Poesia - Anderson Marcelo Mota - Novos Laços
February 11, 2013 - No comments yetPoesia - Anderson Marcelo Mota - Novos Laços
Toda essa chuva, esse medo, esse cansaço
Toda palavra e sentimento escorregam esguios
Caem como sangue quente no papel frio
Na cor do tinto líquido, saliva tua em minha nuca e suspiros
O risco giz que teus lábios deixam no meu beijo
Quando surge a mínima chance de te abraçar
Seja do jeito que for sendo seu em novos laços meus
O tanto mais que teu jeito se desfaz no meu
O quanto que meu beijo se torna teu em imersos abraços
A caridade de um olhar que brilha só de te ver chegar
Seja do jeito que for sendo seu em novos laços meus
A solidão vira memória se tua voz está tão perto a ponto de me pedir mais
Os dentes que se abrem pra me recepcionar
Provando os lábios meus perfumando minha boca com o hálito teu
Toda essa fama, rancor, trauma e calor
Toda via é prelúdio do colo teu que me abriga por hora
E se faz de abrigo ao rosto meu
Seja do jeito que for sendo seu em novos laços meus
Um estranho batom que deixei dias no pescoço teu
Denuncia e anuncia o quanto é bom esse abrigo
E o quanto é único o meu braço em abraço teu
Com o “vem cá” do trago meu
Poesia - C. Talesman - Demonizar Um Assassino É Ser Autor De Um Assassinato
January 27, 2013 - No comments yetPoesia - C. Talesman - Demonizar Um Assassino É Ser Autor De Um Assassinato
Em nome da justiça haverão
Homens que não separar-se-ão
Do emocional contido neles
Em nome da justiça demonizarão
Toda a vida do assassino
Nomeando-o monstro social e público
Para incitar o ódio da humanidade
Contra o assassino, pressionarão
A decisão dos jurados nos tribunais
Gerarão ódio dos detentos no presídio
Para onde o assassino caminhará
Sem precisar de cadeira de choque
Ou injeção de eutanásia
Nas celas, o assassino será extinto
Pela repulsa de seus companheiros
Demonizar um assassino, retirando
Dele o direito universal de pessoa
Nunca será uma atitude dos homens justos
Poesia - Sandro Marandueira - Do Acaso Querendo Sofrer Do Que Todos Dizem Ser Paixão
January 24, 2013 - No comments yetPoesia - Sandro Marandueira - Do Acaso Querendo Sofrer Do Que Todos Dizem Ser Paixão
A pulsação do peito pula a garganta
Engolir seco com a garganta molhada
Falta ar, pois a fogueira acesa precisa de oxigênio
Uma caldeira em pressão total
Movimenta um trem chamado corpo
O combustível da maquinaria é o seu perfume e
Delicadeza da mais singela flor
É uma droga
Você quer, você pensa toda hora, sente saudade
Se contorce no chão como um usuário de ópio
Imagina caricias, dormir abraçado ou simplesmente aguardar
O chegar de uma viagem, estas coisas que fazemos
Quando estamos enfeitiçados
Você é o meu mais profundo vício, não consigo fugir
Quantas vezes peguei o telefone?
Quantas vezes olhei o seu retrato sorrindo na minha agenda?
Quantas vezes me contive?
Como querer sem ser mais um?
Como se entregar sem a certeza de onde você deixa seu coração?
Como não fazer papel de bobo num sorriso inocente?
Num mundo tão variado e distante
É tão fácil se enganar
Nos conhecemos, mas ao mesmo tempo, somos tão estranhos
Como não ser atraído por miragens?
Como não se encantar com o canto das sereias?
Como é não ter fome?
Poesia - Celdo Braga - Sabedoria De Barranco II
January 24, 2013 - No comments yet
Poesia - Celdo Braga - Sabedoria De Barranco II
Peroba, óleo peroba,
pra quem tem cara de pau,
pra quem não tem brilho próprio,
pra quem não é natural
e fica todo metido
na coluna social.
Eu conheço muita gente
que no impulso da vaidade
pisa por cima dos outros,
fere a palavra humildade,
só porque ganhou um cargo
já se sente autoridade.
Já se coloca elevado
assumindo um tom formal,
feito um rei que ganha o trono
da pedra filosofal,
com a postura de quem tá
acima do bem, do mal.
Peroba, óleo peroba,
pra que a gente reconheça
o brilho falso, ilusório,
desse tipo de cabeça,
e não permita o espaço
que a dita se estabeleça.
Poesia - Celdo Braga - O Ingrato
January 24, 2013 - No comments yetPoesia - Celdo Braga - O Ingrato
Aprendi, desde criança,
que pecar, para um cristão,
é desonrar pai e mãe,
é matar o próprio irmão,
é roubar a coisa alheia
mesmo tendo precisão.
Este sábio ensinamento
é o norte do cidadão
pra viver em harmonia,
no prazer da comunhão,
pra trilhar todos caminhos
sem entrar na contramão.
Ser caridoso é a virtude
pra quem busca a salvação;
quem peca, apaga a luz própria,
mergulha na escuridão
e passa a errar pelo mundo
com as vestes da ingratidão.
Pra muita gente, confesso,
eu abri meu coração,
reparti o mel gostoso
das notas de uma canção,
olho pra trás, e só vejo,
minhas pegadas no chão.
Poesia - Sandro Marandueira - O Ópio Das Tartarugas
January 23, 2013 - No comments yetPoesia - Sandro Marandueira - O Ópio Das Tartarugas
Tento ir dormir, mas quando olho para frase na linha
"Como vai, Sandro?"
Relampeja os neurônios, os dedos saltam no teclado
Olho vitrificado em vermelho escarlate
O corpo responde aos estímulos da máquina
O cérebro estimulado, fervilha mais que café
Pipocam palavras no cérebro
Poesia - C. Talesman - Falsa Falha
January 23, 2013 - No comments yetPoesia - C. Talesman - Falsa Falha
Se eu falasse
Não entenderiam o que sorrio
Se eu sorrisse
Não entenderiam o que vejo
Se eu visse
Não entenderiam o que fotografo
Se eu fotografasse
Não entederiam o que conto
Ainda assim se eu contasse
Não entenderiam o que sinto
Pois não entendem minha fala
Poesia - C. Talesman - Dessa Ilusão
January 23, 2013 - No comments yetPoesia - C. Talesman - Dessa Ilusão
Uma vida igual a uma magia
Inexplicavelmente faz de ti um feliz
Assim uns acreditam que surgiram do vácuo
Outros de um triângulo com olho no centro
Existem os que nasceram da remuneração
Hoje eu não tenho mais frases de gênio
Estou pobre, desconexo e sem um amor
Odeio metade das pessoas que conheço
Odeio-as pela alienação (delas)
Eles não me ensinam um mundo novo
São bobas correndo por um passado
Deixaram de criar futuros
Porque não agiam coletivamente
Se essa falta de união não fosse
Se isso não fosse realidade
Só poderíamos estar de face com a ilusão
Como isso é tristeza
Poesia - Hugo Lima - E(STÔMA)GO
January 23, 2013 - No comments yetPoesia - Hugo Lima - E(STÔMA)GO
Escrever alivia o estômago
Tudo acontece no estômago
O mal do homem é o estômago
É no estômago que mora a raiva
É no estômago que se sente a fome
É no estômago que se sente o medo
É o estômago que digere as palavras
É no estômago que moram as paixões
Alguém me disse que tudo é uma questão de estômago
O estômago é o eixo de tudo
É preciso reconhecer a importância do estômago
É o estômago que mata o homem
É preciso ter estômago para engolir o mundo
Fora do Eixo Comunica: Grito Rock Rotas 2013
January 21, 2013 - No comments yet
|
|
Fora do Eixo Design Comunica:
January 17, 2013 - No comments yet |
|
Poesia - Anderson Marcelo Mota - A Intenção E O Enigma
January 16, 2013 - No comments yetPoesia - Anderson Marcelo Mota - A Intenção E O Enigma
Tal qual é a canção, tal como pulsa um coração
Tal que seja uma intermitente a regressão
A tentativa de renovação, ainda assim em teus poros
Não exibem sorte alguma de novo crer
A vontade esguia como bailarina em valsa fria
Disfarça ruídos com gemidos e gritos de vitória
Digere por vezes um quinhão de dose da ilusão
Se embriaga com licor de saliva alheia
À qual ele nunca pertencerá uma lágrima ou uma nação
Segue seu peso sem gravidade por não pesar em sua consciência
Suas tolas vontades de se manter em um pedestal enxovalhando intenções
Segue sem velocidade, por vezes com intensidade, sem maldade nem sinceridade
Cinzelando facetas afáveis de se amar, abrigando em suas palavras o horror eterno
Do não perdão
Os seus desenhos agora não são mais os mesmos
Os traços são somente gracejos de um borrão displicente
E inquestionável é a condição de mirar para infinito
Esquecer os excessos de salubridade do perdão
Exceder na boa vontade, empobrecer sua ansiedade
Se embrenhar na voz rouca nessa imensidão
Poesia - Sandro Marandueira - Melancolia
January 16, 2013 - No comments yetPoesia - Sandro Marandueira - Melancolia
Não é um vazio
é uma adaga que machuca
fecho a janela do espirito para não chover
molhar meu peito
sentir frio e não ter como esquentar
Troveja a dor no capitel da saudade
procuro o sol
mas nuvens grossas trazem a tormenta
Não adianta desistir, lutar ou ficar parado
confusão é a única palavra que vem
contra a natureza de pouco adianta correr
aceitar que nem sempre conseguimos o que queremos
mas tentar é possível
tentar é possível
é possível
possível
Poesia - Grace Cordeiro - Ah! Eu Sou Tão Primitiva
January 16, 2013 - No comments yetPoesia - Grace Cordeiro - Ah! Eu Sou Tão Primitiva
Não tenho silicone nos seios
Não tenho botox nos lábios
Ainda leio livros
Ainda percorro rios
e não tenho máscaras
de oxigênio
Quando as pessoas passam
por mim falo bom dia e boa tarde
e aperto as mãos
Ainda acredito em sorrisos e abraços
Gosto de uma boa canção
Choro com o noticiário
Vejo em cada parede uma
história e em cada fome
uma tristeza
Ah! Eu sou tão primitiva
Poesia - Elias Balthazar - Chorinho
January 12, 2013 - No comments yetPoesia - Elias Balthazar - Chorinho
No Brasil
Até pra chorar
Tem-se
O jeitinho
Poesia - Elias Balthazar - Jogo
January 12, 2013 - No comments yetPoesia - Elias Balthazar - Jogo
Todas as noites
É a mesma ilusão:
Eu atrás do poema
Ele atrás das minhas mãos
Poesia - Elias Balthazar - Espelho
January 12, 2013 - No comments yetPoesia - Elias Balthazar - Espelho
Eu mesmo
Tão estranho à mim
Custo acreditar
Que me planejei pra ser assim
Poesia - C. Talesman - Der Metzgermeister
January 11, 2013 - No comments yetPoesia - C. Talesman - Der Metzgermeister
Corria uma fumaça de comilança
Na Guy Cannibals
Comida humana se entregando
Em bandejas prateadas
Vítima e glutão combinavam
Como seria da carne a degustação
Da receita ao melhor tempero
Das horas no fogo, das horas no fogo
O melhor corte
No "Canibal Cafe"
A culpa não morreu com Freud
Não na Torturenet
Morreu em um tribunal
Real como o fim de cada mordida
Dos quilos do "irmãozinho" mais novo
Amigo, amigo
Por que não procura
Ajuda profissional?
