caixinha de brinquedos
de todos os anos, eu só tinha 10
e me reinventava o tempo todo
e me esquecia logo depois
e eu queria ser o grande herói da ciência
e já colecionava quadros negros
e já brincava de escolinha
verdade é que os anos escolares iniciaram-se praticamente ali:
eu acordava de repente e “pluft”: me entendia por gente
e era assim todas as manhãs
um personagem para cada dia
///
naquele tempo, eu me disfarçava sob longos cabelos castanhos
tão encaracolados quanto os que o Roberto cantou
e debaixo dos caracóis, mais de mil histórias
mais de mil segredos
quase nenhum amor
eu mal podia esperar pelos anos seguintes
nada era vindouro, tudo era aqui e agora
tinha desejos de menino, vontades de menina
e um vinil do Caetano
eu falei da infância porque a vida ainda não fazia sentido
é meio como as palavras: só fazem sentido em sua relação com o tempo
o fato é que a gente fala da infância
sem se dar conta do que é a infância
e tudo fica tão complexo quanto
///
em 1997 eu li Monteiro Lobato
visitei – pela primeira vez – um sítio
me perdi no pomar
(mas me lembro bem do cheiro do laranjal)
eu brincava com a terra
e a terra brincava com meu corpo
como se tudo fosse d'uma matéria só
(e ao mesmo tempo não fosse e não era)
plantei bananeiras, subi nas mangueiras
palmeiras gigantes
aves que aqui gorjeiam
o canto de um Sabiá
um rio cortando a alma
atravessando o jardim
era tarde, em 1997 eu descobri o quintal
e dali eu desenhava o céu
não sei se ainda chovia
mas era abril
tinha nuvens
e um aquário cheio de peixes
e um peixe cheio de asas
e uma casa maior que o mundo
a verdade é que a gente conta dos sonhos
sem se dar conta do que são os sonhos
e tudo fica tão complexo quanto
era 1997
e eu me deitava na grama
pensava nos barquinhos de papel
pensava nas palavras dançando na chuva
pensava no poema tomando (o) corpo
e as pipas coloridas ao longe
deixavam o céu como eu ainda vejo hoje
a propósito, uma rosa é uma rosa
é uma cor é um azul é pau é pedra
é o fim do caminho
///
voltando pra casa
pensava no que contar quando voltassem as aulas
pensava no que escrever quando me traçassem as linhas
“eu não sou Deus e não escrevo torto.”
foi assim que comecei a história
o fato é que a gente lembra da história
sem se dar conta do que é a história
e tudo fica tão complexo quanto
não sei, só sei que foi assim, fim que foi
aqui, o ano se acabou
aqui, o ano acabado
aqui o ano acaba
era abril
em 1997
///
Poesia - Carmen Silvia Presotto - Quer Saber XI
May 24, 2012 - No comments yetTeus dedos
:
maríntimos!
Teus olhos
:
luz!
Faróis
que em mim tateiam,
… seduz
Tingem
não fingem
atingem
maramam
E quer saber?
Em todo movimento
que seja eu teu intento
e o desejo… nosso detento!
Anoitece
a lua se ajeita
o horizonte escurece
- E quer saber?
corações sem rodeios
amor sem ponteiros
aumento o chuveiro
nadas, entonteço,
resplandeces…
Poesia - Carmen Silvia Presotto - Quer Saber X
May 24, 2012 - No comments yet- Quer saber?
Meu coração,
aceleras…
era eu a sombra
tu, o desejo
No pulso da vida
Ágora entre lençóis
o amor no ar, em golpe
de ser nós…
Quer Saber?
Estalo pipocas,
- saltas
mexo panelas
- surges
reviro o cotidiano
- te amo
feito Banda em Disparda,
me destramelas…
Poesia - Carmen Silvia Presotto - Quer Saber XIX?
May 24, 2012 - No comments yetTropeço por ruas
engasgo buscas, cadarços
sapatos
Desenquadrilho o dia
recolho o suor da noite
Misturo arroz, feijão
fantasia
tempero o coração
Ouço Chico, Caetano,
desfio teus versos
- minhas manias
E quer saber?
- mesmo sem jeito
Não finjo, nem escondo
em tudo que agora teço
despareço
Porém rio, com tudo
Te reconheço…
Poesia - Tony Saunier - Solidão
May 24, 2012 - No comments yetHá uma solidão:
Solidão dos ventos
Envolvida em águas
Palmeiras zunindo
Na palma da mão
Caminhos perdidos
Que há muito me sabem
Me dizem de pronto
Que estrelas existem
Nas esperas das noites
Vem a barcarola:
Neruda acenou
Em estonteante
Aprumo e sorriu
Mas eram as noites
E seus nenufares
Preparando as águas
Que correm pro mar
Em silenciosa
Procura de um leito
Em toda estranheza
Seguiu a solidão
Participe Da Feira Do Livro De Frankfurt 2012 Com Seu Livro, Rumo A 2013
May 23, 2012 - No comments yetA A Câmara Brasileira do Livro inicia o aquecimento para o evento de 2013 – quando o Brasil será o país homenageado – ao preparar sua participação para a feira deste ano, que acontece de 10 a 14 de outubro, na Alemanha.
Em parceria com o Projeto Brazilian Publishers (CBL/Apex-Brasil), Ministério das Relações Exteriores e Fundação Biblioteca Nacional, a Câmara Brasileira do Livro já iniciou o projeto especial de arquitetura e montagem para o estande do Brasil no maior evento do mercado editorial do planeta. Nesta edição, o país homenageado será a Nova Zelândia.
O estande do Brasil na Feira do Livro de Frankfurt com 330 m² oferecerá infraestrutura de atendimento e serviços de internet, permitindo aos editores dedicarem-se exclusivamente a fazer negócios e já treinarem para o próximo ano, quando o Brasil será o foco das atenções.
Os expositores brasileiros inscritos até 1º de junho para a edição 2012 farão parte do catálogo geral da Feira do Livro de Frankfurt. Informações e inscrições podem ser feitas na Câmara Brasileira do Livro pelo e-mail:brazilianpublishers1@cbl.org.br.
Essa feira é uma excelente oportunidade para as editoras brasileiras negociarem seus títulos com o restante do mundo, em um momento de interesse crescente pelo Brasil. Em 2013, como país homenageado, a feira apresentará manifestações em todas as áreas da arte e da cultura. A homenagem acontece na Alemanha pela segunda vez (a primeira foi em 1994).
