Diário de ocupação

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Mulheres do movimento realizam última assembleia na Ocupa Paulista: a assembleia da vitória. Foto: Mídia NINJA

No dia 15 de fevereiro a equipe NINJA cobriu uma manifestação do MTST pelo direito à moradia e pela liberação do programa Minha Casa Minha Vida para as famílias da faixa 1, aquelas que ganham juntas até R$ 1800,00. A manifestação se transformou em ocupação em plena avenida Paulista, em frente ao escritório da presidência da República, estabelecendo-se como um pólo de resistência, em São Paulo.
Por lá passaram dezenas de artistas, pensadores, parlamentares, educadores, ativistas, movimentos sociais solidários à luta dos companheiros do MTST. Gente que colaborou compartilhando conhecimento e arte. A #OcupaPaulista sobreviveu ao carnaval, as atividades culturais seguiram e a luta por nenhum direito a menos continuou.

Na noite desta quarta feira, 8, Dia Internacional da Mulher, o sentimento que transborda é o de Vitória: o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) conseguiu ontem, após esses 22 dias de ocupação no escritório da Presidência, a retomada de 35 mil contratações do programa Minha Casa Minha Vida Entidades, e assim, a promessa da construção de casas para famílias com renda de até R$ 1.800,00.

Durante a ocupação, Guilherme Boulos, coordenador nacional do movimento, publicou artigo no jornal Folha de S.Paulo,  no qual citou o histórico da ocupação a ação provocativa ao projeto cidade linda do prefeito da cidade cinza, João Doria: “ao longo destes 15 dias, a ocupação ganhou um simbolismo bem mais amplo. Primeiro pela presença de gente pobre vivendo num dos metros quadrados mais caros do país. Assim como o pedreiro da música de Chico Buarque, que “morre na contramão atrapalhando o público”, a presença dos sem-teto na Paulista incomoda. Incomoda por serem pessoas que ousaram sair da invisibilidade; por colocarem-se de igual para igual, na mesma calçada, ante outros que têm a íntima convicção de sua superioridade.”

Ana Pessoa, gestora de audiovisual do FDE, conta como foi a experiência de ocupar a Paulista junto com o MTST.

Relato de Felipe Altenfelder, diretamente de São Paulo, sobre os 22 dias de #OcupaPaulista

Filipe Peçanha relata seus dias no acampamento da resistência.

Criolo na Ocupa Paulista: “Cada um da o que tem”

Confira o álbum especial de fotos tiradas durante esses 22 dias de resistência

Ensaio Mulheres da Lona Preta

 

 

 

 

 

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