Por quê?Tempo ainda há
*Rammstein - Mein Teil
Poesia - Ivan Junqueira - O Poder
January 9, 2013 - No comments yetPoesia - Ivan Junqueira - O Poder
Eis o poder: seus palácios
hospedam reis e vassalos,
messalinas, pajens glabros,
eunucos, aias, lacaios,
e até artistas e ratos.
Uma só migalha basta
à sordícia que se alastra,
e pronto surge uma talha
onde o cenário é lavado
para o próximo espetáculo.
O poder é assim: devasta,
corrompe, avilta, enxovalha,
do reles pároco ao papa,
e não há um só que escape
ao seu melífluo contágio.
Se alguém o nega ou o afasta,
compram-no logo, à socapa,
a peso de ouro ou de prata.
E se acaso não o fazem,
mais simples ainda: matam-no.
Tem o poder muitas faces :
a que se crispa, indignada,
a que te olha de soslaio,
a que purga e chega às lágrimas,
a que se oculta, enigmática.
Mas são apenas disfarce,
formas várias que se esgarçam,
por entre véus e grinaldas,
porque assim vertem mais fácil
o vitríolo em tua taça.
E tu, rei de Tule, aos lábios
leva sempre, ávido, o cálice,
não por amor nem saudade
de quem se foi, entre as vagas,
de um castelo à orla do mar,
mas só porque, embriagado,
são de engodo as tuas asas
e de cobiça os teus passos,
que vão aquém das sandálias
e se arrastam rumo ao nada.
O poder é aquele pássaro
que te aguarda sob os galhos.
Tudo ele dá, perdulário,
De ti quer apenas a alma,
Por inteiro. Ou a retalho.
Poesia - Francisco Carvalho - Poema Para Escrever No Asfalto
January 9, 2013 - No comments yetPoesia - Francisco Carvalho - Poema Para Escrever No Asfalto
Agora eu sei o quanto basta à ceia do coração
e o quanto sobra do naufrágio
das nossas utopias
Agora eu sei o que significa a fala dos mortos
e esta parábola soterrada
que jorra das veias da pedra
Agora eu sei o quanto custa o ouro das palavras
e este pacto de sangue
com as metáforas do tempo
Agora eu sei o que se passa no coração de treva
e do homem que morre mendigando
a própria liberdade
Agora eu sei que o pão da terra nunca foi repartido
com a nossa pobreza
e com a solidão de ninguém
Agora eu sei que é preciso agarrar a vida
como se fosse a última dádiva
colocada em nossas mãos
Poesia - Francisco Carvalho - Discurso Da Ira
January 9, 2013 - No comments yetPoesia - Francisco Carvalho - Discurso Da Ira
Os pobres estão se evaporando
à vista de todos
O tempo vai passando
os pobres vão se decompondo
seus rostos são apagados pelo vento
e da memória dos computadores
até que ninguém se lembre
mais de suas caveiras sorridentes
afugentando os parasitas dos burocratas
nas repartições públicas
Os pobres estão sumindo
aos olhos de todos
O tempo os vai tornando
cada vez mais parecidos com a morte
Enquanto isso, os poderosos
sacodem suas nádegas fotogênicas
fazem belos discursos para a distinta platéia
e afagam avidamente as orquídeas
Poesia - Francisco Carvalho - Fosso
January 9, 2013 - No comments yetPoesia - Francisco Carvalho - Fosso
O povo fala grosso
mas não segue adiante
porque tem um fosso
O povo mostra o rosto
mas não pode ser visto
porque tem um fosso
O povo não tem sobrosso
mas é expulso da festa
porque tem um fosso
O povo paga imposto
mas fica à margem do rio
porque tem um fosso
Fosse de que modo fosse
a vida não mudaria
porque tem um fosso
A fome mostra o seu dorso
mas não prova do manjar
porque tem um fosso
Espectros de pele e osso
contai vossa fome ao vento
porque tem um fosso
Fora do Eixo Comunica
January 8, 2013 - No comments yet
|
Poesia - Marcelo Calil - Poesílias de Bras-ilha
January 7, 2013 - No comments yetPoesia - Marcelo Calil - Poesílias de Bras-ilha
Entre quadras
Entre meios
Entre corpos
Entre copos
Encontros e
Desencontros
Vivemos
entre eixos
Até o fim
Poesia - Ives Montefusco - S/T
January 6, 2013 - No comments yetPoesia - Ives Montefusco - S/T
É quase um pedido, uma súplica
uma declaração, um constar
Sair da sua rotina, desacelerar
Nós dois.
Janela toda aberta, fecha
portão escancarado, encosta
o peso da sua cabeça no ombro
e dorme o sono bom do sossego
Nosso colo
Arvora novidades e se atreve assim
Surpreende a pálida nuvem a dissipar
Poeiras em pontos dispersos na amplidão
No universo tecido em comunhão depois
Afasta as poltronas, arruma acolá, ali
Desaguar no oceano do infinito partir
Abrolha novamente e suspira o viver
Descerro as fechaduras, abro de novo
Pode entrar
Poesia - Marucia Herculano - Último Poema
January 6, 2013 - No comments yetPoesia - Marucia Herculano - Último Poema
Minh’alma anseia o recolhimento
Todo amor e pecado estão confessos
Impressos em linhas, o meu sentimento
Da vida, não fui vítima e tampouco algoz
Cada emoção, experimentei na plenitude
Entregando-me à paixão num fulgor feroz
Vislumbrei a felicidade em momento amiúde
Sem qualquer inspiração, agora me encontro
Sigo apartada do tolo eu e mesmo da poesia
Esquiva com as armas sempre em pronto
A suavidade cedeu o seu lugar à rebeldia
Compreende-me a fiel companheira solidão
Pois, assustada, nas palavras, não me traduzo
Sou tantos paralelos de medo, vazio e amplidão
Pranto silencioso nas folhas brancas, difuso
Poesia - Marucia Herculano - Lágrimas Da Alma
January 5, 2013 - No comments yetPoesia - Marucia Herculano - Lágrimas Da Alma
Não procure no rosto vestígios de lágrimas
E nem pretenda ouvir sussurros ou tristes lamentos
Existem ocasiões onde a estampa de serenidade exposta
Serve de escudo aos desesperados e atrozes tormentos
Haverá dias que a alma se debaterá buscando consolo
E a morte se afigurará como única resposta aos sofrimentos
E mesmo a fé perecerá tal fortaleza destruída, vã e imposta
Transformada pela indiferença e inapeláveis acontecimentos
A dor possui com o coração intimidade profunda e angustiante
Leva-o a percorrer os caminhos do conhecimento e do desalento
Grassa qual doença devorando a alegria doce da exuberância
Retirando do sonho, a esperança e dos pés, o estável firmamento
Lágrimas d’alma são apelos sutis entrementes e silenciosos
Necessitados de doação e sensibilidade para seu entendimento
Guardam segredos de existências infrutíferas ou desditosas
À espera do milagre do amor: fonte da redenção e do fortalecimento
Poesia - C. Talesman - Analfabeto Visual
December 24, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - Analfabeto Visual
Olha para
Poesia - Lincoln Moreira - Prólogo
December 22, 2012 - No comments yetPoesia - Lincoln Moreira - Prólogo
Um verso talvez
Ou o amor dos loucos
Quem sabe a tristeza
Do fim de quem ama
Que seja você, ou os outros
Quando dominaremos a certeza?