Poesia - C.Talesman - Re-Vê-Lia
May 23, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - Re-Vê-Lia
Antes de ser rebelde, seja
Rico para que nunca consigam
Levar o teu almoço pós-guerra
Antes de ser rebelde, seja
Manipulador da inteligência
Para que nunca consigam
Levar de ti tuas próprias ideias
Antes de ser rebelde, seja
Líder dos teus sentimentos
Para que nunca consigam
Romper com tua razão
Antes de ser rebelde, seja
Sonhador de futuros
Para que nunca consigam
Destruir teu presente contínuo
Antes de ser rebelde, seja
Rebelde da rebeldia
Para que nunca consigam
Revelar tua filosofia
Antes de ser rebelde, seja
Desipócrita de sua capacidade
Para que nunca consigam
Destruir a tua imagem do espelho
Se após tudo isso continuar sendo
O que aqui decretamos
Não haverá coletivos que não se rendam
Aos teus mínimos gestos
Porque temerão que abra tua boca
Por causa de tuas palavras
Mais potentes que livros
Revê, vê, lia
Um revel assim se cria
Poesia - Fátima Lira - Eternas Magias
May 23, 2012 - No comments yetO tempo é tempo
Desde que o mundo é mundo
O tempo grita, vai-se embora
O mundo fica, sem demora
O mundo é a suprema criação
Nele tudo se recria, se refaz
No acalanto da vida em oração
O tempo é misterioso; audaz
Com ele, segue o mundo, seu curso
Nem impetuoso rebojo
De guerras e paz
O tempo é caminho; é cronológico
É precisão
O mundo é vida; é lógico; é ação
Um é a correria do ter; do prazer
O outro, a existência; a persistência do ser
Nesse singular desafio, tudo acontece
O mundo no tempo certo; cresce
Floresce
Se enche de vida; de luz; se enaltece
Com o altar da esperança, em preces
O tempo; o mundo... eternas magias
No tempo da supremacia
Se vestem, ora de sonhos
Ora de utopias
Para desencantar a realidade
Mergulhada no mar das fantasias
Poesia - Lúcio Toscano - Ser Poeta
May 23, 2012 - No comments yetPoeta é todo aquele
Que esboça o seu sentimento
E o dos outros
Por intermédio de palavras
Não precisa ser metódico ou formalista
Basta apenas estar armado
De qualquer coisa que escreva
Com qualquer coisa que se possa escrever
Geralmente custa a escrever
Mas quando começa
Não quer mais parar
Por amor a algo ou a alguém
Poeta sou eu, ele, ela, você
Enfim, poetas somos todos nós
Poesia - Márcia Bueno - Carência
May 23, 2012 - No comments yetPoesia - César Pereira - Esse Tal de Amor
May 23, 2012 - No comments yetComo poder esquecer algo
Que não sai da minha cabeça?
Se fico pelo menos um dia
Sem pensar em você
Nos meus sonhos
Por que precisa ser tão difícil?
Se fosse fácil, não seria amor
Amor, palavra difícil
Fiquei me perguntando
Isso que sinto é amor?
Demorei para perceber
Não seria paixão? Amizade?
Foi um pouco dos três
Amizade, depois paixão e depois
Um tal de amor
Esse tal de amor
Que eu pensava conhecer
Só fui encontrar hoje
Quando encontrei você
Poesia - Saavedra - Prêmios Insolentes
May 22, 2012 - No comments yetFaz teu show, sem plateia, recita a tua letra
Deixa ecoar o verbo cético na seca garganta
E acredita no inevitável caráter da demanda
Canta alto por mais que sorrir-feliz-não-seja
Chove as sílabas, por mais que talento beba
As fontes ocultas deste cínico amor pilantra
Faz tua rima sem prêmio, sen-tido, sem-ana
Que um dia a lira escreve, segunda-e-terças
Um dia o verbo conjuga teu pódio e soneto
Um dia, este marginal da métrica e do selo
Haverá de redesenhar este verso conspícuo
E na exatidão das notas arbitradas às linhas
Ei de saber que elas nunca foram as minhas
Pela falta de valor agregado a este exercício
~
Um dia nas bibliotecas e nas úmidas sarjetas
Haverão de deitar-se, intocadas e mundanas
Letras premiadas destas publicações tiranas
Enquanto bons poetas pendem sem cabeça
Que a inexata forma de dosagem não verta
Mais poemas órfãos de liras reais e ciganas
E que dos “vencedores” rimemos entranhas
Ou qualquer órgão lírico vital que o mereça
Faz teu verso, reprovado, e seja o primeiro
Ou último, ou leitor, ou crítico ou do meio
O que se busca na classificação desse vício
É notar nos “mais altos” o calejar, as sinas
É degustar das letras das melhores vinhas
Em todas as conjugações de seu particípio
Poesia - Antonio J. Cordeiro - Saudades De Você
May 22, 2012 - No comments yetHoje ao acordar, senti tua falta
Senti que a minha vida já não era a mesma
Sem você aqui, nada pode estar por inteiro
Sempre me faltará um pedaço
Sempre me faltarão os seus olhos, vigiando o meu dia
O seu sorriso, refletindo o meu sorrir
A sua calma, ninando a minha loucura
O seu carinho, saciando os meus desejos
A sua presença, completando tudo em mim
Senti que sem você, eu não posso ficar
Que não conseguiria seguir a vida sem tê-lo ao meu lado
Você entrou no meu caminho de forma tão repentina
Mudando tudo, me devendo uma felicidade a muito tempo perdida
Movimentando um lado meu que eu já nem percebia
É meu lado sonhador e de sentir esperança na vida
Você conseguiu transformar tudo
Em silencio, sem nada pedir, sem avisar
Sem medo da minha recusa
Se instalou em meu coração de uma forma serena
E quando percebi, já estava te amando
Senti saudades de você ao acordar, e esta saudade se arrastou o dia todo
Estar te amando assim é bom demais
Não quero deixar de sentir tudo isso
Não vou mais fugir deste sentimento
Não quero
Não posso
Não preciso fugir mais deste amor
Porque é muito bom
Porque me faz sorrir
Porque me devolve a vida a cada manhã
Porque é tudo que eu procurei por tanto tempo
É assim que eu ti vejo
Pura e doce magia
Mesmo sem abraço, nem beijo, te sinto noite e dia
Tu viraste minha mania
É a emoção em movimento
Na realidade ou fantasia
Estás no meu pensamento
Tu és minha metade
Meu pedaço de paixão
És parte de minha felicidade
E o meu momento de solidão
Poesia - César Pereira - Moça Inspiradora
May 22, 2012 - No comments yetExaltar o valor da amizade
Engrandecer o valor de te conhecer
Pode até gerar problema
Mas preciso escrever este poema
Você é a principal companhia
Que eu precisaria
Para poder aprender
E conseguir me esclarecer
Afeiçoei-me muito por você
Pelo seu jeito de ser
Percebi que fiz uma amizade incapaz de se conter
Fico feliz por conhecê-la
Mas eu tenho medo de perdê-la
Justamente, pois amizade escolhi
E ainda não me arrependi
E talvez não me arrependerei
Pois lá no fundo eu realmente sei
Que tentando me afastar
Consigo até me aproximar
E fico feliz por isso
Quando soube como você era
A semelhança, eu senti
Mas decidi parar aqui
Hoje tenho uma pessoa especial
Também sei que não te perderei
Pois na verdade, nunca a tive
E assim eu continuarei
Poesia - Marcelo Marinho Ferreira - O Amor É Poesia
May 22, 2012 - No comments yetSe o amor não existisse
As gotas da chuva não molhariam o deserto
O silêncio não seria um tédio
Se o amor não existisse
As palavras perderiam seus sentidos
O passado jamais seria esquecido
E nem haveria o acontecido
Se o amor não existisse
A poesia seria tão triste
Como um horizonte sem segredos
Como provar do amor sem ter desejo
Se poesia não existisse
O sentimento não seria revelado
E o amor encontrado
Permanecendo sem sentido
No meu pensamento é guardado
No meu coração é escrito
Poesia - Vivi Gil - Descontentamento
May 22, 2012 - No comments yetJá amanheceu
O sol ainda não nasceu
Nem a flor desabrochou
Nem um pássaro acordou
Nem cantou
A televisão ligada
Mostra o mundo, e um mundo
De consciência pesada
Repleto de muros, de mudos
De surdos, de sujos
Que hoje vivi a tristeza
Da amarga certeza
De que amor desencantou
De que o sonho acabou
Antes mesmo de dormir, descobri
Que a dor me domou
Relatório De Classificados Do Prêmio Talesman
May 22, 2012 - No comments yetRelatório De Classificados Do Prêmio Talesman
O Coletivo Talesman informa a lista dos classificados e desclassificados da fase de inscrição do Prêmio Talesman.
