Depois de um ano de intenso trabalho e envolvimento com o Circuito Fora do Eixo, uma breve análise da minha participação nisso tudo, uma prospecção e intenção....

 

No mês de Novembro de 2009 comecei a conversar com o embrionário Enxame Coletivo, à época eramos apenas amigos interessados em juntar trabalhos para desenvolver um pouco a habilidade de comunicadores com um trabalho de produção cultural, sem muita noção ainda mas entusiasmados com a conversa Felipe Altenfelder (naquele momento do Massa Coletiva, hoje Fora do Eixo) e Ricardo Rodrigues, produtor do Festival Contato, ao CACOFFE (centro academico de comunicação da UNESP Bauru). Felipe voltou mais uma vez ainda no fim do ano com a missão de trazer um maior esclarecimento à cerca dos trabalhos da rede Fora do Eixo.

 

Ainda antes de virar o ano fomos aderidos como Ponto Fora do Eixo de Bauru e tinhamos como primeira ação para realizamos o Festival Grito Rock que chegaria para nós a baixo custo com várias bandas da hora(confira). Aos poucos fomos conhecendo mais a rede e nos envolvendo cada vez mais com o processo.

 

Comecei com o trabalho no Enxame e paralelamente desenvolvia um trabalho artístico com malabarismo. Pouca antes do Festival Fora do Eixo, em São Paulo, começou-se a esboçar o que seria o PFE. Me empolguei e vi que poderia entrar com meus trabalhos por ali também, por mais que nos primeiros passos percebi que poderia ir – e bem – por ali.

 

Veja a #PFENewsletter com a retrospectiva 2010.

 

Junho foi divisor de águas. Com o Festival Canja, em Bauru, percebi que a parada era um pouco mais séria e o envolvimento foi total. Começamos o segundo semestre com a Coluna PFE que deu mais um estímulo ao trabalho das artes cênicas na rede e segundo semestre foi muito mais intenso, viajei para diversos lugares (#CirculaFdE) e participei de festivais como Jambolada, IV Encontro Novas Tendências e Contato.

 

Ainda no fim do ano dei uma oficina de manipulação de claves na Convenção Brasileira de Malabarismo e Circo que me deu mais um gás para a produção artística e investimento no meu trabalho como malabarista. O plano era aproveitar as férias pra hibernar em treinos e fechar o número “Corpo e Delírio”...Doce ilusão!!!

 

Pra quem achou que teria um período de férias tranquilo a correria foi grande. Passei o Natal com minha família em Piracicaba com mais uma família de “quase-parentes”, em que um deles esta formando um coletivo, já em conexão com o Fora do Eixo, em Santa Catarina. Aproveitei a deixa para apresentar o meu trabalho para a minha família e esclarecer um pouco mais meu “primo” e minha irmã – também artista circense e estudande da Escola Nacional de Circo e de Dança no Rio de Janeiro - sobre a rede da qual estavam empolgados com a ideia de adentrar.

 

Outra coisa bem bacana desse ano foi que conheci vários outros coletivos e comecei a perceber como é a realidade em outros locais. Passei pelo Massa Coletiva, Colméia Cultural, Amere Coletivo, CECAC, Coletivo Megalozebu, Goma Cultural , Coletivo Peleja, Coletivo Pegada e Ponte Plural. Voltei pra Bauru no começo de Janeiro e retomamos o trampo. No meio do mês na #ImersaoEnxameColetivo chegou a hora de verdade, chega de brincar. Vamos começar a trabalhar de verdade.

 

Sim. Tomei uma decisão. Por hora malabarismo fica só como hobby na minha vida. Decidi encarar o projeto do Fora do Eixo como prioridade. Aliado ao curso de Relações Públicas – no qual estou matriculado para o sétimo semestre – começo a me envolver cada vez mais com a comunicação e com a produção cultural. Uma nova etapa começa. Malabarista tem de monte, gente pra abrir as portas pra que a arte evolua realmente de forma mais global, nem tanto.

 

Direto da #ImersaoPFE planejando o @palcoforadoeixo 2011.

 

Artur Faleiros