Um verso talvez
Ou o ódio compulsivo
Seja qual o sentimento
- Estou certo que meu canto é duvidoso -
Que seja eu.. você
Mas.. sabemos de alguma certeza?
Eu que quebrei o espelho d’alma
Eu que não sei o que pretendo
- Tu, a quem eu quero -
Isto é uma certeza (?)
Poesia - Lincoln Moreira - AluaPana
December 22, 2012 - No comments yetPoesia - Lincoln Moreira - AluaPana
Inverter, desmembrar meu peito cansado
Olhar teus olhos são recortar
Casulos temporais de vontades
Enxergo sem ver, pois o que almejo escondo
Atrás de minhas pálpebras fatigadas
Olhar teus olhos são recortar
Poesia - Lincoln Moreira - Absinto
December 22, 2012 - No comments yetPoesia - Lincoln Moreira - Absinto
Sonho com você
Meus sonhos são inúteis
Inúteis porque não te trazem
Queria-te real
Assim te tomaria
Poesia - C. Talesman - A Valquíria De Abrahan
December 22, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - A Valquíria De Abrahan
Valquíria de Odin, cavaleira do tempo
Viajante da Terra e dos céus
Salvadora de noites desoladas
Salva o meu coração
Salva o meu coração com sorrisos
Antes que outra valquíria me leve
Como algodão doce em uma praia com crianças
Tua companhia traz saudades
Poesia - Márcio Ide - O Despertar Na Guerra De Amor Da Vida
December 15, 2012 - No comments yetPoesia - Márcio Ide - O Despertar Na Guerra De Amor Da Vida
Sempre
Preste atenção no momento presente
Procure sempre acordar
Sempre vencer a inércia
A preguiça e o desejo frustrado
Que pesam tanto
Luta pela sua vida e trabalha
Pela sua felicidade, agora
A cada instante, sem afobação
Mas não perca um segundo
Da mágica de existir
Poesia - Márcio Ide - Os Poetas Anjos
December 15, 2012 - No comments yetPoesia - Márcio Ide - Os Poetas Anjos
E num instante no meio do vento
Eu ouvi sua voz
Teu olhar se abriria a mim
E eu, tão nu e só
Me abriria plenamente
Ele e ela
Foram dos maiores poetas que viveram
Desde sempre
Eu nasci dentro do seu amor
Seu amor me salvou da morte vazia e insana
De tempos insanos e vazios
Literalmente, letra por letra
Eles são meus mestres
Eu sou sua caçulinha
Minha filha nasceu
Eu a darei ao Mundo
A estória e História não acabaram
Prossegue, Rosa
Poesia - Camila Nakano - Talvez
December 15, 2012 - No comments yetPoesia - Camila Nakano - Talvez
Talvez se eu tivesse me escondido mais
Talvez se eu tivesse resguardado mais meu coração
A minha alma estivesse ainda inteira
Eu sei que eu sempre ando na espera
Eu sei que bem no fundo sou eu quem erra
Dando tudo o que a gente não pode tirar
Sentimento, amor ou loucura...
Talvez se eu não tivesse me entregado assim
Talvez se eu não tivesse me doado assim
A minha alma estivesse ainda plena em amor
_________________________________________________
*Letra da música "Talvez", da compositora: Camila Nakano.
Poesia - Glena Gunner - Criador, Criatura
December 11, 2012 - No comments yetNão há completude em nada existente
Se o próprio criador é incompleto
Porque suas criações não deveriam ser?
Homem criador
Que permitiu vestir-se de criatura
Que criou deus, seu criador
Como o caminho para sua cura
Tantos poderes nos foram atribuídos
Natureza e evolução que nos empurraram até aqui
Mas muitos ainda encontram-se insatisfeitos
Pelo singelo fato de existir
Põe-se abaixo de algo que nunca se mostrou
Que nunca nos falou as verdades
Que necessitamos ouvir
Nos mostramos impotentes
E continuamos a nos iludir
Criador que se fez criatura
Criatura que ignora suas virtudes
Suposto criador
Que ao invés de respostas e conforto
Gera ainda mais duvidas e dor
Criatura e criador
Poesia - C. Talesman - Carbono Queimado
November 29, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - Carbono Queimado
Afoguei na lama
De quem foi queimado
Nas palavras de um pai
Desesperado
Os filhos foram salvos
Os bens foram salvos
Mas foram furtados
Quando mais bens foram salvar
Tudo se foi
Morreu ali a fome
A esperança, a alegria
Morreram as lembranças
Por sorte não morreu a vida
Por culpa de um desequilibrado
O fogo se alastrou como pecado
Sumindo dali com as casas pernudas
Era uma vez uma beira do rio alegre
Quero tomar um banho
De carbono queimado
___________________Doe para as vítimas do incêndio:
http://tinyurl.com/cfuwjhw
Poesia - C. Talesman - Depressão No Amor
November 26, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - Depressão No Amor
1. Medo
Para amores buscando justiça a
Anunciação do fim é um particípio
Mais doloroso de cada futuro
Do tremor pela pessoa que não vem
Teme-se o destino que não existe
2. Raiva
Por que não vem e não houve 'o não'
Apenas um única vez?
Eu não peço mais amigos e passagens
Eu não peço músicas confortantes
Eu não peço frio para me acalmar
Eu não peço choro e ataque cardíaco
Queria a tua recepção
3. Frustração
Os dias se passam sem um email ou telefone
Extingui-se
A vida social da rede
Junto da vontade de viver e ir lá fora
Ver se a luz dourada aparece no final da tarde
Ou para sentir a proximidade
Por que não me deixa ir para sempre?
4. Depressão
Em um jogo
Já a depressão fica parada em cada esquina
Esperando para segurar na mão
Sem encontrar personagem
Para representar a dor
5. Flashback
Por que eu não disse 'não'
Quando a encontrei
Pela primeira vez
No parque, na Sexta-feira?
Essa mania de sofrer
Para ter um sentimento
Para escrever
Ela disse 'oi'
Eu disse 'tchau'
Como nota, evitei os pesadelos
Poesia - Rojefferson Moraes - O Protesto
November 25, 2012 - No comments yetPoesia - Rojefferson Moraes - O Protesto
E ali, sentado como um cacique perdido no tempo e espaço
Vendo todos aqueles homens, mulheres e meninos
Percebeu-se como um ser estranho em si mesmo
O sol nascera encarando-o voraz
Ele ergue-se e vendo o fio prateado do que um dia fora um rio caudaloso
Deixou que o odor lamacento do cais lhe tomasse
Os pulmões cansados e enegrecidos pelo fumo
Tinha nos olhos puxados e na pela lisa
Marcas de uma dor quase imperceptível
Açoites, dias e noites de torturas nos galpões industriais
E as suscetíveis perdas e das humilhações sofridas
Pelo seu eu nem por ele conhecido
Desceu como uma sombra, um espectro ontológico
De um ser que deveria ser banido da história da cidade
Para não borrar a tela bem pitada e perfeita
Do dia a dia da província pasteurizada
Em meio ao som de motores, fumaças, alto-falantes
Ao invés das flautas tribais
Partiu para o sacrifício último de sua miserável vida
Subiu no Monumento de Abertura dos Portos
Para proferir suas últimas palavras de protesto
Até sucumbir ao golpe de cassetete que lhe atingiu a nuca
E o soco certeiro no estômago que estraçalhou
Alguns de seu órgãos já estragados
Poesia - C. Talesman - Ondismo
November 25, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - Ondismo
Onde tudo vale para todos
Onde o mais miserável é notado primeiro
Onde o diferente transforma-se em igual
Onde o sonho substituiu a inveja
Onde a imaginação dá lugar ao conhecimento
Onde o miserável tem educação
Onde o livro é pesquisa
Onde a escrita é resultado
Onde o original transforma o previsto
Onde o simples se torna gênio
É um ondismo interminável
Poesia - C. Talesman - O Deus(-)Partido
November 25, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - O Deus(-)Partido
O homem que adota um partido político
Como a um deus, nunca conseguirá
Discursar contra esse deus
Por mais que esse deus motivo de crimes
E quão estúpido serão os discursos de defesa
Desse homem em relação a justificação
Dos crimes do Deus-partido?
E quão idiota será era esse homem
Em seu imenso falsificacionismo?
E quão imbecil serão aqueles
Que acompanharem a pequenice dele?
Antes de partir um deus
É preciso estar a parte dele
Para poder partir os dois
Poesia - Celdo Braga - Luz Negra (Em Memória De Nestor Nascimento)
November 20, 2012 - No comments yetPoesia - Celdo Braga - Luz Negra (Em Memória De Nestor Nascimento)
A luz lapidada na fala do negro
– do negro assumido chamado Nestor,
Na pedra do tempo esculpiu esperanças,
– na tábua do exemplo um legado de amor.
Lavrou consciência nos poucos que gritam
nos poucos que cantam o canto do igual.
Deixou ressoando em todos os recantos
o toque de iuna do seu berimbau.