São considerados classificados aqueles que enviaram dentro do prazo final (1º de Maio de 2012):
- a inscrição devidamente preenchida no formulário online;
- os documentos digitalizados no email: premio.talesman@gmail.com;
- o poema no email: premio.talesman@gmail.com.
Confira seu nome na lista aqui.
A próxima etapa do Prêmio é o julgamento dos poemas.
Clique aqui para conferir o edital do Prêmio na íntegra.
Agradecemos a participação de todos os inscritos.
Desejamos boa sorte aos participantes.
Acompanhe o Prêmio Talesman:
No site: http://premiotalesman2011.blogspot.com.br
Ou no Facebook: clicando aqui.
Prêmio Agente Jovem de Cultura: Diálogos E Ações Interculturais
May 21, 2012 - No comments yetPrêmio Agente Jovem de Cultura: Diálogos E Ações Interculturais
O
Edital que premiará inciativas culturais de jovens tem inscrições prorrogadas para 30 de abril
Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania Cultural (SCC/MinC) publicou no DOU de hoje, 29/02 (seção 1, páginas 13 e 14) portaria prorrogando para até o dia 30 de abril o prazo para os interessados se inscreverem no edital Prêmio Agente Jovem de Cultura: Diálogos e Ações Interculturais que premiarará 500 iniciativas de jovens entre 15 e 29 anos.
O edital é uma parceria entre o MinC – que investirá R$ 2,9 milhões – e os ministérios da Saúde (R$ 1 milhão) e do Desenvolvimento Agrário (R$ 600 mil), além da Secretaria-Geral da Presidência da República/Secretaria Nacional de Juventude (R$ 500 mil).
Podem concorrer ao prêmio iniciativas existentes e já concluídas nas áreas de comunicação, tecnologia, pesquisa, formação cultural, produção artística, intercâmbio e sustentabilidade. Cada selecionado irá receber premiação no valor de R$ 9 mil. Os premiados poderão se inscrever de acordo com a faixa etária: serão 200 bolsas para jovens entre 25 e 29 anos, número igual para aqueles que têm entre 18 e 24 anos e outras 100 para os jovens de 15 a 17 anos. As inscrições poderão ser feitas pela internet, por meio do SalicWeb, ou pelos Correios. O MinC lembra aos interessados que as inscrições online só serão efetivadas depois que o inscrito clicar no botão “Enviar”.
O edital terá duas fases: habilitação das propostas (análise documental eliminatória) e seleção (eliminatória e classificatória). Os projetos serão avaliados a partir dos seguintes critérios: criatividade, inovação e boas práticas; impacto social da iniciativa; comprovação da qualidade e efetividade das estratégias de comunicação e de estratégias que promovam o empoderamento para o autocuidado; sustentabilidade valorização da cidadania e da diversidade cultural brasileira.
Para a secretária de Cidadania Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, é importante identificar e valorizar o que vem sendo feito por jovens que trabalham com a cultura no Brasil. “Esse prêmio é o primeiro passo de um processo de ação mais ampla e permanente, que vai envolver trabalhos de fortalecimento da formação do agente jovem de cultura, incluindo bolsas de formação, com uma parceria, também, do Ministério da Educação (MEC)”, afirma Rollemberg.
Clique aqui e acesse todas as informações sobre o edital.
Leia mais:
MinC anuncia edital para a participação de jovens que produzem cultura no país
Evento - Virada Cultural 2012 - 26 E 27 De MAIO
May 21, 2012 - No comments yetA Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura e Artes (ManausCult), divulgou na tarde desta segunda-feira (21), a programação oficial da 3ª. edição da Virada Cultural Manaus, que acontece nos próximos dias 26 e 27 de maio (sábado e domingo). O maior evento cultural da capital amazonense terá este ano, caráter solidário, com o objetivo de arrecadar donativos para as vítimas da cheia do Rio Negro.
Ao todo, serão 10 (dez) palcos – incluindo espaços alternativos – que funcionarão como postos para o recebimento de doações de alimentos não perecíveis, material de higiene, roupas, colchões, fraldas, calçados e quaisquer outros itens que possam minimizar as dificuldades enfrentadas pelas famílias que foram atingidas pela enchente. A prefeitura montará uma estrutura que funcionará exclusivamente para receber as doações durante todo o evento. O recolhimento e a distribuição de donativos serão coordenados pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SEMASDH).
A cheia também obrigou a prefeitura a cancelar a estrutura dos palcos que funcionariam na Praça da Saudade, no Centro e no Parque dos Bilhares, na Chapada. As atrações programações para esses locais foram transferidas para palcos que serão montados na Avenida das Torres, zona Norte, e Centro Cultural dos Povos da Amazônica, na zona Sul. Uma das novidades deste ano fica por conta da programação alternativa de teatro e dança no Teatro Direcional, na Estação Cultural Arte e Fato e no Casarão de Ideias.
Confira a programação que, este ano, tem confirmada a participação de artistas nacionais e locais.
