Poesia - Arllen Lira - Lacrimático
*Pintura: Arturo Samaniego - Surfacing
O ser humano naturalmente advém do aquático
Grande parte do seu corpo é água
O ser humano naturalmente também é apático
Grande parte da sua alma é mágoa
Lamúrias do sentimento líquido que escorreu pelas mãos
De quem viu um grande amor partir
E com isso sumiu também seu coração
As ondas dos eventos originam-se nas pequenas coisas em meio ao grande mar vida
O que por muito tempo foi cura agora é também ferida
Calo-me em meio a demasia da tristeza do porvir
Paro de chorar já com pena de mim
Já obstasse meu processo de autodestruição
Que se iniciou no momento que eu nasci
Que se paralisou no momento em que te conheci
Que se acelerou no momento em que te perdi
Já me perdi de tanto querer me achar
Às vezes acho que nem sou deste mundo
Sou filho de uma outra raça, leal, justa, amorosa e sincera
Não pertenço a esta raça humana, que magoa, mente e trai
Tenho vergonha da minha condição humanóide
Tenho vergonha detsas atitudes fraternais, factóides
São dos olhos que escorrem os líquidos mais preciosos emitidos por uma a pessoa
As lágrimas!
Então lacrimeja a lavanda de toda esta tristeza
Molha-me, olha-me... Lava-me!










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