Deixou na palavra curtida de luta
a saga do fraco que forte se faz,
e em letras graúdas, tingidas de sangue:
guerreiro pra sempre; escravo jamais!
Nestor Nascimento é luz peregrina
é fogo que arde na brasa do ser.
Zumbi manauara na lavra dos sonhos
Kilombo florindo em nosso viver.
Poesia - Hugo Lima - As Cinzas
November 19, 2012 - No comments yetPoesia - Hugo Lima - As Cinzas
Ando sobre as cinzas do meu corpo
Será que existe algum outro
Além de mim?
Será?
Poesia - Hugo Lima - Constelação Do Céu Da Boca
November 19, 2012 - No comments yetPoesia - Hugo Lima - Constelação Do Céu Da Boca
Poesia - Ana Ribeiro - Cinco Minutos
November 19, 2012 - No comments yetE assim eu descubro meus dias
Permeados de lutas
Guerrilhas internas
Palavras que ofendem e ferem fundo
Bocas se abrem, às vezes em versos
Outras, em verborrágicos espasmos
Ou fecham-se em beijos de desejos
De dor
O medo é constante; o corpo reclama
O peito dispara; o sono não vem
Meu canto é silêncio
Sem versos nem rimas
Apenas flui
Como torneira aberta
Que jorra minhas mágoas
E de repente estanca
Como se em mim tudo fosse árido, estéril
O que me resta?
Poesia - C. Talesman - Fotografia De Tom Frio
November 18, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - Fotografia De Tom Frio
Foi possível olhar nos olhos de outra
Sentindo a pulsação novamente
Fizera-me ela gostar apenas como punição?
E os seus cuidados eram apenas de carinho?
Eram. Eu vi um fantasma despedaçado
Na impressão o amor, invenção do século
XIX e 59 eram quando acabaram-me
Com esse mal para a paixão de quem observa
Esperança é perdível como a alegria
Era uma vez um homem que sentia
Era uma vez um tolo que tentou de novo
Era uma vez um coitado sentimental
Era uma vez uma depressão chegando
Buscar de um fonte tão sombria
Onde sapos coaxam e o Elísio soa revolução?
Se tivesse focado na revolução
Mas aí, perfurei para os lados
Vi o amor dela pelo ressurgido
Quando abandonou-me não pude parar
De chorar, as lágrimas contidas
De um ano inteiro
Do enterro do meu último amor
Congelado
*Wolfgang Amadeus Mozart - Lacrimosa (HD)
Poesia - C. Talesman - Guarani-Kaiowá
November 14, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - Guarani-Kaiowá
Em meio ao fogo, ao povo, a hostilidade
Em meio à depreciação de sua cultura
Em meio aos xingamentos de animais
Em meio à separação de sua casa
Surgiu um novo herói do suicídio
Em meio à ameaça de fazendas
Em meio à redução de seres urbanos
Em meio ao tratamento desumano
Em meio às matérias de um jornal
Surgiu um herói suicida e desteminado
Em meio ao nacionalismo
Em meio à disputa de poder
Em meio ao terrorismo de ditadores
Em meio à maledicência dos retardados
Surgiu um herói histórico e final
Para despertar a fúria dos insolentes
Meninos do status quo
Em um eco politicamente aterrorizante:
Este é o território revolucionário
Poesia - Tony Saunier - Claustrofobia Do Silêncio
November 14, 2012 - No comments yetPoesia - Tony Saunier - Claustrofobia Do Silêncio
Não posso ficar assim
Não devo ficar assim
Há um intervalo lá fora
Suprimido em mim
Há um domingo de pedras faiscantes
Um sol de limo em meu coração
E uma vontade infantil
Que desassossega e trai
Quando digo que não vou
Quando digo que não quero
Quando afugento o que voltou
Mas que de ti, eu sempre espero
Invento sutilezas que nos acalentem
Confissões? Já foram muitas, em cubículo escuro
Mas eu tenho saudade da primavera
Dessa grande primavera que nos visita de vez em quando:
Centelha de girassóis
Desculpa, amor, (des)culpa
Mas eu tenho uma navalha
Rosas vermelhas, cortinas esvoaçantes
E meu travesseiro é um bordô orvalhado
Sorvo o gosto agridoce da carne
E o vinho mais frugal, sedento e só
E te confesso abertamente
Sob a imaginação que te procura
Na espera que me sigas
Que sofro desse mal metrificante:
Claustrofobia do silêncio
Poesia - C. Talesman - Há Segunda Estrofe?
November 14, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - Há Segunda Estrofe?
Houveram temas de sinfonias
Perfeitas como a
Harmonia, alegria, comunhão
Luz dourada, ingenuidade, amor
Círculos, amizade e paz
Desejadas por todos
Elas foram
Faz tempo que trocamos
De alma antiga para outra
Ordem, luta, separação
Panning, ousadia, paixão
Octágonos, união e guerra civil
Foi nessa troca que mudamos o
País dos pais da corrupção
Trocando políticos com a Morte
Até o pacífico cansa na confraria
Dos homens e mulheres cansados
Na humilhação de poucos
Poesia - C. Talesman - Urinocinese
November 8, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - Urinocinese
Privatizaram o banheiro público
Cobrando-me R$ 1,00
Eu que já pago
Meus impostos e não preciso
Pagar manutenção
Nem compra de material
Nem funcionário
Tudo isso a mim
De imposto sobre imposto
O neoliberalista prejudica
A população
Move-se nos meus fluídos
Depois de ser humilhada, sorri e paga
Ou vai à praia ou ao rio usar
O banheiro dos cachorros
Na bela visão de cadáveres
24 horas aberta, a praia
7 dias da semana
R$ 200,00 é a diária
Fim do mês são R$ 6.000,00
O custo dessa humilhação
Essa urinocinese ou
Indústria da excreção
*|Tarja Turunen: Until My Last Breath
Poesia - C. Talesman - Odaxelagnia Da Paz
November 6, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - Odaxelagnia Da Paz
Em todas as revoluções que li
Existiam políticos que desviavam
Dinheiro do povo, compravam
Jornais e decisões judiciais
Tinham controle da polícia
Da alfândega, do tráfico de drogas
Fraudavam documentos públicos
Até que o povo resolveu unir-se
Para assassiná-los
Sim
Este nunca me pareceu um ato
De crueldade
Sempre foi deixar que esses políticos
Donos absolutos da verdade
Da riqueza e da justiça permanecessem
Vivos destruindo a vida da coletividade
A pergunta é quanto
Tempo demora para que ocorra
Esse assassinato?
De uma cidade é mais importante
Do que a vida
De um pequeno grupo de homens vis
Quem mantiver a paz no tempo
De corrupção nunca obterá
Uma cidade justa
*Aerosmith: Ain´t A Bitch
Poesia - C. Talesman - Dominação Sem Dinheiro
November 2, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - Dominação Sem Dinheiro
[Fúria se formando no ar]
Grupo enraivecido
Com o encanto coletivo
Do compartilhamento
Tentou apropriar-se
[Fúria condensado no ar]
A coletividade vê a ética
Esganou-os precipitadamente
Com todos os pensamentos guardados
Nos armários de livros e livros de armário
[Fúria liberada no ar]
Temporariamente eles se dissiparam
Numa neblina orgânica
Vazaram do encanamento público
Para o neonazismo e vingança
Combatidos, eles perdem
Seu valor, os seus asseclas choram
De dor por verem seus líderes desfigurados
[Revolução se formando no ar]
Por aqueles que dominam o mundo
Sem possuir um centavo
A Filosofia é a dominadora
Arma da justiça contra quaisquer
Gullag física e virtual
[Revolução indissipável]
Engana-se quem pensa
Que manda em cérebros
Inteligentes e libertários
Enquanto distribuímos
Nãos velados e nãos
Poesia - Hugo Lima - Depressão Pós-parto
November 2, 2012 - No comments yetPoesia - Hugo Lima - Depressão Pós-parto
O meu amor partiu
Em cesariana
E o que restou
Foi a dor
De uma saudade
Prematura
Poesia - Hugo Lima - Partida
November 2, 2012 - No comments yetPoesia - Hugo Lima - Partida
De fusquinha ou de avião
Hei de fugir
Dessa ilusão
Poesia - C. Talesman - Hipnoterapia Para O Amor Passado
November 1, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - Hipnoterapia Para O Amor Passado
Se eu partisse nessa incepção
O que sobrariam de minhas verdades?
Respiração, sono, sonho, passagem
O que é vida depois que partimos?
O que é o instante sem poesia?
O que é a constante de incertidão?
O que é acordar na ilusão?
Um dia quem pertenceu a outro corpo?
Um dia quem usou o amor dentro de si?