Confira aqui a Programação da Virada Cultural 2012
Poesia - C.Talesman - A Tristeza E A Nova Veneza
May 21, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - A Tristeza E A Nova Veneza
Se dentro de uma tristeza coubessem os cobertos de água
A tristeza não os derramaria por suas enchentes
Pois a tristeza do sorriso entende
Como a corrida de um pirata fugindo de um ônibus
Quase imaginário, navegando rio adentro das ruas alagadas
Como um deus que faz o milagre de sorrir aos alagados
Enquanto desesperados: esse é o sarcasmo que dispensam sobre nós
Nas ruas da Nova Veneza, onde casas são titanics e lembranças
Evento - INTERCOM 2013 - Congresso de Ciências Da Comunicação
May 18, 2012 - No comments yetEvento - INTERCOM 2013 - Congresso de Ciências Da Comunicação
Comunicadores de todo o Brasil se encontrarão na capital do Amazonas em setembro de 2013. Manaus sediará o maior congresso de comunicação da América Latina, o XXXVI Congresso de Ciências da Comunicação (Intercom), que será realizado na Universidade Federal do Amazonas de 4 a 8 de Setembro.
Professores, pesquisadores, profissionais e acadêmicos da área de comunicação de Manaus realizarão no dia 21 de maio de 2012, às 18h30 no auditório Eulálio Chaves (Campus da Ufam), um evento de lançamento do Intercom 2013, contará com a presença da vice presidente do INTERCOM: Dra. Marialva Carlos Barbosa, os vencedores das edições anteriores do evento e apresentações culturais.
CONTATO:
Twitter: http://twitter.com/intercomanaus
Facebook: http://facebook.com/intercomanaus
Site: http://www.intercomanaus.com/
Fone: (92) 9174-4222 (Vivo) / (92) 8159-5758 (Tim).
Poesia - C.Talesman - O Toque Do Retorno À Luz
May 18, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - O Toque Do Retorno À Luz
Ali, estava enquanto luz
Os sonhos dormiam no fim do túnel
Os olhos sorriam por uma mão
A mão sorria pela saúde
O toque da paz no desespero
O coração como ente gelado
Houveram inúmeros desafios
Lavados pela harmonia dos teus cuidados
De tuas maravilhosas mãos
Ao retorno da iluminação
Voltei de um frio inseparável
Sou cor hoje
Fora do Eixo Comunica #37
May 18, 2012 - No comments yet
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Poesia - C.Talesman - Pobreza E Poesia
May 18, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - Pobreza E Poesia
Homem pobre simplesmente
A riqueza administra tua mente
Como dona da educação da tua escola
Pela miséria exigem pela percola
Como saco de pancada sem oportunidade
Enquanto passará tua idade
E eles vão havendo em riqueza
O que a riqueza quer na sua cola?
O homem rico mama leite caro
Da pobreza não saberia ter comando
Como um sábio perdido e armando
Em filho-dinheiro como moeda nova
Para ditarem o que é oportunidade
Quando dão um farrapo e casa renova
Poesia - Miguel De Souza - Ciclo
May 18, 2012 - No comments yetSetas líquidas apontam
Acertam em cheio o solo
Correm, escorrem de pólo
A pólo. E nada as amedrontam
Vão rompendo pau e pedra
Tudo que há sobre a terra
Tudo que a natura encerra
Tal fenômeno não medra.
E, depois, qual uma esponja
A terra as retém no colo
E suga-as ao seu subsolo
E, por isto, sem lisonja
Ou vão à forma de vapor
A trafegarem no calor
Poesia - Miguel De Souza - Crepúsculo
May 18, 2012 - No comments yetQuando o sol esconde a tarde
Por detrás da verde serra
O seu brilho não mais arde
E a noite assim se desterra
O dia perde seu alarde
Que exercia sobre a terra
Meus olhos ficam a par de
Tanta beleza que encerra
Quando o quadro do infinito
Tinge a despedida do sol
Não vejo algo mais bonito
Do que o sol indo embora
Acenando num arrebol
Para surgir com a aurora
Poesia - Miguel De Souza - As Tintas Da Natureza
May 17, 2012 - No comments yetPoesia - Miguel De Souza - As Tintas Da Natureza
Quando amanhece:
O sol desponta belo
Dourado, amarelo
Sob o azul do céu
A lua clareia o preto
Sobre o meu poemeto
A noite desce o véu
Quando chove:
A chuva a terra, molha
Para esverdear as folhas
E amarelar os frutos
Quando é estio:
O sol, a pele queima
E o calor sempre teima
Em reinar absoluto
Quando é primavera:
As flores se abrem lindas
Com suas cores infindas
Na estação mais bonita
Quando é outono:
O tempo é decadência
Assim se faz a ciência
Da natureza infinita
O azul do céu
De quem é esse pincel
Que a natureza pinta?!
O branco das nuvens
Tudo com sua cor
Quem é esse pintor?
E de quem são essas tintas?
Poesia - Zé Luiz Gonzaga - Teu
May 17, 2012 - No comments yetMal te descobri, logo me encantei
Tu reúnes todas as coisas mais lindas
Tudo que é azul na vida, vai entender
Desde que te vi, não quero final
Agora só penso em ser teu aos poucos
Te dar todo meu carinho, meu prazer
Nos teus braços encontrei minha paz
Que deus esculpiu teu nariz?
Cada dia mais sonho te fazer feliz
Envolvendo tuas mãos
Ganhei teu sorriso cheio de luz
Ondas nos cabelos
Viajando em teus beijos
Pra onde fui?
E tua beleza divinal
Desarmou o exército de meu país
Só teu abraço já me obriga a ser feliz
Sem medo de me entregar
Deixo meu reino ser dominado por ti
Enquanto te espero conquistá-lo
Os portões principais vou abrir
Pra ouvir o som do teu piano
Enquanto vai descobrindo quem sou
Pra ser parte da tua vida
Te fazer feliz, curar tua dor
Pra ser dois em um contigo
Amante, amigo, teu amor
Conquistar mundos contigo
Nosso ninho, nosso amor
Poesia - Zé Luiz Gonzaga - Amantes Do Homem
May 17, 2012 - No comments yetA vida e a morte
Duas mulheres distintas
Amantes do mesmo homem
A vida uma amante compreensiva
A morte uma amante ciumenta
A morte sempre lutando para ter seu homem
A vida o abandonando na primeira oportunidade
A vida faz o homem gritar
A morte cala as dores com um sono profundo
A vida é passagem
A morte é eternidade
Será a vida uma morte que não aprendeu a sambar?!
Poesia - C.Talesman - O Estresse Matou O Poema
May 16, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - O Estresse Matou O Poema
Uggggggggggggggggggggh!