Uma noite eu voltarei ao passado
Para demonstrar-me em uma viagem astral
Pelo teu sorriso, pelo teu olhar
Pelo toque das tuas mãos
Pela tua emoção
Para buscar tua vida
Pelas tuas lágrimas de felicidade
Deixa-me aqui, doutor
Esquece o meu fio dourado
Deixa-me estar deste lado
Deixa-me no colo desta madrugada
Nesse divã até que eu parta
De volta ao coração dela
Poesia - Ana Clara Matos - Conflito
October 28, 2012 - No comments yetPoesia - Ana Clara Matos - Conflito
Não se pode falar nem esperar que entendam
Elas não podem sentir ou sequer lhe tocar
Não podem lhe salvar ou lhe alegrar
Fazer ouvir ou acreditar
Você já sabe, mas continua
Insiste com o querer
Você já sabe, mas continua
Insistindo com o enganar
A querer o que já sabe que não é
Atos e consequências se tornam marcas
Manchas que cobrem o que existe
Palavras e afirmações acabam em pó
Cada migalha uma pedra, uma flor
Cada migalha um desejo, um temor
E a dor
Arrancada pela razão
Se resume em lamentos
Lamentos vindos da insanidade
Que acendem o arrependimento
Ansiando o querer, o poder, o amor
Ponderar o que existiu agora é ignorância
Enxergar o que não se via é um passo a frente de você mesmo
Palavras que um dia fizeram sentido
Palavras que um dia mudaram o mundo
Hoje não passam de apenas sons escutados
Esquecidos e ignorados
Fundir o metal com o ouro
Em uma tentativa suja de agradar
Muito fácil de apagar
O que seria o silêncio sem o pensar?
Um vão escuro que cobre a mente nunca se tornará luz
Dependendo do que a luz for para cada um de nós
Sentar e esperar a inocência aparecer
Costumar caminhar ao infinito tornou-me um turista
Perdido em um mundo vazio e sem nenhum sentido
Caído em um lago qualquer
Fundo o bastante para se afogar de alegria
Se refugiar do hábito fétido comum a todos
Que congela a mente com uma simples propagação
De enganações e ofensas à mente humana
Quão atraentes são os caminhos
Quão atraentes são as entrelinhas do parecer ser livre
O existir apagado pela ignorância
Estado vegetativo
Ignorância programada
Ignorância com sucesso
Ovação pra quem merece?
Não é preciso, quando os atos falam por si
Mundo cego
Acreditando no que pensa ser errado
Sem conhecimento do real
Senso comum e sangue se misturam
Combustível para atos que incitam gargalhadas
Orgulho e superioridade
São apenas o real
E o irreal continua preso
Na mente de quem almeja a liberdade
Sem ao menos perceber
Poesia - C. Talesman - As Guerras Anônimas
October 27, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - As Guerras Anônimas
Existe guerra mais bela
Do que aquela que o inimigo
Não consiga ver?
Existe guerra mais bela
Do que as células aglutinadas
Consigam prever?
Existe guerra mais bela
Do que o segredo e o medo
Que a justiça possa fazer?
Existe guerra mais bela
Do que a interna
Libertada pela janela
Para que o mundo possa saber?
Existe guerra mais bela
Do que ver a queda
De um não assumido ditador?
Existe guerra mais bela
Do que a ruína dos dados
Após o infortúnio de ter comprado
Um advogado
Para os seus crimes esconder?
Existe guerra mais bela
Do que a prisão no coração
Da liberdade de um corrupto?
Exite guerra mais bela
Do que o sadismo de um jogo
Do político criminoso
Em uma panóptica virtual?
Existe guerra mais bela
Do que manter os Recursos
Públicos capturados
Em maioria na Educação?
Existem guerras mais belas
Infinitamente guardadas
Em nosso ideal
Esperando uma liberta
Ação
Depende de cérebros e mãos
Secreta
Ação
De monumentos e caravelas
Poesia - C. Talesman - O Demagogo Guloso De Voto
October 26, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - O Demagogo Guloso De Voto
Meio ator, arteiro e rei inglês da fantasia
Quem não percebeu as paradas
A cada três sílabas lotadas
De uma mentira falsificacionista
Hipnotizante de amigos zumbis
Meio mortos, meio vivos
Foi um abandono apocalíptico
De si quando apontou uma máfia ilusória
Em elfos para disfarçar seu crime
Organizado de neonazismo
Não havia amor naquilo
Na cidade assediaria
Com neoliberalismo em todos
Os cantos não seriam públicos
Arrependidos com um Narciso
Autoproclamado o mais preparado
Quando de fato é o mais contraditório
Vindo do partido mais corrupto
Assumido Júlio César contemporâneo
Sem nem ainda ter ganho prestígio de algo
Inseguro que fala de mudança
Mais que idiota público contrata
Assessores e pessoas não preparadas
Para resolver problemas básicos?
Enquanto não sabe usar sua rede social
Online como meme Genius no espelho
Dentro de sua pick-up de 100 mil reais
Decidirá o destino de seu ônibus
Mais em quem você vai votar mesmo
Senhor nulo?
Não vai comprar filósofo de banheiro
Pensando que com(o) Maquiavel dormirá
*Dream Theater - The Root Of All Evil
Poesia - C. Talesman - O Algoritmo Complexo
October 18, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - O Algoritmo Complexo
Mesmo assim não desistiria de acreditar?
Quando os corpos se desfizerem no nada
Em alguma solidez, a sua aversão restará?
Há beleza - não para substituir o antigo -
Para completar um ciclo físico e natural
Como a origem química da água
Ou dos componentes do mais ávido veneno:
Como a liberdade filosófica coletiva e individual
Houve um dia onde os homens se enganaram
No passado, tornaram a Ciência uma amante
Enquanto casavam com a Religião
Ignorando as mortes do Renascimento
Por uma mitologia da inocência e estupidez coletivista
Esse teatro da mente, erro explorável
Por igrejas de políticos-pastores
No erro inconstitucional mais bem crível
Fez o mundo convulsionar mais de uma vez
Por facistas que lutam em nomes de deuses e profetas
Que em nada contribuíram com a inteligência global
Criando o comportamento grupal:
Pelo medo de serem punidos, uns negaram a Ciência
Para abdicarem da liberdade plena do indivíduo
Realizando uma "justiça", que tornou a sociedade dependente
Foram mais de um hitler, quando baixamos a cabeça
Para a ditadura religiosa implantar sua doutrina
Disfarçada de amor e paixão, para que não notássemos
Que eram ações do crime organizado
Esforçadas em retirar toda nossa vontade
De viver independentes de instituições
Então
Decidimos optar por alterações em leis
Que tornassem estes corruptos prisioneiros
De seguranças máximas ao invés de perdoá-los
Por não exporem suas arrecadações em transparência
Abrimos suas vidas em tribunais para que não sobrassem
Centavos para fins pessoais
Humanos, somos todos
Uns tolos se após a previsão desse algoritmo complexo e previsto
Continuarmos despejando bens livres de imposto
Junto da virgindade de nossas crianças
Nas mãos de sacerdotes tão vis e milionários
Todo este crime sim terminou
Aqui na quarentena de nosso pensamento
Que começou neste poema
E terminará em uma grande revolução
*Luneta Mágica: Aqui Nunca Nasceram Heróis
Poesia - C. Talesman - Limite, Um Borrão Para Os Astigmatas
October 18, 2012 - No comments yetSentimentos amputados
Alma empenada (isso não existe)
Desesperado e inconsequente
Com índole de herói contra o crime
Onde todo mundo é o medo
Aquela parte de mim não tem
De um ex-sogro que ensinava:
Viver assim é o afastamento dos "amigos"
Pois que vivam longe
Dizer não, eu aprendi cedo a não chorar
Se existe um desejo pelo qual irão se lembrar
Será o desejo de marcar o tempo
Com o ímpeto de quem desconhece
A palavra limite é um borrão
Talvez eu deva ouvir Richele
Empenhar-me mais na poesia
Poesia - Hugo Lima - Explosões/Iscas/Sextas-feiras 13/Alusões Repentistas/E O Cacete.. (Ou Autodefinição Por Um padrão Repentista)
October 18, 2012 - No comments yetPoesia - Hugo Lima - Explosões/Iscas/Sextas-feiras 13/Alusões Repentistas/E O Cacete..