Alguém ligou
Para polícia, para mim, os vizinhos
Foram vítimas de um indolente
Estresse disfarçado de psicopatia
Lá vai ali descendo a vida
De outro que se põe
Em ovos no caminho
O granjeiro fechou os olhos
Afogou-se no pesadelo de outro
Mata o poema logo: coro
Esse poderia ter sido
Bonito como quem está lendo
Mas, se tivessem espelho
De sentimentos veriam
Ninguém sorriria um beijinho pra si
Por mais imaterial que fosse
Lá vai o estresse correndo solto
Poesia - Carolina De Abreu - Cíclico
May 16, 2012 - No comments yetPoesia - Carolina De Abreu - Cíclico
Lírios, versos planos e soltos
Amarelidão das páginas roçadas de perfume
Um livro posto à mesa, convulsivo e magro. Um sonho
Colorido de seda
Embalsando as eras
Tragar da fonte a esperança do nascer do sol firme
E se dissolver precisamente em suas veias
Amar o tempo e a rigidez de seu momento
E lapidar turvos olhos
De cansaço
Poesia - Hildes Delduque - Noite Em Descompasso
May 16, 2012 - No comments yetHá tanto não te vejo
Não te sorrio
Não te toco
Não te beijo
Hoje a lua envolve a noite
Com sua saia dourada
Me envolve
E me convida
A passear
Convido-te
Não ouves
Não vens ao meu encontro
Há muito não compartilhas
Mais da suave dança
Entrelaçada dos enamorados
Que um dia
Em uma noite assim
Rodopiavam enlouquecidos
Iludidos
Pelo sem fim
Poesia - Hildes Delduque - Teu Silêncio
May 16, 2012 - No comments yetPor que silencias
Quando deves falar?
Por que voltas
Quando deves ficar?
O que temes?
O fogo?
A paixão?
A dor?
O amor não dá garantia, meu amor!
Só o tempo perdido
As palavras não ditas
Os abraços emoldurados
E os beijos armazenados
É o que teremos
Para nos guiar
Poesia - Carmen Silvia Presotto - “Ah…(a)mares XIX"
May 16, 2012 - No comments yetPoesia - Carmen Silvia Presotto - “Ah…(a)mares XIX"
Maríntimo!
e o pensamento móvel
teu olhar é o reflexo do que em mim acontece
Revisemos os vínculos da genética
revisemos os vínculos das palavras
e alcançaremos o que nos sopra o amor
Maríntimo!
Intuo no corpo o que és a mim
o ar, o céu, (a) mares…
os líquidos momentos
em que agora me penso
deságuas em mim, pões a alma
para que num mar maior m/eu poesi(e)
e aí, te conto
:
é onde me produzo mais sólida.
Poesia - Pedro Belenos - Jardim Emprestado
May 16, 2012 - No comments yetSou o jardineiro que cuida do jardim alheio
Com o mesmo zelo paciente que cuidaria do meu
Mesmo sabendo que um dia se aproxima
O dono riscado chegará e no meu mais leve descuido
Apertará minha mão em saudação
E quando soltar, não estará mais no lugar
Nem a grama, nem a rosa, nem os espinhos
Só o aroma presente
Poesia - Pedro Belenos - Canhenho
May 16, 2012 - No comments yetQuando for, estarei firme por fora
Dentro haverá mar revolto
Estrangulador em cada gota
Asfixiando-me na tristeza
Quando for, contarei os dias
Em lágrimas e em folhas
Vendo cada uma cair
Levando um Sol para chegar ao chão
Quando for, não serei eu a sofrer
Será qualquer coisa que não eu
Um resto de vida
Materializado em dor
Poesia - Pedro Belenos - Milagre Da Vida
May 16, 2012 - No comments yetSe até o ferro mais resistente com o tempo enferruja
A cada respiração eu morro um pouco mais
Cada gota de água, leva uma parte de mim
O frio da voz ausente me ferre
A mão solta faz parte de mim
E como ter medo da morte?
Se a cada momento se morre mais um pouco
E se renasce no milagre que é a vida
Perfeita natureza
Poesia - Pedro Belenos - Nevermore...
May 16, 2012 - No comments yetTalvez eis o motivo
Pelo qual o corvo tanto berra
Nunca tinha percebido o tamanho
Até tentar gravar
Para lembrar
No “n” sou deliberado
No “e” sou miserável
No “v” lágrimas cobrem meu rosto suado
E não consigo terminar o outro “e”
A paixão correndo pelos meus braços em escarlate
Nevermore!
Nevermore...
Nevermore?
Poesia - Pedro Belenos - A Delicadeza De Um Vidro Quebrado
May 16, 2012 - No comments yetImaginava não mais sofrer com espelhos
Até ver meu rosto
Ele era uma casca grossa e gretada
E mesquinha e mentirosa!
Percebi que Ele carregava o espelho
- Ele - aos cacos se montava e mostrava
Com a delicadeza de um vidro
Acariciava minha casca que sangrava em suas mãos
Ele era só espelho - quebrado -
Se esforçando para não
Refletir um só fecho de luz em meu rosto
Delicado
Meu rosto desfigurado
Fedendo a cadáver
Só o sangue me lembrava a natureza
Dor
Minha dor refletida
Multiplicada em mil pedaços Dele
Vou abraçá-lo mesmo sangrando
Mesmo que nunca mais veja a mesma imagem
Tentar colar as partes
Mesmo que no final descubra apenas dedos cortados
Poesia - Mário Orestes - Auto Luto
May 16, 2012 - No comments yetPoesia - Mário Orestes - Auto Luto
Antes da segunda pá de terra me levanto
O sono foi profundo, mas escutava teu pranto
Ninguém aqui presente sabe o que aconteceu
Agora estou ciente do que me sucedeu
Me seduziste por anos em tua beleza
Austera ganância impôs tua natureza
Te germinei por amor
Mas fizeste minha dor
Da semente nasceu um herdeiro
De tua mente só se vê o dinheiro
O barbeador elétrico com fio descascado
Planejamento métrico e um banho torrado
Tuas lágrimas de crocodilo
Enganam todos em teu estilo
Agora estou aqui vendo o circo armado
Invisível, intocável, nu e desarmado
Espectro inofensivo apenas observo
Última pá de terra que cobre meu terno
A raiva não está em ter morrido cedo
Mas sim, em agora não te pôr medo
No estado atual não posso nada fazer
Aguardarei anos pra chegar teu morrer
Quando por fim teus olhos de vez fechar
A espera de minha vingança irá acabar
Poesia - Mário Orestes - Revolta Do Oposto
May 16, 2012 - No comments yetO que falta a mim
Abunda a ti
Das desgraças aqui
Há luxúrias aí
Grades e muros nos separam
Guardas armados te amparam
Tua prole estuda no exterior
Minha labuta no interior
Diriges somente importados
Caminho diariamente cansado
Teu viver é de um rei
Padecer já me é lei
O padrão vai se romper
Amotinados vais temer
Tomaremos as regalias
Dividiremos as mordomias
Nada de comunismo
É nata de vandalismo
Não adianta chorar
Nem sequer gritar
No tardio alvorecer
Diferenças irão morrer
Poesia - Mário Orestes - Ciclo Completo
May 16, 2012 - No comments yetRompido num furo
Pela primeira vez enxergando a luz
Amamentando o seio, a vida conduz