(Ou Autodefinição Por Um padrão Repentista)
Esmiuçando
Esfiapando
E despedaçando
Desmorono-me e revelo-me em nuances
No prisma de meus eus e ais
Assim sem mais
Me traduzo ao pé da letra
Ou tento:
Fragmento sem encaixe
De poema sem saída
Cafarnaum de partes e pestes
E portos e places
Sem cais e cordas
Com caos
Editor de rasuras, em explosões repentistas
Foguetório/Crematório das neuroses
Psicoses e metempsicoses
Escarcéu de cores, cóleras, taras, crimes
Desvãos prateados
Engalanados de noturnas insônias, infâmias, insânias
E blasfêmias
Limo cor de musgo
Céu cor de gelo
Vou abrindo e fechando
Fechando e abrindo
Minha caixa de Pandora
Sou sócio, carteira assinada e livro de ponto
Componho partituras em sílabas
Fundindo escrito e oral
Na marra, no pau
À beira de um troço
Mas eis que fico tonto
Escuto vozes
Misturo-me às alucinações
Feito simbiose
Sigo
E não traduzo
As algaravias ruminadas
Das vias esburacadas
De minha carcaça estofada
De tudo o que abrange
A palavra enigma:
Apraxia
Sou senhor de mim mesmo
Até onde olhos vêem
Descendo das elegias, das odes, das palinódias
Das paródias, das glosas, dos sonetos
Dos tercetos e sextetos, cianuretos
Da poesia incrustada feito fruta cristalizada
No pão doce
Da expressão chama+abc
Do canhão lançador de sincretismos ilusionismos e paradigmas
À fortaleza inimiga
Da porralouquice
Em freadas bruscas
Da iconoclastia, da iconolatria
Da magia negra
Das macumbas, das quizumbas, catacumbas
Do moderno, do inverso, do inverno
Da “boca do inferno”
Eis Gregório incorporado
Do Santo do Pau Oco
Do espírito de porco
Da relva, do lodo
Da selva, da maluquice dos manicômios dos malucos
Da venda dos olhos
Da fenda das falhas
Das fagulhas
Das imperfuráveis madeiras brutas
Parceiras e sócias majoritárias
Do clube de minhas sextas-feiras
Treze
Da matéria, da antimatéria
Da arte que pulsa na artéria
Dos desabafos fantásticos do Sairlomoon:
O ourives
Do simples ato de escrever
Para anuviar os excessos
Para despistar os ardis
Para decifrar os enigmas
E apagar o incêndio
Que de tão abastado
Reduz a escrita
a um mero pano molhado
Poesia - Hugo Lima - Preâmbulo
October 18, 2012 - No comments yetPoesia - Hugo Lima - Preâmbulo
Ser pele
Ser amor
Ser leve
Deixar-se por si só
E ser
Poesia - Hugo Lima - Descanso
October 18, 2012 - No comments yetPoesia - Hugo Lima - Descanso
Para os meus pés
O conforto de umas nuvens
Flores e poemas para a maciez dos dedos
Paisagem:
Assim descansa meu olhar
Poesia - Hugo Lima - O Ser E O Tempo
October 18, 2012 - No comments yetPoesia - Hugo Lima - O Ser E O Tempo
A um passo da eternidade
Morro de tédio
Poesia - Hugo Lima - Sobre A Onda
October 18, 2012 - No comments yetPoesia - Hugo Lima - Sobre A Onda
Uma onda
É uma onda
É uma onda é
Uma onda
Que se quebra
No horizonte curvo
Das pedras
Poesia - Weverthon Manfredini - Lobo Mal
October 15, 2012 - No comments yetPoesia - Weverthon Manfredini - Lobo Mal
E eu torço pra que quando você for
Não volte nunca mais
Esqueça o que passou
Ou o que ficou
Já é tarde demais
Não pense que eu vou voltar atrás
Por seus olhos azuis
Meu coração numa bandeja
Pra você eu pus
Olhe pro fim do túnel
Lembre-se de mim
E perceba que não existe
Luz no fim
Agora é game over
Fim da linha
Bandeira final
Não tem empate
E nessa história
Quem vence é o lobo mal
Poesia - Weverthon Manfredini - Azulejo
October 15, 2012 - No comments yetPoesia - Weverthon Manfredini - Azulejo
Eu era pra ela o companheiro ideal
Dava carinho, amor, compreensão
Achava lindo o seu sorriso matinal
Ela era o norte, ela era a minha direção
Eu tinha mesmo um orgulho sem igual
Ao vê-la pronta pra dormir, que tentação
Mas também sentia um medo quase irracional
Só de pensar em uma possível traição
E um dia, ao chegar cedo do escritório
Encontro ela com outro em nossa cama
Dando a outro o que era meu e nesse ensejo
Digo que os dois não terão digno velório
Pois não traí quem realmente me ama
Só me resta o sangue dela no azulejo
Poesia - Weverthon Manfredini - Guilhotina
October 14, 2012 - No comments yetPoesia - Weverthon Manfredini - Guilhotina
A inquisição já faz um tempo está extinta
E mesmo assim tu insistes em tortura
Dizes que queres que eu entenda e que sinta
O quanto a vida pode ser árida e dura
A ingratidão é uma fera vil, faminta
E que vem sorrateiramente em noite escura
E antes que a sua fria presença, eu sinta
Ela me aplica uma pancada certa e dura
O que eu fiz pra merecer esse castigo?
Eu simplesmente dormia com o inimigo
E a luz aos poucos vai deixando minha retina
Eu a amava tanto e a tinha como amiga
Infelizmente ela era mais uma inimiga
E o sangue dela agora suja a guilhotina
Poesia - C. Talesman - U.F.C (Um Falsificacionismo Comunitário)
October 14, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - U.F.C (Um Falsificacionismo Comunitário)
"Vitória, se foi para sempre"
Quando um povo partiu do esporte
Para o futuro, alcançando um ataque
No miocardio antes do convencimento
Onde esportes são maiores que mensalões
Sabem perfeitamente cada detalhe
Dos diretos aos mata-leões
Contudo não sabem prender um político
Não sabem surrá-lo em um tribunal
É um falsificacionismo para provar
Que o comunitário é tão imbecil
Quanto um homem ignóbil e iletrado
Esse é problema do seu país
Torcem demais pelo motivo errado
Uma onde homens separados eram unidos
No seu mundo "Vitória se foi para sempre
Somente lembranças permanecem
Ela faleceu
Ela era tão jovem"
Vitória estaria viva em muitos corações
*Obs: paráfrases da música Fatal Tragedy, da banda Dream Theater
Poesia - C. Talesman - O Apocalipse Do Político Centrado
October 14, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - O Apocalipse Do Político Centrado
Era homem de grande inteligência
Era humano de imensa bondade
Era ser enganado
Pela ideologia do partido orgulhava-se
De perseguir e oprimir o direito de liberdade
Era homem puxa-saco
Era humano de egoísmo elevado
Era ser centrado
Na riqueza do magnata
Na pobreza do miserável
Um dia, o povo esperou armado
Após o trabalho na Câmara
Ele saiu e foi linchado
Não foi bonito. Porém morreu o motivo
Da falta de oportunidade
Porque quem está cansado cansa
De se ver diariamente lesado
E procura na vingança um culpado
Da morte da comunidade
Que sem casa, de fome pereceu
Poesia - C. Talesman - A Faísca Do Ódio E Da Vingança
October 14, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - A Faísca Do Ódio E Da Vingança
Quando precisar dos conselhos
Dê palavras aos amigos em personas
Quando precisar dos favores
Aperte as mãos de suas alianças
Quando precisar da Arte
Emoldure-os num quadro
Quando precisar dos amigos
Exclua os corpos aos demônios inventados
Em uma face menos pessimista e fúnebre
Um réquiem de consideração é a preciosidade
Aos premiados. Não aos ingratos
Permaneçam em suas lágrimas e solidão
Amizade não é um abraço da sorte e do acaso
Espero que consigam fugir da fagulha
Anterior ao cogumelo da potência do sol
Poesia - C. Talesman - A Queda Do Castelo Branco
October 13, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - A Queda Do Castelo Branco
Na tempestade o vento sopra
O castelo de coca
Voa para as mãos da PF
É mais um membro do crime
Organizado que agora é preso
No negócio familiar, o medo
Da união de parentes ruir
Já quebraram-se os corações de muitos
Famílias se foram por narizes ávidos
Por violência:
Quantos foram os furtos e assaltos?
Os espancados e as retiradas de vida?
A contagem bancária do líder?
Qual a finalidade da distribuição do final?
Quando a investigação termina
Era uma vez um nobre do castelo
Coberto de choro, podridão e pó
Poesia - Lincoln Moreira - I.M.
October 11, 2012 - No comments yetPoesia - Lincoln Moreira - I.M.
Anoitecia meus pensamentos como vorazes desfechos
De solidão nos desertos íntimos d’alma extinta
Sobre meus pulsantes enleios de anátemas infantis
Sobressaia-se meus resmungos em suaves reflexos
E seus olhos intimaram meus olhos em fotos infinitas
E tua voz foi o sussurro da lua enamorada
Surgiste como o amanhecer das flores
Antes de qualquer coisa, meus olhos perdiam-se errantes
Pois hoje são teus olhos meus maiores almejos
Poesia - Lincoln Moreira - Estreito
October 11, 2012 - No comments yetPoesia - Lincoln Moreira - Estreito
Sinto como algo que ninguém
Alguma vez sentiu no peito
A solidão dos que amam alguém
E chora os pesares em seu leito
Da frustração ínfima que tem
Como em estrelas sem brilho e com defeito
A demônio da revolta à mim, vem
Todo ardor de amor agora desfeito
- morte d’um louco - quem sabe convém -
Mesmo assim estaria insatisfeito
Toda dor que emana em mim provém
Da falta de ti que em mim fazia efeito
E o coração, que os vermes comem
Já não respira de desgosto. Amém
E eu, escolhido pra sofrer, o eleito
Cá estou, sem rumo, sem som, sem jeito
Poesia - Lincoln Moreira - Traição
October 11, 2012 - No comments yetPoesia - Lincoln Moreira - Traição
Em lágrimas mortas de desespero
Sangra e pulsa o bastardo dos leves
Tremores de tenores numa sinfonia sem espelhos
Arrasta ao intimo do ateu, apertos breves
- De perto a constelação não é tão bela, nem almejada -
Fitando-o bem parece até condenado
Inferno em mares de traição consternado
Nunca poderei esquecer aquele olhar
Não que esta seja a minha vontade
Mas quando se morre uma vez
A morte sempre volta p’ra visitar
Sangro e tudo que vejo é vastidão
A vastidão dos meus olhos, dos teus atos, do coração
Nesse coração vasto vejo rica tristeza disfarçada de mendigo
Se a trilha incerta de espinhos camuflados no domingo
Tivesse permissão de personificar a tristeza num cidadão
Este seria eu. Andarilho que caminha num silente turbilhão
Nunca poderei arrancar meus olhos
Oh! cadavérica alma dançante
Se mesmo assim faria ela parte mim
Todo gosto azedo
Que cobre
O chão e o céu
Inundando-me em ramos de ira sem fim
Não domino as horas nem os dias
Porém, congelei o tempo sem minha permissão
Tudo morre, se perde diante daquela visão
Sangro e parece que vai demorar cicatrizar
(Colhi ramos de ilusão pensando que eram flores)
Este colapso de sensações te dá se caso um dia amar
Adverto-lhes: cedo ou tarde sofre-se
E morre-se de amores
Queria que tudo isso parasse
Porém, não domino as horas nem os dias
Queria entender que sentimento era aquele em seus olhos
Estou com frio, sou frio e triste
Antes disso, loucura e desejo unem-se a ingenuidade
Assim se faz o prelúdio do arrependimento
Destila o conhaque entranha abaixo
Desilusão desgraçada de veias latejantes
Se as coisas continuarão como antes
Porque a dor permanece e aumenta o inchaço?