Dormir, cagar e comer
Muito bom este viver
Começando a exploração com o engatinhar
Demandando emoção com o andar
Bate fome é só chorar
Chama o nome pra brincar
Cabelo cresce pelo corpo
Espinha nasce, deixa torto
Escola enche o saco
Garota seca o saco
Chegando maior idade
Entrando pra faculdade
Patrão enche o saco
Esposa seca o saco
Tola é a vida
Esposa engravida
Trabalhar e mal comer
Muito ruim é o viver
Rotina e câncer certeiro
Mal se vê o herdeiro
Calvície e barriga acentuada
Aposentadoria mesmo que nada
Pele engelhada, barba branca
Coração para, pulso estanca
Pela última vez enxergando a luz
Finada tez a morte conduz
Poesia - Mário Orestes - Anárquicos
May 16, 2012 - No comments yetContradizendo milhões de pessoas
Somos unitários
Vivendo sufocados
Nascidos na lameira
Da infinita inumanidade
Velhos caminhos rastejamos
Jogando o nosso jogo
Sem conhecer a perda
Somos imaculados
Isso é regra no jogo
Seres sejam ou serão
Se nós evoluirmos assim
Mergulhados na fronteira
De conseguir o prazer da razão
Sendo sempre nós mesmos
Contradizendo pessoas
Velhos rastejamos
Seres serão
Poesia - Mário Orestes - Destino De João
May 16, 2012 - No comments yetNos confins da Redenção
Num barraco de papelão
Em pleno feriadão
Nasceu o menino João
Mamãe desempregada
Papai fazia nada
Família desesperada
Esperança enterrada
Crescia subnutrido
Um caroço distribuído
Futuro diluído
Nada obtido
Mamãe fugiu com Ricardão
Papai morreu na contra mão
Incendiou o barracão
Do pobre menino João
Foi parar no Juizado
Nem era batizado
O abrigo foi negado
Se sentia como gado
Em beira de açude
Conversa que ilude
Tomando atitude
Viu no crime virtude
Pintou doideira
Cheirou poeira
Bateu carteira
Marcou bobeira
Findou algemado
Logo fichado
Beijou cadeado
Presídio trancafiado
Revoltado traçou
Uma fuga tentou
No azar esbarrou
Sua fuga falhou
Começou rebelião
Bala, fogo, rojão
Polícia fez explosão
Matou o pobre João
Programa Cultural - Mania De Ler - Secretaria Estadual de Cultura Do Amazonas
May 15, 2012 - No comments yetO Governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura, torna público o lançamento dos editais do PROGRAMA MANIA DE LER – 2012 objetivando a concessão de prêmios para projetos voltados ao incentivo à leitura, obras literárias inéditas e textos de dramaturgia:
• CONCURSO DE CONCESSÃO DE PRÊMIOS PARA OBRAS LITERÁRIAS INÉDITAS “ANTÍSTHENES PINTO”
• CONCURSO DE INCENTIVO À LEITURA PROFESSOR JOÃO CRISÓSTOMO DE OLIVEIRA
• CONCURSO DE DRAMATURGIA “ÁLVARO BRAGA”
Os Editais e seus Anexos estão disponibilizados no endereço eletrônico abaixo:
http://www.culturamazonas.am.gov.br
A documentação solicitada em edital, deverá ser entregue na Secretaria de Estado de Cultura- Setor de Protocolo - Avenida 7 de setembro, 1546, Anexo Palácio Rio Negro – CEP- 69.005-141 – Manaus Amazonas - de segunda a sexta (dias úteis) das 08:00 às 13:00.
O período de inscrição será de 27 de abril a 29 de junho de 2012.
Poesia - C.Talesman - O Sorriso Das Exceções
May 14, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - O Sorriso Das Exceções
Sorriso admirável
Quanto maior os lábios
Maior os dentes de luz
Quanto vale um sorriso? Não sei
Nunca paguei por um
Dias que sorrio contigo
Maiores são minhas exceções
Poesia - C.Talesman - RUM
May 14, 2012 - No comments yetExistem
Mulheres
Palito de fósforo
E gasolina
Ex
periência
Sem vestígio
Sem lembrança
Poesia - C.Talesman - O Abstrato
May 14, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - O Abstrato
O que sentes não é o que pensas
O que pensas não é o que sentes
O que pensas a respeito do que não existe?
O que sentes a respeito do inexistente?
É diferente a inconsciência da ciência
E o abstrato existe no que não existe
E se não existisse na inexistência
Tão logo seria metafisicamente nulo
Poesia - C.Talesman - O Sangue No Estômago
May 14, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - O Sangue No Estômago
A imbecilidade do mundo e das religiões
A incoerência dos discursos de todos
A falta de inteligência dos votadores
A falsidade dos irmãos partidários
Os mentirosos dos salões secretos
Por interesse existe o sangue
Muitas vezes no estômago
Dos pensadores, os contrapontos
Não os sorrisos nos rostos
Poesia - Lucas Batista - Poesia
May 14, 2012 - No comments yetPoesia - Lucas Batista - Poesia
Poesia
Existias
Na minha vida a cantar
Enquanto
Ainda eras
Do meu sonho a lancinar
Agora
Que nada vejo
Da ousadia a inspirar
Poesia
Ainda existes
Na minha vida a cantar
Poesia - C.Talesman - Dos Deuses Ignorantes E De Seus Seguidores
May 14, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - Dos Deuses Ignorantes E De Seus Seguidores
Todo deus que por si mesmo tome
A moral de tudo e corrija os homens
À retirada de sua idolatria para outros deuses
Alegando que idolatria é pecado
Por si mesmo é um deus hipócrita e idiota
Assim como os tolos que o seguiram
Até lerem isso
Após, seguem os seguidores
Os hipócritas e os idiotas
Poesia - Lucas Batista - Erros
May 13, 2012 - No comments yetO desejo que tivemos, jaz sobre fotos
Quanto mais nos umedecemos, mais nos despimos
Os erros que cometemos, jamais serão bem-quistos
Por mais que fiquemos, tudo será postiço
E o que outrora foi doce, hoje se amarga em solidão
Pois, um dia haveremos de caminhar
Um dia haveremos de caminhar
Num mar de destreza
Um dia haveremos de caminhar
Um dia haveremos de caminhar
Quanta tristeza
Os erros que escondemos, não tarde há de calhar
Mesmo que busquemos, isso nos matará
(Juntos sofreremos, o que não é amar)
(Ah, isso nos matará)
Um dia haveremos de caminhar
Um dia haveremos de caminhar
Bendita beleza
Um dia haveremos de caminhar
Um dia haveremos de caminhar
Se ao menos pudéssemos mentir, faríamos assim então
Nada mais fosse beleza, doce ilusão
Sorriríamos um para o outro, olhares desnudos
A vida mostraria a fraqueza de beijos imundos
Mas, um dia haveremos de caminhar
Um dia haveremos de caminhar
Num reduto de imundezas
Um dia haveremos de caminhar, sutilezas
Poesia - C.Talesman - Epifania Da Utilidade
May 13, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - Epifania Da Utilidade
Quantos inúteis passarão
Para que um útil haja?
Depende dos fatos
Porque um útil nasce
Quando há necessidade
Quando não, existe a epifania
Para o encontro em poucos
Poesia - C.Talesman - Futuro
May 12, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - Futuro
Eu fui
Eu tive
Eu descuidei
Eu, eu, eu
Um eco perene
Passamos voando sem ter visto
Porque ficamos liristas demais
Esquecemos de olhar para frente
Apegamos no dolorido passado
Poesia - C.Talesman - Os Sistemas São Compatíveis?
May 12, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - Os Sistemas São Compatíveis?
No HD guardamos
Quem saiu da memória RAM
Nesta, mantemos quem precisamos
Apagar é preciso para ter espaço
Mais amplo e dedicado
A um arquivo ampliável pela vida
Útil do android
Poesia - C.Talesman - Noite Programada
May 12, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - Noite Programada
Era um mundo
Misturado
Lua no rádio
Beijo no céu
Cura da música
Carinho contra dor
A paixão surreal
Era libertação do vazio
Era a união no amor
Sarau Ao Cubo - Especial Do Dia Das Mães - MAI/11 - Manaus - AM
May 10, 2012 - No comments yetEsses eventos contarão com a presença de poetas de várias faixas etárias que homenagearão a origem da vida na cidade de Manaus: as mães - com poemas sobre elas.
Todas as mãezinhas são bem-vindas.
End: Av. Getúlio Vargas, 2971.
Os eventos têm o apoio da Prefeitura de Manaus - Uma Cidade Melhor.
Envie por:
- Email: coletivotalesman@yahoo.com
Ou compareça nos horários nos locais do eventos indicados no banner com sua arte.
Aberta As Inscrições Do 54º Prêmio Jabuti 2012
May 8, 2012 - No comments yetO Prêmio Jabuti.
Inscreva-se aqui.
Premiação
Quem pode participar
Escritores
Escritores independentes
Tradutores
Ilustradores
Produtores gráficos
Designers
Valor
Os valores da Taxa de Inscrição do Prêmio Jabuti 2011 estão assim estipulados:No caso de obra individual, os valores por obra e categoria na qual a mesma for inscrita são:- R$ 190,00 (cento e noventa reais) para associados da CBL;
- R$ 230,00 (duzentos e trinta reais) para associados de entidades congêneres;
- R$ 290,00 (duzentos e noventa) para não associados.
No caso de coleção, os valores por coleção e categoria na qual for inscrita são:- R$ 260,00 (duzentos e sessenta reais) para associados da CBL;
- R$ 300,00 (trezentos reais) para associados de entidades congêneres;
- R$ 360,00 (trezentos e sessenta reais) para não associados.
Confira as categorias do Prêmio Jabuti 2012:
Valor
- R$ 190,00 (cento e noventa reais) para associados da CBL;
- R$ 230,00 (duzentos e trinta reais) para associados de entidades congêneres;
- R$ 290,00 (duzentos e noventa) para não associados.
- R$ 260,00 (duzentos e sessenta reais) para associados da CBL;
- R$ 300,00 (trezentos reais) para associados de entidades congêneres;
- R$ 360,00 (trezentos e sessenta reais) para não associados.
1. Capa
Fonte: http://www.premiojabuti.org.br/
Poesia - C.Talesman - A Desconstrução Da Eudaimonia
May 8, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - A Desconstrução Da Eudaimonia
Precisamos ser felizes longe das patologias
Esses muitos vivem fragmentados do espírito
Poesia - C.Talesman - Eco Sentimental
May 8, 2012 - No comments yetO sentimento pede por ingerência
A juventude perde por ingerência
Assim como o amanhã perde por ingerência
A vida perde por ingerência
Porque a Filosofia é ingerenciável
Como capítulos sem um nexo aplicável
Onde estamos sem ter consciência
E se a temos logo por ingerência
Não conseguimos possuí-la portanto
Somo bestas ingerenciáveis
Poesia - C.Talesman - A Linha
May 6, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - A Linha
Se não conseguimos, somos fracos
Definir qual é o horizonte?
Qual é o mar de sombras?
Por que queremos tanto(?)
Respostas para quem somos(?)
Sem nunca antes nos aceitarmos?
Poesia - C.Talesman - Quem Somos Sem A Bola De Cristal?
May 6, 2012 - No comments yetRecomendaram-me óculos, mas eu não quis
Gostarei de amar a rebeldia e de escolher caminhos
Todo mundo é feliz com o caminho que escolhe?
Mas meu olho-que-tudo-vê ficou cego e eu não posso
Enxergar nada além de onde os braços do ódio me carreguem
Por que eu não posso escolher ser a diferença?
Eu posso, Sartre. Mas quem seria eu?
Poesia - C.Talesman - Busca Pelo Nada
May 6, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - Busca Pelo Nada
Eu sonho
Tu és o sonho
Ninguém é o sonho
Mundo pesadeloso
Eu racionalizo
Tu és a razão
Ninguém é a razão
Complexado Universo
Nós nunca seremos a compressão
Porque o interesse é a divisão
São amizades que racham
É a busca pelo nada
Poesia - Nicholas Norte - Simplesmente
May 6, 2012 - No comments yetEm você, encontrei o amor
Encontrei a paixão que eu havia perdido
Achei alegria onde só havia dor
Sem você me encontro sozinho
E consegui restaurar o que havia sido arracando de mim
Simplesmente, o meu coração
Poesia - Carolina De Abreu - Traço
May 6, 2012 - No comments yetDeslizei a mão pelos seus ombros tão fugaz
E com o ar de quem vai embora me dei conta do ato
O tom suave da tua roupa transcreveu um olhar agradável
Assim como a barba roçada nos meus lábios
Um beijo afável no rosto, cortês
Poesia - Nicholas Norte - Os Espelhos Da Alma
May 6, 2012 - No comments yetSomente os olhos
Revelam quem realmente somos
Teu olhar, me fascina
Me deixa inquieto
Me deixa tranquilo
Me deixa até sem saber o que fazer
Que olhar sedutor
Como pode tal olhar me deixar tão inquieto?
Não sei,. Mas, eu te garanto que é algo muito intenso
Muito especial
Sabes o que é esse inquietação toda?