Na seção um não fumante entre os fumantes
Morrem palhaços, poetas e os capachos
Por todo o coração tem marcas de feridas latejantes
Corolário do amor: dor. - escrito sem dó no coração, na parte debaixo
Minha cabeça gira e me escurece a vista.
Dor pior é saber se você gostou e se conscientizou.
O fato é que meu amigo Goethe já dizia:
“palavras mudam muito ao contrario dos atos;
Só quero ver os fatos.”
No mundo hei de ser o taciturno
Melancólico ateu de preces sem deus
Se me amas tanto deveria entender
Que amar está contido eternamente
Sem nunca dar adeus
Pesares inquietantes de oceanos noturnos
Às vezes um farol pode ser um infortúnio
Melancólico ateu sem preces, sem deus
De repente, florestas tornam-se desertos
Grito. Entra sem cerimônia levemente
A tristeza típica de quem ama sem porquê
Ama. Chora. Porque ela não vê?
Todo momento dessa eternidade desgraçada
E já fatigada, teve espaço pra mais um pesar
Treme todas as tulipas turbilhantes
De terríveis toadas trevosas numa máquina de tear sonhos
Sonhos. Que sonhos? Sei apenas que sonhos
Nascem e morrem tentando ser reais
Oh! Conhaque amigo chora comigo o coração do quadro
Malditamente abençoado de insetos carnívoros
Meu poema é um grilhão deformado
Que sinaliza para a morte. Um recomeço surdo
Toda e qualquer forma de chorar já o fiz
Então. Não quero seduzir teu coração turista
Não quero te vender o meu ponto de vista
Se acaso eu novamente morrer
Quem vai lavar meu manto sujo de sangue?
Inglórios demônios de vestes negras
Ficam ao meu lado destilando vodca e ódio
Nem amigo nem estaticidade me consolam
Até o poema perdeu a rima
Até meus olhos me traíram
E este papel maldito, mas folha tão simples
É meu melhor amigo e inimigo
Assim como a morte, que estupra
A mim e a esses versos brancos
Quando as palavras se confundem na mente
E todo o livre pensar está preso em faróis vermelhos
Eu fico atordoado parecendo um demente
A sutileza irrompida no rachar d’alma em espelhos
Coração se esvaindo: desamor...que bom revê-lo
Poesia - C. Talesman - Luz Dura
October 3, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - Luz Dura
A beleza são pontos
Na vista: a marca, a sombra, a mancha roxa
Assegurada no papel liso entrava
Na família, mais outra
Ruga exposta e fratura
A marca do besta e da Maria
Da Penha, de manhã pelo entregador
A notícia de ida da outra
A indiganação é satisfação
De muitos. É pra chocar
Poesia - Eylan Lins - Musa Graciosa
October 3, 2012 - No comments yetPoesia - Eylan Lins - Musa Graciosa
Não vejo em você a efígie de uma mulher
vestida de trinta e outras mais primaveras!
Vislumbra-me as retinas, o reflexo, veras
tatuado, de uma singular joia azul a colher.
Como diamante raro, de luz translúcida,
lapidado pelo hábil e velho mestre tempo,
desponta – oh musa graciosa – do talento
das bailarinas primorosas d’arte da vida!
Mas não é só a formosura estética, fogosa
desse teu corpo delineado de rosa menina
a única venustidade desta obra talentosa.
Existe outra que devera me fascina, viçosa,
escondida por detrás de uma tênue neblina:
a beleza metrificada dos lírios de tua alma.
Poesia - C. Talesman - A Fuga Do Passado Esquizofrênico
September 27, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - A Fuga Do Passado Esquizofrênico
Direção espiritual? Precisavam
De porquê. Não entendiam
Não filosofavam por si mesmos
Eram umas vidas esquizofrênicas
Até agora. E apenas até aqui mesmo
Onde a inconsciência do fato de origem
Desfez-se da moralidade do escravo no vento
Poesia - C. Talesman - A Moda É Um Leviatã
September 27, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - A Moda É Um Leviatã
Rapidamente, passam os ciclos
Para mudarmos de belos superficialmente
Um artista é o rei coroado
Que assume a tendência de ordem da vida
É uma lei moral para não nos mantermos nus
Para aquele que vê um futuro de pobreza
Em um mundo que te faz distribuir teu lucro para um
Numa constante diária, existe a possibilidade de seguir
Seu próprio absolutismo como rumo
É uma fuga moral para nos mantermos nus
Poesia - C.Talesman - O Domador Das Artes
September 25, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - O Domador Das Artes
Das missões que a arte determina:
O arquiteto é o domador da natureza
O poeta é o domador do verso
O fotógrafo é o domador da luz
O escultor é domador do objeto
O filósofo é domador do conhecimento
O pintor é o domador das tintas
O cineasta é o domador do filme
Em um gênio, admiração é dominadora
Do polimatismo
Poesia - C. Talesman - Otorten
September 21, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - Otorten
Alaranjados corpos envelhecidos
Órgãos em sofrimento radioativo
Visita do assassinato serial e desordem
Rompimento da Exopolítica na área do Portal
O fogo-fátuo OVNI multi-dimensional
Na neve branca, expulsou os 9
A evidência dos dentes caídos propositalmente
Restos e 10 km entre o ponto amaldiçoado final
Pularam no espaço/tempo
Poesia - C. Talesman - Australiana
September 21, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - Australiana
Lagartos e monstros malignos
Demônios e espíritos sombrios
Gritos agudos e turbulência cinzentos
Força eletromagnética e interferência da Serpente
Do Arco-íris sinta-me o cheiro e conhece-me
Como povo da tribo: uma máquina voadora
A espaçonave dA Montanha Negra
Poesia - C. Talesman - Yakutia
September 21, 2012 - No comments yetPoesia - C. Talesman - Yakutia
O Vale da Morte dos caldeirões
Grandes de 7 metros em número 7
Da vegetação atípica e desolada
Do pântano e suas névoas siberianas
Feridas na pele que não sara
Afundada na terra, os cérebros
Perdem a visão, a pupila dilata
Força eletromagnética e radiação
Para os que se aproximam do espaço
Indesejosos, lança-se um blazar
Dos antigos demônios da floresta
Um dia, Tunguska tombou assim
Como homens na loucura e na doença
Poesia - Eylan Lins - Manto De Bruma
September 12, 2012 - No comments yetPoesia - Eylan Lins - Manto De Bruma
O poeta, vestido de flores
Em seu derradeiro suspiro,
Ascendeu-se a luz intensa
Para tornar-se estrela guia!
Se junta a velha constelação
Dos bardos reis, navegantes
Timoneiros da grandiosa arte
Das rimas, notas e cantos...
Chega vestido em seu manto
de brumas, florido e cintilante
Para tomar posse, o fiel imortal
De seu novo reino de encantos.
Entre seus rondeis, sol de feira,
Frautas e outros belos (re)versos
Descansa a velha pena de tinta
sobre o florilégio de seus versos!
Poesia - Tony Saunier - Campo Antigo
September 12, 2012 - No comments yetPoesia - Tony Saunier - Campo Antigo
Repouso no sonho de um campo antigo
E vejo tudo: o barranco, a soleira, o abrigo
Ah, lá vem a canoa, sorriu a saudade
Quando em menino de tenra idade
Brincava de singrar o lago
E chegava tardio ao seu afago
De repente, acordo no silêncio noturno
Rente à rua, me detenho, taciturno
E olho as estrelas que a noite não apagou
Mas, na antemanhã, a saudade acordou
Ouviste, pai, o imitar do japiim?