Pois é! Tente descobrir
Pois, eu não irei dizer
Poesia - Elias Balthazar - Maquinaria De Luz
May 6, 2012 - No comments yetNasceu num susto iluminado por um ponteiro brusco; perpendicular
Antes que chorasse olhou as horas; Não. Não havia tempo
Embaratou-se daqui pra lá; de lá pra cá
O ponteiro amarelo do Sol brilhou
Na lâmina de barbear
Não reparou no espelho; Nem haveria nada Lá
Vestiu-se; como quem se despe na ânsia de cagar
O apartamento vomitou-o pra fora
O metrô sugou-o protro lugar
Percurso; apenas medo de atrasar
Um edifício o engoliu; Pra horas depois defecar
Foi digerido por aquilo
Sem se preocupar com o próprio gosto
No reflexo do blindex não viu rosto
Nem haveria de importar
Se já era velho; ou ainda moço
O que sentiu de mais relevante; antes que tivesse tempo de pensar
Foi a maquinaria de luz diminuir
O raio perpendicular
Não lembrou-se de voltar; não costumava mesmo lembrar
Morreu numa mortalha fria; sem saber se poderia; morto; demorar
Renasceu num susto iluminado por um ponteiro brusco; perpendicular
Poesia - Isai Adegas - Lembranças De Um Céu
May 6, 2012 - No comments yetPoesia - Isai Adegas - Lembranças De Um Céu
Lá vem o vento empinar o papagaio
Lá em cima ele tece, desenha no ar
Tracejos coloridos feitos sem regra
Penso que sozinho quer voar
Como um pássaro cortando o vento
Ou que simplesmente quer dançar
Embioca, se entrelaça, se embola
Nas nuvens, e se põe a encantar
Aos olhos atentos da criança
Que só pensava em brincar
E que jamais se esquecerá
Do colorido que a fazia sonhar
Poesia - Nicholas Norte - O Beijo Do Despertar
May 6, 2012 - No comments yetEm você eu vi a luz
A luz que jamais vi em qualquer
Outra pessoa, somente sua
Presença me conforta e me faz esquecer
Tudo a minha volta
Por que será que tenho a sensação de você
Estar escapando por entre meus dedos
E que meus erros não serão perdoados e nem consertados?
Então, agora é correr atrás
Do tempo perdido e tentar
Recuperar-me dos meus erros e falhas
Acordar de meu sono profundo
Despertar pra vida antes
Que seja tarde, senão
O meu atraso pode ser mortal
Pra mim mesmo e pras pessoas ao meu redor
Antes que eu prejudique mais alguém, irei
Acordar desse meu sono
E sinto que só você me ajudará
A despertar disso
Oh! bela dama, ajudai-me
A despertar desse cruel mar
De infelicidade e de medo
Ao menos me dê o beijo
Salvador do despertar
Para que enfim, eu possa acordar
Em teus braços e finalmente
Possamos ser felizes
I love you
Poesia - Carolina De Abreu - Transtornar-se
May 6, 2012 - No comments yetPor que julgas, meu caro?
Se a fome há tempos recobria seu coração
Dentro de um ar, daquele ar ferozmente inabitável
É como se um feixe de luz transparecesse sua alma
E fosse já dia em seu túmulo
Perto ali de uma aurora silente e leve
Por que julgas, meu caro?
Quando o ar dissimula uma escuridão em seu peito
Quando a sede da fonte benevolente já não mais existe
Uma turva sensação rápida perpassa sua agonia
Nada mais existe
Além do ser, nada mais
Seu rosto fora condensado às estrelas maiores
E hoje segue o curso cósmico dos Astros
Poesia - C.Talesman - Em Cantos Solitários
May 6, 2012 - No comments yetPara onde nossa felicidade?
Para onde nossa razão?
Por que ambas não juntas?
Sem estar separadas por medo?
Poesia - Carolina De Abreu - Assassinato Do Delicado
May 6, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - A Balada De Um Herói Dominado
May 6, 2012 - No comments yetPoesia - Carolina De Abreu - Última Mentira
May 6, 2012 - No comments yetO ronco barulhento da tua voz
Esmorecendo a cada passo
Formando bolhas azuis no espaço
E acabando por mover os olhos nus
Entre as sobrancelhas ásperas
Já ascendendo o último cigarro
A ação dos outros te assolou?
Tua identidade corrompeu-te
Entre o máximo do mundo
E o pequeno refúgio no teu sorriso
Poesia - Carol De Abreu - Última Mentira
May 6, 2012 - No comments yetO ronco barulhento da tua voz
Esmorecendo a cada passo
Formando bolhas azuis no espaço
E acabando por mover os olhos nus
Entre as sobrancelhas ásperas
Já ascendendo o último cigarro
A ação dos outros te assolou?
Tua identidade corrompeu-te
Entre o máximo do mundo
E o pequeno refúgio no teu sorriso
Poesia - C.Talesman - Com Garous Nunca Se Brinca
May 6, 2012 - No comments yetA impressão do uivo é calafrio
O olhar faminto é calafrio
Por detrás de névoas
O fim sairá
Poesia - Isai Adegas - Poeta De Lua
May 5, 2012 - No comments yetPoeta de lua, de rua nua
Escreve poemas no asfalto
Sob os sóis da madrugada
Pendurados nos postes altos
Revela faces da noite
De solidão, amor e dor
Temidas como um açoite
Vividas com tanto ardor
Poeta de rua, que flutua
Sobre a sombra do incauto
Tece os versos ao avesso
Tens o dom de um arauto
Declama poemas ao vento
Que os leva a todo lugar
A quem precisa de alento
A quem precisa sonhar
Poesia - Nicholas Norte - Coração Dilacerado
May 5, 2012 - No comments yetVocê se foi, destruindo meu coração
Pobre coração que um dia existiu
Pois agora ele está em pedaços(.) totalmente(.) dilacerado
Ele necesita de alguém que o ajude a ressurgir dos cacos
Será você a nova dona do meu coração!?
Quem sabe, será você ou qualquer outra
Essa será uma pergunta que somente o tempo responderá
De forma louca, maliciosa e misteriosa
Porém, enquanto isso ele não existirá
E ficará escondido até um dia encontrar o seu lugar de paz
Onde ele possa repousar tranquilo com alguém que o ame
Poesia - Nicholas Norte - Cinzas De Fênix
May 5, 2012 - No comments yetDeixei-te a muito tempo
Pois a muito tempo, vc não existe mais pra mim
Apesar de eu ter te amado
Vc simplesmente sumiu de meu coração
Não só de meu coração, mais de minha mente também
Já que você tinha tudo e não aproveitou
Te dei o mundo e você o jogou fora
E não jogou apenas ele fora
Jogou meu coração também
E antes de jogá-lo fora
Esfaqueou, rasgou e o pisoteou
Então desde desse dia
Prometi a mim mesmo que não iria mais entregar meu coração de bandeja
Como entreguei a vc
Pois o medo e o receio de alguém acabar com ele de novo
Mais do que ele já está ferido e destroçado é enorme
Então a partir de hoje
Esqueça que um dia me conheceu
Pois já tirei você da minha mente
Apenas juntarei as cinzas e como uma fênix
Um dia, eu voltarei de minhas cinzas































