Eu, daqui, da minha estranha casa
Só ouço um canto doce e triste
Dizendo: "vou voltar, enfim"
Escuro é o pássaro de ligeira asa
Que canta a certeza que não existe
Fora Do Eixo Comunica #47
September 11, 2012 - No comments yet
|
Poesia - C.Talesman - A Moralidade Do Escravo Está Morta
September 9, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - A Moralidade Do Escravo Está Morta
Palavras que precisam
Ser reajustadas para que pareçam
Loucura menor
Palavras que incitam
Ser desajustadas para que pereçam
(Na) Loucura menor
Palavras que pacificam
Quando houver razão
Na loucura mundial
Nesse confronto com palavras
Mostraremos-lhes a Constituição
E se desafiarem com folhas mortas
Invocaremos a ciência do pensamento
Passou-se o tempo do punhal e da inverdadeOnde há animosidade de uma ferida
Foi mais importante que uma ideia perigosa
Porque tudo que era livre causava mal
Na prisão metafísica da humanidade
Sem a moralidade do escravo
A vida é verdade
A mentira é a obrigação
Que o comum para semprePare para admirar
A imparabilidade dos gênios
Poesia - Márcio Ide - 2012
September 9, 2012 - No comments yetPenso que a Resistência
A Nova Resistência terá que ser
A contemporaneidade: Deleuze, Foucault
Por favor, me refute
Poesia - Márcio Ide - Analítica De Um Novo Sublime: Os Novos Compositores do Tempo
September 9, 2012 - No comments yetPoesia - Márcio Ide - Analítica De Um Novo Sublime: Os Novos Compositores do Tempo
Os novos compositores de Tempo
Os novos navegantes são
Meditam entre Dionisios e indutores
Entre Novas Alquímicas-anímicas
Antes de dormir, ouvem música
Bebem suas dionísiacas
Se abrem a infinitos de significação
Lindamente, distraidamente ou não
Inspirando frescores, sim, o tempo fere
Abrem Infinitos na Liturgia Fascinação
Vêm cá, Flor, vamos lá
Poesia - Márcio Ide - Pureza Coração
September 9, 2012 - No comments yetPoesia - Márcio Ide - Pureza Coração
Rosa, ó Pura Contradição
Delícia de ser o Sono de Ninguém
Debaixo de tantas coberturas
Epitáfio de Rilke
E no meio da insana guerra dos impérios da vida
Eu encontrei meu coração
E é assim como a Vida flui imensa
Não, não é a intensidade
Só confetes em cíntilos na festa dos instantes em olhos
É sobretudo a Pureza do Tempo
Inominável
Mais que isso, não há
Nem se pode dizer
É preciso abrir o eu em totalidade e serenidade
Depois é que se canta o Infinito
Sou dono do meu coração
E ele, o Coração da vida, é meu amado
Poesia - Márcio Ide - Felicidade
September 9, 2012 - No comments yetPoesia - Márcio Ide - Felicidade
A melhor maneira de ser
Eles te amarão e te farão feliz
Só você se fará feliz
Não terá seu exército de amores
Lutando por vocês
Poesia - Márcio Ide - Sapore
September 9, 2012 - No comments yetPoesia - Márcio Ide - Sapore
A metafísica caiu
A Ética caiu
Resta a Estética
Com ou sem aparato
Talvez a Estética salve
Poesia - Márcio Ide - A Escolha
September 9, 2012 - No comments yetPoesia - Márcio Ide - A Escolha
Em torno da década de 70
- Ou você se cala ou vai morrer
Houve os que morreram
Poesia - Márcio Ide - Hoje
September 9, 2012 - No comments yetPoesia - Márcio Ide - Hoje
Hoje é o dia mais feliz
Ninguém te avisou?
Pois eu te lembro
Hoje é sempre o dia mais feliz da sua vida
Poesia - Márcio Ide - A Liturgia do Fascínio: Escravos da Beleza
September 9, 2012 - No comments yetPoesia - Márcio Ide - A Liturgia do Fascínio: Escravos da Beleza
Os escravos
Que mais amam o Tempo
Nosso destino de milagre de flor
Toda alegria e toda dor
Flor e céu se respiram
Sóis e buracos-negros
Se sorvem
Se devoram
Se beijam
É o Duelo de Flor
Nada mais
Nosso coração é devastado.
Na imensidão do coração renascemos
A sublime arte
É fenecer infinitos crianças
Para que o Eterno prossiga no Efêmero
Os cantos compõem as pétalas
Guardo minha pureza com a tua
Nas profundezas do Mistério de Amor
Provar a beleza é inacreditável
E é a prova mais terrível de Delicadeza e Força
Vi teu olhar, tão nu, tão em mim
Tive a certeza
De que jamais ninguém poderia ser mais feliz
Do que nós estavamos sendo
Nas confusões sutis e delicadas dos instantes
Vamos brincando de existir
Moldando o coração nascendo
Ourives da fonte do Fascínio
Infinito... eu me abro em ti
Infinito, eu te abro
Navegamos o Amor, a Memória e o Tempo que nos navegam
Esquecemos, lembramos, vertemos o Eterno
No coração do Efêmero
Tudo é um grande Amor
Poesia - C.Talesman - O 2º Mundo Sem Bibliotecas
August 30, 2012 - No comments yetPoesia - C.Talesman - O 2º Mundo Sem Bibliotecas
1. Povo
Recebe tua miséria
Mês a mês é uma fome
Dia a dia é uma tristeza
Que consome o cérebro
É um falta de ar no hospitl
É um guerra civil sazonal
É um sentimento de andar de lado
É um sorriso no mês do espetáculo
2. Governo
Aprecia o teu reinado democrático
Onde o analfabeto é prioritário
Em mudar o mundo com o voto comprado
É um desvio de fluxo singular
É uma mantenimento da campanha deseducacional
É um patrocínio à arte imbecil
É uma pesquisa mentirosa no jornal
É o uso do tráfico de armas, drogas e informação
3. Manifestação
Festeja a tua ação
Sem o príncipe de Maquiavel
Achará graça e impedimento
É um tédio em pouco conhecimento
É um desconhecimento dos órgãos de cobrança
É um anarquismo de envergonhar Bakunin
É o não contato com o alien do Ministério Público
São uns idiotas brincado de falar verdades
Sem pedra angular, que nem bêbados
4. Gênios
Eles não existem mais
Por aqui, quando a biblioteca morreu
Deixaram de nascer
Nunca mais veremos um Chopin, Russerl
Nem uma cabeça de Platão
Porque as Ordens resolveram-se
Pela harmonia com a corrupção
Esquecer junto com o Mundo
Bolsa Interações Estéticas – Residências Artísticas em Pontos de Cultura 2012
August 27, 2012 - No comments yetBolsa Interações Estéticas – Residências Artísticas em Pontos de Cultura 2012
BOLSA INTERAÇÕES ESTÉTICAS – RESIDÊNCIAS ARTÍSTICAS EM PONTOS DE CULTURA 2012
Rua da Imprensa, 16 – 6º andar / Setor de Protocolo – Castelo
Rio de Janeiro – RJ
CEP 20030-120
arquivos relacionados
- (17/08/2012) Edital_Bolsa Interações Estéticas_2012
- (17/08/2012) ANEXO 1A_ ficha inscr int est 2012_categoria criação
- (17/08/2012) ANEXO_1B_ficha inscr int est 2012_categoria continuidade
- (17/08/2012) ANEXO 2_carta ponto int est 2012
- (17/08/2012) ANEXO 3_form recurso_etapa1
- (17/08/2012) ANEXO 4_form recurso_etapa2
- (17/08/2012) ANEXO 5A_ guia elaboração projetos int est 2012_categoria_ criação e experimentação
- (17/08/2012) ANEXO 5B_ guia elaboração projetos int est 2012_categoria_ continuidade
- (17/08/2012) ANEXO 6_ perguntas freq int est 2012
- (17/08/2012) ANEXO 7_passos para se inscrever int est 2012
Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais – 9ª Edição - 2012
August 27, 2012 - No comments yetPrograma Rede Nacional Funarte Artes Visuais – 9ª Edição - 2012
arquivos relacionados
- (16/08/2012) EDITAL Rede Nacional 9 edição
- (16/08/2012) Ficha de inscrição _Rede Nacional_9ª Edição
- (16/08/2012) Portaria Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 2012
redenacional9@funarte.gov.br
Bolsa de Aperfeiçoamento Técnico e Artístico em Música 2012
August 27, 2012 - No comments yetBolsa de Aperfeiçoamento Técnico e Artístico em Música 2012
INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ 1º DE OUTUBRO DE 2012
A Funarte publicou, no Diário Oficial da União do dia 16 de agosto de 2012, quinta-feira, o edital da Bolsa de Aperfeiçoamento Técnico e Artístico em Música.
Módulo A: oito bolsas para cursos/estágios no Brasil com duração de três a seis meses, no valor de R$16 mil;
Módulo B: 10 bolsas para cursos/estágios no Brasil com duração de seis a doze meses, no valor de R$ 31 mil;
Módulo C: oito bolsas para cursos/estágios no exterior com duração de três a seis meses, no valor de R$ 35 mil;
Módulo D: 10 bolsas para cursos/estágios no exterior com duração de seis a 12 meses, no valor de R$ 65 mil;
BOLSA DE APERFEIÇOAMENTO TÉCNICO E ARTÍSTICO EM MÚSICA
Rua da Imprensa nº 16 sala 1308
CEP: 20030-120 − Rio de Janeiro – RJ
arquivos relacionados
- (16/08/2012) Portaria de instituicao_Bolsa Funarte de Aperfeicoamento Tecnico e Artistico em Musica_2012
- (16/08/2012) Edital_Bolsa Funarte de Aperfeicoamento Tecnico e Artistico em Musica_2012
- (16/08/2012) Ficha de Inscricao_Bolsa Funarte de Aperfeicoamento Tecnico e Artistico em Musica
- (16/08/2012) Formulario de apresentacao do projeto_Bolsa de Aperfeicoamento em Musica_2012
Telefones: (21) 2215-5278 / 2279-8109 / 2240-5151 / 2279-8601













































